A Hiperactividade vista à lupa

Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2016

Até maio de 2013 quando foi lançada a quinta edição do manual de diagnóstico da Associação Americana de Psiquiatria (DSM-5) a síndrome de Asperger era entendida como uma condição relacionada, mas distinta do autismo. É importante ressaltar que os diagnósticos em psiquiatria em grande parte seguem as recomendações do DSM e não deve ser diferente com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) que é um novo distúrbio que substitui tanto o antigo Autismo quanto a síndrome de Asperger. Podemos entender que a síndrome de Asperger passou a ser considerada uma forma branda de autismo.

Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, essa mudança é benéfica e necessária, já que todas as pessoas com transtornos do espectro autista exibem alguns dos comportamentos típicos, é melhor redefinir o diagnóstico por gravidade do que ter um rótulo completamente separado. Assim os transtornos antes "separados", seriam na verdade um "continuum" dentro do Transtorno do Espectro do Autismo o que é mais apropriado para a compreensão e a orientação terapêutica.

Uma das dúvidas que ainda permeia essa mudança é a conduta frente aos pacientes já diagnosticados pelos critérios anteriores, ou seja, se as pessoas anteriormente diagnosticadas com Síndrome de Asperger devem ser reclassificadas ou se o diagnóstico será mantido. Isso é mais inquietante para os pacientes com Síndrome de Asperger que são representados em por diversos meios na sociedade utilizando essa denominação.

 
 

Houve também mudança nos critérios para o diagnóstico: antes dessa revisão o diagnóstico era baseado em três grupos de sintomas (déficits de interação social, de comunicação/linguagem e padrões repetitivos de comportamento/esteriotipias). No DSM-5, os sintomas de interação social e comunicação social foram agrupados em um só. Agora há dois grupos de sintomas para o diagnóstico, baseado na presença dos critérios abaixo:

  • Déficits de comunicação/interação social: déficit na reciprocidade das interações, déficits nos comportamentos não-verbais, dificuldade de desenvolver/manter relacionamentos
  • Presença de um padrão repetitivo e restritivo de atividades, interesses e comportamentos: estereotipias (ecolalia, p.ex.), insistência no mesmo, adesão estrita a rotinas, interesses restritos/incomuns, hiper/hipo reatividade a estímulos sensoriais.

 

 

 

O meu «miúdo» mais crescido - não aprecia e não procura o contato com os outros, não tem interesses comuns aos miúdos da sua idade, não gosta de desportos de equipa, não tem interesse por «miúdas», rege-se por uma rotina estrita, é um genio com números e fórmulas químicas, não consegue pensar de modo abstrato, tem interesses que viram obsessão (como agora a cultura japonesa - desde o início do ano passado que tudo o que vê são animes japoneses, só fala em língua e ultura japonesa, artes marciais e literatura japonesa, vê os animes uma vez com legendas e depois no orignal durante horas, quer aprender japonês e quer ir viver para o japão, aprende receitas japonesas e tenta que eu as cozinhe), não tem malícia e não sabe usar a mentira, não consegue ler os sinais básicos das emoções, rejeita o toque, tem hiper sensibilidade à dor, não sente o «salgado» mas reage bem ao picante, sente o calor de modo intenso mas não o frio, se lhe mudar um objeto de lugar ele não consegue entender, faz crises terríveis e numa semana podemos ter um dia excelente (em que ele fala comigo, aperta-me a mão ou até me dá um abraço meio sem jeito) mas ter também um dia em que se recusa ir à escola, em que se altera por um motivo que nem percebemos e é agressivo, parte coisas, bate, não ouve ninguém, fica em estado de stress completo. Dorme pouco e tem uma mania de ficar toda a noite sem se deitar. 

