A Hiperactividade vista à lupa

Quarta-feira, 10 de Julho de 2013

 

do Rafa

 

para quem acompanha (mesmo que não de forma assídua) este blog, este tema já não é propriamente novo. Já por cá falei algumas vezes de uma das facetas mais difíceis de gerir com o meu filho mais velho, desde que foi diagnosticado como tendo uma grave perturbação do comportamento, conhecida clinicamente como TOD (transtorno de oposição/desafio), uma das comorbilidades associadas ao seu tipo de PHDA.

Neste post faço um resumo de como lidar com este distúrbio e das dificuldades que enfrentam todos os educadores que são obrigados a testar estratégias para alcançar bons resultados com crianças desafiantes.

Claro que o mais complicado continua a ser a imprevisibilidade de reações explosivas que nem sempre são detetadas a olhos menos treinados ( mesmo para quem está habituado, por vezes surgem tão efervescentes e tão subitamente que nem nos apercebemos). No Rafa surgem como do nada, ou por motivos para nós tão subtis que nunca nos passaria pela cabeça, olhar para eles em pormenor.

Sempre foi assim, com o passar do tempo começaram a ser mais ou menos entendidas por nós adultos, como tal, começamos a ter meios de combater essa situação mais tranquilamente. No entanto, são sempre motivo de grande tensão, muita incerteza em relação ao desfecho e muito complexas para serem compreendidas pelo irmão mais novo...

 

Ultimamente e dado que estou «presa» sem férias num CEI, os meus pais são o pronto-socorro de plantão, com enorme desgaste para ambos e com cada vez mais pressão familiar. Reconheço que me sinto impotente pois fazer a minha casa funcionar sem eu estar presente fisicamente é, para os que ficam lá a comandar, uma autêntica batalha. E os meus pais, embora sejam os únicos (para além de mim própria) que conhecem intimamente todas as caraterísticas dos meus meninos e tiveram desde sempre grandes doses de informação e técnicas para lidarem com eles, estão exaustos, sobretudo pela necessidade física de uma grande preparação a par da elevada resistência psicológica!

 

Uma das últimas explosões do Rafa aconteceu por causa de uma...ventoinha! e acredito que os avós tenham vivido um turbilhão de emoções enquanto sentiam a fúria dele, preservando ao mesmo tempo a integridade física de cada um dos presentes, e em especial a integridade emocional que sobrevive depois de cada luta.

Sou portanto eternamente agradecida aos meus pais por tudo o que fazem e por tudo o que somam na já longa guerra da hiperatividade. Uma gratidão que um dia gostaria de homenagear de modo mais prático, através de ações concretas como dar-lhes oportunidade de verem nos netos adultos, pessoas felizes e equilibradas - porque graças a eles, a PHDA é tratada com o devido respeito.

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:02

Quinta-feira, 12 de Maio de 2011

 

 

opá, nem tava preparada, nem nada {#emotions_dlg.blushed}...tanta gente a ler-me!!!

 

brigada equipa do amigo {#emotions_dlg.blink}!

 

 

 

 

 

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postado energia-a-mais às 14:29

Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

 

 

um ??? posso???

 

é que passo eu horas a rever mentalmente as aventuras cá de casa,  a dar-lhes um arranjo lírico e a programar um post «daqueles»....

 

 

para verificar no final do dia que o tal post não me aparece em lado nenhum???? então eu conto que ele saia publicado de manhã e afinal o raio do  come-o?

 

 

tou....

 

irra...que se vejo o bicho à minha frente deixo-o  tal e qual!

 

 

acrescento de últma hora - hoje houve uma cena marada, uma briga danada e um baile de natal...como não consigo escrever nada de jeito, fico pelo apontamento e amanhã - vê-se!!!

 

 

 

postado energia-a-mais às 22:37

Quarta-feira, 28 de Julho de 2010

 

 

anda super entusiasmado com um blogue que criou recentemente...isto pega-se digo-vos eu!!!!

