A Hiperactividade vista à lupa

Sexta-feira, 13 de Julho de 2012

 

 

 

 

 

 

 

(entenda-se nossa nação como nossa casa) depende e muito do estado do nosso espírito

 

e o nosso tem andado muuuuito ocupado....desenganem-se os quer, por verem imagens pacíficas, julgam que a paz reina por estas bandas {#emotions_dlg.lol}

 

é verdade que temos aproveitado à nossa maneira...coisa que por cá significa muita agitação à mistura com aventuras de nos deixar de cabelos em pé!

 

 

 

e se isso vale um post, terá que ficar para quando a calma o permitir....agora vou ali mergulhar e já venho!

 

 

 

postado energia-a-mais às 15:21

Terça-feira, 05 de Junho de 2012

 

 

...onde se esconder {#emotions_dlg.blushed}

 

O Quico está naquela fase maravilhosa da descoberta da personalidade. Ora tanto se «arma» em espevitado e mete conversa com toda a gente mesmo que nunca os tenha visto, ora se «fecha» em ostra agarrado às minhas saias (ou calças). Eu ainda nem sei bem de que lado gosto mais...ninguém gosta de ver um «catraio» assim para o tímido, enrolando a língua e com ar de bicho do buraco (fico sempre com a ideia de que os outros acham que sou eu que o reprimo demais...) ter um miúdo tagarela e bem disposto parece resultar melhor, excepto quando ele abusa e desafia qualquer lei das boas maneiras

 

Neste último fim de semana, o Rafa passou bastante tempo com um amigo que vive na mesma rua e que já conhecemos desde o 1º ano de escola. Muitas vezes o M. vem a nossa casa, depois vai o Rafa até casa dele e passam assim o tempo com o Rafa a liderar as corridas de casa em casa (sem nunca se decidir por qual quer ficar e sem chegar propriamente a brincar...o que parece não incomodar o tal amiguinho). Agora que está mais crescido o Quico acompanha-os algumas vezes (pelo menos enquanto não se chateia com as constantes mudanças de casa...). Numa das vezes, encontraram na casa do M. a mãe dele (os pais são separados e quem vive aqui perto é o pai). O Quico não costuma ver a senhora por isso perguntou «é a tua mãe?» ao que lhe responderam que sim e ele, sem mais nada atira «ui, que mãe!! que cara tão feia...» ó rapaz, podias ter maneiras, não se diz tudo o que se pensa....ainda por cima estavam mesmo todos presentes...deve ter sido lindo!

 

além disso, apesar de terem saído de casa com o lanche tomado, o Quico virou-se para o pai do miúdo e diz «quero comer, estou esfomeado, vai buscar pão com manteiga, vai!» ora, pronto não foi muito exigente no pedido...mas não havia necessidade! principalmente depois de eu ter dito quando os fui lá deixar que tinham acabado de lanchar...

 

Estava eu ainda a digerir o que me tinham contado e numa saída à rua para ir estacionar o carro, vem comigo e encontramos um casal junto ao estacionamento (talvez à espera de alguém) ele aponta diretamente e diz «mãe, são bêbados?» e eu «ora, que ideia filho...então?!» e ele especado a olhar a direito para o tal casal «mas tu tinhas dito que aqui era o lugar dos senhores bêbados, estes devem ser...»

 

e assim que nos aprontavamos para subir no elevador, aparece a sair um dos vizinhos mais «melgas» do prédio e o Quico com o dedo em riste e sem desarmar «olha la ó senhor mal educado, vê por onde andas!!!» e como o homem nem olhou para ele, o Quico seguiu-o durante o tempo em que não o consegui apanhar, debitando preciosidades destas «és muito mal educado, sabias? não falas? humm? o gato comeu-te a língua senhor XXXX?»

 

Digam-me onde? onde me poderei enfiar, havendo uma próxima vez (garantida)? {#emotions_dlg.ninja} {#emotions_dlg.hide} 

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:11

Terça-feira, 24 de Abril de 2012

 

 

isto só se explica com o raio do Karma (ou com uma dose muita grande d'azar!!!)