Ter um filho com estas caraterísticas é um desafio que assusta mas ao mesmo tempo nos encoraja a ser cada dia melhores Pais - um orgulho por cada vitória, uma celebração por coisas mínimas, um beijo dado sabe a mil estrelas e cada frase reveladora de uma emoção é motivo para celebrar! Que seja feliz!

postado energia-a-mais às 12:40

Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2016

 

fantoches.jpg

 imagem da net

 

sim existem miúdos com muito mais do que «bichos carpinteiros»...mas a maioria deles tem um armário gigante que vai enchendo com esses «bicharocos» e só quando o armário enche os soltam de vez

 

quando isso acontece transformam-se em adultos maus e sem piedade que moem tudo o que está à volta - sejam os relacionamentos, sejam os filhos desses relacionamentos, sejam os amigos, sejam os trabalhos, seja o que for...porque não sabem «dominar» os bichos que sempre esconderam no armário!

 

olha que sim, existem famílias construídas no meio de bichos horríveis que só sabem encher de medo quem os tentam mandar embora...e sem que ninguém queira, eles (os bichos) é que conduzem a vida dessas famílias

 

E as Vidas assim dominadas acabam destruídas - porque muitos desses horríveis bichos que estavam no armário das gentes pequenas, ganham proporções de «gigantes» quando são libertados anos mais tarde...

 

Sabes o que é preciso? é que se retirem os bichos do armário enquanto são minúsculos...enquanto são apenas «bichos carpinteiros» nas crianças, olha que sim - se conseguires ajudar a soltar os bichinhos quando são inofensivos, eles não chegarão a crescer e nunca farão mossa nos adultos!

 

É por isso que eu digo que temos de saber lidar com esses bichos nas nossas crianças - e que a melhor opção nunca será «escondê-los» - é preciso educar os bichos percebes? olha que sim, as crianças felizes são as que andam a brincar com os «bichos carpinteiros» e não os escondem - e as crianças felizes tornam-se adultos felizes! quando são felizes os adultos não magoam mas amam - amam as famílias, os trabalhos e a Vida!

 

* conversa com o meu filho mais novo sobre os terríveis acontecimentos de violência doméstica, teatro de mini fantoches, abordagem depois da pergunta «porque é que os pais são maus para os filhos?» 

 

 

postado energia-a-mais às 11:32

Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2016

...espera! porque é uma ideia do governo...logo tem de ser má! é assim não é?

...espera! já sei! é mau porque os «especialistas» alertam logo para o que estamos a «criar» - uma geração de «alienados, marginais» que ficam tempo a mais nas escolas

...ou então é mau porque visto assim, pelo lado dos pais, até parece mal dizer que concordo - imagina vinham logo criticar-me por causa da minha aparente negligência de deixar que os meus filhos fiquem muitas horas numa  hnaccc .... escola! e pública ainda por cima...

 

Espera  mas e se for num colégio privado com atividades extra pagas a peso de ouro? ah tá bem - aí podes deixar a criança entre as 07h30 e as 20h que toda a gente vai dizer que estás a investir na sua educação! Ou se for num ATL para terem «explicações» às disciplinas mais difíceis mesmo que isso os faça passar mais de 12 horas a «enfiar» matéria? aí podes, estás a fazer o melhor por ele...

Só não podes «investir» na educação se for numa  hnaccc escola pública...onde é que já se viu uma ideia de um governo ser boa??? 

Isso de não haver correspondência entre a realidade da maioria das famílias portuguesas e a oferta das escolas públicas não interessa nada! pode lá uma escola pública abrir portas para outra coisa que não seja dar matéria?? os pais podem ter cargas horárias pesadas, não terem suporte familiar (está bem que avós ainda existem mas para muitos não são opção) podem não conseguir pagar idas ao teatro, não poderem suportar contas de dança, música (opá o miúdo até tem jeito mas...) e podem nem sequer ter «tempo» para estar em família mas isto das escolas serem um apoio para muitas famílias - só pode ser mau...é que só pode!

tem água no bico

....vão dar mais trabalho aos professores,

....vão custar fortunas ao erário público - muito controlado, diga-se!

....vão ser poços de negligenciados daqueles pais horríveis que se atrevem a viver num país sem apoios laborais, sem leis de proteção de família

 

Isto só pode ser mau!!! muito mau mesmo - bolas!

