A Hiperactividade vista à lupa

Segunda-feira, 17 de Março de 2014

 

 

ao reler o blogue dei comigo a pensar que até pode parecer que os meus miúdos entraram numa outra fase, menos atribulada, de certo modo mais calma...«mea culpa» por falta de tempo e confesso, de menos ânimo, tenho deixado de escrever muitas das peripécias cá de casa

 

Até admito que no caso do Rafa, as explosões de raiva, impulsividade, difíceis de controlar, de tão habituais se tornaram para mim tão vulgares que até lhes tirei importância! não no peso das coisas, claro! só acabei por sentir que estaria a descrever sempre as mesmas cenas e que isso seria algo monótono para a estrutura do blogue. Mas agora que penso melhor, este é uma espécie de registo e deveria servir também para relatar esse nosso dia a dia.  

 

Quanto ao Quico, as peripécias são tantas e sucedem-se a tal ritmo que o meu rapaz é talvez o maior responsável pela tal falta de tempo. O que me sobra é para organizar as prioridades de casa, especialmente porque o final de dia não me deixa respirar! Ele é os TPC, ele é as brincadeiras sempre em correria, os banhos alucinantes, as conversas sem fim, as exigências da minha presença, enfim! 

 

Este fim de semana por exemplo, foram vários os episódios, daqueles que alteram por completo a vida de qualquer lar! O almoço de sábado foi um completo desastre pois o Rafa teve uma daquelas crises que surgem do nada, assim sem aviso, crises que sobem tão rapidamente e que se tornam imparáveis! O meu rapaz mais velho é absolutamente incapaz de se auto controlar! sozinho ainda não consegue ter aquele travão, tornando-se por isso demasiado difícil lidar com as situações. Até pode ter esse repentismo por um período relativamente curto no tempo mas aquele momento em que está fora dele, é suficiente para nos pôr a todos a mil! e se tiver «audiência» mesmo que seja o avô, então parece que o descontrolo é ainda maior. Acho que tem a ver com o facto de todos começarem a dar palpites, todos terem reacções diferentes....ele fica simplesmente incontrolável. E responde mal, manda cadeiras pelo ar, berra com todos, diz os maiores disparates sem nexo...quanto mais o forçamos a parar pela via normal, mais ele se descontrola! dado que já «apanhei» o jeito e sei que o melhor é manter a calma até o conseguir acalmar, cortando o foco das atenções, ignorando deliberadamente o motivo pelo qual aquilo começou, consigo por norma dar a volta às coisas. E foi o que aconteceu, no entanto o Quico acaba por ficar também muito alterado e não é fácil ver o alvoroço que se segue a cada crise!

 

Tanto os nervos mexeram com o mais novo que às tantas, aos saltos pela casa, pelo sofá, pelos móveis, acabou por embater no computador e lá se vai um daqueles monitores grandes touchsystem da HP ao chão...Revi mentalmente a cena da TV nova que partiram no calor duma birra...desta vez felizmente as consequências materiais não foram tão más e o pc lá se safou com algumas mossas mas sem danos que impeçam o seu funcionamento. Claro que o mais importante são as consequências a nível de atitudes dos meus miúdos. Isso, a par da tensão que se instala sempre que isto acontece...acabei por ter de passar muito tempo depois a assegurar que o Quico entendeu o que aconteceu mas sem o culpabilizar. 

 

Estas alterações são o pão nosso de cada dia! Assim como as brincadeiras antes das 8h00 para aproveitarem melhor o fim de semana, as diversas habilidades do Quico que insiste em praticar todos os desportos conhecidos, dentro de portas! E as milhentas perguntas sobre os mais variados temas que levantam as mais sérias questões aos sete anos do Quico! coisas como «mãe, onde é que o Passos Coelho guarda o dinheiro que rouba às pessoas?» tal e qual...ou «mãe achas que devo ser militar? os militares são mais importantes que os futebolistas, pois é?». Para além das mais sérias dúvidas existenciais pois ainda não entende muito bem a hierarquia dos nascimentos, pelo que continua a querer pormenores sobre quem nasceu primeiro, mesmo, mesmo primeiro, antes mesmo do mundo, ou seja quem nasceu antes e conseguiu construir o mundo? (claro que, diz ele, foram os trabalhadores, melhor dizendo, os construtores, mas ele gostaria de entender quem foi o primeiro construtor).

