A Hiperactividade vista à lupa

Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

 

 

e já agora «erase and rewind» para ver se apago este fim de semana e o substituo assim por um, digamos...mais normal!

 

eu até tinha planos normais - qualquer coisa como «neste fds vou cumprir com a minha acção de solidariedade e doar alguma coisa para o banco alimentar...» e juro que não entendo porque é que isto correu tão mal....

 

 

os miúdos tiveram no sábado uma agenda social do mais preenchido - estas solicitações obrigaram-me a um verdadeiro corropio. O Quico teve uma festinha de um colega, mais um aniversário no tal sítio da diversão. Só que foi durante a manhã. Como ele dormiu (desde o acidente da minha mãe foi a primeira vez) em casa dos meus pais, eu tive de ir mais cedo para o arranjar e levar então à festa que tinha início às 10H. Eram dez e vinte quando cheguei a casa e só tive tempo para apressar o Rafa que entretanto claro, continuava de pijama e sem pequeno almoço apesar das minhas recomendações, visto ter às 11H o curso no centro de competências. Lá fui levá-lo, vim a casa, coloquei o almoço a fazer e depois de fazer as camas e estender roupa, ala buscar o Quico ao meio dia. Voltei a casa, dei o almoço ao miúdo, aprontei tudo o resto e fui buscar o mais velho que saía à uma. Entretanto depois das normais tarefas domésticas, voltei a ter de levar o mais velho, desta vez a casa de um amigo para fazerem um trabalho em grupo para a escola.

Aproveitei para trocar posições com o meu pai e enquanto ele tomava conta do Quico, fui a casa da minha mãe para ajudar nalgumas coisas básicas.

Com isto eram horas de aprontar a janta, ir recolher o Rafa e dar as voltas rotineiras até os conseguir meter na cama...até aqui (tirando o entra e sai) tudo rolando!

 

No domingo coisa bem mais difícil - gerir os dois no mesmo espaço por mais tempo seguido. Até à hora do almoço, separei-os o mais que pude....mas eles embirravam um com o outro a cada segundo...Quando o Rafa atinge o ponto de ebulição a tampa salta logo. Ele tem andado muito mais agitado (a prova está também nos 5 recados na caderneta da escola que trouxe nos ultimos dias). Qualquer coisa e a sua impulsividade surge num apice (como aliás é a impulsividade). Estava eu a tirar o almoço, os dois embirravam por causa do comando da TV da sala, o mais novo queria escondê-lo para negar o acesso do irmão a um canal «dos chatos» (Discovery) e o Rafa gritava, esbracejava e tentava a todo o custo levar a dele a avante. Ora, como mais velho por norma consegue sempre o que quer, pela força bruta. Tentei separá-los mas parece ter a força de Golias nestas alturas! Tirou o comando da mão do Quico e fez um movimento com o joelho que lhe acertou na barriga. O Quico sentiu-se duplamente frustrado e quando vi o que ia acontecer corri mas não fui a tempo - vi a faca a voar pelo ar (a mesa estava posta, as facas eram as do talher) e senti o embate como em mim...no ecrã da TV. E pronto - lá se foi o nosso belo LCD...

 

 

 

imagem retirada da net

 

 

Obviamente não é pelo televisor em si (embora isto agora vá ser outro berbicacho) mas toda a cena, principalmente o final e as consequências arruinaram por completo todos os meus planos. Depois de ter feito um esforço sobre humano para não desatar a espancar os putos, depois de ter de me acalmar a mim e a eles (entretanto o Rafa histérico tinha dificuldade em acreditar que já não tinha TV e mexia-lhe por todo o lado, enquanto o Quico desatou num pranto profundo) lá tive uma conversa com os dois onde impus os castigos comuns (não vão ter direito a prenda do dia da criança) e avisei que não iria tolerar qualquer comportamento que desrespeitasse as regras de - falar baixo, não discutirem, correrem pela casa, desarrumarem sem voltarem a arrumar. Muito previsivelmente, passei o resto do dia a relembrá-los (em especial ao Rafa) dos castigos e regras...

 

A minha cabeça continua em água, até porque dominar a frustração que entretanto se apoderou do mais velho, acabou por ser mais desgastante do que o incidente propriamente dito. Nada me saberia melhor do que apagar isto tudo e voltar a sexta à noite...caramba!

 

 ...