Agora sem ironia, mais tempo pode não ser «mais do mesmo» não digam só - porque não!! em muitos países onde existe mesmo escola pública existe toda uma articulação entre as várias políticas - as ofertas, a proteção laboral, proteção da família - isso passa necessariamente por respostas adequadas...

E nós temos de exigir melhor escola pública - com mais tempo para os alunos e mais oferta para as famílias 

 

postado energia-a-mais às 21:09

Sexta-feira, 05 de Fevereiro de 2016

Ora vamos lá a tentar explicar isto....muitas vezes tenho falado em palestras, comentários, partilhas com pais, da minha não concordância com o valor exagerado que se atribui (não só pais, os próprios professores, a sociedade em geral) às notas que aparecem nas pautas das escolas. Por mim, nos primeiros anos de aprendizagem nem sequer se quantificavam os «conhecimentos adquiridos» com números/resultados e não haveria lugar a alunos de «mérito» e alunos «maus»

Os valores das notas não são nem por sombras prognóstico de «excelente profissional» ou mesmo de sinal de boa vida! tudo depende daquilo que se valoriza e sempre me esforcei por valorizar as competências e não os «conhecimentos», além de que para mim o importante é mesmo ser Boa Pessoa - tenho a certeza de que uma boa pessoa só poderá ser bom naquilo que faz (porque se empenha sempre no fazer o melhor que pode em tudo) mesmo que não tenha tido notas brilhantes na escola nem nunca tenha recebido prémios de mérito! e se co-existerem ambas as qualidades?? melhor ainda!! imaginem ser boa pessoa e ter muitos conhecimentos? maravilha - por norma esses fazem mesmo a mudança para a Humanidade!

 

Isto para dizer que muitas vezes quando converso sobre isto, penso logo na parte prática da minha experiência como mãe - ter um miúdo com autismo de «alto funcionamento» (antes chamado de asperger) com uma inteligência capaz de obter excelentes resultados nos testes (do tipo 100% a matemática, notas sempre acima dos 85/90% a todas as disciplinas) e com os professores sempre a dizer que «podes muito bem ficar no quadro de mérito se tiveres mais empenho nos TPC» e ter outro filho com dificuldades de aprendizagem que já ficou retido um ano na escola e que anda sempre a ter de ser «puxado» para não tirar negativas, faz-me ter realmente experiência dos dois lados. Por isso quando digo que me preocupa mais o futuro do meu mais velho (que tem notas excelentes) do que o futuro do mais novo (o tal das notas assim-assim) não o digo só por dizer!

Reparem nisto com um exemplo prático - o mais velho ligou-me um dia destes muito aflito pois uma coisa prática mas não rotineira da vida dele tinha sido alterada...ele não conseguia carregar o cartão da escola porque em vez de moedas só tinha uma nota...ter ido fazer uma troca do dinheiro com algum funcionário não lhe passou pela cabeça! 

Por outro lado o mais novo descobriu que numa determinda máquina de retirar produtos por onde passamos todos os dias, existiam quase sempre moedas presas na parte dos trocos...bastava lá ir, bater levemente e a moeda cai  perspicácia!!

 

 

Ser persicaz na vida tem muito mais valor do que ter altas notas em estudante, para mim é óbvio! como mãe só espero conseguir trabalhar a perspicácia do mais velho e deixar que o mais novo dê largas às suas competências pois com a perspicácia do seu lado tenho a certeza que será Boa Pessoa 

postado energia-a-mais às 12:27

Quarta-feira, 03 de Fevereiro de 2016

 

corujinhas.jpg

(imagem tirada da net)

 

isto de ter dois rapazes em casa, para mim que sou Mãe/Pai (apesar das dicas que me dá, o pai não está presente e não tem a mesma chance de participar nestas conversas diretamente com os miúdos) é um mundo de descobertas! e de dúvidas...quando o momento mais oportuno para se abordar certos temas?

