A Hiperactividade vista à lupa

Domingo, 29 de Julho de 2012

 

 

afinal o que são medidas drásticas quando falamos de atitudes nossas (pais) perante determinado comportamento deles (filhos)

 

 

para muitos pais uma medida tomada no limite, nem sempre racional, muitas vezes com o objetivo de marcar uma posição, certamente alguns já se sentiram «obrigados» a ela - mas o que é realmente uma medida drástica? o que já fizeram vocês em relação a um comportamento menos adequado do(s) vosso(s) filho(s)?

 

vá lá! digam-me por favor o que já tiveram «coragem» de fazer a ver se me convenço a mim própria que não fui tão drástica assim... 





postado energia-a-mais às 09:14

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

 

 

ou como quando lhe dá a neura ninguém os segura....

 

O Quico aprende como uma esponja, absorvendo os exemplos intempestivos do mano mais velho....nada bom, tendo em conta que com PHDA de tipo impulsivo o Rafa pouco se controla e os exemplos não são os melhores. Habituado a ver o irmão explodir à miníma frustração, agora o mais novo também nunca sabe como reagir quando a coisa não corre como ele tinha idealizado - ok, qualquer criança passa por isso - lidar com algo que não corre bem é um processo de aprendizagem e as crianças vão desde cedo aprendendo que nem sempre podem ficar felizes. A grande diferença é que os meus pequenos recusam aceitar isso....

 

Quando o Rafa se vê contrariado (nem que seja porque não consegue afiar um lápis como queria) explode em fúria. Demoramos muito tempo para que ele atenuasse essa explosão e conseguisse «segurar» o ímpeto de mandar tudo pelos ares - isso vai acontecendo muito de vez em quando, agora que já vai fazer 11 anos, começa a ter alguma noção de que as suas reações não conseguem alterar o rumo final das coisas. De nada vale explodir! Mas só muito raramente consegue parar a tempo...

Ora o Quico sempre viu essas explosões como a forma «natural» de expressar o seu desagrado por algo que não corre bem - e toca de fazer o mesmo! se ter um assim cá em casa já me põe os cabelos em pé, ter os dois a fazer a mesma coisa, pôe-me doida!!

 

E quando o objeto da fúria passa por estragarem algo que nem lhes pertence, então só me apetece mandá-los diretamente para um sítio bem reles...ora se chegam da escola com a disposição de me fazerem a vida negra porque simplesmente o avô não parou num determinado sítio para verem determinada coisa e a primeira coisa que o mais pequeno faz quando chega é agarrar no primeiro objeto chamativo que encontra pela frente e mo estraga....

 

e se esse objeto for o novo catalogo da La Redoute que ainda nem tivera tempo de ver....

 

pois que se prepare porque não vou deixar cair no equecimento - nem que seja duas horas de «braço de ferro» depois!!!

 

Que raio de feitio que têm os meus rapazes!! é sempre tudo hiper complicado...irra!

 

postado energia-a-mais às 10:46

Segunda-feira, 19 de Setembro de 2011

 

 

e o Rafa anda imprevisível como o vento....

 

ora sopra de nortada e tal como esse, gela-nos até aos ossos com as suas frias respostas e cortantes «tiradas»

 

ora sopra do deserto e com a sua aridez quente e seca, deixa-nos sem respirar «abafados» com os argumentos que nos apresenta....

 

este fds andamos ao sabor de ventania e por vezes tivemos fortes «rajadas» que abalam os nossos alicerces - aí descobrimos que continuamos frágeis e incapazes de controlar os momentos de turbulencia.

 

Resta esperar que a semana traga uma brisa mais suave, embora já esteja prevenida com um corta-vento, daqueles bem finos e leves, cuja função principal é proteger sem no entanto retirar a «magia» que se sente quando o vento faz rodopiar folhas e agitar sonhos!

 

 

 

postado energia-a-mais às 08:59

Sexta-feira, 08 de Julho de 2011

 

 

que nos fazem pensar em como é fina a linha que separa a vida da morte....

 

Como já aqui referi por várias vezes, o meu Quico, talvez porque sempre viveu num ambiente altamente eléctrico, é um menino de quase cinco anos bastante agitado. Tem momentos em que se torna impossível de parar...mesmo nas brincadeiras, é uma criança que não pára por muito tempo, embora como já disse também, diferente do irmão (que sofre de PHDA de tipo impulsivo) pois consegue construir um mundo imaginário, do faz-de-conta, bem dentro do que seria normal numa criança desta idade! adora os heróis e vilões e acha, claro que os consegue imitar - e muitas vezes imita-os mesmo!

 

Das coisas mais perigosas que faz há uma que sempre me assustou terrivelmente - vivo num prédio, num quarto andar, bastante alto, tenho umas vidraças grandes, com peitoris muito baixos que permitem ao Quico milhentas acrobacias. Dentro, essas janelas fecham com um pouco seguro sistema de pega, bastando para as abrir, rodar essa pega e puxar a janela. Embora as janelas sejam muito pesadas (por isso algo difíceis para uma criança pequena puxar) o Quico já as consegue abrir e tem por hábito colocar-se perigosamente pendurado nelas...