 

Depois de vos ter relatado o acidente da bisa e o problema do avô (do qual ainda está a recuperar) chega agora a vez da avó...e porra, se isto não é uma familia atribulada, então digam lá vocês o que pensam!!

 

A ver se faço um relato coerente do que se passou no fim de semana anterior, data do acidente da avó 

 

os miúdos deram-me um fim de semana de autêntico tormento (e não senhora vizinha-com-ar-de-entendida, os miúdos não são todos iguais, por mais que queira com isso desculpar o comportamento mimado que as suas duas filhas apresentam). Nada no comportamento de crianças com PHDA é normal e ninguém da família tem uma vida «normal», dar um banho não é dar um banho normal, pô-los a comer não é como dar as refeições a crianças normais, fazê-los brincar com qualquer coisa é tudo menos normal, tentar que se entendam é absolutamente fora do normal....portanto e porque em casa, para que as coisas funcionem minimamente controladas, eu faço um esforço acima do normal, é natural que me sinta com moral para falar deste assunto

 

o dia de sábado começou às 6h45 com um Quico absolutamente telhudo a querer com toda a força rebentar com a persiana do quarto - e digo mesmo rebentar!! o Rafa logo se juntou para provocar um terramoto entre os dois que fez abalar toda a casa...mesmo. Portanto e depois de ter de os separar cada um para uma divisão, antes do pequeno almoço já eu tinha limpo dois quartos para remover os destroços (até ao fim do dia, voltei a limpar os dois quartos, a sala, a cozinha - sete vezes no total, contando com o aspirar...mais a limpeza normal do resto da casa...)

no meu sábado normal fui cinco vezes à rua, ora com eles, ora sozinha, sempre para ir buscar alguma coisa absolutamente imprescindível, ou para eles ou para a bisa...fiz 3 pequenos almoços, 3 lanches, um almoço e um jantar, sendo que em cada uma dessas refeições a única pessoa que se sentou efetivamente à mesa foi a bisa...os dois miúdos comeram enquanto saltavam e para que o Quico fosse engolindo alguma coisa tive de saltar com ele.

No domingo, depois de uma brutal parte da manhã, em que fiz tudo o que já tinha feito no sábado mais o que qualquer pessoa teria feito num domingo, arranjei os dois para a habitual descida até ao parque. Sempre que descem para jogar futebol a aventura de os controlar toma proporções imensas. Os dois pegam-se logo ainda na escolha da bola, cada qual querendo uma diferente e invariavelmente saindo cada um com a sua...no elevador a briga acentua-se pois o espaço entre eles é «apertado». À saída do prédio já os dois parecem ter engolido um vendaval e enquanto correm estrada fora, apenas tenho tempo para mentalmente ir «rezando» para que nenhum seja atropelado. 

No parque pegam-se por tudo - por um chuto mais alto, por um que foi baixo demais, por um ter chutado com força, por ter chutado devagar, por ter defendido, por não ter parado a bola....habituada que estou a isto, vou evitando que alguma bola vá parar à rua ou que algum desate a correr em direção proibida.

Passado pouco tempo o Quico por norma desiste de tentar pôr o irmão a jogar com ele e lança a bola dele cm toda a força pela rua fora...isso obriga quem está com ele a correr atrás da dita e portanto a brincadeira termina. Mas claro, o irmão fica fulo pois como estão sempre do contra, se um quer terminar o outro quer continuar a «jogar». Coube a sorte (ou falta dela) que os avós, entretanto chegados, apanhassem com esta parte. Sempre disponíveis, o avô resolveu tomar a seu cargo o Quico, enquanto eu corri atrás da bola dele e a avó corria com o Rafa...ora o Rafa joga como se estivesse numa arena, sendo que ele é o touro e nós os forcados! um encontrão casual com a avó lançou-a ao chão e pronto....foi fatal...

