A Hiperactividade vista à lupa

Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011

 

 

e bem difíceis as deste fim de semana...

 

a julgar pelos anos anteriores, os meus filhos viverão esta época de carnaval de modo bem diferente mas com a usual impulsividade. O Rafa nunca apreciou desfiles e o facto da escola onde anda não participar no tradicional cortejo escolar, é para ele motivo de grande alívio!

Já o Quico, amigo de disfarces e bastante mais participativo, adora entrar em tudo o que seja exibições carnavalescas!

 

Como tanto um como outro vão ter na próxima sexta uma festinha nas respectivas escolas em que irão usar disfarces, aproveitamos a pausa do fds para tentar escolher algo que agradasse e fosse em conta para a carteira da mãe!

 

Claro que muito antes de sair de casa com eles lá tivemos as necessárias recomendações, muitos avisos e uma pré-selecção de locais e fatos a ver (que eu fiz na net e que me permitiu comparar preços e lojas antes de me aventurar). Como trabalhei na manhã de sábado e a tarde foi para arrumações e brincadeiras, o dia de domingo foi o escolhido para a procura.

 

Convém dizer que nas sondagens preliminares o Quico (que eu julgava que fosse optar por algo assim - estilo Hulk) se mostrou inclinado pelos fatos de «minja» ou seja os ninjas que isto agora cá em casa anda numa de artes marciais. Também o Rafa se deixou convencer e até para meu espanto, mostrou-se inclinado para a mesma fatiota...ou seja tudo indicava uma escolha única, algo assim muito prático e que a mim me parecia resolver o problema com uma cajadada só...

 

mas como as reviravoltas são comuns, depressa as escolhas se tornaram menos óbvias e muito mais imprevisíveis....

 

Na primeira tentativa, o Quico queria substituir a escolha ninja por um collant à Batman...depois por uma verde tartaruga, depois por um senhor das trevas do reino Gormiti e até pela insistência num disfarce de biberon gigante (não sei onde foi buscar a ideia pois não vimos nada disso em lado nenhum...) acabando novamente no ninja...desta vez com acessórios...

 

O Rafa tentou a todo o custo desistir da escolha e nunca mais se decidia...até que por fim se absteve de fatos (e ainda bem porque para encontrar algo para o seu tamanho estava a ser dificil) e optou por máscaras...horríveis, maléficas, montes de feias...com olhos esbugalhados e sangue por todo o lado - autêntico acessório de terror. Diz ele que pelo menos assim pode realmente assustar alguém...acabou por trazer uma que em conjunto com uma capa preta promete ser uma das mais assustadoras da escola...

 

se esta semana permitir, vou escolher algumas brincadeiras, não que ache esta época muito atractiva, não é decididamente uma das minhas favoritas mas para que seja vivida pelos miúdos dentro do espírito que lhe é atribuído - pregar algumas partidas - pelo menos que o seja de forma segura e com algria!

 

 

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Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011



Como é que as pessoas lidam com as adversidades? 

Há várias formas de lidar com elas, se por um lado, há pessoas que ultrapassam os obstáculos e as dificuldades que enfrentam conseguindo demonstrar uma enorme adaptação, por outro lado, há pessoas que as não conseguem superar de forma adequada, desenvolvendo traumas.

Esta capacidade que as pessoas têm para lidar com as adversidades e ultrapassá-las saindo ainda mais fortalecidas é denominada de resiliência, sendo então, um processo que permite à pessoa resistir às contrariedades com que se depara no dia-a-dia. 


Mas como desenvolver a resiliência? O que torna uma pessoa resiliente? Será possível desenvolvê-la desde a infância? São algumas das questões mais colocadas.
Ao vivermos num mundo activo, confrontamo-nos com várias situações detentoras de adversidade e de ansiedade e, desta forma, potencialmente de risco. Os factores que dificultam a promoção da resiliência podem ser de variada ordem, entre eles existem aspectos biológicos, psicológicos e sociais.

Mas contrapondo os factores de risco surgem os factores de protecção, características que facilitam a promoção da resiliência. Estes factores podem ser resumidos em três grandes categorias: factores individuais, familiares e apoio extra-familiar (Garmezy, e Masten, 1991, citados por Anaut, 2005). As características da personalidade tais como a auto-estima, autonomia, orientação social positiva, nível de actividade, reflexão, habilidade cognitiva, sentido elevado do seu valor, vontade, capacidade de programar e executar acções sobre o seu desenvolvimento e o seu futuro, participam na resiliência. Aos factores familiares associam-se a coesão familiar, com suporte afectivo dos pais manifestando-se uma harmonia familiar, resultando numa favorável relação entre pais e filhos. As características extra-familiares resultam dos sistemas de apoio externos que provêm do suporte daqueles que o rodeiam, da comunidade, vizinhança e escola, ou seja, são grupos que reforçam a auto-estima e proporcionam um conjunto de valores positivos.


