A Hiperactividade vista à lupa

Sábado, 08 de Fevereiro de 2014

 

nesta já longa batalha contra a PHDA será uma nova consulta para o Quico

 

é já hoje, veremos se há alguma alteração na dosagem da medicação e que estratégia desenhar durante os próximos tempos.

 

O Rafa também irá comigo, acho importante envolvê-lo nas consulats do irmão, até porque muitos dos exemplos partem dele próprio! não é fácil levar os dois a qualquer consulta - a esta então...mas tem de ser e claro já houve «negociação» prévia! espero sinceramente que tudo corra bem

 

o próximo passo será apenas (só) mais um, assim se vive com esta perturbação, um passo de cada vez!

postado energia-a-mais às 15:37

Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

 

 

que finalmente tivemos no sábado

 

uma avaliação que estava prevista e que, dadas as circunstâncias, aguardavamos ansiosamente....pelo menos para voltar a fazer a medicação mais ajustada, uma vez que só com o Rubifen, o Rafa não tem grandes alterações na sua PHDA

 

Apesar de ter pensado em levar também o Quico, acabei por deixá-lo com os avós e ter apenas o Rafa como foco da atenção. A consulta foi marcada para as 10H30, hora que me agradava mais do que noutras consultas (marcadas muito tarde) pois é sempre mais fácil que ele colabore de manhã.

 

Lá fomos para a clínica e a grande preocupação do Rafa era ter de passar algum tempo com a psicóloga...Parece gostar bem mais do Dr. Claro que isso tem que ver com o grande à vontade com que o Dr. Luís o recebe...

A consulta foi essencialmente de avaliação do desempenho escolar do Rafa. Tive de mostrar a caderneta e os mais de 10 recados enviados pelos professores, o que para um miúdo com PHDA não é uma situação «anormal». O comportamento dele não foi o melhor na última semana de aulas e como castigo a professora de ciências fez uma ficha surpresa cujo resultado foi catastrófico....Falamos ainda da dificuldade que o Rafa tem em anotar tudo o que se passa nas aulas e de não ter atenção, a datas por exemplo ou a pedidos de tarefas específicas.

 

Tal como foi solicitado pela diretora de turma, o Dr. mandou um relatório com o seu parecer, em que para além de mencionar a PHDA e suas caraterísticas, também contém algumas dicas para que em sala de aula, os professores lidem com a perturbação do Rafa da melhor maneira.

 

A medicação também foi revista, mantendo-se em quase tudo idêntica - embora por enquanto com o Concerta 36mg de manhã e apenas introduzindo o rubifen 10mg depois das 15H30, em SOS. O Risperdal continua a ser necessário, como aliás eu já tinha notado (tanto no aumento da agressividade, na instabilidade de humor e claro, na falta de sono - sem medicação ele adormece mesmo muuuuuito tarde e acorda inúmeras vezes durante a madrugada). Este médico como sempre alivia-me a alma, com o seu tom calmo e sereno e as suas dicas ternas - diz ele para eu cuidar mais de mim, não me martirizar a levar o Rafa de hora a hora para a cama dele - deixá-lo dormir comigo, para que eu também descanse (diz que não vai ser para sempre, custa mais numa criança com PHDA abandonar a mãe mas acabará por acontecer e nada disto vai ter sequelas maléficas...lol)

Quanto aos tiques, medos, agressividade e outros pormenores que vou notando no Rafa, mais uma vez o Dr. me explicou que só em cerca de 25% dos casos de PHDA, esta é «pura» ou seja, em todos os outros existem comorbilidades associadas, patologias que podem ser mais ou menos grave consoante o grau em que se manifestem - terei portanto de continuar atenta.

 

De resto, o rapaz está com 50 kg e 154 cm ou seja, pesa mais do que eu e tem uns escassos 2 cm a menos do que a minha pessoa....Coisa para não me preocupar com possíveis abrandamentos no crescimento (dado que esta medicação poderá ter esse efeito, sobretudo em tomas prolongadas como é o caso)

 

Ficou combinado nova visita daqui a seis meses mas a qualquer altura poderei falar com o medico, caso hajam alterações ou situações extra...

