A Hiperactividade vista à lupa

Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Quando o Rafael tem de ir a qualquer profissional da área da saúde, os meus cabelos até se arrepiam uns dias antes. Começo a ter suores frios e um nó no estômago que teima em apertar até ao momento de entrar no consultório. Sejam as vacinas de rotina, as consultas no pediatra, as idas ás urgências (essas então são ainda piores!) ou , como agora a dentista... Nunca sei como vai reagir, posso ter de pagar o prejuízo de uma caixa de ampolas que ele parte «sem querer», posso ter de de o retirar de cima da estante dos belos diplomas do médico ( a moldura foi muito cara Dr?) ou ter de ir a correr atrás dele pelos corredores porque se recusa pela milésima vez a tomar a vacina (afinal ele nem tem doenças porque é que tem de apanhar com aquilo?).

As idas á dentista começaram há dois meses quando detectamos que os dentes de leite resistem e não querem sair sozinhos. Todas as tentativas para que deixe tirar os dentes da frente, mesmo com ajuda de spray para as dores, são completamente inúteis. O Rafael não deixa sequer aproximar um algodão da boca e consegue ser mais persistente que o João Jardim em defender as suas ideias ( a fada vem buscar). Pronto, duas horas a tentar pela sexta vez na cadeira da dentista e nada, voltamos daqui a duas semanas (de tortura, pois nem posso olhar para aquele dente espetado com dois outros por baixo).

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postado energia-a-mais às 12:53

Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Se eu fosse mais nova e não fosse eu própria mãe de duas lindas crianças, não tinha concerteza «paxorra» para aturar mais uma comemoração mundial em que o comércio se arregala guloso para as carteiras (tísicas) dos consumidores. Não sou por norma muito dada a «dias mundiais» disto ou daquilo, até porque penso que se tem de haver lembrete, é porque durante todos os outros 364 dias do ano ninguém acha importante o que depois se tenta remediar com uma comemoração comercial.

A minha Mãe leva-me no entanto a olhar este dia como único, ela faz-me viver de forma entusiástica este primeiro domingo de Maio, dedicado a tantas mulheres que fazem do papel de Mãe a única razão da sua Vida.  É assim também que vejo a minha mãe, única no Amor que dedica aos seus (dois) filhos, única no modo como se revê no papel de Avó. Primeira a saber quando algo se passa, primeira a entender mesmo quando não lhe pedimos, pronta sempre a estender a sua mão, a acolher-nos nos seus braços, a consolar-nos com as suas lágrimas.

Por ela passei a perceber como é dar sem nada receber em troca. Por ela entendo como o Amor é incondicional. Não, não é para todos, quem tem o privilégio de ter uma Mãe assim, sabe do que falo. Quem não tem, nunca vai entender.

A minha mãe é galinha, amorosa, linda por dentro e por fora (sempre ganhou o concurso da mãe mais bela ).  Á minha Mãe o meu Obrigada por ser como é!

sinto-me:
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postado energia-a-mais às 12:49

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Como ver o mundo pelos olhos de um hiperactivo? A mim esta pergunta incomoda-me, principalmente porque se a conseguisse responder, entraria definitvamente na cabeçinha do meu filho, e isso, convenhamos, dava um jeitão!

É sempre um exercício de pura invenção tentar responder a esta pergunta por quem não tem um cerebro capaz de relaxar e o tempo de agir é o mesmo do pensamento. No entanto podemos imaginar (nós que convivemos diariamente com a hiperactividade) como deve ser difícil entender um mundo cheio de obstáculos e limitações. Depois de ler alguns artigos de conceituados pediatras, pedagogos e outras mentes brilhantes, sobre como devemos orientar os nossos filhos de forma a serem educados, inteligentes, capazes e obviamente bem integrados, confesso que tive vontade de atirar com os manuais ás respectivas personalidades e gritar bem alto que - sim senhor, são ajudas preciosas para quem tem comportamentos típicos, mas aqueles que não se enquadram e que realmente precisam de ajuda, precisam que os outros saibam ver o mundo pelos seus olhos!

Depois de muito pensar fiz o que já devia ter feito há mais tempo, perguntei a quem anda a mil, como é viver neste tempo mas com o cerebro a viajar muito á frente - o meu filho ollhou-me como se eu tivesse aterrado de um planeta distante e disse com um tom de voz  de superioridade - é como viver num mundo ás avessas, claro!

Como sempre não tive tempo de aprofundar pois ele tinha partido para outra mas prometo voltar á carga e dar em primeira mão as avessas do mundo

sinto-me:
postado energia-a-mais às 14:22

Terça-feira, 08 de Abril de 2008

Parece estar na ordem do dia - agora os entendidos garantem que os pais são os culpados pelo facto de uma criança/jovem ter «agredido» uma professora dentro da sala de aula. Diga-se que nem o tema é novo, nem a culpa morre solteira. Claro que a falta de disciplina é notória, claro que não se deve generalizar e sabemos que a violência nas escolas está em crescendo.

Mas como mãe de duas crianças cujo comportamento tantas vezes não se adequa ao esperado, embora por motivos que se relacionam com facores não controláveis, sei muito bem o que é sentir na pele o olhar reprovador e a sensação de culpa. No entanto também me revolta esta tentativa de simplificar este tema, empurrando para os pais a parte mais feia, o que ninguém quer assumir. Nós podemos de facto ser os responsáveis pela educação dos nossos filhos?

Quais são os pais que conhece, que têm tempo para estar com os filhos, acompanhando o seu crescimento e a sua evolução? Eu sinceramente não conheço nenhum pai que o possa fazer, sendo que a maior parte da população portuguesa se encontra nas mesmas condições. Sejamos realistas, o dia só tem mesmo 24 horas e mesmo quando há uma família estruturada, se se que pagar os empréstimos no final do mês, alimentar e vestir o agregado familiar, há que trabalhar e no duro. Muitas mães não chegam sequer a usufruir dos ridículos 4 meses permitidos por lei para a licença de maternidade, pois se o fizerem podem não ter emprego no regresso; muitos pais trabalham por turnos e em horários imcompatíveis e muitos filhos não chegam a ver toda a família mais do que uma vez por semana. Isso quer dizer que somos maus pais? O que me aprece é que temos de repensar o papel de cada um de nós perante a geração futura.

Se as nossas crianças passam muito mais tempo em instituições de ensino do que com os pais, não deverão ser estas a assumir um papel preponderante na sua formação?

Os professores, agora tão revoltados, tão agitados por causas tão «justas» como as actualizações salariais e de carreiras, não deveriam repensar o seu papel perante o aluno e agir mais como educador em vez de se verem apenas como veículo de conhecimentos curriculares?

É que ainda não ouvi professores reivindicarem um método pedagógico diferente para as nossas escolas! Isso sim seria útil e demonstrativo do seu interesse perante o aluno. Por que não fazem uma proposta ao ministéria para que seja feita uma verdadeira reforma do nosso sistema pedagógico,  por exemplo contemplando os métodos usados pelo sistema que mais cresceu nos últimos 10 anos, com mais de 300 escolas espalhadas pelo mundo e que a UNICEF considera o sistema pedagógico mais válido para o futuro? (Já agora sabem qual é?)

Repito o que disse mais acima, sei que não devemos generalizar e tenho a certeza de que existem óptimos profissionais nas escolas portuguesas, esses sim, vítimas do sistema mas a maioria está mais interessado em sacudir a água do pacote do que em melhorar a relação com os alunos. 

postado energia-a-mais às 16:14

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