 

Ora digam com tanta e tão mirabolante actividade à minha volta, que tempo me sobra para outras coisas? como blogar, por exemplo? 

 

 

 

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 14:21

Terça-feira, 08 de Outubro de 2013

 

se for português, a resposta é

 

 

muito dificilmente!

 

Na verdade  a julgar pela dificuldade encontrada por mais do que uma pessoa bem próxima (uma delas o meu marido) pode ser mesmo uma tarefa ingrata e assustadoramente desmotivadora! para além da burocracia com papelada vária (desde contrato de trabalho, garantias bancárias, fiadores, número do agregado familiar, situação marital, cauções, etc, etc.) as agências desmarcam visitas sem motivo aparente, acrescentam valores com despesas não mencionadas antes, colocam todos os entraves possíveis até que o próprio interessado desista!

 

...e se há mais do que um interessado de nacionalidade diferente da portuguesa? pois - no caso de serem de outros países não posso confirmar mas se o interessado portugues «concorre» com um belga ou luxemburguês, então a resposta é «o senhorio preferiu arrendar ao outro»

 

 

  

 

Atenção que não estou a falar de alguém que tenta arranjar casa sem ter trabalho, isso nem sequer seria considerado. Falo de alguém com contrato já efetivo a residir no luxemburgo já à tempo suficiente para se perceber que quer lá ficar. E de casas que não são «pardieiros» decrépitos ou quartos de comuna, os tais de serviços sociais. Falo de arrendar estúdios ou apartamentos a valores não inferiores a 600€/mês com caução de 3 meses e gastos extra que podem ir aos 200€ mensais - o normal nesse país para uma pessoa só (no caso de uma família que precise de 2 quartos a conta sobe para os 1500/1600€ mais os tais 200€/mês)

 

Quem acha que emigrar é a salvação, informe-se muito bem mas mesmo muito bem e faça muitas contas antes de «dar o salto» - senão bem pode cair no abismo em menos de um clique!

 

 

postado energia-a-mais às 14:33

Segunda-feira, 04 de Março de 2013

 

 

se há coisa que continua a suscitar em mim uma dúvida imensa é a validade da punição numa criança com PHDA...

 

 

Não que eu não entenda a necessidade de diferenciar o bem do mal, de mostrar o que está errado e definir regras e limites. Caso os meus filhos não estiessem diagnosticados com perturbação de hiperatividade, teria eu outra postura...bem mais branda certamente, pois tenho a noção de que cá em casa, o regime é quase «militar». Desde a hora de «recolher», à hora de despertar, tudo tem uma sequência e uma estratégia bem montada. Nada do que faço aqui em casa, quer em termos de regras, quer em métodos, é feita ao acaso - claro que até encontrar a que funciona, pode demorar algum tempo e muitas das vezes os erros que cometo, servem para melhorar a próxima tentativa.

 

Demorei muitos anos a afinar este tipo de organização, dentro do caos que provocam dois miúdos com hiperatividade, acho que me safo bem. A mim eles obedecem, acredito que sintam o meu pulso e que sabem os limites - como qualquer criança muitas vezes esticam a corda mas se assim não fosse, não seria «normal». A principal ferramenta que uso é a coerência. Tento ser o mais coerente possível, se lhes peço que não gritem, não vou eu gritar com eles, certo? se lhe digo que não podem faltar-me ao respeito em termos de linguagem, não vou eu dizer meia dúzia de palavrões para os chamar à atenção, verdade? Se exijo que respeitem a hora de deitar e as rotinas de higiene e de sono, não vou estar a fazer diferente deles, claro! e, obviamente (pelo menos penso assim) não vou usar a palmada, o bater, a violência, por sistema, se o que quero é que não sejam agressivos e que aprendam a usar a palavra em vez do confronto físico...

E mesmo que isto obrigue a anos de «treino» eu sei que alguma coisa vai de certeza ficar para o futuro. 

 

Desconfio que para muitos pais, isto seja encarado como permissividade. Para mim é resiliência. Sei que tenho de ter paciência, muita e que me cabe a mim ser resiliente. Esta capacidade de luta pode fazer toda a diferença!