 

Depois foi uma sucessão de cenas que recordo em pormenor e das quais destaco algumas das mais caricatas (sim porque tal como em muitas outras ocasiões, a conjugação das diversas variáveis provoca delirantes momentos entre o trágico e o cómico...ou serei eu que insisto em ver as coisas dessa forma). Pois que a avó caiu e não mais se levantou tendo percebido de imediato a gravidade da situação. Liguei o 112, respondi às questões colocadas e ficamos à espera do INEM. A parte caricata é que isto aconteceu num parque frequentado por uma montanha de miúdos pré adolescentes que usam o espaço para andarem de skate...e vê-los com mil preocupações oferecendo os skates como apoio de cabeça para a avó, perguntando-lhe se ela queria água, mantendo-se por perto sempre atenciosos, rodeando os meus pais e tecendo comentários sobre a fragilidade dos ossos dela (que tadinha era tão magrinha e bué leve...) acabou por ser desanuviador! e quando o paramédico chega e vê uma senhora deitada no chão rodeada por putos de skate na mão, arregalou os olhos e perguntou «estava a andar de skate ou quê??» e arregala mais quando ela diz «não, estava a jogar à bola!»

 

como seria de esperar a situação da avó mexe com todos...cada um à sua maneira o Rafa e o Quico viveram esta queda da avó e consequente internamento de forma bem diferente....mas isso fica para outro post - estou a escrever no meio de uma batalha com almofadas e a coisa está a ficar deveras descontrolada!!

 

postado energia-a-mais às 09:09

Segunda-feira, 18 de Abril de 2011

 

 

este fim de semana, deu para cortes, corridas, jogos de escondidas, noitadas e festas de aniversário....

 

 

e daria para muito mais, não fosse o tempo ser igual para todos e por isso «voar» para segunda feira!

 

 

Estive a trabalhar na manhã de sábado, o que parece encurtar ainda mais o dia e as possibilidades de sair algum disparate grande dos meus pestinhas....mesmo assim, quase sempre sem estar a contar, eles conseguem iludir a minha vigilância e saem coisas destas: 

 

O Quico aproveitou o facto do mano ter saido para brincar em casa de um amigo e andava feliz da vida a mexer-lhe nas coisas da secretária. Deve ter encontrado motivos para se entreter e durante um bocado foi desenhando e pintando com as cores do irmão, depois foi passando a outros materiais e foi experimentando. Como eu estava de faxina numa divisão fora do alcance dele, foi fácil pegar numa tesoura da escola e dar uns cortes....deve ter começado pelo papel mas depois achou que poderia cortar algo mais....digamos, algo mais «pessoal», como o cabelo, claro está!!! ainda não me tinha feito um corte assim para o radical - tipo tesourada num dos lados, quase a ficar estilo pente zero, apenas num pedaço à direita!

 

 

Eu sei que o poderia deixar ficar assim, ele até parecia gostar e bem vistas as coisas seria uma maneira de lhe mostrar que existem estilos alternativos mas....os avós poderiam achar um pouco «demais» por isso e porque estamos em tempo de período Pascal, presume-se mais atinadinho, lá fui levá-lo ao sítio do costume para que a M. lhe acertasse o corte...e ficou bem giro apesar de agora bem mais curtinho - dos dois lados!

 

 

Entretanto, o mano e o amigo lá se fartaram de estar em casa do outro e vieram ter à nossa. Disseram-me que pelo menos aqui em frente podiam jogar à bola no jardim e com o tempo a convidar, a ideia foi logo aceite. Mas como vieram ter comigo ainda estava na cabeleireira, o Rafa tinha de fazer das suas...não que eu tenha dado conta - foi mais um jogo de escondidas....

Ora depois da habitual algazarra que faz quando chega a algum lado o Rafa mexeu em tudo o que podia mexer, abriu tudo o que podia abrir e falando pelos cotovelos desorientou de tal modo quem estava no salão que ninguém reparou no facto de ele ter pegado num saco e o ter colocado debaixo de uma mesa, numa salinha ao lado. Não seria grave se o saco fosse o meu (que foi o que ele achou...) mas entretanto paguei, viemos embora e nunca mais ele se lembrou do que tinha feito, nem a mim me passou algum pressentimento pela cabeça. Até que mais tarde encontro uma senhora na rua que me diz «olhe, a senhora estava na cabeleireira, não estava?» eu «sim, estive lá» ela «eu também, sabe os seus meninos tiraram o meu saco do sofa e esconderam-no debaixo de uma mesa....nem lhe passa o que nos fartamos de procurar até dar-mos com ele...» A senhora foi bastante compreensiva e até se riu do que para ela deve ter sido uma aventura diferente do normal, eu fiquei com cara de «tacho» e os miúdos não se livraram de uma descompustura, embora o Rafa tenha admitido que já nem se lembrava e que o tinha feito para me pregar uma partida a mim, julgando tratar-se do meu saco....

