A Hiperactividade vista à lupa

Domingo, 24 de Agosto de 2014

 

 

as «diferenças» de um filho obrigam-nos principalmente a aceitar

 

 

quando uma criança nasce é sempre um turbilhão de emoções - desde logo porque projetamos. As nossas expetativas como pais, levam-nos a projetar (antes mesmos do nascimento) o que queremos para o nosso filho. E o que queremos que seja, como queremos que corram as coisas, projetamos sonhos, ideais, valores...e quando percebemos que nem sempre as expetativas estão de acordo com a Vida que ali temos, é difícil aceitar.

 

Lido com muitos pais de crianças com PHDA e alguns com outras patologias. Reconheço em todos eles, numa primeira fase, aquilo que eu própria senti. Antes da aceitação vem sempre uma fase de maior dor, revolta, culpa, frustração. Tentamos mudar as regras do jogo, tentamos mudar o diagnóstico, tentamos contrariar as evidências, fazemos de tudo para adaptar as situações. No entanto na fase da aceitação, reconhecemos que a única coisa que realmente importa é saber respeitar.

 

O Rafa não pode ter muita gente à sua volta, entra em stress. Fica agoniado, com vómitos e anda de um lado para o outro sem parar. Sempre que temos visitas em casa ele refugia-se no seu canto. Permito-lhe essa «diferença». Não o pressiono para que se junte aos outros (mesmo que sejam familiares) e antes que cheguem pessoas de fora (muito raramente aparecem sem avisar) planeio com ele o que fazer para que não esteja ansiosamente à espera.

No aniversário do irmão tivemos cá em casa alguns familiares. Ele programou o tempo para estar no quarto, discretamente levamos as suas coisas para lá antes de estar toda a gente. 

Hoje veio um primo brincar com o mais novo. Uma das coisas que mais enerva o Rafa é o barulho (dos outros). Ficou na sala, à vontade de porta fechada para  evitar as correrias dos mais novos. Claro que isto é apenas uma das coisas que faz parte e que nem é a mais complicada para nós de aceitar!

Podia falar da forma como disponho os alimentos no prato (nunca misturar a comida - o arroz não fica a tocar na carne, a salada não toca no arroz....) ou da fronha de almofada que tem de ser sempre colocada de uma certa forma, ou da sua recusa em aparecer nas fotos, mesmo quando pede para ser fotografado

 

 

 

autorizado por ele {#emotions_dlg.smile}

 

temos é de saber respeitar!

 

 

 

postado energia-a-mais às 21:15

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