 

Já agora um livro que me foi recomendado pelo Doutor e que aqui partilho convosco, de Carolyn Webster-Sratton

 

 

Os Anos Incríveis 

 

sinopse

 

A maior parte dos pais deseja que os seus filhos tenham sucesso na escola, respeitem os pais, sejam felizes e saudáveis e façam boas amizades. Ao longo de mais de 300 páginas este livro apresenta práticas parentais positivas, princípios para gerir o comportamento infantil e estabelecer relações positivas com as crianças; além de abordar temas comuns à infância, como os medos, o roubo, a mentira e a promoção das competências sociais, emocionais e académicas.

 

à venda em boas livrarias (preço Fnac - 22,21€)

 

postado energia-a-mais às 09:11

Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010

 

 

...ao grave!

 

levar o Rafa a uma consulta qualquer é um caso sério! desde logo, só para o convencer, depois para o fazer lavar-se, vestir-se, entrar no carro, enfim, tudo que é normal para nos deslocar-mos a um médico...e mantê-lo lá o tempo necessário para a consulta

 

este sábado, os preparativos começaram cedo, apesar da hora marcada para as 19h30, como já sei o que a «casa» gasta, liguei antes a fim de confirmar se as consultas estavam dentro do horário e por me terem dito que sim, lá saímos de casa, eu, Rafa, mano e avó, chegando à clínica com apenas uns providenciais 5 minutos para a marcação. Primeiro caso sério - afinal, entre as marcações o médico vai «metendo» umas vagas, sendo que acabava de chamar nesse horário outro paciente, ora nós ficamos afinal, plantados na sala de espera....por mais de uma hora!

 

segundo caso sério - o que fizeram então os meus pimpolhos durante esse período de tempo? bem, o que eu esperava - «armaram» confusão da boa...Sempre que entramos num sítio onde estão pessoas desconhecidas e onde lhe é exigido um comportamento mais regrado, o Rafa desatina, ou seja, exagera ainda mais nas suas reacções e atitudes, falando mais alto, gritando ainda mais, saltando mais, correndo mais, implicando mais com o irmão...secundado obviamente pelo Quico que aproveita o exagero do mano, para exagerar também! Por isso, pese embora a avó e eu tivéssemos feito de tudo para os manter na ordem, rapidamente o local se transformou numa espécie de «manicómio». Depois de inúmeros avisos da recepcionista sobre o barulho infernal e da loucura na sala, acabei por ter de lhe dizer que tinha isdo ela a responsável, pois que eu, sabendo o que significava uma espera daquelas, tinha tido o cuidado de perguntar antes de me dirigir à clínica, qual o horário exacto da consulta...estava eu há já dez minutos no corredor, ameaçando os miúdos de que iria embora e os deixava «internados» na clínica, caso continuassem com aquela atitude desobediente (isso para que se mantivessem fora da sala) quando finalmente nos chamaram.

 

Desta vez e devido ao adiantado da hora a psicóloga levou para o Quico se entreter, alguns jogos e eu entrei com o Rafa para a consulta com o neuropediatra. Claro que no início e como sempre faz, o Rafa estava numa de «chatear»...não respondia às questões, mexia em tudo, andava pelo peitoril da janela, não colaborava. Após o dr. com a sua calma habitual, ir «puxando» por ele, lá se dispôs a deixar-se consultar. Leu e escreveu um texto a mando do médico e respondeu a algumas questões sobre o mesmo, embora não até ao fim...

Mais uma vez, confirmando o diagnóstico anterior, o médico diz que o Rafa não tem qualquer deficit cognitivo. É uma criança com uma perturbação de tipo impulsivo, com a agravante de ter um severo transtorno de oposição/desafio. Usou uma expressão que registei - o Rafa é uma espécie de «topo de gama» das crianças difíceis.

Além disso, nota-se cada vez mais as características das várias comorbilidades associadas, daí nós notar-mos coisas como, gritos altos e sem razão, imitação de sons de animais, um som do tipo assobio que faz com muita frequência e um riso histérico que aparece (e apareceu lá dentro)  em momentos de ansiedade. O transtorno do sono também se confirma, daí as noites super agitadas, poucas horas de sono e muita dificuldade em adormecer.

 

Conclusão - medicação para manter! tentar controlar a agressividade e o dormir sem medicação é totalmente impossível. Também a concentração precisa de ajuda.

No fundo, mantemos a prescrição anterior - apenas vamos substituir por algum tempo, a risperidona (substância mais agressiva) por outro comprimido o catrapesan, devido à necessidade de «resguardar» o estômago do Rafa. Mas apenas por algum tempo, dado a agressividade dele. Será a toma da noite.