 

postado energia-a-mais às 09:04

Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

 

 

a minha mãe continua a ter de aprender a lidar com as sequelas da queda e consequente operação à anca

 

A operação que fez consiste na substituição da superfície articular do acetábulo e do fémur por materiais artificiais. A intervenção pode ser executada de vários modos e por várias abordagens - é a chamada Artoplastia Total da Anca

Após a colocação de uma prótese da anca, existem cuidados que se devem ter em conta. Caso isso não aconteça, pode ocorrer luxação da prótese.

 

 

Não deverá efectuar os seguintes movimentos
(Flexão acima dos 90º; Adução; Rotação Externa)

 

 

     

 

 

Em casa deverá também utilizar certas ajudas técnicas para facilitar as diversas tarefas

 

 

 

 

Na próxima sexta feira terá a primeira consulta de ortopedia pós-operatório. Vamos ver se inicia uma reabilitação com fisioterapia. Entretanto, continua a sentir muita dor principalmente durante a noite e por isso também está numa fase menos otimista.

Tento subir-lhe o astral e todos os dias lhe levo miminhos mas ela sente-se pouco confiante...tem, claro muitas saudades dos netos e da vida bem enérgica que levava. O meu pai tem-se esforçado para lhe dar o seu total apoio e compreensão, mesmo quando ela «rabuja» por não conseguir fazer em casa as tarefas que tanto gostava...e que os outros não conseguem fazer como ela!

 

Os miúdos, principalmente o Quico, sentem imensa saudade. Foi (está a ser) uma adaptação nada fácil para todos. Como sou eu que ajudo em muitas das rotinas diárias da minha mãe, também me sobra cada vez menos tempo e por isso, os meus filhos ressentem-se. Obviamente tento compensar (mesmo que tenha de deixar alguns afazeres domésticos e pessoais para bem tarde)  para continuar a dar a cada um deles o «seu» momento com a mamã...algo que fazia desde há muito e que permitia que eles se acalmassem das suas habituais euforias pós escola. Mas confesso que manter a casa funcional, dar a assistência necessária às coisas da bisa, ter de controlar os dois, tirar tempo para manter o projeto da APCH vivo e continuar a ter a mesma disponibilidade

exigiria uma super mulher...e isso eu definitivamente não sou!

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:10

Terça-feira, 24 de Abril de 2012

 

 

isto só se explica com o raio do Karma (ou com uma dose muita grande d'azar!!!)

 

Depois de vos ter relatado o acidente da bisa e o problema do avô (do qual ainda está a recuperar) chega agora a vez da avó...e porra, se isto não é uma familia atribulada, então digam lá vocês o que pensam!!

 

A ver se faço um relato coerente do que se passou no fim de semana anterior, data do acidente da avó 

 

os miúdos deram-me um fim de semana de autêntico tormento (e não senhora vizinha-com-ar-de-entendida, os miúdos não são todos iguais, por mais que queira com isso desculpar o comportamento mimado que as suas duas filhas apresentam). Nada no comportamento de crianças com PHDA é normal e ninguém da família tem uma vida «normal», dar um banho não é dar um banho normal, pô-los a comer não é como dar as refeições a crianças normais, fazê-los brincar com qualquer coisa é tudo menos normal, tentar que se entendam é absolutamente fora do normal....portanto e porque em casa, para que as coisas funcionem minimamente controladas, eu faço um esforço acima do normal, é natural que me sinta com moral para falar deste assunto

 

o dia de sábado começou às 6h45 com um Quico absolutamente telhudo a querer com toda a força rebentar com a persiana do quarto - e digo mesmo rebentar!! o Rafa logo se juntou para provocar um terramoto entre os dois que fez abalar toda a casa...mesmo. Portanto e depois de ter de os separar cada um para uma divisão, antes do pequeno almoço já eu tinha limpo dois quartos para remover os destroços (até ao fim do dia, voltei a limpar os dois quartos, a sala, a cozinha - sete vezes no total, contando com o aspirar...mais a limpeza normal do resto da casa...)

no meu sábado normal fui cinco vezes à rua, ora com eles, ora sozinha, sempre para ir buscar alguma coisa absolutamente imprescindível, ou para eles ou para a bisa...fiz 3 pequenos almoços, 3 lanches, um almoço e um jantar, sendo que em cada uma dessas refeições a única pessoa que se sentou efetivamente à mesa foi a bisa...os dois miúdos comeram enquanto saltavam e para que o Quico fosse engolindo alguma coisa tive de saltar com ele.