 

Depois de umas quantas corridas em que extravasaram um pouco da sua energia, aproveitei que os meus pais estavam connosco e deixei os miúdos com o avô enquanto eu e a avó fomos fazer umas comprinhas....pois bastou virar costas para que eles aproveitando algum espaço de manobra, corressem sem controlo voltando ao jogo do esconde...{#emotions_dlg.tongue}

 

A noite foi terrivel pois o Quico apanhou uma tosse daquelas...ficando sem dormir ele e eu, toda a noite! aliás já tenho uma data de noites em atraso...{#emotions_dlg.sleeping}

Alem de que a tosse provocou-lhe vómitos e andar a limpar às duas da manhã não é a minha noitada ideal!

 

O Domingo foi normalmente agitado, o Rafa teve um aniversário mas o horário da festa, mesmo ao final da tarde, ainda deu para muita zaragata com o mano antes de sair de casa. Também não quisemos deixar de lado a tradição da nossa religião e fomos comprar um raminho para lembrar o Domingo de Ramos. Embora não estivessemos com os padrinhos, demos o raminho ao avô que afinal é quem mais merece esta lembrança!

 

 

 

E claro que teve de haver travessura na entrega, com os dois a disputarem tanto a atenção como o ramo em si...o que me levou a recear que acabesse o avô por nem o chegar a ver... seguiu-se o normal pedido das amêndoas, o que para o Quico se traduziu na frase «avô, agora tens de dar-me amengoas, olha pode ser o magnum, eu gosto!» 

 

Entretanto levei o mais velho à dita festa e já Quico estava mais cansado que o costume, até porque a tosse não o larga, optei por dar uma voltinha no shopping para um lanche com os avós que vivem mesmo lá em frente, o que pelo menos nos trouxe uma certa calma durante um par de horas. E pronto, foi o descanso possivel no nosso fim de semana. Estamos agora em contagem decrescente para uma Páscoa que queremos tranquila, aguardando que o Pai chegue para ajudar a passar os últimos dias de férias escolares, dado que aqui a mamã não vai ter muito para gozar!

 

 

todas as imagens fora tiradas da net

 


postado energia-a-mais às 09:02

Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011

 

de acontecimentos desta semana, que nem deu tempo para os registar por escrito...

 

acabei por deixar o blog meio ao abandono! tenho por isso que começar este post agradecendo de  a todas as seguidoras que aqui deixaram os parabéns ao meu rapazinho mais velho, com tanto carinho e que me deixaram de lágrimas nos olhos, eu, que sou muito mais emoção do que razão neste tipo de coisas...

 

e agora em jeito de apanhado/resumo, posso dizer que foi um aniversário em estilo «nosso»! tão cheio de aventuras como seria de esperar!

 

manhã cedo o Rafa que passou a noite saltitando de cama em cama, estava tão nervoso que mais parecia um noivo em dia de casamento do que um aniversariante de 10 anos. Com os nervos vieram os vómitos e o calor excessivo que o põe em ponto de ebulição. Conseguir levá-lo à escola foi uma tortura pois ele queria «eliminar» a parte da manhã, dado que o bolo só seria levado no fim de almoço. Bolo que encomendei de propósito e que estava de acordo com os gostos do aniversariante. Ora como o Rafa vinha almoçar a casa e o meu pai o levaria depois à escola, ficou combinado que nessa altura levariam então o bolinho para ser comido ao lanche da tarde...Foi com espanto que na hora em que vim a casa (já depois deles saírem) reparei num bolo «esfrangalhado» em cima da mesa da cozinha, o qual ainda ostentava o respectivo tabuleiro e algumas das velas decorativas....muito a custo lá reconheci o bolo de aniversário...