Concerta 36mg para manter de manhã, juntando o rubifen 1,5mg a meio da tarde. Com esta medicação, devemos também conseguir reduzir o apetite devorador do meu filhote que neste momento tem claramente peso a mais (não se nota muito, por ser bastante alto, mas tem!).

 

Entretanto o Rafa saiu do consultório antes do final, começando um festival de entra e sai, pois ele descobriu que o Quico estava na sala de espera e queria por força reiniciar a balbúrdia! mais um caso sério para resolver, pois ainda se encontrava na sala um casal, o que depressa originou «bate boca», o homem muito indignado com o barulho e querendo bater no Rafa quando este se lembrou de jogar à bola com a garrafa da água...a minha mãe indignada com o tal homem por este não entender que num consultório daquela especialidade, sendo o paciente uma criança e com o relógio sobre as 22h, seria de esperar alguma agitação!

 

Do sério ao grave é um passo! e grave foi o que o Rafa fez, do que dou conta a seguir

 

Pois que o meu filhote, sorrateiramente se apropriou do meu cartão de crédito, introduziu os dados, vai de fazer compras pela net (comprou uns animais virtuais para juntar ao pacote de um jogo on-line em que está registado). Eu estou normalmente a consultar o meu email e vejo uma notificação d pagamento. Fico siderada...pensei em mil coisas diferentes, só depois é que verifiquei o nome do jogo e associei as coisas.

Confrontei o Rafa com o sucedido...mas mesmo com provas do que acontecera, ele demorou muuuuuuito a admitir. Pois foi um «furróbodó» cá em casa, muito choro, muito ranho, muitos gritos, muitas lamúrias (e tu não gostas de mim, não fiz nada de mal...)

Foi grave o que fez, tanto mais que a net é um verdadeiro perigo e eu, tão atenta e sempre com alertas para que tenha o máximo de cuidado, verifiquei que afinal, para que uma coisa destas aconteça basta...uns segundos de distracção!

Isto aconteceu na sexta feira e à noite (como costuma ser de há uns tempos para cá, com a ajuda dos avós) estava previsto uma saída ao cinema, ver o «karaté kid», o que me serviu logo para poder aplicar um castigo no imediato - não ir ao cinema. Duas horas  de luta, duas horas de muita agitação, no entanto, sempre o mais serenamente que me foi possível, horas cruciais para que entendesse o mal que tinha feito e a gravidade da situação.

Quem tem um miúdo hiperactivo sabe bem a importância de manter regras definidas, o problema maior é ver essas regras cumpridas. O Rafa também tem alguma dificuldade em entender que um cartão representa o mesmo que o dinheiro em si...daí que tive de lhe explicar tudo com rigor.

 

Espero que tenha aprendido algo com a lição! eu já tirei também a minha própria lição, claro!

 

De resto, hoje dia 1 de escola para o Rafa, excitadíssimo e para o Quico, primeiro dia em horário completo! adivinham-se novidades!

 

 

postado energia-a-mais às 10:37

Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

 

que caiu sem parar, os meus dois pirralhos deram tréguas

 

este não foi um fds de descanso até porque

Sábado

 

dia de consulta no neuropediatra. Sem o Pai desta vez o que por si só já é uma aventura, dado que eu tive de os levar de carro - sem outro adulto para dividir os nervos....

Lá consegui levá-los no banco de tráz entretidos por um bocado com uns relógios dos Gormiti (isto de visitar blogs de mamãs com miúdos sempre na moda deu resultados - Cila tirei esta ideia dum post teu hehehe!) Bom peripécias muitas,claro, enquanto esperamos a nossa vez - desde terem andado de baloiço e escorregas molhados da chuva, até andarem aos pinos e saltos no corredor da clínica e terem conseguido arrastar com eles mais dois miúdos que lá estavam sentados quando chegamos

 

Lá dentro foi o normal desassossego (mas o Dr já tá mais que habituado). O Rafa não queria colaborar mas depois de se acalmar leu o texto que lhe pediram, sempre com a tal impulsividade «comendo» as palavras para ser mais rápido. Quando lhe faziam as perguntas nunca ouvia até ao fim e dava as respostas que lhe pareciam ser as correctas - como é normal mexeu em várias coisas e tentou chegar a outras, interrompendo várias vezes o que estavam a fazer...