 

por isso deixo o link para visitarem (que isto a mamã tem de controlar hehehe!) http://pequena-peste.spaces.live.com/blog/

 

 

 

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postado energia-a-mais às 12:58

Domingo, 05 de Julho de 2009

muito fácil julgar, tecer juízos de valor, sentenciar, se

 

não vivemos a realidade do outro, se apenas conhecemos o assunto pelo lado de fora!

 

É fácil chegar a um blog público e apontar o dedo «os seus filhos são uns mal educados e a senhora é conivente com essa má educação» até porque o pode fazer anonimamente....

 

essa pessoa anónima que tem de cuidar das netas que «não são hiperactivas (obviamente, caso contrário a postura e compreensão em relação ao assunto seriam outras) nem mal educadas (o que irá depender do número de horas que passar com elas)», pode ter a sua opinião, não tendo no entanto legitimidade para JULGAR!

 

Essa pessoa anónima dá-se porém ao luxo de julgar! mas quando sai do blog, depois de cá deixar as suas sentenças, essa pessoa anónima vai viver uma realidade que nada tem a ver com a que acabou de julgar...e sobre a qual NADA entende.

 

Não é essa pessoa anónima que começa os seus dias por volta das seis e trinta da manhã, com duas crianças que se levantam tão eléctricas que parecem nem ter dormido...

Não é essa pessoa anónima que tem de arranjar mil e uma estratégias para conseguir preparar essas crianças para saírem de casa, para que as tarefas básicas e rotineiras não se transformem num caos, pois entre a impulsividade física, a baixa autonomia, a desconcentração e a dificuldade em terminar uma tarefa, existem contratos escritos, listas de tarefas, muitas horas a treinar rotinas, muitos acertos de métodos, todos os dias desde há seis anos para cá...

Não é essa pessoa anónima que enfrenta mais de meia hora de luta para a toma da medicação e que tem de controlar os difíceis momentos de náuseas e vómitos, enquanto esta não faz efeito e se aproxima a hora da saída

Não é essa pessoa anónima que vai trabalhar as oito horas diárias, onde o nível de competência é avaliado a cada instante, tendo já passado por horas de stress e sabendo que os dias serão SEMPRE assim

Não é essa pessoa anónima que tem de concertar métodos de trabalho escolar com a professora, de modo a garantir que para além da permanência na escola, ele obtenha bons resultados escolares

Não é essa pessoa anónima que chega a casa e abdica do jantar, para que os avós (estes que cuidam de netos hiperactivos) possam ir para casa e cuidar deles próprios por umas horas

Não é essa pessoa anónima que realiza as tarefas domésticas depois das 23h00, com cuidado para não pertubar ninguém, porque só a essa hora as duas crianças estão calmas o suficiente para adormeçer

Não é essa pessoa anónima que  segura na mão de um menino de oito anos e o conforta até às quatro da manhã, sempre que no dia seguinte haja por exemplo uma ida à praia, à piscina, um teste na escola ou apenas a visita de alguém, porque o sono fica longe e a ansiedade dispara

Não é essa pessoa anónima que tem de estudar e perceber (com a ajuda dos médicos) as diferentes patologias associadas à hiperactividade - as comorbilidades, para entender o porquê do histerismo quando ele entra num espaço fechado (como carros ou elevadores); o porquê dos gritos sem sentido quando vê um pássaro, ou o porquê de não usar roupa interior e rejeitar vários dos tecidos normais...

Não é essa pessoa anónima que deixa de frequentar certos sítios públicos, ir a esplanadas, gozar férias fora de casa, fazer viagens, não por recear incomodar os anónimos mas porque  a quebra de rotina provoca desiquilibrios e  tudo tem de ser bem pensado e orientado

Não é essa pessoa anónima que tem de refazer valores morais, familiares e educacionais porque afinal as certezas não existem e a «normalidade» assume muitos rostos!