Sempre fui muito aberta com eles mas o facto de terem 6 anos de diferença entre ambos e de os dois serem distintos aos extremos (como água e vinho) não me facilita nada a vida! se com o mais velho, um miúdo de 15 anos com barba na cara, as conversas são sempre a «saca-rolhas» por força das suas caraterísticas (portador de transtorno do espectro do autismo de alto funcionamento, com uma hiperatividade muito acentuada e sempre com dificuldades na gestão de emoções, sentimentos e demonstração de afetos) com o mais novo, 9 anos de pura energia, cheio de vida sempre cheio de interesses e língua de «perguntador» (com uma perturbação de hiperatividade e défice de atenção que o faz andar aos saltos) se não falo eu, ele pergunta a alguém e isso pode ser perigoso!! o rapaz é capaz de falar de tudo com todos mesmo com quem não deve....

 

Tenho andado a magicar se deverá ser agora, se é uma boa altura para lhes falar de sexo...pois! temos de abordar isto com eles, as escolas não são o único local para eles sentirem que alguém os informa, nestas coisas os pais devem ser ativos, são os adultos de referência e os exemplos que damos são os mais importantes! mas isto de falar sobre sexo com os rapazes é...difícil! sinceramente será que é por ser Mãe/mulher que acho que tenho de pensar muito antes de abordar isto?? seria mais fácil falar com meninas? hummm nunca saberei...

O mais velho está «nem aí» para o tema da sexualidade, para ele a parte da «reprodução» está muito bem explicada nas matérias de Ciências da Natureza (e de estudo do meio) e nada de mais interessante há que lhe possa dizer - na verdade, ele explica o método reprodutor com a exatidão de um cientista e dá os nomes técnicos às várias fases. Quanto «ao resto» tipo as mulheres «nhacc, um nojo... » E mesmo quando quis falar-lhe de métodos contraceptivos, ele achou logo que não era interessante «achas que preciso que me digas isso mãe?? para já isso não interessa nada e também eu sei ler não te preocupes...» bhaaaa que raio de miúdo pouco recetivo!

 

Mas também não posso ficar muito à vontade com o mais novo - para ele essa matéria é do mais interessante que pode haver! tudo o que lhe passa na cabeça são miúdas, namoradas, as atuais, as ex...a ex que ama de verdade e com a qual pretende casar e ... ter muito filhos (talvez muitos não, uns dois chega, porque senão fico sem tempo para mim e para a minha mulher...) Ui!!! e quer treinar comigo «beijos de namorados» e fazer «sexi...muito sexi...» aiiii maezinha!!!! será isto uma tendência do seu organismo acelerado pela hiperatividade?! 

Alguém com experiência que queira ajudar?? 

E os esforços que faço para ele não ver certos programas na TV? é que mesmo estando aos saltos ou de cabeça para baixo, o rapaz anda sempre de olho nas novelas que ele já descobriu que são «mostradores de coisas de sexi...»  e depois quer que eu faça uma espécie de «tradução» de tudo o que ele não entendeu muito bem ....  quem gosta de quem, como é que fazem para ter ou não ter filhos, como fazem para ter muitos namorados/as ao mesmo tempo....pelo menos entende que pode haver «amor» entre pessoas do mesmo sexo, tal como existe claro, entre pessoas de sexo diferente! que pode ser assim um «amor de namorados» porque isso não se escolhe...

 

 

postado energia-a-mais às 13:03

Domingo, 24 de Janeiro de 2016

e seguir com a partilha neste blog! Tenho andado a pensar se vale a pena continuar a postar neste blog - afinal foi criado para ser um registo do que é viver com miúdos cuja «energia» ultrapassa o padrão, mesmo quando o padrão já não é o mesmo de antes...e embora nada se tenha alterado, embora a PHDA esteja sempre presenta na nossa Vida, o andar dos dias não tem permitido um registo muito assíduo!