No domingo, depois de uma brutal parte da manhã, em que fiz tudo o que já tinha feito no sábado mais o que qualquer pessoa teria feito num domingo, arranjei os dois para a habitual descida até ao parque. Sempre que descem para jogar futebol a aventura de os controlar toma proporções imensas. Os dois pegam-se logo ainda na escolha da bola, cada qual querendo uma diferente e invariavelmente saindo cada um com a sua...no elevador a briga acentua-se pois o espaço entre eles é «apertado». À saída do prédio já os dois parecem ter engolido um vendaval e enquanto correm estrada fora, apenas tenho tempo para mentalmente ir «rezando» para que nenhum seja atropelado. 

No parque pegam-se por tudo - por um chuto mais alto, por um que foi baixo demais, por um ter chutado com força, por ter chutado devagar, por ter defendido, por não ter parado a bola....habituada que estou a isto, vou evitando que alguma bola vá parar à rua ou que algum desate a correr em direção proibida.

Passado pouco tempo o Quico por norma desiste de tentar pôr o irmão a jogar com ele e lança a bola dele cm toda a força pela rua fora...isso obriga quem está com ele a correr atrás da dita e portanto a brincadeira termina. Mas claro, o irmão fica fulo pois como estão sempre do contra, se um quer terminar o outro quer continuar a «jogar». Coube a sorte (ou falta dela) que os avós, entretanto chegados, apanhassem com esta parte. Sempre disponíveis, o avô resolveu tomar a seu cargo o Quico, enquanto eu corri atrás da bola dele e a avó corria com o Rafa...ora o Rafa joga como se estivesse numa arena, sendo que ele é o touro e nós os forcados! um encontrão casual com a avó lançou-a ao chão e pronto....foi fatal...

 

Depois foi uma sucessão de cenas que recordo em pormenor e das quais destaco algumas das mais caricatas (sim porque tal como em muitas outras ocasiões, a conjugação das diversas variáveis provoca delirantes momentos entre o trágico e o cómico...ou serei eu que insisto em ver as coisas dessa forma). Pois que a avó caiu e não mais se levantou tendo percebido de imediato a gravidade da situação. Liguei o 112, respondi às questões colocadas e ficamos à espera do INEM. A parte caricata é que isto aconteceu num parque frequentado por uma montanha de miúdos pré adolescentes que usam o espaço para andarem de skate...e vê-los com mil preocupações oferecendo os skates como apoio de cabeça para a avó, perguntando-lhe se ela queria água, mantendo-se por perto sempre atenciosos, rodeando os meus pais e tecendo comentários sobre a fragilidade dos ossos dela (que tadinha era tão magrinha e bué leve...) acabou por ser desanuviador! e quando o paramédico chega e vê uma senhora deitada no chão rodeada por putos de skate na mão, arregalou os olhos e perguntou «estava a andar de skate ou quê??» e arregala mais quando ela diz «não, estava a jogar à bola!»

 

como seria de esperar a situação da avó mexe com todos...cada um à sua maneira o Rafa e o Quico viveram esta queda da avó e consequente internamento de forma bem diferente....mas isso fica para outro post - estou a escrever no meio de uma batalha com almofadas e a coisa está a ficar deveras descontrolada!!

 

postado energia-a-mais às 09:09

Terça-feira, 17 de Abril de 2012

 

em jeito de registo, para a ausência aqui do blog e dos que costumava visitar

 

mais tarde, talvez e se...virá post sobre o assunto

 

neste momento tenho a minha mãe no hospital - fraturou a anca de tal modo que teve de ser submetida a operação e consequente aplicação de prótese. Foi um fim de domingo completamente alucinante, estão a ser dias complicados....uma prova de fogo (mais uma) a juntar às que fazem parte da rotina

 

e embora possa dizer que acidentes e vidas atribuladas acontecem em todas as famílias e nunca existem razões que justifiquem, a verdade é que na nossa, muitos dos acontecimentos estão ligados à agitação de uma casa onde impera a PHDA dos miúdos - e no caso dos meus pais o esforço acrescido que os avós destas crianças fazem para acompanhar o ritmo sempre acelarado e imprevisivel resulta infelizmente algumas vezes em trágicos desfechos....

 

 

 

 

 

e como gosto muito da pureza e força da luz de uma vela, aqui fica uma no blog, imagem do meu pensamento que espero que chegue à minha mãe!