Podemos afirmar que desde o nascimento há interferência quer dos factores de risco que causam vulnerabilidade no desenvolvimento, quer dos factores de protecção que podem ser fomentados desde cedo nas crianças.
Apresentamos algumas estratégias para pais e educadores desenvolverem, em crianças desde o nascimento até aos três anos de idade, para facilitar a promoção da resiliência (Grotberg, 1995, citado por Martins, 2005):

•Oferecer amor incondicional, através de actos ou palavras que ajudem a acalmar, consolar e a encorajar a criança; as crianças precisam de afecto incondicional desde o nascimento, onde haja uma aceitação verdadeira das suas potencialidades e limitações. É este afecto incondicional que é o pilar da resiliência, pois ele promove a auto-estima e a segurança;

•Definir limites e regras claras, remover formas de disciplina que depreciem, humilhem e rejeitem a criança;

•Utilizar modelos de comportamento que comuniquem confiança e optimismo;

•Elogiar com sinceridade a criança pelas suas realizações e encorajá-la a realizar as coisas sozinha ou com uma ajuda mínima do adulto, haver um equilíbrio entre liberdade para explorar com apoios seguros;

•Promover o desenvolvimento da comunicação, nomeadamente da linguagem, utilizar uma linguagem adequada à criança para promover os aspectos da resiliência.

•Identificar e aceitar os sentimentos da criança, encorajá-la a reconhecer e a expressar os seus próprios sentimentos e a identificar os sentimentos nos outros;

•Dar conforto à criança e encorajando-a em situações stressantes, encorajar a autonomia, reforçar a auto-confiança nas suas capacidades e na resolução de problemas, bem como a confiança nos outros;

•Pelos três anos de idade começar a preparar a criança para lidar com eficácia situações desagradáveis, falando sobre elas;

•Estarem atentos ao próprio comportamento e ao da criança de modo a que possam aferir e introduzir mudanças, que possam encorajá-la a partilhar e a dar atenção aos outros;

•Promover um ambiente estável e equilibrado para a criança mas ao mesmo tempo proporcionar-lhe novidades, mudanças, liberdade e segurança.


A resiliência é, então, uma característica positiva presente no indivíduo que o ajuda a superar as dificuldades e a adaptar-se às circunstâncias mais adversas ao longo da sua existência. É uma competência que pode ser desenvolvida ao longo de toda a vida, mesmo desde a infância. 

 

(retirado com adaptações da net)

 

Quando falamos em crianças com PHDA esta competência será umas das maiores «armas» que nós pais e educadores devemos ensinar a usar desde cedo. Muitas das características desta perturbação fazem com que estas crianças sejam pouco confiantes, desmotivem com facilidade e pricipalmente desistam de ultrapassar as suas dificuldades. Sempre que não consegue fazer algo, o Rafa pura e simplesmente deixa de a tentar fazer. É uma luta constante para que coisas simples (mas difíceis para ele) como comer com talher, virar água para o copo sem entornar, se tornem obstáculos ultrapassáveis, motivando-o sempre para que nunca desista.

Na escola é necessário promover o sucesso, mostrando que uma dificuldade agora poderá ser uma área de sucesso no futuro. Tal como no caso do Rafa, sabendo que o seu ponto fraco é a língua portuguesa, particularmente a compreensão de textos e parte criativa, o incentivo e o elogio por fazer trabalhos dessa área, é sempre maior do que quando se trata dos trabalhos de matematica.

Se estas crianças sentirem que os obstáculos fazem parte da vida e que podem superá-los, tornar-se-ão melhores adultos um dia!

 

 

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Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

 

 

terminar um teste em metade do período da manhã e ter tempo para fazer 11 contas e um texto de nove linhas, antes do intervalo....

 

se isto significa que o teste lhe correu bem? depende...quando lhe faço essa pergunta e dado que «correr bem» é algo abstracto, nunca sabe responder. Mas se lhe pergunto quantas questões acha que tem certas, lá vai dizendo que talvez tenha «x» ou «y» dependendo do que se lembra...

 

este teste era de estudo do meio, sei que respondeu algo sobre o D. Afonso Henriques ter travado uma batalha com D. Fernando para reconquistar a independência aos mouros...ou seja, confundiu a reconquista cristã com a crise de 1382-85 e misturou-lhe um Henriques que podia ser Afonso mas que na realidade era o dos Descobrimentos....tirando isso, veremos depois o que mais confundiu. É no que dá a rapidez...