 

No entanto, tantas são as dúvidas que nos assolam enquanto pais de miúdos com caraterísticas «especiais» que penso que seria uma fraqueza não continuar a deitar cá para fora esta incerteza que nos obriga a procurar respostas. E hoje ao assinalar os 15 anos de vida do meu filho mais velho, o desafio maior, constato que muito do que fui aprendendo nesta jornada, o devo a ele - faz por isso todo o sentido escolher o dia de hoje para assinalar o «regresso» à escrita...

 

 

e assim vira-se a página e continua-se em frente!!!

 

postado energia-a-mais às 08:13

Quarta-feira, 19 de Agosto de 2015

 

Já por cá falei muitas vezes em hiperatividade mas como sabem os que me costumam acompanhar, o meu filho mais velho não tem só PHDA, não tem só agressividade, não tem só distúrbio do sono, não é «só» um adolescente - tem uma mistura de tudo isso e um síndrome dentro do transtorno do espectro do autismo - Asperger. Não é fácil saber lidar com isto e muito tenho a aprender, até porque estas caraterísticas se manifestam cada vez mais. Aqui fica um pequeno texto (resumo) de algumas dicas para famílias com «Aspies»

 

Os jovens com Asperger e autismo de alto funcionamento, muitas vezes têm dificuldade entre as idades de 13 e 19. Eles podem ser socialmente excluídos e rejeitados pelos seus pares porque agem de maneira diferente. Eles querem ser aceites mas muitas vezes não sabem como se comportar e  comunicar de forma adequada.  A Escola é exigente e os amigos também - eis as metas a alcançar na adolescência

 

  • manter a auto-estima intacta
  • pelo menos um amigo ou dois
  • conhecimento de que a família o ama
  • obter a escolaridade

 

Há alguns adolescentes que conseguem navegar nestes anos com sucesso, porque eles não se preocupam com a pressão dos colegas e concentram-se num interesse especial - por exemplo, xadrez, ou computadores. Então, incentivar seu filho a desenvolver um interesse especial pode ajudá-lo neste momento da vida. Um interesse especial pode encorajar amizades com outros adolescentes que têm o mesmo interesse, bem como, torna mais fácil as conversas.

 

Um grande problema para os adolescentes Aspergers é que muitas vezes eles não se preocupam com moda, vestuário, celebridades, e dispositivos de comunicação de Adolescentes (por exemplo, telemóveis ou Facebook). Os interesses de seu filho podem ser mais apropriados para crianças mais novas. Os meninos podem ser rejeitados se não se interessarem por desporto. 

 Ajude o seu filho a tornar-se mais consciente das modas entre adolescentes e como falar sobre desporto, celebridades, rituais e eventos escolares. Encoraje-o a deixar mensagens de texto para e organizar compromissos sociais com os pares. 

 O seu filho pode ignorar a higiene pessoal e vestir roupas e um corte de cabelo que não estão em grande estilo. Encontre um amigo do mesmo sexo que vai ajudar o adolescente a escolher as roupas apropriadas para vestir. Monitorize a higiene de seu filho e criar lembretes sobre o banho diário, escovar os dentes, etc..

 

Os adolescentes "Aspie" às vezes não estão muito bem informados sobre sexo e namoro. Os meninos podem ser muito ingênuos ou muito a frente com as meninas. As hormonas causam emoções desenfreadas, que os adolescentes Aspie não podem manipular. Se eles ficarem com raiva, podem atacar fisicamente os outros ou ter um "derreter". 

 Alguns adolescentes Aspie podem desenvolver problemas com drogas e álcool, porque estão ansiosos para fazer o que outros adolescentes fazem. Outros adolescentes podem aproveitar a ansiedade do seu filho para ser amado e convencê-lo a comprar e / ou tomar álcool ou drogas. Fique muito atento e enfatize que as drogas são ilegais e totalmente proibídas para a saúde!