Assim, como mãe de dois com PHDA, garanto que uso poucas vezes os castigos como forma de punição. E talvez por isso, quando aplico realmente um castigo, faço-o por distinguir o motivo, ou seja, não vou castigar os meus miúdos porque correm dentro de casa, porque saltam cadeiras, porque falam alto demais para os padrões «normais» ou porque não se conseguem manter quietos e sossegados mais de dois minutos de cada vez - aplicar um castigo por razões que são manifestamente consequências da sua PHDA não faz para mim qualquer sentido. 

 

Se em casa isto resulta, o que dizer dos castigos que lhes aplicam na  escola? Será que os entendem? será que o castigo vai funcionar como um alerta na cabeça deles quando da próxima vez cometem o mesmo erro de comportamento? as bolinhas vermelhas que o Quico traz como «castigo» pelo seu comportamento dentro da sala de aula, terão algum impacto no meu rapazinho?...a julgar pelo evidente à vontade com que me mostra o livrinho das bolas, não me parece que o veja como algo punitivo - até porque algo que se torna rotineiro deixa de ter efeito, certo?

E o Rafa? o castigo de lhe cortarem intervalos, não o deixarem jogar a bola ou mandarem escrever 60 vezes a mesma frase, tem algum poder dissuasor? duvido, caso assim fosse seria de esperar que por esta altura, nem sequer houvessem recados a avisar do seu comportamento «desajustado» dentro da sala de aula...

 

vamos entrar em mais uma semana de escola - mais castigos concerteza virão. Mais recados na caderneta...mais incompreensão sobre uma patologia que acreditem ou não, podemos controlar melhor com elogios e recompensas do que com castigos e punições!

 

Boa semana para todos




postado energia-a-mais às 09:09

Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013

 

 

não é para qualquer um! claro que este decorador interno tem custos que vão bem alem do valor em dinheiro {#emotions_dlg.lol}

 

 

não estivesse eu já habituada a ter em casa uma grande flexibilidade, volta e meia teria um ataque cardíaco só de olhar tamanha desarrumação...por outro lado, ainda bem que tenho outras prioridades que não passam necessariamente por uma casa estilo «requinte»

Digamos que o meu conceito de decoração se foi adaptando - estilo despojado, prático e informal, são adjetivos que podem qualificar o meu lar! para ser sincera, temos uma decoração em permanente evolução - tudo muda a uma velocidade estonteante e nunca sei ao certo onde vão estar objetos ou mesmo mobiliário a cada dia...

 

O Quico tem uma maravilhosa noção estética! ao seu estilo, claro...não duvido que tenha boas intenções, nós por vezes é que não estamos preparados para tanta inspiração.

 

Ora é comum eu chegar a casa e ficar surpreendida com mudanças deste tipo:

 

paredes pintadas com grafismos variados e cores vibrantes....ultimamente inspiradas no alfabeto e na conjugação de números e letras....cadeiras alinhadas de um só lado, pequenos móveis de apoio que mudaram de sítio e cuja função é para mim desconhecida....fotos que vão parar a sítios bem alternativos e até cintos que são colocados onde antes estavam fotos...

 

Por causa dessa veia de decorador, o espaço do Quico é um dos locais da casa mais «estiloso». Neste fim de semana nem me dei ao trabalho de  voltar a reorganizar a «decoração». Apenas orientei a vocação do artista para o seu lado do quarto, pelo menos para que não entre em choque com o mano, bem tradicional e avesso a mudanças - é que fica difícil conciliar estilos assim....

 

 

parede decorada pelo Quico

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:06

Sexta-feira, 28 de Setembro de 2012

 

 

não, não estou a falar do meu «não» emprego na escola, que aliás vai correndo bem, graças a uma camaradagem com as minhas «não» colegas, pessoas simpáticas, eficientes e que me fazem sentir integrada 

 

Falo do trabalho em linha que tem de existir para dar conta do «recado» em casa. Ora vejam....