O Quico andou atarefado a mudar várias coisas do lugar e principalmente a tirar os brinquedos que o médico usa para os trazer com  ele

Mas no essencial esta foi a opinião do médico - O Rafa tem de fazer medicação contínua (sem suspender ao fds) e  junto com o Concerta 36 vai agora fazer à tarde 1 comp de Rubifen para tentar-mos prolongar o efeito até mais tarde e assim evitar os fins de dia frenéticos (também para dar descanso ao Quico). À noite faz meio comp de Catrapesan para continuar a controlar o dormir.

O Quico vai fazer umas gotinhas de Nosinan durante 1 mês para ver se também dorme mais horinhas...

Daqui a 15 dias faremos uma avaliação

O médico também acha que eu «já ganhei o Céu» o que me fez rir imenso e comentei com ele que na minha opinião eu ainda vou é passar pelo inferno...lol!

 

Domingo

 

maldita chuva que não pára e nem tive tempo para dar uma vista de olhos por uma revista ou pela TV - quando chove assim e eles não podem sair, a electrecidade deles aumenta de nível! Aliás o Quico apanhou um choque porque conseguiu furar uma protecção e enfiou numa tomada um objecto de metal...o Rafa pôs a energia a baixo quando se lembrou de ir tentar arranjar uma ficha estragada de um vídeo antigo...

Eu tive de aspirar a casa meia dúzia de vezes e acabei com o cano do aspirador na mão...

O Quico rasgou-me o lençol da cama e o Rafa espetou um prego na estante da sala...

 

Restou-me a consolação de uma deliciosa aletria feita pela minha mãe e de o marido ter tido a decência de não ligar ao custo da chamada para ouvir o meu relatório de final do dia...

 

 

 

sinto-me: com vontade de berrar!
postado energia-a-mais às 08:49

Quarta-feira, 06 de Maio de 2009

 

é que se o Rafa adoece eu até tremo com a perspectiva de ter de passar num médico....

 

mesmo em bebé o meu filhote fazia um escarcéu tão grande mas tão grande quando ia ao médico que temos o boletim de saúde menos preenchido de toda a zona norte (pelo menos!) Nunca era possível pesar, medir, verificar a respiração, controlar o perímetro cefálico, etc...sem uma grande luta (ás vezes o médico tinha mesmo de desistir ou arriscava-se a não fazer mais consultas nesse dia...)

O Rafa foi crescendo e tudo se tornou mais complicado - a força dele aumentava o que impedia prendê-lo ao colo de alguém - passou a ser necessário a ajuda de um assistente ou auxiliar para o manter dentro do consultório...as vacinas então são um pesadelo tão grande que as enfermeiras já se revesam para ver quem consegue dominá-lo e até os funcionários do centro de saúde vêm dar uma ajuda extra (embora da última vez ninguém tenha conseguido á primeira e depois de uma saga de 4 horas ele tenha saído sem as vacinas...como foi possível entretanto? bem, tive de o assustar imprimindo informação sobre várias doenças e garantindo que se não se vacinasse ficaria muito doente...claro que mesmo assim tivemos de fazer um grande esforço para o segurar e controlar fisicamente no dia D...)

 

Agora conto o que se passou na última visita ao médico de família - uma consulta de saúde escolar a que vamos com grande resistência dele....

 

 

Chegamos ao centro de saúde com alguma antecedência e por isso ficamos em espera - na sala o Rafa fez o que costuma fazer sempre que tem de esperar - saltitou num pé e noutro, subiu e desceu das cadeiras, saltou das cadeiras abaixo e dos beirais da janela, rasgou um cartaz informativo (só para ver melhor o que dizia...) e infernizou a vida de dois putos que aguardavam (sentadas e limpinhas...) com as mães, desafiando-os constantemente para darem uma corrida até á máquina da água...empurrando-os quando se atreviam a aceitar, só para chegar primeiro!

Entramos no consultório, o Rafa com a roupa em desalinho, gritando e arrotando e ao cumprimento do médico «então J.R. como estás?» ele responde com um «tou bem dr. tótó» coisa vulgar chamar tótó ao médico...

Enquanto o médico tentava realizar a consulta, o Rafa ia tirando «catotas» do nariz, puxava-lhe pelo estetoscópio, tentava tirar o aparelho de observar os ouvidos e só achou piada quando teve de se colocar em cima de uma daquelas balanças metálicas antigas, onde se pode também medir...só que acabou por descontrolar a coisa e ficamos com a ideia que pesa 38kg e mede 1,39m (o que me assusta pois pesa pouco menos do que eu e só faltam 20cm para eu ter de olhar para cima...)