 

Adolescentes Aspergers podem ter problemas na escola por causa da dificuldade em lidar com mais de um professor. Cada sala de aula é um ambiente diferente, que pode ser confuso. Alguns professores podem ser hostis. Algumas tarefas podem ser esmagadoras. Mantenha contato próximo com os professores do seu filho.Verifique se o seu filho tem um "lugar seguro" na escola onde pode compartilhar emoções com um professor, enfermeira, orientador ou psicólogo. Se o seu filho sofre assédio e / ou rejeição na escola e o pessoal não ajuda, uma educação especial ou uma escola terapêutica podem ajudar seu filho adolescente academicamente e socialmente. 

 

O suicídio pode tornar-se uma possibilidade para alguns poucos adolescentes com Asperger. Se você tem qualquer preocupação com isso, obtenha ajuda imediata de um psicólogo ou psiquiatra.

 

Use o raciocínio e negociação com seu filho, em vez de ordens. Se possível, dar-lhe duas opções, em vez de lhe dizer o que deve fazer numa situação. Ele terá mais controle sobre sua vida e sente-se menos pressionado. Ele irá ouvi-lo menos (como todos os adolescentes!) e pode apresentar raiva e impaciência. Ele pode odiar a escola e resistir a tudo o que você quer que ele faça. A depressão é comum. Se esses problemas ocorrerem, o seu filho pode precisar de aconselhamento. 

 

Fazer algum tipo de trabalho de verão ou uma terapia ocupacional, ajuda o adolescente «Aspie» a preparar-se melhor para os desafios de vida!

 

 

postado energia-a-mais às 14:35

Sábado, 13 de Junho de 2015

 

 

ao meu Pai, homem maravilhoso, cheio de energia, avô fantástico que vive para e pelos quatro netos 

 

aniversário.jpg

 

Não é Santo mas para nós é sem dúvida digno de celebração, faz hoje aninhos

 

e se fosse (Santo) seria sem dúvida António 

 

 

postado energia-a-mais às 08:18

Segunda-feira, 01 de Junho de 2015

um convite à reflexão sobre as chamadas crianças portadoras de necessidades educativas especiais (NEE)

 

Núcleo de Apoio a Pais da Criança Hiperativa (Zona Norte)

 O presente documento demonstra as preocupações, constatações, e algumas propostas, baseadas nos feedbacks que vão chegando ao nosso Núcleo de Apoio a pais da Criança Hiperativa, bem como reflete a opinião de todos os que diretamente colaboram com o nosso trabalho, com questões, dúvidas, desabafos, queixas, por parte de pais, encarregados de educação, professores, técnicos e cidadãos envolvidos na temática

Segundo a Declaração de Salamanca que o Governo Português ratificou e que se rege pelo princípio de Uma Educação para Todos (chamada inclusiva) e que os diferentes delegados reafirmaram em texto:

  1. Nós, delegados à Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais, representando noventa e dois países e vinte e cinco organizações internacionais, reunidos aqui em Salamanca, Espanha, de 7 a 10 de Junho de 1994, reafirmamos, por este meio, o nosso compromisso em prol da Educação para Todos, reconhecendo a necessidade e a urgência de garantir a educação para as crianças, jovens e adultos com necessidades educativas especiais no quadro do sistema regular de educação, e sancionamos, também por este meio, o Enquadramento da Açãona área das Necessidades Educativas Especiais, de modo a que os governos e as organizações sejam guiados pelo espírito das suas propostas e recomendações.
  2. Acreditamos e proclamamos que: • cada criança tem o direito fundamental à educação e deve ter a oportunidade de conseguir e manter um nível aceitável de aprendizagem, • cada criança tem características, interesses, capacidades e necessidades de aprendizagem que lhe são próprias, • os sistemas de educação devem ser planeados e os programas educativos implementados tendo em vista a vasta diversidade destas características e necessidades, • as crianças e jovens com necessidades educativas especiais devem ter acesso às escolas regulares, que a elas se devem adequar através duma pedagogia centrada na criança, capaz de ir ao encontro destas necessidades,as escolas regulares, seguindo esta orientação inclusiva, constituem os meios mais capazes para combater as atitudesdiscriminatórias, criando comunidades abertas e solidárias, construindo uma sociedade inclusiva e atingindo a educação para todos; além disso, proporcionam uma educação adequada à maioria das crianças e promovem a eficiência, numa ótima relação custo-qualidade, de todo o sistema educativo.

