A Hiperactividade vista à lupa

Quarta-feira, 08 de Outubro de 2014

em estilo montanha russa são um hábito cá em casa

 

A PHDA dos miúdos manifesta-se em muitas das nossas rotinas e mau seria se ainda não me tivesse habituado ao longo dos 13 anos do Rafa, a estes solavancos...

Apesar das diferenças dos meus rapazes, cada um com caraterísticas próprias e a tal mistura genética explosiva, as perturbações que afetam o mais velho são complexas e é com ele que continuo a ter mais dificuldades. A sua instabilidade é grande e tanto estamos a ter um momento feliz e descontraído, como no momento seguinte temos um turbilhão incontrolavel...às vezes noto alguns progressos no seu comportamento, especialmente na questão do autocontrolo e no empenho em terminar tarefas. Mas tanto vejo um passo à frente, como reparo nos passos para trás! sei que isto é mesmo assim e que só com persistência os resultados se tornarão mais consistentes. São perturbações crónicas e irão fazer parte do seu caminho ao longo dos anos, espero que se tornem compatíveis com a sua forma de vida no futuro!!

Se durante uns dias tive um Rafa mais comprometido com o nosso «contrato anual» e disposto a cumprir a sua parte para levar a bom porto os objetivos definidos, nestas duas últimas semanas acabamos por ter muitos momentos aflitivos. Por coisas banais, quase imperceptíveis para os outros, o Rafa teve crises de explosão nervosa assustadora! Continua a ter muita dificuldade em estar em ambientes com muita gente (daí a crise da aula de EF) como piscinas, balneários ou restaurantes...nas nossas mini-férias tantas vezes o Rafa fugiu literalmente para dentro de casa, sempre que havia mais gente na piscina, ou como insistia em sair para tomar café apenas quando não estava ninguém na sala de cafés (e era já um milagre dispôr-se a acompanhar-nos). Ainda não se expande muito em manifestações de carinho, em casa fazemos «terapia do abraço» e instituímos a rotina do «beijo de boa noite», coisas que já consegue fazer, embora às vezes ainda do seu jeito típico (de raspão...) preocupa-me principalmente a sua relação com o Quico. Não são muito próximos e muitas vezes o Rafa nem se lembra do irmão...mas pode ser surpreendente um gesto como o de me acompanhar num dia destes para ir buscar o mais novo à escola - tão surpreendente que o Quico teve uma reação de puro êxtase quando o viu lá!

Lidar com o Rafa é como nunca saber onde colocar os pés! parece que estamos sempre sobre algo frágil, como os ovos...a qualquer momento racham, partem, sabe-se lá...

 

Vamos aos solavancos, um dia de cada vez!

 

 

 

postado energia-a-mais às 11:19

De Patricia a 8 de Outubro de 2014 às 14:08
Ai minha querida Teresa, como eu te percebo. Eu com o meu N., não tenho o mesmo tipo de desafio que tu com o Rafa, mas tenho outros igualmente muito dificeis.

Mas mesmo, mesmo o mais dificil, de superar, é ter o meu filho no contexto escolar.
Este ano, como tivemos que mudar de colégio (onde ele andava fechou!), temos novamente, aqueles problemas todos de se acumularem queixas formais (participações), por comportamentos impulsivos. Até já me ameaçaram que o vão suspender!

No fundo toda a comunidade reaje como se eu fosse mãe de um deinquente a quem não tenho mão.

Tenho inclusivé os pais, a exigirem ao colégio que aplique sansões pesadas, devido aos ataques de impulsividade/oposição do meu filho perante as autoridades (professores).

É muito dificil! Muito dificil mesmo!!!


Patricia

De energia-a-mais a 8 de Outubro de 2014 às 22:09
Pat o teu desafio não é nada fácil! o contexto escolar é mesmo um dos mais problemáticos, uma etapa que constitui um alicerce para a vida e que por norma dá a estas crianças apenas uma sensação de revolta e a nós pais de impotência! e aqui partilho contigo uma triste notícia - fui a uma reunião para tentar apurar as minhas hipóteses a financiar um projeto no âmbito da associação e fiquei a saber que esta área (intervenção com crianças com NEE em contexto escolar) não é considerada prioritária na nova vaga de apoios financiados. Porquê? porque dizem os entendidos que já muitas escolas deram formação específica, muitos professores especializaram-se em ensino especial e portanto há docentes e técnicos operacionais suficientes para lidarem com estes miúdos!!! é isto que sentimos na realidade? Diz-me não é de gritos??? eu passo grande parte do tempo a atender pais desesperados e até pedidos de escolas para dar formação mas nos relatórios não falta de recursos nem de competências, portanto deixa de ser área abrangida por apoios, se calhar sou eu que estou a viver em Marte!!

Um grande abraço querida
Teresa


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