Depois e como o médico lhe pediu para puxar a camisola, ele deve-se ter lembrado das vacinas e raspou dali para fora com tal velocidade que quando eu, a enfermeira e o médico nos conseguimos levantar para correr atrás dele, já ele estava no carro do meu pai....

 

E pronto lá sai eu mais uma vez do consultório sem ter uma consulta digna desse nome mas com a certeza que o meu filho tem uns óptimos pulmões, boas pernas e muita lata!

 

 

sinto-me: a precisar de um médico
postado energia-a-mais às 15:07

Segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2009

Pois é, aproveitando a vinda do pai, e também porque o dr. luís queria rever a medicação do Rafa e fazer o ponto de situação do Quico, lá fomos nós no sábado, fazer uma consulta a 4...

 

Foi um dia muito desgastante, uma atutêntica maratona, pois quando combinamos com o Dr. já não havia pssibilidade de marcação, por isso tivemos de ir para vagas...isso significa esperar horas a fio pela chamada. Mas como o Dr. sabe bem como é, permite-nos alguma liberdade. Então a seu conselho, ligamos depois do almoço para ver como estavam as coisas...como se previa demorado, fomos avisados para irmos á clínica só pelas 16:00h. Lá fomos e voltamos a sair, pois antes das 18:00h era impossível sermos chamados.

Aproveitamos para fazer uma paragem para comer num local apreciado pelos miúdos (uma espécie de suborno para que não tivessemos de voltar a casa, ou não conseguiriamos voltar á clínica!). Assim perto das 18:00h lá nos apresentamos novamente...aí tivemos mesmo de esperar a nossa vez na sala...

 

Festival

Foi, como habitualmente, um verdadeiro espectáculo, ver os meus filhos naquela sala de espera, lol! nada nem ninguém ficou por explorar. Eles meteram-se com toda a gente, arrastaram cadeiras, reviraram livros, revistas e expositores, fizeram corridas descalços, deram novas utilidades aos estores e levaram ao desespero a menina da recepção....

Além disso o Quico teve alguns sobressaltos pois anda a sangrar muito do nariz (porque está constipado) e fez questão de mostrar a todos, depois com tanta brincadeira nem reparou nos meus avisos e acabou por não chegar a tempo de um xi-xi no local certo...(valeu-nos o aquecedor...) e o Rafa que levou um jogo do Tirivial para se entreter acabou por obrigar toda a gente a andar de gatas a reunirem as milhentas peças que espalharam pelo chão...

O meu marido, pobrezito, menos habituado a estas lides, ora corava de vergonha, ora ficava vermelho de raiva...

 

Depois de o Quico ter «insultado» a Drª, com os seus habituais disparates (palavrões pelo meio) da menina ter tentado pôr um pouco de ordem na sala, de termos levado as crianças algumas vezes ao café em baixo da clínica para dasanuviar (embora apenas conseguíssemos transferir a balbúrdia para o café...) e quando já pensavamos ter de desistir (claro que isso não faria sentido mas nessa altura já não tinhamos grande capacidade  para pensar, lol!) fomos finalmente chamados, eram quase 22:00H!!!

 

leitura médica

 

não há muita margem para dúvidas, lol! Os meus filhos são realmente um espanto...os médicos concordaram que sem medicação será muito difícil conseguir estruturar a minha família! Os filhos são a nossa prioridade mas como casal, temos de começar a planear tempo a dois, a evitar o desgaste a que os miúdos nos obrigam, temos de manter o nosso relacionamento separado do das crianças. A psicóloga afirmou mais do que uma vez, que este é um caso muito particular (devido á profissão do meu marido...) e que de facto, a minha calma em levar as coisas sem dramatizar tem sustentado o casamento (confesso que gostei que o meu marido tenha ouvido da boca deles, aquilo que já lhe disse muitas vezes... ) Deram-nos algumas ideias mas no geral, acharam que eu consigo aguentar o barco, as crianças estão a ser devidamente compreendidas e educadas. Aceito as suas particularidades em vez de as combater, isso faz com que tenha mais disponibilidade para levar as coisas a bem...