 

Ora é impossível não olhar à realidade atual e facilmente constatar que todas as diretrizes principais deste valioso documento estão postas em causa. Uma constante redução de meios e a não aplicação dos pressupostos essenciais a uma verdadeira inclusão, fazem com que tenhamos um desfasamento total entre a teoria e a realidade nas escolas do ensino público.

 

Na questão base está a urgente necessidade de revisão do Decreto-Lei nº 3/2008 que regulamenta o Ensino Especial, cuja ambiguidade de interpretações leva à total exclusão de uma larga maioria de alunos com diferentes problemáticas enquadradas nas «dificuldades de aprendizagem» mas que ficam de fora do «ensino especial» no âmbito do critério do artigo 21º, nomeadamente no chamado – Currículo Específico Individual (CEI). Entre estas crianças encontram-se as diagnosticadas com Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção, patologia de foro neuro-comportamental que está largamente documentada e fundamentada em pressupostos médico-científicos mas mesmo assim, tarda em ser reconhecida pelo enquadramento legal do «Ensino Especial». Tal como já foi claramente recomendado pelo Conselho Nacional de Educação, é urgente rever as falhas apontadas ao Decreto-Lei 3/2008, porquanto «a enfase na dimensão de permanência das necessidades educativas especiais (NEE) poderá significar que a ausência de resposta a alunos conduza à acumulação de necessidades transitórias, que carecendo comprovadamente de uma intervenção especializada, se converta em dificuldades crónicas e, portanto, permanentes» (cit)

Questionamos a legitimidade da parceria entre a DGEST e a Segurança Social que impede o acesso aos apoios educativos baseados numa premissa economicista, sendo óbvia a sujeição dos valores das reais necessidades destes alunos aos valores de contenção e redução de custos, decididos pelas Escolas e não pelas avaliações médicas. 

Além disso é imprescindível fazer passar à prática medidas educativas que permitam responder de modo adequado a esse grupo de alunos (incluindo os portadores de hiperatividade e défice de atenção) que são portadores de necessidades educativas especiais de caráter permanente mas cujo perfil de funcionalidade não se enquadra numa medida tão restritiva como o artigo 21º, CEI mas também não tem sucesso com a aplicação das restantes medidas educativas previstas.

É ainda fundamental rever a situação destes alunos nos exames nacionais, para que estas avaliações externas estejam de acordo com as medidas educativas contempladas pelo programa educativo individual (PEI).

Torna-se ainda clara a necessidade de tratar de forma equitativa estas crianças e jovens que fazem os seus percursos escolares inseridas em medidas contempladas nos PEI e CEI, através duma certificação pedagógica de qualidade, garantindo a sua verdadeira inclusão na transição para a vida pós-escolar.

 

Por último referimos a urgência de assegurar uma aproximação ao princípio base da nossa missão enquanto profissionais e técnicos dedicados ao trabalho com crianças e jovens portadoras de hiperatividade e défice de atenção «Os alunos com PHDA dão o melhor de si quando trabalham numa atmosfera tranquila, recebem uma atenção individualizada e estão inseridas numa turma reduzida

Como sugestões deixamos à consideração a mudança na responsabilidade das avaliações do Perfil de Funcionalidade dos alunos, funcionando esta como uma orientação para as equipas multidisciplinares fundamentarem os seus relatórios mas sendo de preenchimento por parte do(s) médico(s) competente(s), seguindo as preocupações da equipa do Ensino Especial. Este trabalho em rede permitiria uma articulação entre os serviços de «educação especial» e os recursos especializados, acompanhamentos médicos e terapias, sempre que possível dentro do espaço escolar, numa visão holística do aluno. Ou seja, pretendemos a coordenação das áreas de Educação, Saúde e Segurança Social.