 

agora que as crianças começam a entrar no ritmo certo, tudo parece correr melhor! pois...só que essas crianças não são as minhas...por cá continuam a fazer birras, a quererem brincadeiras até altas horas, a manter pouca roupa no corpo e muita genica matinal...aqui continuamos a estabelecer um pacto com o verão e a fazer da banheira piscina, das almofadas dos sofás escorregas e das bolas, aliadas que servem para combates de irmãos! somos obrigados a ter uma linha de trabalho contínua para que a casa funcione...{#emotions_dlg.sarcastic}

 

os meus pais asseguram grande parte dessa linha - o meu pai leva os miúdos à escola, primeiro o Rafa e depois já comigo, o Quico. No início da manhã o esforço para os levar até ao carro continua a ser enorme, tal como no ano anterior. O Quico tem alternado dias em que sai alegremente de casa com o peito inchado por fazer parte dos crescidos, com dias em que se agarra a mim e chora desalmadamente ou corre em sentido contrário ao da sala de aula...O Rafa, continua a ser um bebé grande com fitas em que entram dores de barriga assustadoramente providenciais, birras por causa da roupa e muita resistência a sair de casa. Entretanto a linha não pode parar. Como não posso almoçar em casa, o meu pai assegura que exista sempre almoço fresco para a bisa e eventualmente para o mais pequeno. Além disso, terças e quartas o Rafa não almoça na cantina da escola pois não tem aulas de tarde.

Depois das 15h a minha mãe contribui para a linha, fazendo os lanches e ajudando na logística da casa, com roupas e louça para que não se acumulem . Asseguram assim que o Quico não tenha necessidade de estar muitas horas na escola (só o inscrevi em duas AECs) e que o Rafa possa passar as duas tardes em casa.

Depois das 18h já chego eu e a produção em linha é reforçada - sigo para as compras, os meus pais preparam-se para irem embora, coloco a janta a fazer, começo a dar banhos (a primeira é a bisa, segue-se o mais novo e depois supervisionar o mais velho - assim, tudo em linha, única forma possível de conseguir manter o ritmo) assim que tiro o mais novo da banheira, ultimo o jantar, depois é verificar que todos se sentam a comer, coisa rara por cá, correr atrás de um ou de outro para que terminem o jantar, começar a arrumar, aproveitando a «embalagem». Deixar todas as divisões da casa operacionais pode demorar umas duas horas e para que a linha não fique «congestionada» vou impondo ordem para que façam os TPC (aventura digna do relato de um post). 

Depois de mais umas quantas tentativas deles para se manterem activos, o final da linha consiste em - comer cereis, beberem água, lavarem os dentes e deitarem....claro que isto na prática não segue uma linha assim tão exata {#emotions_dlg.lol}

Logo que caem na cama, arreliam-se um ao outro, eu imponho silêncio....muitas vezes, até resultar. Depois de estarem realmente a dormir a linha abranda, apanho os últimos brinquedos, deixo as roupas para o dia seguinte, preparo as lancheiras, venho matar o vício do blogue e siga....

 

....para linha!

 

postado energia-a-mais às 09:13

Terça-feira, 17 de Julho de 2012

 

 

parece que está na moda mostrar aos portugueses que podem ter umas belas férias mesmo ao lado da porta de casa...

 

e o que eu odeio aqueles anúncios ai e tal, os portugueses vão ter as melhores férias de sempre, explorar a praia mais perto e fazer piqueniques ao lado de casa com quem mais gostam....ora! a malta pode andar tesa mas nem todos perderam os miolos! quem diz que ter férias ao lado de casa é mesmo bom só pode morar num hotel junto a uma praia do sul...

 

então há lá coisa mais deprimente do que ter de acordar cedíssimo para preparar a marmita do dia, fazer a malinha térmica (e se se esquece o gelo fora da geladeira na noite anterior?...), acomodar na carripana a tralha toda, passar as filas para chegar o mais rápido possível a ver se arranja lugar...para no final do dia fazer tudo novamente, chegar a casa estafados, correr a dar banhos, preparar a janta (que ainda por cima tem de compensar as sandocas com que se andou a encher a barriga durante o dia), passar a ferro, preparar as tralhas para o dia seguinte e recomeçar tudo outra vez?!! (sem contar que se viver no norte, no máximo deve ter tido um belo dia de vento, a tentar afastar a areia dos olhos e a enregelar os ossos se se atreveu a ir molhar o pezinho...)

 

além do mais, fazer férias ao lado de casa é ver os mesmos vizinhos todos os dias, ter de aturar a famelga que mora perto, continuar a discutir pelo comando da TV quando se chega a casa, ter de nadar sempre a olhar para o relógio porque há coisas mesmo ao lado para fazer....