 

A medicação é portanto para manter: o Rafa vai fazer o Concerta36 mas aumenta a Risperidona. Quanto aos efeitos secundários que me preocupavam, vamos fazer uma experiência - o Rafa nunca vai tomar a medicação em jejum (para ver se não tem dores de barriga) e vai fazer suplemento de vitamina  A para e os problemas de pele e cabelo.

O Quico (que os médicos consideram um «terror» e que dará mais problemas que o irmão) vai fazer uma medicação diferente para regularizar o sono, pois a valeriana não fez qualquer efeito (o que não é muito animador...) Os médicos concordaram que a sua agitação também pode ser uma consequência das poucas horas de sono, por isso embora me custe vou fazer o que o médico recomendou, a ver os resultados...

 

E foi este o nosso programa familiar, de onde saímos muito animados, com a perpectiva de controlar um pouco melhor estes altos e baixos da nossa vida, que já me habituei a partilhar aqui no blog!

 

 

sinto-me: confiante
postado energia-a-mais às 22:47

Domingo, 30 de Novembro de 2008

Pois é! Já cá faltava um post para contar o que aconteceu na consulta de neuropediatria do Rafa...o meu homenzinho estava demasiado energético nos últimos tempos, o que nos levou a antecipar a consulta de avaliação que deveria acontecer no fim de Janeiro.

 

Primeiro deixem-me explicar que levar os dois monstrinhos a qualquer lado, só com a presença de um adulto (mesmo que muito esforçado) é uma tarefa que se pode tornar séria!

Segundo, levá-los a uma consulta (principalmente ao Rafa) torna a tarefa ainda mais complicada!

Terceiro, o raio do tempo não ajudou pois para os tirar de casa, sem promessas de passeios com bicicletas e bolas, torna a dita tarefa, uma missão (quase) impossível...

 

Chegamos pois, em cima da hora (já me tinham ligado da clínica a avisar que estava para sair a pessoa anterior - uma táctica que usam desde que os miúdos passaram a ser conhecidos no sítio) o que não é muito mau, porque assim temos menos tempo de espera.

Cada vez me convenço mais de que os meus filhos vão ser políticos um dia, tal é o poder hipnótico que detêm sob as massas...que é como quem diz, mal chegaram passaram a ser o centro de todas as atenções! O Quico porque quis ir ao wc e resolveu fugir sem roupa, pela sala fora (consegui muito a custo voltar a vestir cueca e calça, com muito ranho pelo meio); o irmão porque se divertiu imenso com a cena e claro, fez um espalhafato, gritando, rindo e tentando arrancar-me o telemóvel pois queria informar o pai do que se estava a passar....

Estavamos há uns dez minutos nisto, quando me apercebi de que havia uma pessoa na sala que observava as coisas de um modo especial (chamem-me bruxa). Tinha um papel na mão e parecia muito atento aos miúdos...soube mais tarde que era um psicólogo que trabalha na mesma equipa de médicos do Rafa. Ora fiquei contente porque achei que esta observação, sem os miúdos estarem a contar, pode ser muito importante para se definirem certas estratégias!

 

 

Lá fomos chamados pela Drª Isabel que desta vez não teve mais sorte do que nas outras - o Rafa faz sempre umas grandes cenas e só depois de uma meia hora em que ela o ignora é que ele se presta a fazer o que lhe é pedido. Igualmente desta vez, confirmou que o Rafel é um menino perfeitamente normal a nível cognitivo, até mesmo com uma inteligência acima da média em alguns parâmetros! Muito bom pois atenua o efeito do déficit de atenção (que nele não é muito acentuado, felizmente). No entanto lá confirmou outra vez o tal comportamento disruptivo (o meu filho tem uma tal tendência para a agressividade e confrontação que provoca tensão entre todos). Comportamento que não pode ser apenas «contrariado» com estratégias educativas/disciplinares - tem de ser controlado com medicação...(é um medicamento que se costuma usar para tratamentos de esquizofrenia e sintomas bipolares, controlando o humor - a substância chama-se Risperidona)

 

Fomos depois conversar com o tal psicólogo que os observou na sala de espera - a sua especialidade é a avaliação do desenvolvimento. Pareceu-me muito competente, lá me deixou algumas dicas para aplicar sobretudo com o Quico, para tentar minimizar os problemas de vivência com o irmão...espero que resultem, irei comentar alguns á medida que os aplicar, lol!

Nova advertência da Drª Isabel de que o Francisco me dará ainda mais problemas do que o Rafa (???)

