A Hiperactividade vista à lupa

Segunda-feira, 03 de Fevereiro de 2014

 

«o Francisco teve um comportamento perturbador, constantemente falando e brincando com os colegas durante a última semana o que impediu o normal funcionamento da aula. Se este comportamento se mantiver será feita uma ocorrência. Mais informo que a segunda ocorrência será levada ao conhecimento do diretor da escola e a terceira ao diretor do agrupamento.»

 

e de modos que é assim...desanimada com isto. Comportamento perturbador é o quê exatamente num miúdo com PHDA? de cada vez que temos um passo para a frente, levamos com dois para trás...o recado veio no fim de semana, poucos dias depois de ter tido uma conversa com a professora, onde me foi dito que «o Francisco melhorou em termos de aprendizagem...» e que «deveria usufruir de maior flexibilidade no modo como se lida com ele na sala de aula e nas exigências que lhe são feitas» nomeadamente a nível de comportamento esperado...

 

Já disse isto várias vezes, um comprimido não é «milagroso» e não significa que de um dia para o outro, tudo vai correr bem. Cada caso é um caso e o organismo de cada um, é único, reagindo por isso de modo diverso. O Quico sofre imenso com os efeitos secundários mais graves deste tipo de medicação. Está constantemente com dores de cabeça e abdominais, tem náuseas matinais, sofre com a perda de apetite total...não tem sido fácil ajustar a medicação - por um lado a necessidade de aumentar a dose, por outro a necessidade de manter controlados os efeitos mais indesejáveis...

 

Fruto com certeza dessa maior instabilidade, o Quico tem andado muito desmotivado em relação à escola e os progressos que se notavam antes (sobretudo o querer fazer os trabalhos na sala, os tpc, o ir para a escola sorridente e confiante) estão rapidamente a esmorecer! e eu também..confesso! isto apanha-me num momento de conjuntura pessoal desfavorável. Estou cada vez menos esperançada quanto ao meu futuro profissional porque as ideias esbarram invariavelmente no único ponto que interessa - o financeiro. Sem investimento não há ideias que avancem...

Junte-se o Rafa com as suas exigências e desgaste psicológico, o marido ausente e um andar dos anos que se fazem notar a cada segundo...

 

Não, decididamente este arranque de um novo ano, não trouxe bons ares para estes lados...e isto é já tão recorrente que descofio que «encalhei»!

 

e por isso o blog está também a «encalhar» de vez... 

 

 

postado energia-a-mais às 13:50

Quinta-feira, 25 de Abril de 2013

 

para mim sempre foi sinónimo de lutas travadas em nome de valores reais e de batalhas ganhas pela liberdade - o valor maior! O 25 de Abril sempre teve um significado de grande importância, mesmo tendo em conta que em 1974 eu tinha a bela idade de 2 anos {#emotions_dlg.chucha}

 

mas sendo eu ainda um bebé, isso não me impediu de crescer com a nítida sensação que vivi um momento histórico, cujo espírito a grande maioria do povo português, quis perpetuar ao longo dos anos seguintes. E lembro com memória fresca ainda, a primeira canção que trauteie nas grandes comemorações de rua «Uma gaivota voava, voava...» tema que por várias vezes serviu de canção de embalo!

 

Aliás as comemorações desta data sempre foram das mais importantes no calendário familiar - e eu, claro participava com entusiasmo, sobretudo no meu tempo de estudante, sempre confiante no valor cívico dessas ações. Mais tarde, mantive por exemplo a tradição de ser eu (e agora os meus filhos) a oferecer o simbólico cravo vermelho ao meu pai - sindicalista que muito lutou pelo direito dos motoristas de transportes de mercadorias. 

 

Nestes dois últimos anos, no entanto, foram tantos os atropelos aos ideais de Abril que o espírito se quebrou. E ficam as perguntas - vamos comemorar o quê? Que significado tem este 25 de Abril de hoje? O que vale?

 

para quem nos governa atualmente - vale seguramente pouco! mas para quem lutou pelo de 74, continua a valer muito. E compreendo a desilusão. Compreendo os que por razões de ideologia e ética se recusam a comemorar a data, pelo menos «oficialmente». Porque digam o que disserem, a sensação é a de que quem nos governa não nos respeita e isso sigifica não respeitar Abril...