Sugerimos ainda que esta articulação de meios seja monitorizada por equipas verdadeiramente multidisciplinares, funcionando em parceria com os próprios pais/encarregados de educação numa dinâmica efetiva entre as necessidades específicas de cada criança/jovem e os recursos afetados. Sentimos que é possível, seguindo até o exemplo de outros países cuja reforma da Educação Especial está em curso (caso da Inglaterra) integrar as diferentes Necessidades Educativas Especiais num plano único que contemple Educação, Saúde e apoios sociais.

 

 

Sentimos como obrigação garantir a plena realização da criança/jovem com PHDA com vista a uma vida adulta estável, ativa e não dependente, promovendo as suas plenas competências e assumindo com respeito as suas «diferenças», pois só assim asseguramos uma Sociedade Inclusiva.

 

 

São João da Madeira, 29 de maio

 

Pela coordenadora do Núcleo de Apoio a Pais da Criança Hiperativa

Teresa Melo

postado energia-a-mais às 22:09

Sexta-feira, 08 de Maio de 2015

 

das pérolas que retenho deste ministério da Educação, as metas curriculares, propagandeadas por Crato como a sua «Joia da coroa» são sem dúvidas das mais elucidativas do caminho escolhido e da falta de coerência entre a suposta «exigência» e defendida «excelência» das nossas escolas

 

Olhem as ricas pérolas para o ensino básico

 

No primeiro ano do ensino obrigatório, pede-se que as crianças respondam adequadamente a perguntas, recitem e escrevam o alfabeto, leiam corretamente 40 palavras no mínimo por minuto, exprimam sentimentos e emoções provocados pela leitura de textos (reparem na metódica equação entre o número de palavras lidas por minuto e a expressão de emoções...)

No 2.º ano, há mais competências para adquirir. Os alunos devem apropriar-se de novas palavras depois de ouvir uma exposição sobre um tema novo, construir frases com grau de complexidade crescente, ler pequenos textos narrativos, informativos e descritivos, poemas e banda desenhada. Devem também utilizar, com coerência, os tempos verbais, utilizar sinónimos e pronomes para evitar a repetição de nomes. (hã, que tal? utilizar com coerência os tempos verbais...)

No 3.º ano, os alunos devem descobrir pelo contexto o significado de palavras desconhecidas, ler corretamente um mínimo de 80 palavras por minuto e ainda referir, em poucas palavras, o essencial do texto. Há outros assuntos que entram neste ano: discurso persuasivo, notícia, carta, convite, opinião crítica, interpretação de sentidos da linguagem figurada, declamação de poema, dramatização de texto, palavras agudas, graves e esdrúxulas, pronomes pessoais, determinantes possessivos, tipos de frase, discurso direto, expansão e redução de frases. “Escrever um texto, em situação de ditado, quase sem cometer erros” é outras das metas definidas (a expressão de «quase sem cometer erros» é excelente!!)

No 4.º ano, o último do 1.º ciclo, ano de exames nacionais, os alunos devem distinguir informação essencial de acessória, diferenciar facto de opinião, mobilizar vocabulário cada vez mais variado e preciso, formular recados, avisos, perguntas, convites, fazer uma apresentação oral sobre um tema, debater ideias, interpretar pontos de vista diferentes, justificar opiniões e opções, escrever um texto em situação de ditado sem cometer erros, ler poemas em coro, dramatizar textos (reparem - diferenciar facto de opinião, não vá algum querer vir a ser jornalista...e ler poemas em coro parece-me muito a propósito - queremos é rebanhos, certo??)

 

e as pérolas continuam espalhadas pelas 998 metas definidas pelo Ministério para o português entre o 1º e o 9º ano! podem ver mais aqui Metas Curriculares

 

Há metas que nunca deveria ser traçadas e só espero que quem as definiu caia antes de as «cortar»

postado energia-a-mais às 12:41

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