Além disso, descobriu que se pode agarrar a duas dessas pegas e trepar pelas janelas, aproveitando o formato (rectângulos grandes, divididos pelos suportes metálicos dos vidros). Desta vez agarrou-se mas deu impulso aos pés, empurrando-se para trás e baloiçando. Assim, com a força provocada pelo impacto e pelo peso do Quico, a janela acabou por se desencaixar em cima, caindo para a parte de fora, com o fecho/pega voltada para o ar e com o Quico lá agarrado....

 

Como é que a janela (super pesada, com vidro duplo e grande) não virou toda para fora e não caiu, só pode ter sido obra angelical....ter o meu Pai visto o que aconteceu na altura certa, também foi providencial  e ter o Quico saído ileso disto só por milagre!

 

Eu sei, pode parecer coisa de mãe «desleixada», deixar o miúdo num local onde pode facilmente chegar à janela...mas a verdade é que em todas as divisões da casa esse perigo existe, embora com fechos de segurança, o Quico é perito em conseguir furar o esquema, acrescentando que é humanamente impossível (a não ser que esteja sempre com ele - como se isso fosse possível!) manter todas as atenções nele, quando se tem uma casa para cuidar, jantar para preparar, banhos para arranjar, com os dois sempre a correr pela casa, brincando aos ninjas, aos vampiros ou piratas, brandindo espadas, ou saltando sobre móveis....

 

Fiquei «gelada» claro! nem sei como abordar o assunto, uma vez que já o repreendi diversas vezes, coloquei-o de castigo muitas outras, fiz-lhe ver que pode morrer e que ao contrário do que pensa, isso não pode ser remediado nunca...Já falei com calma, mostrando com livros e figurinhas os acidentes mais perigosos e como se deve ter cuidado...mas nada parece fazer efeito por muito tempo....Ando terrivelmente assustada e fico tão ansiosa quando não o vejo perto de mim, que até quando vai à casa de banho, o estou sempre a chamar....

 

acreditem que isto vivido quase diariamente vai arrasando a «boa onda» de qualquer pessoa...ufff! ando super cansada e as férias deles só agora começaram...

 

postado energia-a-mais às 08:46

Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

 

 

Segundo o que conheço deste mito, vindo do tempo dos Deuses abri-la significa

 

 

 

 

«...que uma acção pequena e bem intencionada, pode provocar uma avalanche de repercussões negativas»

 

 

Quase sem avisar, o Pai veio a casa para tratar de alguma papelada, pelo que chegou em dias úteis - terça de madrugada. De manhã os miúdos ficaram obviamente em delírio, dado que não tinham sido informados (por decisão nossa) para se tentar manter ao máximo a rotina deles.

O Rafa tem andado bastante instável, como já aqui dei conta - nem sempre toma a medicação e por isso mesmo, anda agitado e com pouca vontade de ir à escola. Já contei que apesar de ser época das fichas de avaliação (ou talvez por causa delas) o Rafa não está nada motivado, fazendo birra para tudo, queixando-se de dores de barriga, vómitos, diarreias e tudo o que pode causar desconforto e piedade....

Com muita insistência minha, consegui que fosse fazer as fichas de português e de matemática - na quarta tinha estudo do meio. Na terça, dia da ficha de matemática, acabou por implorar que o pai o fosse buscar na hora de almoço e fez gazeta da parte da tarde. Falamos com a professora e ela até achou que lhe faria bem, pois entende que o tempo que passa com o pai é sempre tão curto, que seria «pecado» não aproveitar.

Na quarta, a ficha de estudo do meio, matéria não tão do seu agrado, a fita para não ir foi imensa...o pior é que eu tinha marcado um compromisso logo pela manhã, aproveitando que o Pai ainda estava e o poderia levar à escola. Assim, a tarefa de o fazer sair de casa, coube ao Pai sozinho, coisa que eu compreendo bem o difícil que foi!

Muito choro, birra, ranho, vómitos, murros, pontapés, antes ainda de eu sair de casa, fizeram-me adivinhar uma manhã bem «suada» para o Pai...ele consegiu levar o Rafa por volta das 10h00, só que como os outros meninos já tinham iniciado a ficha e o Rafa não se sentia à vontade com a matéria, acabou por combinar com a Professora fazer o que falta na segunda feira....

 

De tarde fizemos uma saída pouco comum, levamos os miúdos às compras para remodelar o quarto deles e a sala. Claro que com muita aventura pelo meio, dado que tivemos mesmo de ir de carro (com os já mencionados problemas que isso nos traz). Os dois saltaram, penduraram-se e remexeram em todos os móveis expostos, gritaram, riram e choraram entre brigas, corridas e muita emoção....como é costume! Foram (fomos) por isso bem notados na loja por onde andamos e não, não se portaram nada bem, como é costume! Pais que não vivem isto, não podem sequer imaginar (ou melhor...podem apenas imaginar!)