 

Mas para que não digam que vejo isto pelo lado mais dramático, acredito que possamos repor os valores de Abril. Claro que não o fazemos sentados no sofá ou achando que alguém o fará por nós - temos mesmo de voltar ao instinto de luta da geração anterior e mostrar que os alicerces embora abalados continuam a ter força suficiente para segurar o espírito!

 

 

 

imagem tirada da net

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:05

Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013

 

vale quase zero...

 

e no país do FMI , valerá abaixo disso - tal como diz Bagão Felix num artigo da Visão desta semana, muito em breve, já em 2015 «a pobreza passaria a ser um estado e não uma situação transitória». Para o FMI há que cortar em todas as pensões acima de €266 (ou seja a pensão mais baixa) atirando para a miséria 88% de todos os pensionistas nacionais - que vivem com menos de €500...

 

E se o Jorge aqui  dizia que se sentia pobre o que dizer da «refundação» pensada pelo Governo com a ajuda dos técnicos milagreiros do FMI?! 

 

Para muitos portugueses, a perda da dignidade há muito que se nota. Os empregados ganham um salário cada vez mais baixo que não chega para dignificar o trabalho que realizam...e para a maioria dos desempregados o subsídio nem chega para garantir o mínimo de dignidade!

 

Que fique em registo para memória futura que eu, licenciada, tenho o «privilégio» de ser uma desempregada, a desempenhar trabalho de interesse comunitário num CEI e a receber do estado um subsídio que passa a ter, a partir deste mês de janeiro de 2013, o valor absurdo de €393,9!

O peso deste subsídio para as despesas do estado é como se imagina, enoooorme! E portanto à taxa de 6% que aplicaram (desconto para a segurança social, sobre um subsídio pago pela segurança social com os descontos que fiz antes do desemprego, certo?) vão os senhores governantes «refundadores» do estado inspirados pelo FMI cortar ainda mais. Porque afinal os desempregados não podem viver «à pala» do subsídio e devem ser «incentivados» a voltar ao trabalho! Mas no portugal do FMI não existem mais empregos pois não? não é apontada nenhuma medida concreta para a «refundação» da economia - nem para a criação de emprego. Apenas a teoria de que estes cortes vão permitir «desbloquear a economia...com efeitos positivos na confiança dos investidores, no emprego na área privada e na competitividade». E já agora, como vai poupar o país do FMI, se os desempregados aumentarão em catadupa com os cortes na função pública (e com os milhares de professores dispensados), anulando a poupança anunciada com os cortes nos subsídios?! e para onde vão esses desempregados todos? ficarão eles sem direito a subsídio para que a poupança se mantenha afinal?!

Eu não posso ficar indiferente, este é o meu país e a minha vida e a dos meus filhos está em jogo! não podemos ignorar, olhar para o lado, achar que vamos acordar e isto foi só um sonho mau...ou, como ouço ainda muita gente dizer - isto vai melhorar, não pode ser sempre mau. Pois acordem! não vai melhorar, não! vai piorar até um nível insustentável, para lá caminhamos a passos largos...e se nada fizermos, vamos cair no abismo mais cedo do que muitos julgam (ainda).

E quando ouvimos os números dos que sairam do país (aumento de 85% no último ano) e um primeiro ministro a dizer que no governo «nunca se incentivou» a emigração, não será tempo de mandar o homem para a china? (que me desculpem os chineses...) 

 

Na verdade, é tanto o disparate que já nem sei o que dizer - este governo tem de cair! já! a solução para sair da crise não pode passar por nos matar a todos à fome, quem continua a acreditar que é este o caminho só pode estar doente!


Porque para mim a dignidade continua a não ter preço!




postado energia-a-mais às 09:06

Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2012

 

 

e recados escolares com fartura!

 

eis as razões da minha pouca assiduidade pelo mundo dos blogues...