 

Mas como é rápido a fazer as coisas, consegue fazer muitas ao mesmo tempo...deixo mais um exemplo:

 

houve uma altura ao fim do dia em que estava na sala a jogar mini raquetes com o irmão, enquanto jogava psp e via um episódio do programa que adora «o sobrevivente» e ainda tinha tempo para comer um pão e reclamar com a bisa que segundo ele, estava a tapar o seu campo de visão...

 

 


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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

 

ou ciência pura?

 

quando o Rafa decide virar atenções para um assunto pode levar ao extremo o seu interesse...pode ficar tão obcecado com ele que não despega até ao limite da nossa paciência...

 

e este fim de semana a paixão foi para a ciência experimental (aliás, tudo o que tenha a ver com actividades que provem a lógica, são para ele objecto de fascínio). Eu até acho piada e incentivo algumas destas experiências, sempre lhe comprei daqueles «brinquedos» da National Geographic que servem para fazer certas montagens e até temos uma espécie de «laboratório de ciências» para que possa praticar...

 

só que como com ele tudo é ao extremo, nem sempre as coisas correm bem...e quando o Quico também se mete e eu tento a todo o custo fazer evitar que se esfolem, relembrando ao Rafa que o teste de estudo do meio deve ser mais válido do que a experiência que ele quer montar, está meio caminho andado para a confusão

 

bem, a ideia foi fazer sabonetes, aproveitando o facto de se ter lembrado que já tinha feito isto na escola. Vai daí quis ir comprar os ingredientes e juntar o que necessitava:

  • glicerina
  • corante
  • essência
  • Panela
  • Recipiente
  • Fonte calor – placa eléctrica.
  • Colher
  • Faca
  • Moldes de silicone (forminhas para bolinhos com feitios diversos)
  • Água

depois quis meter mãos à obra, ajudado pelo Quico que de avental e sempre a cantarolar achou que estava a fazer um bolo (acho que a ideia de fazer sabonetes não o atraia por aí além...porque não os podia comer!)

 

  • cortámos a glicerina em bocados pequeninos;
  • colocamos a panela com água a aquecer
  • Colocámo-los no recipiente e pusemos dentro da panela com água, sem mexer para não fazer espuma
  • A glicerina começou a derreter e ficou líquida
  • Juntámos a essência e o corante e mexemos muito bem, mas sem fazer bolhas de ar
  • De seguida despejamos esta nova substância nos moldes de silicone
  • Passados uns minutos, a pasta líquida, ao arrefecer, começou a ficar dura, mas não o suficiente para desenformarmos.

e porque ainda demorou bastante a paciência dele começou a ferver...e ferveu mais do que devia....depois entornou! começaram os disparates e começaram as lutas. Andei nisto todo o fds! até porque num acesso de fúria o Quico estragou uns quantos e tivemos de os refazer - ele queria oferecer à avó no domingo.

Demorei uma eternidade a limpar tudo e só não entrei em desespero porque o cheiro da baunilha pela casa acabou por dar um toque exótico e divertido a este fim de semana «cientifico».

 

Balanço - não se pode dar como positivo, na medida em que os sabonetes acabaram por ficar meios desfeitos...mas também não será negativo, dado que serviu para mostrar habilidades sempre úteis. Pior, só o facto de o estudo do meio ter ficado para segundo plano...apenas no fim de tarde de domingo o consegui pôr a rever a matéria...

 

 

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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011

 

 

A sala de Snoezelen é uma sala multi-sensorial que tem como objectivo a estimulação sensorial e/ou a diminuição dos níveis de ansiedade e de tensão.

O Conceito da sala de Snoezelen proporciona conforto, através do uso de estímulos controlados e oferece uma grande quantidade de estímulos sensoriais, que podem ser usados de forma individual ou combinada dos efeitos da música, notas, sons, luz, estimulação táctil e aromas.

Na sala de Snoezelen podemos encontrar: Luzes Psicadélicas, Música, Bola de Espelhos, Lâmpada aromática, Colchão de Água, Almofadas, Colunas Borbulhantes, Piscina de bolas, Mural Táctil, Puffs, Coluna de Ar, Espelho convexo…

O ambiente multissensorial permite estimular os sentidos primários tais como o toque, o paladar, a visão, o som, o cheiro, sem existir necessidade de recorrer às capacidades intelectuais mas sim às capacidades sensoriais dos indivíduos. A confiança e o relaxamento são incentivados através de terapias não directivas.

Snoezelen é “um ambiente especificamente equipado que transmite aos seus visitantes um sentimento agradável de processos de auto-regulação. Através de uma sala equipada e usada de acordo com as necessidades específicas de cada pessoa, consegue-se a estimulação de intervenções terapêuticas e pedagógicas, tanto como se fortalece as relações pessoais entre terapeuta e paciente. Snoezelen pode ser aplicado com grande êxito na área de pacientes, deficientes e não deficientes” (Fundação Alemã de Snoezelen, 1999).