 

postado energia-a-mais às 14:40

Quinta-feira, 22 de Março de 2012

 

 

quem lida com idosos sabe que poucas diferenças existem entre os cuidados a ter com eles ou com crianças...

 

a minha avó, 91 prestes a chegar, de férrea vontade e (até agora) saúde, é daquelas de feitiozinho «retorcido». Pouco caso faz dos nossos avisos e não raramente desafia-nos com atitudes de absoluta infantilidade, como atravessar a rua fora do sítio apropriado (passadeira para quê??? os outros também são atropelados na passadeira...) ou subir a um banco para chegar a algo que está fora do seu alcance...

 

Isto pode dar (por vezes dá mesmo) em acidentes de maior ou menor gravidade, obrigando-nos a um redobrar de atenções e algumas discussões...Ora na terça feira uma escorregadela à chegada ao patamar junto ao elevador, fruto de um querer chegar às escuras até ao mesmo e um tropeção na bengala de apoio, deixou a minha avó estatelada no chão, com a testa toda aberta e um osso do cotovelo estalado. E foi mesmo um susto maior, sentido primeiro pelo meu pai que estava em minha casa a tratar do almoço e que deu conta de um barulho estranho, logo depois da minha avó ter saído para ir à padaria. Muito sangue, muita aflição, eu tive de interromper um encontro na APCH e lá fui com ela para as urgências - duas horas e muita sutura depois, tranferem-na para ortopedia e para o hospital central. Pois que aí esteve mais de 7 horas, tendo feito mais alguns exames e tendo sido ligada com talas para manter o braço imóvel. E pronto lá veio para casa toda «enfaixada» como diz o Rafa, com mais alívio da nossa parte por ver-mos que continua com o seu feitio de sempre, resmungando contra todo o tempo que lá esteve e de como demoraram a atende-la e de como nem lhe deram nada para comer e porque aquilo (urgências de um grande hospital) é uma autêntica confusão e não tem «jeito nenhum»...

 

Depois de dois enormes pratos de canja e de um belo prato de cerelac (para grande gozo do Quico que lha queria dar à boca) lá se habituou à sua nova condição de «semi-acamada» sempre com resposta na ponta da lingua e com obvia satisfação por ser o centro das atenções {#emotions_dlg.blink}

 

 

haverá susto maior do que temer pela vida dos nossos?

 


postado energia-a-mais às 10:54

Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

 

 

estes últimos dias foram passados em sobre(saltos)

 

 

sem contar com os saltos habituais dos miúdos que destroem toda a casa, o Quico fez-me sobressaltar com uma brincadeira que correu mal - o meu rapazinho andava a tocar corneta com uma vara em plástico, tropeçou com a vara na boca e fez um grande rasgão no céu da boca.

 

A ida ao hospital foi rápida, felizmente não tivemos de aguardar muito tempo, no entanto para o levar até lá, foi uma aventura claro! o corte não foi muito profundo mas é o suficiente para provocar alterações - não pode comer sólidos, os líquidos ou papas não podem ser quentes e tem autorização para comer gelados (ora está-se mesmo a ver o que ele pede...)

 

Esta manhã, acordamos em sobressalto com as birras de segunda feira - o Rafa continua com as suas oscilações de humor, desta vez porque não queria almoçar na escola, uma das típicas manias que me dão cabo da cabeça....

 

por arrasto o Quico, até porque ainda está com restrições ao que come, fez logo birra idêntica....

 

e assim começa mais uma semana sobressaltada como costume cá por casa

 

 

 

postado energia-a-mais às 10:18

mais sobre mim
que querem saber?
 
Fevereiro 2016
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6

7
8
9
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
23
24
25
27

28
29


disseram agora
Gostaria de saber se conseguiu resultados com este...
Eu recebi pela primeira vez o abono no final do mê...
Boa tarde ,Inscrevi na semana passada a minha filh...
Obrigada. Espero conseguir. Bjs
Deve receber de facto agora em Janeiro os valores ...
Eu em Julho de facto recebi a 27 no entanto apenas...
Olá Marlene, o abono semestral (se a mãe tiver ren...
Boa tarde. O dr. Luís dá consultas em braga, aveir...
Boa tarde, é possível dizer-me onde dá consulta o ...
Olá,Desculpe intrometer-me mas será que me podia f...
links
Passam por cá - desde 18/11/09
Os que me visitam
Passam por cá - desde 18/11/09

blogs SAPO


Universidade de Aveiro