 

Não está a ser fácil conciliar o meu Contrato de Emprego Inserção com a minha vida familiar. Por mais que corra (e acreditem que o faço literalmente) sempre que chego a casa tenho uma série de tarefas domésticas acumuladas a juntar às imprescindíveis «lutas» diárias para manter esta família a funcionar. Talvez se não tivesse dois miúdos com PHDA em casa, as coisas não estivessem sempre perto da ruptura...mas com garotos que em dois segundos são capazes de colocar todo o conteúdo de um guarda fatos espalhado pelo quarto, empurram móveis para sítios diferentes, esvaziam gavetas onde se guardam objetos pequenos que depois se perdem pelos cantos antes de os conseguir-mos reunir novamente, miúdos que por mais ordens que recebam nunca fazem sozinhos (ou pelo menos não sem empurrões) tarefas que lhes competem a eles, miúdos aos quais para que nos ouçam temos de fixar os olhos e definir claramente o que pretendemos, miúdos que nunca se cansam por mais corridas que façam - sim, é impossível conseguir tempo para outra coisa qualquer! Talvez se houvesse um par de mãos/vozes/olhos/ouvidos extra (um par que viesse dividir-partilhar esta aventura) as coisas fossem diferentes. 

 

A verdade é que não dá para mais. Principalmente porque ainda temos de juntar no rol, vidas escolares agitadas. Sempre com recados de um e de outro. Muitos do Rafa que já vai com o limite de faltas de TPC a 3 disciplinas, muitas chamadas de atenção ao comportamento e muitos avisos para que estude e não se esqueça das datas dos testes...e muitos, muitos do Quico, com bolinhas vermelhas que já perderam a função de «aviso» dado que não surtem qualquer efeito no petiz. Muitas fichas em atraso porque não as faz na sala de aula e muitos TPC que não chega a realizar porque me recuso a  «massacrar» um miúdo que tem muitas potencialidades mas está ainda muito imaturo para as conseguir explorar.

 

E depois há também a minha fragilidade emocional que está em alta! muito de mim  está em jogo, se calhar porque me vejo perante um monte de incertezas em que o tempo não ajuda a descortinar soluções. E quando temos as mãos atadas, os olhos por vezes não vislumbram para lá do óbvio. Estou desempregada, tenho de continuar a procurar trabalho e a considerar hipóteses, no entanto passo o tempo a realizar tarefas que me absorvem e não me deixam alternativa. Estou todo o dia a lidar com novas situações, tenho que me adaptar a tarefas que estão muito longe da minha área de trabalho/académica, no entanto sinto que estou a «perder» o meu tempo pois sei que a partir do fim do subsídio, não tenho perspectivas de utilizar as minhas competências. 

 

Quanto às agendas, amanhã o Quico vai com a escola ao Coliseu do Porto ver o Circo de Natal - está hiper entusiasmado. O Rafa tem de preparar em conjunto com os colegas uma «Mesa de Natal» que vai ser apresentada na sexta (dia de festa na escola) e a mamã fo apanhada para voluntariamente fazer um bolo que se enquadre no tema da dita mesa...

 

 

mais palavras para quê? volto quando puder!



postado energia-a-mais às 09:09

Segunda-feira, 29 de Outubro de 2012

 

 

a coisa muda logo de figura...ou por outras palavras, só quando nos toca percebemos o que realmente pensamos

 

 

Aqui na zona muita gente que me conhece sabe, naturalmente da minha (não) situação profissional. Muitos sabem que estou a receber subsídio de desemprego pois estive a trabalhar num local público e portanto muita gente notou o meu desemprego. Obviamente muitos, cedendo ao típico e predileto passatempo nacional de falarem da vida dos outros, ja teceram um ou mais comentários...

Isso nem sequer me aborrece. A minha vida a mim e aos meus, diz respeito, os que estão de fora podem alvitrar o que quiserem e bem entenderem. Mas claro que quando falam diretamente comigo sobre o assunto não me coibo de mostrar o que penso sobre a actual situação de trabalhadora/inserida - desempregada, sem direitos mas com todos os deveres a que me obriga o IEFP para me dar aquilo que por direito tenho a receber - o tal subsídio, ao qual para ter acesso, bastaria em princípio cumprir os requisitos de ter trabalhado e feito os respectivos descontos. 