Qual a origem do Snoezelen?

O conceito de Snoezelen surgiu nos anos 70 através de dois terapeutas holandeses – Jan Hulsegge e Ad Verheul enquanto estes trabalhavam no instituto De Hartenberg. A palavra Snoezelen provém do holandês Snuffelen – cheirar e Doezelen – relaxar/dormitar.

A quem se destina o Snoezelen?

Na altura em que surgiu destinava-se unicamente para pessoas com deficiências profundas, para que pudessem ocupar de forma estimulante os seus tempos livres.

O conceito Snoezelen sofreu modificações, sobretudo devido ao avanço técnico e tecnológico, o que permite reconhecer a sua validade em todas as áreas de intervenção e de trabalho social, bem como a nível de dificuldades de aprendizagem, na medida em que possibilita o relaxamento e propicia a aprendizagem.

Quais o benefícios da sala de Snoezelen?

  • Promove o relaxamento, lazer e diversão;
  • Estimula os sentidos primários;
  • Permite a exploração, descoberta, escolha e a oportunidade de controlar o ambiente;
  • Aumenta a compreensão do utente em relação ao gosta/não gosta;
  • Permite a estimulação esfincteriana;
  • A variedade de actividades permite explorar as necessidades bem como as preferências;
  • Permite o trabalho individual ou em grupo, servindo para o controlo da ansiedade;
  • Incentiva o movimento e a motivação;
  • Motiva para a aprendizagem;
  • Facilita a libertação de stress;
  • Promove a consciência da equipa técnica sobre a importância dos sentidos primários;
  • O uso de equipamento sensorial pode ser benéfico para todas as idades e diagnósticos;
  • Estimula o surgir de emoções positivas tais como o bem-estar, relaxamento, satisfação e alegria.

 

postado energia-a-mais às 11:34

Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

 

 

grandes emoções (para mim)

 

ao fim de 5 anos de «luta» para que boxers, cuecas e afins fizessem parte do normal vestuário do meu rapaz mais velho, usando estratégias como: colocar sempre (mesmo ele não vestindo) essas peças de roupa íntima junto à vestimenta do dia, falar de ir comprar para o papá porque ele gosta de ter muitas para mudar muitas vezes, de fazer questão de trazer para casa modelitos juvenis, de falar muitas vezes na importância de ter uma higiene adequada que passa por roupa interior confortável e prática e até mesmo mencionar como seria vergonhoso se algum colega reparasse que ele não usava....além de nunca o levar a pensar que estava a pressioná-lo insistindo pela força ou obrigação...

 

o Rafa começou, por iniciativa própria a vestir boxers. Primeiro só nos dias de piscina, porque há que mudar de roupa em conjunto, agora já diariamente, embora de noite não os vista 

 

 

sei que parece ridículo fazer disto um registo mas para quem tanto se esforçou para vencer esta «teima» é um momento a recordar! claro que isto ainda não «acabou»...ele faz umas fitas terríveis, quase como se tivesse um sapo lá dentro da cueca! e não podem ter costuras (bendita micro fibra) não podem arranhar, não podem ter etiquetas, não podem ter elásticos e de manhã, têm de estar «quentinhos» - esta espero que seja só pelo frio que ainda se faz sentir...

tenho de lhe dar as roupas uns dez minutos mais cedo, tenho de lhos colocar sempre ou ele esquece completamente que os deve vestir e nunca insisto para que os use de noite (por enquanto...)

 

outra pequena vitória a registar é o facto de ter conseguido levá-lo a dar um corte mais a sério na sua bela trunfa! desde o célebre episódio em que saltou da cadeira, deixando a cabeleireira de tesoura na mão e o cabelo meio cortado, nunca mais o convenci a dar umas tesouradas (pelo menos no lado que tinha ficado por cortar...). Subtilmente ia falando em como agora se usa o cabelo grande, assim num estilo de franja para a frente e tal mas com um corte com estilo, para que o cabelo descaia só para onde deve...e aos poucos ia dizendo que o cabelo dele tem uma cor tão bonita e é tão forte que com menos volume e as mãos de alguém que sabe o que faz, podia ficar bem giro.