 

Conversamos depois com o Dr. Luís. Na sua vasta experiência, encontrou decerto meninos com graves distúrbios...no entanto não é fácil ouvir-mos dizer que o nosso filhote necessita de medicação, rigorosamente controlada por muito, muito tempo...que tem uma hiperactividade muito acentuada e que podemos falar em distúrbio bi-polar na infância (há pessoas na minha família com esse distúrbio, o que só reforça este quadro...) Também me alertou para as fobias do Rafa e que devo ter atenção a novos indicadores. Outro sintoma que no seu parecer é grave é a ansiedade elevada em que vive. Falamos da sua recusa em vestir roupa interior e tanto o Dr. Luís como a Drºa Isabel acharam que estou a fazer bem em não insistir mas que devo ter sempre atenção aos pormenores, como - mencionar que devemos usar roupa lavada e própria para interior, colocar sempre boxers ou cuecas junto á roupa que ele vai vestir, mencionar que o pai pediu para comprar roupa inetrior para ele, coisas assim....O Dr. acha que com medicação o meu filhote pode andar mais controlado e levar uma vida mais regular. Voltou a insestir que devemos ter em conta que este estado perto da histeria lhe provoca mau estar, que ele começa a ter noção de certas «diferenças» e que todos (casa, escola, amigos) devem ter uma visão correcta sobre a situação, pois para ele, perceber por exemplo que vomita sempre que vai sair de casa, pode começar a desenvolver outros problemas ainda mais graves... 

Viemos com medicação reforçada em relação á Risperidona e com o Concerta 36 que vamos manter por 8 dias e fazer uma primeira avaliação. Quanto á minha dúvida do organismo dele se habituar rapidamente, o médico diz que pode acontecer mas na maioria dos casos, não existe dependência e que issso de veve mais á veriação hormonal e de peso...

Quanto ao mais pequenino, aconselhou-me a fazer uma medicação leve por um mês, um tratamento para regular um pouco mais as horas de sono...deixou á minha consideração, por ser tão pequeno mas disse-me que eu própria iria poder descansar mais se ele dormisse melhor...achou-me cansada mas muito elegante, lol! A psicóloga não achou graça e disse que eu iria precisar de tratamento em breve porque não iria aguentar um emprego a tempo inteiro com duas crianças assim (muito animador, portanto!)

 

São estes então os caminhos apontados - medicação rigorosa para o Rafa, a juntar a novas técnicas a explorar com o Francisco e apoio psicológico mais frequente  para o mais velhinho ultrapassar alguns dos seus tormentos.

Caminhos que podem não ser os únicos mas que por agora terei de percorrer, um passo de cada vez, esperando que no final, seja possível respirar, por ter feito a escolha certa!

postado energia-a-mais às 23:41

Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Desde Abril de 2007 que o Rafa está a ser acompanhado pelo actual médico, Dr. Luís Borges, neuropediatra e pela Drª Isabel, psicóloga do desenvolvimento que trabalham em conjunto. A periodicidade das consultas depende de vários factores, como a reacção á medicação, alterações súbitas de comportamento, ou consultasde rotina. No último sábado, dia 14, aproveitando a presença (rara por motivos unicamente profissionais) do pai, fomos a uma consulta familiar, pai, mãe e os dois rebentos. Este post relata os acontecimentos tal como sucederam

 

11:00H - o Rafa foi avisado por nós de que iria a uma consulta, assim que chegasse do treino/jogo dessa manhã ao qual ele não podia faltar por ser contra as escolas do FCP.

Explicamos que era com um dos seus médicos preferidos, embora tivesse de passar pela Drª primeiro, o que o deixa sempre enervado por achá-la muito «mandona». Acabamos por conseguir uma promessa «a ferros» de que não haveria birra quando chegasse a hora

 

12:30H - o almoço foi um pouco á pressa e depois de uma luta titânica para conseguir vestir os dois pimpolhos, seguimos para a clínica

 

14:00H - chegamos e demos logo nas vistas, pois os miúdos estavam eufóricos. Passei para cumprimentar uma senhora que conheci pelo net e que acabou por vir também com o filhote  a uma consullta - ela já estava despachada e tinha ficado na esplanada para me cumprimentar (beijinho Ana) e almoçar. O Rafa aproveitou para se dar a conhecer pessoalmente com muitos gritos e arrastando o irmão pelo braço, correndo sobre uma rampa de metal destinada a cadeiras de rodas que existe no acesso á clínica. O irmão ia de  rastos e ...adorou!!