 

Pois que para muitos, estou a ser mal agradecida. Deveria dar-me por contente por ter sido «inserida». Ao que parece, a maioria concorda que «inserir» sem remuneração uma pessoa só porque ela tem direito ao subsídio de desemprego, é uma ideia maravilhosa do governo para evitar «chulices» dos desempregados ao estado. Já o facto de o estado ter de continuar a pagar o subsídio, mantendo a pessoa desempregada, quando afinal até havia emprego numa instituição, continua a ser um assunto que não interessa aprofundar. Porque na cabecinha da maioria o que é bom é que assim os desempregados não estão em casa, sem fazer nada, a receber o subsídio. Claro que o tipo de trabalho que o mandem fazer, também não interessa a ninguém. Se está ou não preparado, se tem ou não conhecimentos, se deixa de dispor do seu tempo (inclusive para procurar trabalho, pois que a isso está obrigado), se o que lhe dão é uma inserção a termo certo, sem possibilidade de integração no futuro, isso não são motivos de interesse para as tais cabecinhas.

 

Acontece que uma dessas «cabecinhas» que via muitas vantagens nos tais programas do IEFP ficou desempregada. Após anos a trabalhar como administrativa, a cabecinha foi agora «inserida» numa escola. A cabecinha anda agora a limpar vidros e chão, casas de banho e tudo o que faz parte do serviço de uma assistente operacional. Mesmo continuando desempregada, tem de fazer o mesmo que as funcionárias pagas, no horário que foi estipulado, por acaso dificultando a recolha do filho que tem numa outra escola e para o qual tem agora de se socorrer de um ATL (como administrativa trabalhava das 09h00 às 17h30, agora está até às 18h30)

De repente, numa conversa que tivemos num encontro casual no supermercado, percebi que a cabecinha está agora revoltada. Afinal já não vê utilidade alguma nos programas de inserção. E não consegue andar motivada sabendo que nem emprego tem, apesar de estar «obrigada a trabalhar» para não perder o mísero subsídio de 419,22 aos quais ainda terá de descontar os 6% para um dia poder ter reforma {#emotions_dlg.lol} do tempo em que está sem trabalho...estes gajos do governo são uns peritos em ironia!

 

depois da conversa, ainda vim a matutar na tal ideia «engraçado, como tudo muda de figura quando a coisa é pessoal» mas sinceramente, espero que ela consiga ganhar alento, até porque estou a sentir na pele o que é ir todos os dias para um local de trabalho sem qualquer tipo de motivação e sem aquela sensação de recompensa que sentem os que são pagos pelo empenho e tempo que dispendem no serviço que fazem...

 

 

postado energia-a-mais às 09:12

Terça-feira, 21 de Agosto de 2012

 

 

parece que é moda - não tenho salário, porque também é moda, estou também oficialmente de férias sem estar {#emotions_dlg.sarcastic}

 

 

logo, preencho todos os requisitos para estar em lay-off...e assim me vou manter por uns tempos

postado energia-a-mais às 08:12

Sexta-feira, 27 de Abril de 2012

 

ultimamente tenho-me deparado com a necessidade de uma rigorosa preparação logística do meu dia a dia...todos os segundos contam para a gestão do meu tempo e a execuçao das minhas tarefas é praticamente cronometrada...juro!

 

quer isto dizer que qualquer falha pode ser fatal para a engrenagem...dou-vos um exemplo

 

de manhã, primeiro passo - levar os miúdos à escola. Tudo pensado de véspera, roupas escolhidas já à mão, mochilas preparadas, lanches adiantados logo cedo, rituais rigorosamente observados (ou tenho de levar com birras monumentais por querer saltar qualquer passo) - saio da cama e apronto-me antes deles, acordo o mais novo mas deixo-o ficar na minha cama a espreguiçar, instisto com o mais velho para que cumpra a sua higiene pela ordem correta e ligo a tv às 7h45. Visto o mais novo que tem de ficar pronto um minuto antes do mais velho, deixo o mais novo escolher os brinquedos que quer levar no carro, insisto com o mais velho para que termine de se arranjar, ponho o mais novo a tomar o pequeno almoço, dou a medicação ao mais velho, limpo o mais novo, vou procurar o mais velho, lembro-o de tudo o que tem de levar para a escola (incluindo a mochila e cartão de aluno), desligo a tv que ninguém entretanto viu, deixo o mais novo ir sem casaco até à porta de saída do prédio mas finjo que estou zangada, empurro o mais velho que nunca se decide a entrar no elevador, empurro os dois para dentro do carro, obrigo a colocarem o cinto dizendo que o polícia das escolas vai estar atento, tiram o cinto ou recusam coloca-lo, discuto mais um minuto, ameaço que não arranco, põem o cinto, arranco, o Rafa abre o vidro porque fica agoniado, o Quico imita-o, obrigo a fecharem os vidros, chego à escola do mais velho...percebem? se tiver de andar 5 minutos a desfazer os nós dos atacadores das sapatilhas que o Quico insiste em fazer às escondidas, já a coisa pode ficar complicada.