No sábado passado ele tinha uma festa de uma amiguinha, por isso dei-lhe a medicação e atirei «podíamos passar pela M. antes de ires à festa» e sem eu contar ele aceita. E permaneceu na cadeira até ao fim (com alguns saltos pelo meio) e deixou dar umas cortadelas jeitosas e agora tem um cabelo todo estiloso, assim para o modernaço, grandito e com umas pontas para a frente, tal como os miúdos de agora acham piada

 

e esta como ainda está no caminho da possibilidade de vitória, conto em letra mais pequenina

 

esteve três noites seguidas sem me aparecer no quarto durante a madrugada, depois teve uma recaída e lá se veio enfiar às 4h da matina, hora a que não consegui reagir de tão «pedrada» de sono estava...mas já me senti tão contente (e ele também andava tão orgulhoso) pelas últimas noites que fiz questão de não dar grande importância à recaída. Claro que já lhe disse que esperava que fosse um «desvio» acidental e que confiava que iria acontecer cada vez menos, porque se conseguiu ficar na caminha dele sem problemas anteriormente, isso significava que estava finalmente a crescer, portanto sentiria cada vez menos a falta da mãe à noite.

 

e assim vamos, saboreando cada pequeno passo, alguns com grande significado, mesmo sabendo que muitas vezes existem passos para trás!

 

 

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Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

 

 

porque vou aproveitar este post para falar de dois assuntos do dia

 

O Rafa tem teste de língua portuguesa. Como sempre fez uma daquelas crises de ansiedade e durante o final do dia de ontem, segunda feira, noite e manhã de terça, esteve em «alta pressão»

 

penso que já vivi momentos de difícil controlo, que à maioria dos pais podem parecer até «impossíveis»...mas sempre que acontece um episódio desses, continuo a ficar surpreendida com a intempestividade, com a impetuosidade e com a impulsividade do meu rapaz. Quando estava a tentar ajudá-lo a sintetizar o estudo, de modo a fazê-lo rever a matéria, tive muita dificuldade em conseguir prender a sua atenção. Estava disperso, ainda cheio de genica, querendo como sempre fazer muita coisa ao mesmo tempo, chegando ao cúmulo de sacudir o irmão para se sentar ao pc, com a psp ligada, mudando ao mesmo tempo de canal de tv e com todo o material escolar espalhado. Ora estímulos a mais, atenção a menos, toca de o chamar à atenção «que não queria estudar mais, que não podia estudar a noite toda, que estudava como queria, eu não o podia obrigar...» ainda tentei levar a coisa na calma, brincado com ele, usando exemplos da matéria para lhe dizer que «estudar dez minutos com atenção pode ser o mesmo que para outros meninos, estudar uma hora..» continuou a fazer orelhas moucas e não me ligava absolutamente nada...

Acontece que no escritório estava uma viola (que lhe pertence) e que o Quico de repente, talvez porque previa tempestade, se lembrou de ir buscar...a reacção do Rafa foi - tempestuosa!

 

Brutal, sem lógica, como se da viola dependesse a continuidade do mundo...De repente nada mais importava, tudo era secundário! tive de usar força claro, não se consegue pará-lo ao soco e pontapé mas também não se pode deixar que ele use a força descontroladamente. Por norma costumo pegar-lhe por um braço até o obrigar a olhar para mim, desviando-o de quem (ou do que) ele esteja a esmurrar. Ainda saíram algumas palmadas mas a fúria foi morrendo aos poucos e depois de uma crise de choro, foi acalmando. Tirei-lhe a psp e desliguei-lhe o pc, deitei o Quico, fiz-lhe chá para «acalmar» as dores de barriga e fizemos uma revisão da matéria, não como precisava mas deu para esclarecer algumas dúvidas.

Ainda se queixou de muitas dores de cabeça e apesar da medicação da noite, o sono foi tardando. Mas fiquei com a ideia de que estava mais aflito do que o normal, talvez porque tenha percebido que não estudou grande coisa...pelo menos espero que assim o entenda e que pense bem da próxima vez...

 

 

...e mudando de assunto aproveito este post para deixar um beijo especial ao meu querido sobrinho Salvador que hoje faz dois aninhos

 

Parabéns meu lindo

 

 

 

 

 

 

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Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

 

 

porque acho bonito o nome,

 

 

 

 

 

porque nas escolas é assim que é tratado (não vá incentivar os mais novos a ganharem par cedo demais...)

 

e porque os namorados são pessoas que gostam de revelar os seus afectos!

 

É assim que por casa vamos celebrar este dia - apesar do Rafa já saber muito bem que são os namorados a sério que neste dia aproveitam para fazerem trocas de presentes e de beijos (yeeccc cá nojo! diz ele por enquanto....) Claro que a ideia de trocar presentes o motivou...mas como na escola vão trocar bilhetes com «o melhor amigo» acabou por dizer que não vê muito interesse na data.

 

Quanto ao Quico só sabe que tem de levar para a escola um coração de cartolina com uma mensagem de todos cá em casa, sobre os afectos e a família! Ao que não achou muita piada porque diz que aquilo era um trabalho de meninas...bahh mas que rapazes tão pouco românticos!!!!

