A Hiperactividade vista à lupa

Terça-feira, 01 de Julho de 2014

 

é uma questão que me tem martelado na cabeça desde há muito e agora mais ainda....

 

a escola pública integra ou inclui? e que respostas educativas existem para os «diferentes» ou «especiais»?

 

Na verdade eu tenho sido uma defensora da escola pública. Sempre disse que a educação deve ser um direito de todos sem exceção! independentemente das suas especificidades. E deve ser a escola a adaptar-se às necessidades especiais, não o contrário, como infelizmente acontece. Como sabem os que acompanham o blog, os meus filhos não são crianças com nee porque no nosso país, as lacunas da lei permitem que seja dada à escola a possibilidade de utilizar os diferentes critérios a seu belo prazer - ora, apesar do Tratado de Salamanca e das boas intenções, continuamos a ter mentalidades «atrofiadas» e passar do papel à prática é na maioria dos casos que conheço, uma miragem! Crianças com problemas de comportamento e distúrbios graves que acarretam problemas de aprendizagem sérios, dão muito trabalho, por isso ficam no limbo - não são nee mas também não são do tipo «padrão». Digamos que são um incómodo que precisam de ser varridas para algum canto....

 

No canto encontram-se crianças como os meus filhos. São diagnosticados com PHDA (que sim, muitos responsáveis da área educativa, conhecem e alguns até sabem o que é) mas porque não se sabe bem o que fazer com elas, tenta-se integrar. Integram-se em turmas numerosas, integram-se em turmas «mistas» em anos diferentes do seu ano escolar, integram-se sem diferenciação de estratégias, integram-se como puderem, integram-se no sistema...porque incluir já é outra história!!

 

Incluir é respeitar a diferença, não é tentar padronizá-la!

a escola pública definitivamente não inclui...quando muito diga-se que integra estas crianças

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 22:25

De Dora a 4 de Julho de 2014 às 16:34
Como eu concordo consigo, à escola e aos professores dá muito trabalho incluir estes alunos, por isso, fazem retenções injusta e não se preocupam o mal que lhes causam. Porque para a escola passa a vida a dizer que os pais devem participar ativamente no percurso escolar do aluno, mas nas alturas mais importantes chutam os pais para canto e só a opinião deles é que conta. Neste momento fico a pensar que se o aluno fosse filho deles a forma de pensar concerteza não seria a mesma, mas como tudo neste país quem pode manda.

De energia-a-mais a 4 de Julho de 2014 às 22:24
Olá Dora! como sabe já ando nesta luta há algum tempo. As dificuldades que temos na chamada «colaboração» com a escola são bem reais! infelizmente para as nossas crianças parece que continuamos a ter dois pesos e duas medidas - fala-se muito na necessidade de adoptar medidas educativas diferenciadas mas na prática, poucas (para não dizer nenhumas) acabam realmente por ser levadas a cabo na sala de aula. Quanto ao termos nós pais, voz ativa...só quando dizemos que sim a tudo...
beijinhos
Teresa

De Cristina Rodrigues a 4 de Julho de 2014 às 22:04
Olá, sou nova nisto, estou a procurar ajuda de outros pais na Net. O meu filho de 6 anos foi diagnosticado c/ Transtorno Opos.Desafio e vai começar a tomar a 1ª medicação p/ a semana. Hoje quando fui buscá-lo ao ATL tinha acabado de ter um ataque de fúria. É horrivel vermos olharem para o nosso filho como se ele fosse um monstro. Estou com o coração partido, está a custar-me muito ver que o meu menino afinal não é só teimoso, pode ter um problema sério e eu quero muito ajudá-lo mas preciso de falar com outros pais que já tenham passado pelo mesmo para perceber o que me espera e se posso ter esperança de que isto vai melhorar e ele vai poder ter uma vida normal. Muito obrigada

De energia-a-mais a 4 de Julho de 2014 às 22:49
Olá Cristina, seja bem vinda! não é fácil aceitar-mos um diagnóstico sobre um filho, sobretudo quando desconhecemos todas as vertentes do problema (o que fazer, como lidar, que consequências para ele, para os outros...) e claro, precisamos de ajuda! foi também essa a razão de ter iniciado este blog. Quem me acompanha por aqui sabe que sempre partilhei as minhas dúvidas, angústias, indecisões mas também as vitórias e conquistas de cada etapa.
O meu filho mais velho está diagnosticado desde os 6 anos com PHDA de tipo impulsivo, de grau severo, inserido num comportamento disruptivo de oposição desafio e com uma evolução de síndrome de Asperger (do espectro mais leve do autismo). Este diagnóstico não chegou de repente, foi identificado ao longo de várias consultas, muitas visitas a diferentes especialistas. Mas de cada vez que às caraterísticas dele e aos comportamentos que demonstrava, eram atribuídos os diagnósticos corretos eu ficava aliviada. Pelo menos assim deixava de ser «suposições» e eu podia partir para a luta seguinte!
Não é fácil lidar com isto mas ao longo do tempo, a experiência dá-nos serenidade. E a Cristina pode sossegar porque a vida do seu menino, desde que tenha as ajudas certas, será como de qualquer outra criança! Aqui no blog pode ler mais sobre o transtorno de oposição desafio (insira TOD na caixa de pesquisa) e muitos posts onde faço o relato do dia a dia do Rafa que acho que a pode ajudar. Além disso eu sou coordenadora de um núcleo de apoio a pais que organiza encontros periódicos, sessões de esclarecimento e formação. Se quiser pode participar (isto é na zona de São João da Madeira, perto de Santa Maria da Feira, Porto).
No mais que eu puder ajudar, esteja à vontade!