 

Ora esta quinta feira, depois do primeiro passo, tive de fazer as minhas tarefas domésticas básicas, antes de ir a casa da minha mãe pois foi dia de curativo e ela queria mudar de roupa, tratar da sua higiene, claro, dar um jeitinho, como ela diz....depois tive de ir para minha casa fazer o almoço até porque agora não gosto de deixar a bisa muito tempo por sua conta (se bem que ela tem mobilidade total e desenvoltura suficiente!). Depois de arrumar tudo, levar a bisa até à medição semanal da sua tensão, deixá-la na cabeleireira para tratar de cabelo e unhas e enquanto ela era mimada, correr ao supermercado fazer umas compritas de frescos e carnes. Por volta das 14h30 deixei-a em casa, fui então para a associação onde tinha vários assuntos a tratar. Às 16h00 fui buscar o mais velho e um amiguinho e levei-os para casa, onde deixei lanche preparado e entretenimentos, com recomendações que não chateassem a bisa enquanto eu ia buscar o mais novo às 17h00. Levei o mais novo comigo e deixei-o em casa dos meus pais onde o avô se encarregou dele enquanto eu saltava até ao shopping mesmo ao lado para comprar as roupas necessárias para o sarau da escola (os dois vão participar).

Às 18h15 estava em casa, dei início à preparação do jantar, chegou o pai do tal amiguinho e ele foi entregue, deixei o Rafa jogar no pc, o Quico brincar com os gormiti, assim tive tempo para ajudar a velhinha na sua higiene da noite, terminei o jantar, insisti para que fossem lavar as mãos, separei-os várias vezes, aguentei a birra do Quico para não comer (que incluiu viragem da comida sobre a mesa e consequente castigo - ficou sozinho no quarto até acalmar e não o deixei comer até me parecer que estava na hora certa...o que resultou pois lambeu o prato!). Dei banho ao mais novo, enquanto supervisionava o banho do mais velho, voltei a separá-los várias vezes, arrumei tudo, voltei a separá-los, aguentei as últimas birras e consegui dar a medicação ao mais velho, deixei que arrumassem os brinquedos da noite, consegui metê-los na cama....vim blogar um cadito...a engrenagem a rolar

 

o que eu não estava preparada para aguentar, o que me fez emperrar a engrenagem, foi a porra de um autocolante....vocês conseguem imaginar a importância que pode ter um simples autocolante?! para um miúdo com PHDA associado a muitas outras coisas...pode ter uma importância vital! por causa de um simples autocolante que ele não conseguiu encontrar, eram duas da manhã, andava eu de rabo para o ar dentro do carro, esquadrinhando o chão debaixo dos assentos, com ele ansioso à porta de casa, esperando...por causa de um autocolante senhores!!!! lixei a engrenagem!

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:14

Quinta-feira, 12 de Abril de 2012

 

 

a vida dá umas quantas voltas e deixa-nos de voltas trocadas

 

pensava eu que teria esta semana uma preocupação maior com a reentrada das crianças na escola e com as voltas típicas destes recomeços...mas enganei-me. Foi o avô que nos trouxe uma maior aflição, embora o seu problema de saúde já fosse conhecido - uma úlcera no estômago obriga a cuidados regulares, desta vez um agravamento súbito levou a uma ida às urgencias do hospital, a meio da madrugada de segunda feira. 

 

Como já aqui referi várias vezes, os meus pais fazem parte da nossa vida, são os nossos esteios, suporte familiar mais que querido! a eles recorro com frequência diária e mesmo agora que estou sem trabalho fora de casa (excepto o voluntariado que faço na APCH) e tenho por isso mais disponibilidade de horários, eles permanecem como apoio, quer com as crianças, quer com algumas tarefas caseiras. Por tudo isso este súbito afastamento do avô trouxe muitas quebras na rotina e os miúdos teimam em me fazer perguntas a toda a hora, querem fazer visitas ao meu pai, resistem como podem e sempre com a agitação própria que os carateriza!