 

Quanto ao pai e à mãe já estão habituados a viver qualquer data à distância e por isso, sendo ou não dia de S. Valentim (que por acaso era um padre que casava os jovens casais à revelia do Czar para safar os moços da guerra) vão ter de se contentar com um encontro via telemovel...

 


 

 

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Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

 

encontrei na net um texto de opinião sobre os famosos TPC, o qual resolvi transcrever, mencionando desde já a sua autora, a Prof. Fátima Lopes cuja especialidade é a Educação Especial. Não tendo sido escrito por mim, posso dizer que não tiraria ou acrescentaria mais nada, caso o tivesse sido, tal a semelhança de opinião que tenho com a citada Professora

 

 


O tema dos TPC foi sempre polémico e é, cada vez mais…menos consensual!

Questiona-se se se devem mandar trabalhos para fazer em casa, muitos ou poucos, sempre ou às vezes

- Devemos mandar trabalhos escolares para casa? Muitos ou poucos?

- Todos os dias ou só às vezes?

- Os trabalhos são todos corrigidos ou só “vistos”?

- Devem os pais ajudar? Devem os pais ensinar ?

- Quais as vantagens e desvantagens destes trabalhos?

- Quanto tempo devem ocupar os tais deveres dos trabalhos de casa?

Do ponto de vista dos professores, raros são os que não exigem muitos trabalhos de casa e esses nem sempre são bem vistos pelos pais e pelos próprios colegas; já o mesmo não se pode dizer dos alunos que os referem ou comentam como “ ele/a é fixe não manda muitos trabalhos de casa” ou “ ele/a não bate nem nos deixa de castigo por causa dos trabalhos” “ ele/a deixa-nos escolher o trabalho e dá-nos coisas”.

Do ponto de vista das famílias muitas ficam angustiadas com a resolução dos trabalhos de casa. Obrigam o filho a fazer os trabalhos nem que ele chore ou suplique, nem que vá mais tarde para a cama? E quando ele não os consegue fazer? Deve insistir e tentar ensinar, obrigar a fazer como sabe ou fazer-lhe os trabalhos e pronto?

Há famílias que entram em ruptura, porque, entre os elementos do casal existem opiniões diferentes: Um quer que se exija, outro que se desculpe ou facilite e há ainda a criança que passa a fazer xixi na cama, a vomitar a não querer ir para a escola …têm medo! Muitos pais chegam a pedir ajuda a psicólogos e psiquiatras porque o seu filho tem problemas na escola.

Há ainda pais que querem que os professores passem mais trabalhos para casa, tanto para os manterem mais ocupados como para “puxar” mais por eles! E se os professores não passarem passam eles e com que grau de exigência!

E no ATL (Actividades de Tempos Livres) devem fazer os trabalhos de casa ou não? Durante muito tempo? Quanto? Com ajuda da monitora ou dos seus colegas? Ou não?! Ainda há pais que querem acompanhar os filhos nestes trabalhos para os verem desabrochar e sintonizarem as suas dificuldades!

Ora bem: Agora dou eu a minha opinião!

Eu sou aquela de que muitos dizem “cuidado que ela é contra os trabalhos de casa!”

Mas que TPC?

Eu sou contra os trabalhos para casa que pouco contribuem para o desenvolvimento do aluno, que sendo em grande quantidade (muitas vezes são tantos que a criança não conseguiria realizar numa manhã de trabalho junto do seu professor) se tornam um castigo. Sou também contra os trabalhos de casa que o aluno não possa realizar de forma independente por não os compreender ou não ter capacidade ou condições para os resolver e, por isso, se tornam um pesadelo! Sou ainda contra os trabalhos de casa do “verbo encher”, como por exemplo: grandes cópias para quem não precisa de aperfeiçoar a caligrafia ou não é prioridade porque tem outras dificuldades para ultrapassar; escrever os números até 1000, um a um, de uma assentada só; escrever as tabuadas todas repetidamente, ler uma “lição” (texto) nova e responder às perguntas do texto que, no dia seguinte, será corrigido na sala de aula! Desculpem lá mas o processo está invertido: Primeiro o professor deverá apresentar e explorar o texto com os alunos e só depois poderá propor a construção de novos textos, novas ideias e sistematização das novas aprendizagens! A qualquer momento posso explicar o porquê destes contras!

No entanto, sou a favor dos Trabalhos de Casa quando eles servem para:

- Responsabilizar os alunos por compromissos.

- Envolver os vários intervenientes e contextos no processo de aprendizagem da criança.

- Sistematizar aprendizagens significativas, ajudando a recuperar dificuldades.

- Estimular a criatividade.

Assim sendo e porque não podemos esquecer que as crianças e jovens necessitam de tempo para brincar, jogar, ouvir música ou, simplesmente, não fazer nada, sugere-se que:

- Os trabalhos sejam significativos.