Muita força, beijinhos
Teresa

De Cristina Rodrigues a 10 de Julho de 2014 às 21:11
Muito obrigada Teresa pela sua resposta. Já me conseguiu animar. Eu vou acompanhar o seu blog e vou com certeza encontrar respostas às minhas dúvidas, aos meus medos e já percebi que também poderei vir buscar força nos momentos em que me sentir mais em baixo. Desejo que tudo corra pelo melhor com o seu filho e com todas as crianças especiais que precisam de ajuda.
Mais uma vez obrigada por partilhar a sua história, beijinhos, Cristina.

De Sandra Guimarães a 18 de Julho de 2014 às 15:59
Boa tarde, acompanho este blog há muito tempo, nunca comentei, mas agora sempre ganhei coragem.
Tenho 2 filhos gémeos, de 8 anos, mas tão diferentes um do outro, que de igual só mesmo a data de nascimento. Um deles tem um temperamento muito instável e violento, o que já nos levou a vários psicólogos e vários diagnósticos, sem nada de concreto, o que nos provoca ansiedade e muitas dúvidas. O outro é muito infantil para a idade, sendo que os amigos façam troça e isso deixa-o muito triste.Na escola e ATL as chamadas de atenção são uma constante e os outros pais olham-nos com reprovação e por vezes pena. Por vezes sinto-me impotente e sem saber qual a direção a seguir, mas com a certeza de não desistir de procurar ajuda para eles e para nós pais. O seu blog tem-me dado muito alento e concerteza a muitos outros pais - PARABÉNS, não a conheço mas admiro muito a sua forma de estar na vida.

De energia-a-mais a 19 de Julho de 2014 às 11:48
Olá Sandra! obrigada pela partilha do seu testemunho. É muito importante para mim saber que quem vem cá também ajuda outros pais através da troca de experiências. Nós que somos pais de crianças «especiais» temos muito a dar e a aprender com esta troca de ideias e conhecimentos!
Espero que tenha resposta às suas dúvidas porque percebo bem a angústia de querermos ajudar os nossos filhos e não sabermos a melhor maneira. No entanto, mais importante do que o nome médico atribuído, será aceitar e aprender a lidar com essas particularidades. Muitas crianças com PHDA sofrem de mais do que uma patologia associada. A agressividade pode vir de um comportamento desafiante como o transtorno de oposição/desafio, ou ter outras variáveis associadas. Mesmo que seja uma PHDA de tipo impulsivo, cada caso é um caso e as caraterísticas variam de criança para criança. Quanto à imaturidade também pode revelar uma PHDA de tipo predominantemente desatento. Esta perturbação é muito comum em gémeos.
Esteja à vontade sempre que quiser comentar ou se eu a puder ajudar em qualquer coisa não se acanhe! não se sintam culpados perante os outros. Se alguma coisa de bom existe pelo facto de sermos abençoados com estas crianças é que elas nos tornam pessoas melhores - somos mais flexíveis, mais tolerantes, aprendemos a não criticar ou julgar! e ninguém de fora tem o direito de se meter ou de nos fazer sentir diminuídos, muito pelo contrário!
Escolha as suas lutas, os seus filhos é que valem pena!

Tudo de bom, beijinhos
Teresa

De Sandra Guimarães a 22 de Julho de 2014 às 18:01
Obrigada pelas suas palavras! De certeza que ainda me vai ajudar com os seus esclarecimentos e conselhos. Sem dúvida que às vezes os sentimentos de culpa nos assombram. Mas apesar dos momentos menos bons, tenho muito orgulho nos meus meninos, são a razão pela qual enfrento os desafios da vida. É um facto que ainda procuro muitas respostas para os seus comportamentos, mas não desisto - devo-lhes isso. Ler o seu blog dá-me alento e às vezes confesso que não sei como a Teresa consegue conciliar tanta coisa. Espero que tudo lhe corra pelo melhor, eu acredito que aquilo que dá hoje irá ser-lhe recompensado um dia. Fique bem :-)


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