 

Agora que as coisas estão a acalmar, não posso deixar de me REvoltar com a situação sentida na pele de quem tem de recorrer a um hospital público e se dá conta da enorme disparidade de valores suportados pelo utente, depois das mexidas deste governo. Fico a pensar nos milhares de portugueses que não tendo posse nem para comer, se deparam com uma situação de doença (que por si só já é debilitante) e acabam por ter de escolher entre comer no dia a seguir ou fazer os tratamentos e exames necessários...o meu pai teve de pagar por exames no hospital mais de 30,00€. Nos bombeiros foram 12,00€ e pelos medicamentos mais de 60,00€...Só para começar...seguem-se consultas no centro de saúde (5,00€) e consequentes exames e seguramente mais medicação. Isto sem contar com as deslocações....

Mas que raio de país é este que caminha para um fundo poço sem fim à vista? como podemos ficar calados perante esta usurpação dos direitos de um estado social? um estado que ainda diz ter proteção social para os mais desprotegidos?!! isto é proteger quem sempre trabalhou, pagou os seus impostos e sempre viveu com o que era seu??!!

Não consigo esconder que não apoio nenhuma destas medidas a pretexto de uma crise que não foram os comuns dos portugueses que criaram. O que me idigna é que nenhuma destas medidas de austeridade são acompanhadas de um reforço das proteções e do desenvolvimento de políticas sociais. Pelo contrário, assiste-se a uma constante tentativa de privatizar bens essenciais e que deveria ser de acesso gratuito por serem o garante de um serviço para todos (não apenas para os que podem pagar). Quer no contexto da saúde, como na educação e no trabalho estamos a regredir e a ficar ao nível da célebre máxima de Salazar «ao povo basta-lhe pão e vinho» de resto que morram ignorantes e analfabetos e de preferência sem chegar à idade da reforma (muito menos antecipada) que é para não dar muito gasto ao estado!!!! porra de país

 

pronto desabafei!!!

 


postado energia-a-mais às 10:42

Terça-feira, 27 de Março de 2012

 

 

é como andamos aqui por casa

 

eu ainda não me adaptei à ideia de ter os miúdos em férias, eles, claro adaptaram-se prontamente! são portanto ritmos diferentes que nos trazem complicações várias pois definitivamente não andamos sintonizados...

 

os dois pegam-se tanto, brigam tanto, infernizam tanto a vida um do outro e a nossa que ontem dei por mim a gritar «ou vocês se separam ou deixam de ser irmãos para sempre!!!» bhaaaa {#emotions_dlg.brrrpt}{#emotions_dlg.blushed}{#emotions_dlg.secret} que raio de frase...mais valia estar calada!!!

 

Além das brigas malucas entre ambos ainda tenho de apanhar com o ritmo alucinante do Quico a dizer palavrões. As minhas tentativas para o fazer deixar de usar o mais rasca calão que existe, não têm tido qualquer resultado - ando absolutamente desgastada....

 

Conciliar isto com o normal ritmo das coisas do dia a dia não está a ser muito fácil por enquanto - daí até o blogue se andar a ressentir (nem consigo acompanhar os meus blogues preferidos...) o que me enerva ainda mais

 

e o aumento do ritmo das tarefas domésticas???? aiiiiii - isso vale um post inteirinho (se tiver tempo de o escrever)

 

postado energia-a-mais às 08:09

Quinta-feira, 08 de Março de 2012

 

 


para festejar? só podem estar a brincar!!!

 

 

 imagem retirada da net

 

 

 

 

e sim tou de mau humor e sim também estou de TPM (sim que até isso tinhamos de ser nós a aguentar todos os meses!!!! {#emotions_dlg.annoyed}) e sim, quero mesmo muito que o dia passe depressa e porra, sinceramente acham que só porque se lembram de nós neste dia, isso é suficiente para compensar os outros 364??

 

aviso à navegação: para não ficarem muito tristinhos e com má impressão desta mulher....voltem mais tarde sim?

 

postado energia-a-mais às 08:47

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