- Não ocupem demasiado tempo do tempo livre que têm.

- Tenham um carácter livre, responsabilizando o aluno ao mesmo tempo que o incentivamos a fazer alguma coisa significativa.

- Se promova os grandes ou pequenos esforços feitos na realização dos mesmos.

- Se reconheça publicamente (turma e família) quem os faz, seja elogiando ou divulgando o produto.

- Aos alunos que não são sensíveis a este tipo de incentivo, recorrer a outras estratégias tipo contrato de trabalho.

- Haja um dia da semana sem TPC, dia esse a escolher com os alunos e/ou outros intervenientes (pais e ATL).

 

Algumas sugestões de TPC significativos e que se podem tornar muito criativos:

Eles podem ser de carácter individual ou de grupo:

- Investigar as histórias da terra, receitas culinárias, rezas, responsos, etc..

- Construir um diário (não secreto) durante uma semana ou um mês.

- Construir um livro sobre curiosidades.

- Construir um livro da matemática.

- Construir um livro de palavras difíceis, um dicionário ilustrado, etc..

- Construir um “Livro da Vida” com a sua identificação, o seu desenvolvimento e as suas preferências (amigos, jogos, animais, comidas, etc.)

Estes são trabalhos que dão trabalho aos alunos, professores e outros envolvidos, mas donde resultam produtos significativamente interessantes, muito ricos em vivências e que não se deitam fora quando o caderno acaba.

Mais tarde serão recordados e unem os vários elementos envolvidos no seu processo de aprendizagem.

 

 

Ora, tendo em conta que para uma criança como o Rafa, portadora de PHDA, os TPC são uma verdadeira tortura, sempre tive uma batalha dura para que ele fosse sendo cada vez mais responsabilizado e se mostrasse motivado para os fazer!

Acreditem que houve dias, momentos, em que quase enlouquecemos eu e ele...tanto porque não tinhamos uma estratégia de acordo, como não conseguiamos sequer, chegar a ela...é impossível colocar um hiperactivo sentado a fazer TPC num final de dia, precisamente na altura em que a medicação deixa de actuar e a descompensação é evidente.

O Rafa fica simplesmente insuportável...a sua energia natural «travada» pela medicação, volta ao fim do dia, multiplicada por 100! Tudo é motivo para explodir - um simples aviso de «anda fazer os TPC» é suficiente para que entre em combustão. Mantê-lo sentado e atento não é sequer possível. Por isso, arranjar alternativas de trabalho sempre foi uma prioridade. Claro que tive a «cumplicidade» da professora, ela sempre compreendeu o problema e sempre se mostrou interessada em ajudar a resolver as dificuldades. No primeiro e segundo ano a estratégia passou por haver um acordo em que o Rafa, sempre que não fazia os trabalhos em casa, ou não os conseguia terminar, podia fazê-los na escola - claro que isso acontecia porque, ao contrário de muitas crianças com PHDA, o Rafa não tem dificuldades de aprendizagem. Ele consegue fazer os trabalhos se estiver calmo e concentrado, o que com a ajuda da medicação, nunca foi problema. Também é muito rápido a fazer as coisas (o que por vezes leva a erros...) e por isso conseguia mesmo assim, manter-se ao nível dos outros. Apenas da parte da tarde se torna mais difícil trabalhar com ele, quando o efeito do concerta já não se faz sentir tanto...mas com uma dose ajustada e uma toma baseada no número de horas das actividades lectivas é posível controlar.

A partir do terceiro ano, com ajustes na medicação e a introdução do risperdal à noite, o Rafa consegue ter momentos mais calmos antes de ir para a cama. Então passou a ser mais fácil fazer TPC, desde que o estímulo para os completar seja suficientemente forte. Quero eu dizer que se os TPC forem por exemplo fazer uma cópia, inevitavelmente (mesmo agora no quarto ano) o Rafa se distrairá tanto que nunca a vai conseguir terminar...mas se lhe derem como trabalho, pesquisar na net uma lenda sobre a «padeira de aljubarrota» ou sobre os pinguins, ele de certeza que os vai querer mostrar no dia seguinte.

 

Também não posso deixar de contar um episódio que marca esta «luta» com os TPC...um dia, o Rafa disse-me que queria uma maçã. Bem, pensei que seria para comer e realmente, cheirou-a, apalpou-a e comeu-a. Depois olhou para mim e disse-me «mãe acabei o meu TPC de hoje, acreditas? consegui fazer até ao fim...amanhã, quando a professora perguntar posso dizer que fiz!» achei estranho «como? então quando fizeste os TPC? onde estão? não vejo nada no caderno....» e ele rindo super feliz «estão na barriga, comi-os...» devo ter ficado azul «hãn?» e a explicação «a maçã, mãe! hoje o TPC era comer uma maçã e amanhã temos de falar sobre os cinco sentidos!» - ora digam lá se isso não foi uma estratégia fantástica da professora? não só pôs os miúdos a comerem fruta, como conseguiu uma forma brilhante lhes dar a matéria!