 

No entanto EU que não sou anónima, que dou o nome e a cara por uma batalha tão simples quanto a de ver os meus filhos respeitados tal como são e sobretudo felizes com eles próprios, sou muito mas muito GRATA por não ser como essa pessoa anónima

 

Porque ao contrário dessa pessoa anónima, eu levanto-me com um sorriso e deito-me com gratidão por saber que fiz o melhor nesse dia

Tenho o privilégio de conhecer pessoas não anónimas que me dão apoio, esperança, amor e me fazem ver outras realidades (seja no blog, seja pessoalmente - o Dr. Luís, as Doutoras Isabel, Vanessa, Patrícia, a prof. Fernanda, a Linda, a Carla, a Paula, o Vítor, todos acompanham, entendem, orientam, ajudam-me)

Tenho uma família que, longe de ser perfeita, é um suporte de estabilidade nos bons e nos maus momentos

Vejo com emoção cada vitória alcançada, seja um trabalho de escola com nota elevada, seja porque se lembrou de lavar os dentes ou porque vestiu sozinho o pijama

Saboreio cada beijo, cada abraço, cada carinho!

Amo e sou amada, aprendi a não julgar, a não ser amarga a Viver com alegria e por isso essa pessoa anónima não encontra neste blog queixumes, mesquenhices, relatos deprimentes...

É a minha maneira de ser, brinco com as contrariedades, adapto-me com vivacidade, nunca baixo os braços, vejo as coisas pelo lado positivo e esforço-me por evoluir com cada lição que a Vida me dá! E essa pessoa anónima, não me vai fazer mudar

 

Para terminar um recadinho para essa pessoa anónima

 

Psst, psst!

 

Sim, é mesmo para si caro anónimo (que já deve andar a cuscar)

Este é um blog público mas tem DONA! Vir até cá e discordar é uma coisa, trazer opiniões diferentes sobre a hiperactividade (desde que fundamentadas) até pode ser útil...mas JULGAR, não lhe reconheço esse direito!

Ofender outros leitores e comentar com má educação, não lhe permito! O blog é meu, a gestão só a mim me compete e para que não hajam dúvidas AVISO que qualquer comentário seu, no mesmo tom e conteúdo dos anteriores irá enfeitar o balde da reciclagem que por enquanto está vazio!

Não o elimino por mim, pois por certo acabarei por ler uma das suas «bacoradas» mas por respeito aos outros frequentadores deste espaço.

 

A  todos os que tiveram a paciência (e alguns tiveram mesmo muita!) de comentar o post anterior, o meu OBRIGADA pela coêrencia, pelo altruísmo e pela atitude!

 

PONTO FINAL

 

 

sinto-me: Aliviada!
postado energia-a-mais às 21:41

Sexta-feira, 03 de Julho de 2009

Polémicas?

 

não gosto

 

privatizar o blog?  era o que faltava!!

 

PODE DIZER O QUE LHE APETECE?

PODE, O TEMPO É SEU

 

e ainda bem que o gasta aqui! foi para ter este tipo de provas que criei este espaço

 

porque quem não sabe o que é hiperactividade, nunca quer mostrar que é ignorante....prefere ficar ANÓNIMO

 

OS OUTROS INTERESSAM-SE, QUESTIONAM, RESPEITAM, MOSTRAM -SE, OPINAM E NÃO JULGAM!

 

direito a resposta? ao seu nível de educação eu não respondo, teria de me esforçar muito....

 

PREFIRO GASTAR A MINHA ENERGIA COM ASSUNTOS MAIS IMPORTANTES....ah! e pode comentar, se o número de comentários for elevado terei destaque na página principal - isso sim seria uma grande ajuda na divulgação do tema!

 

 

 

 

sinto-me: com um admirador secreto!
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postado energia-a-mais às 23:51

Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2009

....forçada!!!!

 

 

é que mudamos de instalações no trabalho, temos muito ainda para organizar e os horários tornaram-se loucos!

 

 

Além disso tenho planeado algumas alterações aqui para o blog (que já vai fazer um aninho, lol!) pois como tem vindo a crescer, quero que tenha bases mais seguras...de modo que vou andar um pouco menos por cá esta semana....o que não quer dizer que esteja parada!