 

confesso que pensei o pior! pois se o Rafa tem feito coisas «mirabolantes» quando fica agitado....pensei coisas como «pronto, não gostou do bolo, entrou em confronto com o avó, o bolo foi parar ao chão»...pergunto à bisa «então o bolo está aqui? o que aconteceu?» resposta ainda mais preocupante «bem, o teu pai entrou....e depois o teu pai saiu...e...» de registar que isto foi dito em tom de choro e voz trémula, muito gaguejar pelo meio e que a mim me suou totalmente incoerente...

 

Ora cada vez mais confusa e não conseguindo arrancar mais nada da bisa que só dizia não saber o que se passara pelo meio do entrar e sair, liguei para o tlm do meu pai. Mais preocupante ainda, estava desligado. A gaguejar a bisa lá ia dizendo que o Rafa nada comera ao almoço, que se deitara no sofá queixando-se de dores de barriga e que apesar do avô insistir nem comera a sopa, nem fruta, nada....Ora eu, cada vez mais frenética só me lembrava de ligar para a escola. Só que ainda não devia ser hora de terem todas as funcionárias porque ninguém me atendia o telefone. Quando já estava a desesperar, o meu pai volta a casa - afinal o bolo caíra sim mas na entrada da escola, isto porque de tão nervoso, o meu filho não quis almoçar e quis ir mais cedo, com as pressas, ao chegarem à escola, o avô queria segurar na porta para depois pegar no tabuleiro mas o Rafa não lhe deu tempo de chegar e precipitou-se carro fora com o tabuleiro do bolo pousado nas pernas...e pronto, catrapum, estava feito o «serviço». Mas o meu pai, sempre super, já tinha feito nova encomenda que estaria pronta a tempo do lanche e que acabou por ser uma escolha apreciada por todos, isto a avaliar pelas reacções dos amiguinhos com quem falei mais tarde.

 

Fim do dia e novas aventuras em casa, com as normais e esperadas «maluqueiras» de dois miúdos histéricos. Muito barulho, muita confusão, muita ansiedade, o Rafa sempre a aguardar o momento do abrir mais uma prenda! lá tentamos seguir o ritual mas por cá os rituais têm ritmo próprio e cantar parabéns pode ser enquanto se come uns frios e abrem-se as prendas antes mesmo do partir do bolo....

Estávamos no auge da festa quando o principal protagonista dá um grito e corre para a casa de banho, não tardando em chamar por mim, com muita impaciência, choro e irritação misturados...então não é que no dia exacto em que festeja uma década de vida, lhe sai um dente?

 

Bem, o que ele berrou, esperneou e quase nos fazia crer que se ia afogar em sangue. O Rafa fica totalmente descontrolado...o Quico só lhe dizia para ele não se esquecer de pôr o dente debaixo da almofada...mas também não ajudava muito, sempre a dizer «cá nojo mano, nhecc...»

Serenar os ânimos não foi fácil e tive de me conter para não desatar a gritar (coisa que normalmente resulta em cada vez mais gritaria). Mas aos poucos retomamos os festejos e acabamos a noite a falar com o papá pela net, algo que o Rafa adorou!

 

Enfim, na escola o Rafa está castigado três semana por não ter respeitado as regras do recreio e ter andado a fazer o tal «parkour». Assim por três longas semanas não pode usufruir dos seus dias de jogar à bola, coisa que obviamente tem proporcionado momentos de recusa em ir...não encontrando mais nenhum motivo de interesse...

O Quico tem alternado dias em que faz birras tremendas, com dias em que faz apenas birras...

As noites tem sido cansativas por demais porque a medicação do Rafa já não está de todo ajustada, uma vez que ele acorda diversas vezes, o que o faz andar de cama em cama (vem ter à minha, eu levo-o à dele, volta à minha e andamos assim noite fora...) Temos dormido umas duas a três horas por noite...estou a tentar marcar consulta urgente

Eu tenho andado a mil, com projectos maravilhosos e que em breve desvendarei!

 

Assim se passou esta semana - mais uma que nos pôs à prova, mais uma em que medimos forças, mais uma em que nos sentimos no limite. Assim entramos para mais um fim de semana, mais um sem o pai, mais um em que vou trabalhar sábado de manhã, mais um em que palpites de como entreter os miúdos são esperados e aceitam-se!!!