 

14:15H - depois de termos confirmado a nossa presença, aceitamos esperar pela nossa vez na esplanada (as consultas são muito demoradas) e sermos avisados quando subir, pois as crianças estavam demasiado agitadas

 

14:20H - o Rafa engalfinhou-se com dois miúdos num divertido jogo de bola ao qual o Francisco queria aderir. tivemos de arranjar uma outra bola e o pai passou a ter de beber o café por entre os passes a que o mais pequeno obriga

 

14:45H - reparo que os calções azuis do Rafael já estão laranja do pó do piso onde joga e salpicados de verde da relva. Reparo que o mais pequeno está tão transpirado que parece ter tomado banho. Tento não levar muito a sério, apesar de reparar no olhar reprovador de alguns casais que tomavam os seus cafés, pensando que teriamos saído de algum manicómio

 

14:50H - os miúdos que jogavam com o Rafael foram chamados para irem embora e o meu filho ficou sem companhia. Depois de ter arrastado as mesas da esplanada, de tet arreliado o irmão que entretanto tinha pedido um gelado e estava sentado(!) junto ao pai e de ter entrado aos gritos no café pedindo um gelado de limão, decidiu que não podia estar sem fazer nada(!) e que ia subir. Antes que pudessemos reagir já ele tinha entrado na clínica por isso apressamos o pagamento e lá fomos nós

 

14:55H - os meus filhos já se instalaram o que fez com que muitas cadeiras tivessem mudado de sítio, o ruído aumentasse uns 100 décibeis, a máquina da água vertesse para o chão e não para os copos (obra do Francisco) e o chão fosse invadido pelos meus filhos a rebolarem (é a última habilidade do mais pequeno, consegue rebolar tão depressa como o irmão e por isso não se furtam a um desafio)Fez também com que uma pessoa tivesse pedido na recepção para que a chamassem quando estivesse mais perto da hora pois ia ter de sair por não aguentar tanta agitação (oopss!!)

 

15:20H - a Drª Isabel aparece na recepção, alertada pela barafunda da sala e verifica a ordem das consultas

 

15:25H - A Drª chama-nos para entrarmos e confessa que alterou a ordem das consultas por entender que tinha chegado o limite de tempo de espera para os meus filhos

 

15:30H - o Rafa está a ver se impõe o seu ponto de vista pois não quer colaborar com a Drª. Ela ignora-o e ele acaba por fazer alguns, depois recua e quer brincar com a tonelada de carrinhos que tinha colocado na minha mala. Ela passa-nos o sermão do costume lol!! mas lá vai dizendo que é muuitooo difícil trabalhar/educar uma criança como o Rafael. Entretanto o Francisco está a ter a primeira quebra desde as 06:45H...e encosta a cabeça no pai

 

16:00H - o Rafa lá foi fazendo o que lhe era pedido e depois fomos encaminhados para o Dr. Luís que entretanto já passara para nos cumprimentar. Depois de conversar um pouco com o médico o Rafa passa a brincar com os vários instrumentos de trabalho do consultório e o Francisco arrebita. Somos avisados de que a medicação vai ser alterada (já é a quarta vez que isso acontece no último ano). O meu filho deixa um medicamento mas passa a tomar outro para a ansiedade e para a falta de sono, substitui o Ritalina pelo Concerta (o que ele acha bem pois esse concerta o cérebro) e daqui a oito dias faz a primeira avaliação.

 

16:30 - a consulta está a terminar mas antes o Rafa tem de se pesar e a balança desperta-lhe a curiosidade o que provoca mais um momento de pânico para mim e para o meu marido quando vimos que tinha desenroscado os parafuso que seguram a barra. Controlada a situação e já com o mais novo a ajudar, o Rafa discute com o médico porque quer levar alguns dos brinquedos e mais uma vez o Dr Luís olha para mim e me avisa de que vou ficar num 8 antes dos 40...(obrigadinha Dr. lol!!)

 

16:45H - vamos entrar no carro e agora começa o tormento «ó mãeee tou com muita fome, temos de ir ao shopping, eu quero..., tem de ser, tem de ser, tá bem? ó paii, o Francisco também quer, pois queres? / á papa, á papa, mãee..»

sinto-me: incapaz de pensar
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postado energia-a-mais às 13:29

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