 

espero que fiquem com água na boca

pois tenho novidades

muito em breve

 

sinto-me: em obras!
postado energia-a-mais às 23:05

Segunda-feira, 07 de Julho de 2008

quando me decidi a escrever este blog, fi-lo por duas razões principais, ou melhor, para obter dele dois objectivos. O primeiro tem a ver comigo própria, o blog é uma espécie de terapia de choque. Ao escrever sobre os acontecimentos mais marcantes na minha relação com o meu filho e o seu problema de hiperactividade, acabo por relembrar as situações já de cabeça fria, desdramatizando o que por vezes são momentos quase absurdos. É de certo modo um exorcismo dos meus medos e angústias, escrever liberta-me e dá-me energia.

O outro objectivo é mais para fora, para os que leêm, uma forma de alerta. Alerta para os pais que têm filhos hiperactivos e que os escondem (por vergonha, por desconhecimento ou por opção - não querer ver o problema) e um alerta para os pais que não têm filhos hiperactivos mas que pensam que os têm. Existem muitos assim, veêm problemas em tudo o que os filhos fazem, confundem hiperactividade com falta de regras e encontram nela uma desculpa para o pouco que investem na verdadeira educação das crianças.

Muitas vezes, no entanto, percebo que os que me visitam encaram este blog como um desabafo de uma mãe angustiada, deprimida, quase que me imaginam toda descabelada, sem tempo para nada, absorvida pelas duas pestes que destroem a casa, o carro e tudo por onde passam! Alguns que efectivamente entram em contacto comigo, manifestam o seu pesar por um filho tão difícil, dizem-me com astuta sabedoria que melhores dias virão, que o tempo ajuda e que tenha muita paciência. E claro que sentem pena de mim.

Talvez não tenham entendido bem. Eu não me sinto angustiada, muito menos deprimida. Tenho como todas as pessoas, dias melhores e outros menos bons. Sou por norma bem disposta e sorridente. Mantenho um óptimo casamento há 10 anos (será menos tempo devido á profissão dele mas a chama está viva e isso é o que importa).  Faço voluntariado numa associação local, trabalho as horas que o tempo me permite e consigo  manter uma rotina salutar em casa. Os meninos tomam banho a horas e jantam cedo, a casa não é nenhum monte de destroços. Sou prática o suficiente para manter as coisas limpas e arrumadas. Dou passeios com os dois e não os privo do acesso á cultura e ao lazer. Visitamos museus, vemos teatro, fazemos praia e picnik's. Eles são vivos e inteligentes. O Rafa tem um QI superior á média e o Francisco é adorável!  Temos momentos hilariantes e sou tão criança como eles.

Tenho é certo uma dose de paciência e resistência muito para além do normal. Reconheço que para manter tudo a funcionar,  o meu esforço tem de ser maior do que o necessário para a maioria das pessoas. Talvez existam poucas capazes de abdicarem de saídas á noite, dos jantares com amigos, de um sofá italiano e um plasma na parede. Talvez  poucas mães encarem como normal ter um colchão na entrada da sala, ou terem uma mesa de esplanada que serve como mesa de refeição para o filho poder sujar sem estragar a mobília. Talvez poucas mães entendam uma birra de duas horas porque o tal filho não consegue vestir uns boxers e insiste em sair de casa sem a dita peça interior. Ou porque apesar de gostar muito de andar no futebol e a inscrição ser paga, ele resolve desistir duas semanas depois. Talvez poucas estejam na disposição de aguentar os olhares inquisidores das outras pessoas, quando num local público ele resolve atirar comida pelo ar ou chama nomes ás empregadas dos restaurantes. Talvez poucos entendam!

Mas eu entendo, eu aceito. Aprendi a lidar com as coisas sem me preocupar com o que dizem os outros. Sem deixar de fazer ou de mostrar.

Porque é possível lidar com a hiperactividade.  Sem ficarmos desgastados.

O que me desgasta são os que não entendem!

 

Desculpem, não sou mal agradecida. Adoro que me ajudem com dicas e estratégias. Que partilhem experiências ou que mostrem outros pontos de vista. Simplesmente detesto que tenham pena de mim.

 

sinto-me: com vontade de escrever
postado energia-a-mais às 23:34

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