 

 

postado energia-a-mais às 09:15

Domingo, 12 de Julho de 2009

e do riso do fim de semana, aqui registo

 

Sexta feira - dia primeiro do Quico na piscina do ginásio. Até aos quatro anos, as crianças vão com acompanhante para a água. Como a mamã só sai às 19h00, o avô foi transformado em ajudante aquático do novo nadador cá do sítio.

Podia dizer que correu tudo bem - mas como não podia deixar de ser houve lugar a aventuras várias, ou não fosse o Quico um menino muito «pestinha»! depois de uma ligeira birrinha de principiante por não querer usar a touca (parece a formiguinha atómica...) a monitora lá o convenceu a ir para dentro de água. Logo a birra deu lugar a autêntica euforia por se encontrar num meio que adora - a alegria dele era tão evidente que até a monitora achou graça, acabando por dizer ao avô que o Quico era uma criança muito desenvolvida e com imenso à-vontade.

Tão à-vontade, que foi preciso muita mas mesmo muita paciência para o fazer voltar a «terra firme». Queria tanto ficar na água que já depois de todos os outros terem ido embora, ele continuava a dar saltos para os braços do avô...o pior é que tanto acertava nos braços, como fora deles e o avô começou a achar que alguma coisa podia correr mal...e correu...mas não para o Quico!

O avô, na tentativa de lhe chegar calculou mal a borda das escadas e deu uma valente pancada com a canela das pernas, o que o fez escorregar e falhar o degrau, dando em cheio com o dedo do pé no metal das escadas...

Assim, quando chegaram a casa, avô e neto vinham com disposição diferente - um muito lesionado, o outro totalmente encantado!!!

 

Sábado - como sempre muito matinais, os dois pimpolhos acordaram com as pilhas bem carregadas...logo as habituais traquinices, muita algazarra e pelas 10h00 com a dificuldade crescente de os entreter resolvo sair e apanhar ar! Mais fácil dizer do que fazer...uma vez que os dois quiseram vir também....

Eles e cães é algo que não combina - ora, sábados de manhã, já se sabe, vê-se muitos donos com os respectivos cãezinhos! É que nem sei quem fica mais histérico, se eles, se o dono ou se o cão...por mim, falo sempre como se estivesse tudo sob controlo, a ver se não acabo com algum dono a morder um dos meus filhos....às vezes resulta mas na maior parte delas, temos mesmo de seguir uns para cada lado, cada um puxando as respectivas «crias»

Outra coisa que o Sábado implica são os senhores ciclistas de fds, aqueles que andam sempre de carro e que durante o dia de descanso tentam «desenferrujar» as pernas...ora o que acontece com esses ciclistas é que andam muito devagar....pelo menos para a velocidade dos meus filhos - vai daí quase sempre vejo alguém a «lutar» com um fedelho pela posse da bicla! eles não fazem por mal mas atravessam-se na frente das bicicletas, tentam chegar às campainhas e mesmo dar aos pedais....

Depois do almoço houve muita lágrima, quer dizer muitos nervos, seguidos do choro, da gritaria e de tudo o que vem junto....o Rafa não se conseguia vestir para descer (tive de lhe trocar a roupa, pois sentia muito calor) e foi preciso muita ginástica mental para o aguentar! apesar de ver o esforço que fazia para aceitar uma peça de roupa não tão habitual, tive de fazer o meu papel e tentar controlar a situação, caso contrário teria ficado em casa a braços com uma crise de histerismo. Levei mais de hora e meia, com uma saída pelo meio apenas com o Quico mas lá acabei por o convencer a usar a dita vestimenta e acabamos a tarde de sábado a correr que nem loucos atrás de uma bola!

 

Domingo - dia de loucura total com muita energia logo pela manhã! tanta que mais pareciam dois ursinhos a lutar por um pedaço de comida! rolaram pelo chão, saltaram pela cama, pularam dos móveis, manifestaram-se de tantas formas que acabei por desistir de os acompanhar e limitei-me a minimizar os estragos (por vezes  é mesmo a única coisa possível)

Sei que não exagerei na avaliação porque desde os transeuntes da rua, que ficavam pasmados e comentavam, até à senhora que nos serviu numa padaria onde costumo ir sozinha (perto do local de trabalho) sem conhecer os miúdos, me chamou a atenção por nunca ter visto crianças tão eléctricas....o Rafa, por exemplo, nem se conseguia sentar para comer, acabou por andar pela padaria enquanto comia o pãozinho...