 

e depois, meus amigos há coisas que simplesmente não combinam - tipo: «férias perto de casa e gastando pouco dinheiro». O que fazemos nós todos os dias do ano? andamos perto de casa e não gastamos muito...

 

podem dizer o que entenderem mas não venham cá apelar a férias da treta por favor! mais vale logo dizerem que este ano os portugueses não precisam de férias porque a maior parte está desempregada {#emotions_dlg.brrrpt}

 

 

(o meu humor está do melhor, nota-se muito?)

 

postado energia-a-mais às 08:33

Segunda-feira, 02 de Abril de 2012

 

 

de uma Páscoa que se faz por casa, 

 

 

os miudos estiveram numa de artistas e com muita imaginação e maior algazarra pintaram os ovos típicos para depois oferecerem

 

 

todo o processo não demorou mais do que uns meros 15 minutos, devido à velocidade com que fazem qualquer coisa...mesmo assim foi, como sempre nestas coisas, uma autêntica festa ve-los distraidos com algo diferente

 

 

 

 

felizmente os ovos colaboraram e secaram rapidamente!!

 

 

 

                                                                             

 

e cá está o resultado final, já devidamente encestado lol

 

e agora vamos entrar na semana «santa» que não se vai traduzir em calmaria...muito pelo contrário! eles andam frenéticos com as férias e fazem dias alucinantes que a custo acompanho!

por isso o blog entra agora numa fase de menor assiduídade...desejo que tenham uma Boa Pascoa, doce e com amêndoas 

 

postado energia-a-mais às 08:13

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

 

 

os miúdos nunca gostaram - este ano nem um pozinho deixaram colocar...não fossem as serpentinas, papelinhos e o terem ficado em casa nestes dias, teria passado o carnaval sem nada de diferente por comparação com os nossos dias típicos

 

os excessos? as loucuras? bem, esses fazem parte dos nossos dias tipicos!!

 

Quando passam mais dumas horas seguidas dentro de casa, uma destas coisas acontece:

 

  • trucidam-se antes que eu os consiga parar
  • rebentam com tudo o que existe em casa antes de me vir alguma ideia luminosa
  • inventam brincadeiras que ultrapassam os limites do razoável
  • colocam a minha sanidade mental em jogo
embora tente tirá-los de casa sempre que possivel, por vezes não o consigo fazer rapidamente...às vezes eles simplesmente não querem! sobretudo quando o Rafa decide comandar as «brincadeiras» e o mais novo entra no ritmo desenfreado!
Portanto e já que nem os festejos carnavalescos os fizeram sair para a rua, só tive de me adaptar. Acabo invariavelmente por tentar tirar o melhor partido da situação e o meu principal objectivo é sempre o de ser eu a ficar com as rédeas na mão (ou isso ou fugir de casa a sete pés...)
Assim  - ponto 1
mesmo que não queiram é Carnaval e o que se faz no carnaval? solta-se a imaginação! fizemos o nosso baile de máscaras mas sem as máscaras. Foi genial! com a cara a descoberto imitamo-nos uns aos outros - o Quico fez-nos chorar a rir com a imitação de cara de pai e cara de avô! e o Rafa imitou-me na perfeição quando faço (nas palavras dele) cara de betinha...eu?? betinha??? dhaaaa «sim mamã, quando fazes aquela cara de adulta, tás a ver? para falares com outros pais ou nas entevistas...» boa!
Ao som da música e (tentativa) da coreografia de Michel Teló mas na versão do Quico «começa!!! moça ai, ai, assim voçê remata...ai se te pego» muito à frente! um baile super animado  com direito ao lançamento dos tais papelinhos mas em zona circunscrita...
ponto 2
outra das loucuras teve mais a ver com a mesa tradicional desta época - o Quico achou o nome de «Domingo Gordo» super fixe! pelo menos até perceber que isso estava relacionado com as carnes do belo cozido à portuguesa (e que bem que o avô o prepara!) e quando viu as travessas cheias e tanto para comer quis logo mudar o nome do domingo assim para um «domingo lasanha», ou «domingo de batata frita». Mas para o Rafa foi um fartote - adorou experimentar a típica couve e os enchidos de sabor acentuado! e quando lhe dei permissão para comer gelado no fim da refeição, ele delirou!
E se ainda a lembrança do cozido estava presente, já a feijoada de Terça de Carnaval fazia as delícias dos dois (e dos outros claro!). Se há coisa que ambos disputam é feijão - mesmo!
Dos doces então - um esmero! as sopas secas e a aletria da avó são super apreciadas. O meu bolo de carnaval nunca poderia faltar. Ou seja, estes três dias serviram para prevaricar - porque afinal como lhes tentei explicar - a vida são dois dias!!! (o Rafa é que não ficou nada convencido da validade desta teoria...)
 