 

 


 

postado energia-a-mais às 09:17

Terça-feira, 08 de Fevereiro de 2011

São vários os estudos que têm vindo a alertar para os riscos que os mais novos enfrentam quando acedem à Internet. O mais recente, divulgado pela Microsoft, dá conta de que os jovens portugueses sabem mais sobre segurança e privacidade online que os seus pais e não se inibem de usar esse conhecimento para ocultar dos progenitores a sua ciberpegada.

Neste cenário, 31 por cento dos pais afirmam não tomar quaisquer medidas para limitar ou controlar a utilização da Rede pelos filhos, enquanto 62 por cento dos jovens portugueses confessam apagar o histórico ou a cache do browser para impedir que os pais monitorizem a sua actividade online.

Paralelamente, e no que respeita ao uso das populares redes sociais, outro dos factores frequentemente associados à temática da segurança online, Bruxelas contabiliza em mais de 82 por cento os jovens de 15 e 16 anos que têm os seus perfis registados em redes sociais, bem como 26 por cento das crianças de 9 e 10 anos.

No inquérito promovido pela Microsoft, a grande maioria dos adultos diz já ter falado com os filhos sobre os potenciais perigos online, embora 38 por cento confessem não saber se estes limitam o acesso às suas páginas nas redes sociais, por exemplo.

Entre os dados que podem desconhecer estão também que 39 por cento dos adolescentes já mentiram online quanto à idade, que 72 por cento foram contactados por estranhos e 42 por cento responderam "por curiosidade".

Numa altura em que as crianças se ligam à Internet com idades cada vez mais baixas e não só através de computadores, mas também de consolas de jogos e de telemóveis, exige-se aos pais um maior esforço de acompanhamento, que em muitos casos não passará tanto pela disponibilidade horária, mas mais pela falta de conhecimento.

Sites como o Internet Segura.pt ou o Crianças na Web, da Panda, já citados no TeK, na Sugestão Aprenda a proteger as crianças na net disponibilizam informação sobre como agir da melhor forma para garantir uma navegação mais segura aos seus filhos.
Mas os progenitores não podem ser os únicos responsáveis pelo acesso seguro dos mais novos à Internet. A própria indústria das TIC tem a responsabilidade de "oferecer produtos e serviços que protejam as crianças em linha e lhes proporcionem uma maior capacidade de intervenção", considera a Comissão Europeia.

É com base neste pressuposto que Bruxelas está a desenvolver uma plataforma de colaboração à qual convida a aderirem "fabricantes de dispositivos móveis e consolas de jogos, os fornecedores de serviços Internet, as empresas de redes sociais, os fornecedores de aplicações e conteúdos para dispositivos móveis, as organizações de consumidores, os investigadores e as organizações de protecção das crianças".

Por outro lado, a CE promete rever, em breve, a Recomendação de 2006 relativa à protecção dos menores nos meios audiovisuais e na Internet e a Comunicação de 2008 relativa à protecção dos jovens contra os conteúdos prejudiciais nos videojogos.

Os esforços foram anunciados esta terça-feira, 8 de Fevereiro, data em que se assinala mais um "Dia da Internet Segura", celebrado em mais de 65 países de todo mundo sob o lema "A Internet é mais do que um jogo, é a tua vida!".
Portugal faz desde 2007 parte do conjunto de países que integram a rede europeia Insafe e que realiza um conjunto de actividades com vista à promoção de uma navegação online mais segura e crítica por parte dos cidadãos.

Só a UMIC diz ter organizado cerca de 500 iniciativas associadas às comemorações deste dia, com o objectivo de informar os diferentes grupos da população sobre a melhor de forma de utilizar a Internet de uma forma segura.

Já a FDTI assinala a data com o quiz tecnológico NET FIT, dirigido a um público-alvo dos 6 aos 12 anos e a decorrer nas lojas Ponto JÁ, e com uma campanha exclusiva de desconto para inscrições no curso Magalhães (válida unicamente para inscrições durante o mês de Fevereiro).

Se puder, aproveite as oportunidades oferecidas por estas duas instituições para conhecer melhor os perigos da Internet (porque efectivamente existem), e para tornar as navegações online lá de casa mais seguras.

Texto retirado da net

autora Patrícia Calé

 

 Por cá, na quarta feira é dia de palestra organizada com o apoio da câmara e para a qual foram convidados todos os pais dos alunos do concelho.

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 16:48

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