Deixei por isso que o dia fosse muito virado para o físico e não me preocupei com roupas, penteados ou calçado limpo! Preparei comida saudável mas fácil de comer, sem necessidade de garfo e faca e optei por andar o máximo de tempo lá fora, vindo a casa apenas para os lanches e águas (eles bebem muito)

Apesar de terem andado todo o dia a puxar pelo corpo, só lhe dei banho depois das 21h00 e reforçando a alimentação com leitinho, cereias integrais e fruta, lá os deixei na cama por volta das 22h30. O melhor é que não demoraram muito a adormeçer!

 

 

sinto-me: mãe de dois atletas
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postado energia-a-mais às 22:41

Quinta-feira, 13 de Março de 2008

Olá de novo. Só hoje tive tempo para continuar a minha exposição sobre como gerir uma casa a mil (outra coisa não seria de esperar, o tempo não chega para tudo e há coisas sagradas). Na parte dois da rotina diária vou referir - a chegada da escola: uma aventura que dura para cima de 30 mns , para fazer só o percurso até casa (nós vivemos a 5 mns , o resto é fruto da euforia que ambos sentem quando me apanham a jeito novamente). Logo que chego ao infantário ouço as queixas do dia e passo á complicada tarefa de conseguir trazer um malandrinho que mal fala mas que se mexe como uma enguia, para fora do seu território. Depois, apanhar o mais velhinho pode ser quase impossível mas com a cumplicidade do porteiro da escola lá consigo entrar no recreio e puxà-lo dos baloiços, claro que ainda tenho de o lembrar de metade das coisas que devem regressar com ele, como roupa, saco de desporto, etc. E começa a viagem, normalmente a pé, a não ser que chova a cântaros. Temos de passar sempre pelos mesmos locais, cumprir os mesmos rituais - beber água, caminhar (correr) sem ajuda pelo meio da confusão do trânsito daquela hora, brincar com o mais velho, chorar e amuar porque não, não podemos parar no café agora, comprar uma goluseima já á porta de casa e finalmente depois de muita gritaria para avisar os vizinhos que já chegamos, lamber a porta de vidro da entrada, dar um beijo no espelho do elevador e entrar de rompante pela porta adentro.

Os banhos são um capítulo que começa logo de seguida pois se assim não for, o jantar já não é no mesmo horário e isso é algo que NUNCA pode acontecer. Como ambos gostam de água até podia ser divertido mas podemos demorar cerca de duas horas neste ritual, sendo que grande parte do tempo passa-se comigo a fazer entrar ou sair da banheira as duas pestinhas , limpar-me e tentar manter o nível da água dentro de controlo, o que é sempre difícil se a isso juntarmos umas quantas idas á cozinha para ir adiantando a janta. 

Uma das partes mais interessantes da noite está quase a começar - aqui a expressão jantar volante faz todo o sentido. O mais velho já consegue comer enquanto salta, joga á bola ou d á cambalhotas no sofá mas para o mais pequeno tudo isso é novidade que tem de ser devidamente experimentada, pelo que eu tenho de o acompanhar enquanto equilibro o prato da comida e tento mantê-lo minimamente limpo.

Vamos então para a derradeira tarefa, colocá-los na cama. Mais uma vez é impossível fujir ao ritual, para um consiste nas canções (o mais novo) para outro nas histórias (o mais velho), para ambos tem de haver a preparação, ou seja uma hora de completo desvario que serve principalmente para me cansar enquanto eles se divertem á brava. Nessa hora tudo pode acontecer, desde números de circo até batalhas com os mais diverso objectos, sendo que a sala parece tomada por um furacão que muitas vezes alastra até outros locais da casa. Quando tudo parece estar prestes a vir a baixo, está na hora da canção de embalar e dali a trinta minutos, a história (sempre sobre dinossauros, mundo ou corpo humano). Quando a última pestana se fecha, então sim, dou valor á vida e agradeço este dois tesouros.  Amanhã é outro dia!

postado energia-a-mais às 22:17

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