o bolo feito com a ajuda deles e decorado pelo Rafa
com o rapa tigela Quico a dar a ajuda final
 
ponto 3
as brincadeiras variaram entre a total desarrumação da sala improvisadamente transformada em tenda gigante de dois espiões das forças especiais...o revirar dos armários do quarto deles em busca de uma máscara da qual subitamente o Rafa se recordou ao ver o título de um filme que passou na TV na tarde de terça e claro, as repentinas e intempestivas idas ao parque frente a casa. Aqui, orgulhosamente sós os miúdos deram um toque carnavalesco à pacata zona onde vivemos, num dia em que os serviços municipais estavam abertos mas sem utentes e as lojas e empresas privadas quase todas optaram por fechar portas - ou seja, nada de relevo ou sequer remotamente semelhante ao carnaval passou por cá...e não fossem os despojos de papel deixados pelo Quico, os senhores da recolha de lixo nem teriam qualquer lembrança da data....
e pronto, com ritmo de samba no pé para terminar em grande os nossos festejos caseiros, passou-se mais uma quadra, para mim com o habitual esforço de manter alguma ordem mas desta vez mais à vontade pois sendo Carnaval ninguém tem que levar a mal!
postado energia-a-mais às 09:08

Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

 

 

ou como na mesma noite posso dormir em três colchões diferentes

 

Cá em casa nada pode ser considerado «estranho» nem mesmo as nossas trocas de cama noturnas

 

Sabem os que me lêem que o Rafa não consegue (mesmo medicado) passar uma noite seguida sem vir ao meu quarto - ele acorda três ou quatro vezes por noite (numa noite «boa») e passa muitas horas a saltar de cama em cama - quase sempre, para que ele entenda que não pode fazer do dormir comigo, um hábito regular, acabo por passar eu quase toda a noite acordada, sentada na beira da cama dele...

 

O Quico é outra preocupação, além de adormecer tarde, tem ainda dificuldade em controlar a bexiga durante o sono, acabando eu por ter de o pôr na sanita ou acabaria com a cama molhada!

 

Por isso, estou tão habituada a andar de quarto em quarto, que quando o Pai está em casa temos maneiras alternativas de nos aconchegar-mos...e até temos um colchão suplente!

 

Uma noite típica começa com os papás lado a lado na sua cama. Os miúdos no quarto deles, cada um na sua cama. Primeira troca - duas da manhã, o Rafa vem ter ao nosso quarto e diz que não consegue dormir. Depois de muita insistência lá o pomos no quarto dele, cinco minutos depois está de volta. Fala de telemóveis, fala do clube pinguim e do concurso de iglos, do avó ter prometido ir com ele ao jardim jogar o tiro ao arco....e como já não o podiamos ouvir falar, resolvi ir para o quarto dele, instalando-me no colchão suplente que por lá tem ficado nas últimas noites. Ele ainda se deitou na cama dele por um bocado mas uma hora depois estava a resfolgar que nem uma locomotiva e baseando-se na sua insónia, acabou por se deitar com o pai....

Depois foi a vez do Quico. E como se apercebeu de imediato que havia movimentação, cismou em ir fazer companhia ao mano e ao pai! Como no entanto, não conseguia adormecer porque «o papá faz muito barulho a dormir...»voltou ao quarto dele e quis passar para a cama do mano....comigo! e lá acabo eu por mudar novamente de colchão....

 

 

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postado energia-a-mais às 13:41

Segunda-feira, 27 de Junho de 2011

 

 

a palavra do título serve para exemplificar o que se passa cá em casa....

 

 

 

um autêntico circo.....

 

 

e dadas as circunstâncias não faltará muito para a tenda vir abaixo

 

 

 

postado energia-a-mais às 12:11

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