Mas, enfim! eu dou-me por satisfeita quando no final da nossa passagem, não se registam baixas de grande monta...

Claro que deixamos muita gente escandalizada pelo caminho - temos pena!

 

Depois disto só queriamos descanso e poder conversar um 'cadito sem os habituais atropelos....Mas tivemos uma ideia que abriu a tal da Caixa de Pandora!

 

Com os dois filhotes bastante eléctricos e sendo a noite de quarta a última do pai antes de nova saída, quisemos tomar um cafezito em conjunto com os meus pais. Ora como o tempo não ajudava, esplanadas não eram opção, achamos que podia ser mais fácil entretêr os dois pestinhas no shopping, entre um gelado e um crepe, talvez nós tivessemos o tão almejado sossego...

 

Acção pequena e bem intencionada....

 

Rafa descontrolado e Quico super entusiasmado. O que despoletou uma crise das mais agudas dos últimos tempos, foi um insignificante pedido para lhe comprarmos um novo jogo...que teve da nossa parte um insignificante não...Já tinhamos comprado muita coisa, jogo incluído, não era nossa intenção fazer compras às 9h da noite - só queriamos sentar um pouco, tomar um café, eles podiam escolher gelado ou crepe simples não? Não...

 

Com o Pai muito menos habituado do que eu (e até do que os meus pais) a estas birras que se avolumam até à histeria total, o Rafa viu uma oportunidade de conseguir ainda mais atenção - e fez de tudo...bateu, empurrou, levou do pai, que teve troco, que iniciou a batalha do costume, tudo com assistência de vários mirones «escandalizados».

 

É triste ver o meu menino assim (ele é o meu menino!) O Pai tenta, eu sei que sim, no entanto falta-lhe alguma sensibilidade, algum tacto na forma de lidar com o Rafa nestas alturas...Gesticula muita, fala alto, tenta segurá-lo e grita com ele ao mesmo tempo que o quer desviar do centro das atenções alheias....sem resultados, a não ser a maior agitação do Rafa tentando opôr-se...

 

Com tudo isto acabamos por passar um mau bocado, não deixando eu de reparar na tristeza dos meus pais ao verem o neto assim, no olhar de «perdido» do Quico que não queria sair do colo do avô, dos receios do meu marido ao não conseguir acalmar o filho....e nos outros? sim, também reparei...

 

Claro que tudo tem um fim e estas crises violentas também passam. E quando passam o Rafa salta para outro assunto, para outro interesse tão rápido como iniciou o anterior! Temos realmente de ter muita «pedalada» para o acompanhar!

 

 

 

 

O Pai saiu na quinta feira, dia chuvoso que estragou os planos de distraír os miúdos com atracções várias nas barraquinhas tradicionais da «Cidade no Jardim» evento que inicia as festas da Cidade. Mesmo assim, deu para uns chutos na bola e um salto às rifas o que para o Rafa é sempre uma emoção!

 

Mehor fechar a caixa e deixar a calma possível regressar, até porque sexta é dia do passeio anual da escola e o Rafa, embora com milhentas «picuísses» por causa do pé ainda em convalescência, está entusiasmado!

 

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:09

Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

Hoje foi um dia difícil...mais uma vez o meu filhote não entrou na sala de aula...

Na primeira semana depois do regresso á escola, o Rafa estava muito entusiasmado. Era tão notória a diferença sob o efeito da medicação (agosto foi um pesadelo, pois não tomou absolutamente nada!) que eu me sentia, talvez pela primeira vez, motivada de verdade. No entanto, no final da segunda semana já o seu organismo reage completamente diferente. Embora já esteja acostumada a estes passos atrás, o primeiro ano medicado obrigou a três alterações e ajustamentos na dosagem, parecia-me que agora se notavam modificações mais acentuadas - por exemplo ele conseguia conversar sobre o que tinha feito, deixava o irmão brincar com ele, não dizia palavrões...o que me deixa mais receosa é que em menos de quinze dias, tudo voltou ao que era entes, o efeito da medicação é tão curto que agora termina por volta das 15:00H! Tenho a certeza que não será apenas uma questão de dose/quantidade da substância - ele já toma uma dose de 36mg, acho mesmo que será necessário voltar á Ritalina. Como já disse aqui as crianças não são todas iguais e os seus organismos reagem de modo diferente. O Rafa está a tomar o Concerta que é um comprimido de acção prolongada, cuja substância activa é libertada de modo gradual ao longo de 12 horas. A ideia é dar apenas uma toma diária e conseguir que a criança não tenha um impacto tão forte de manhã (como acontece nas primeiras 4 horas do Ritalina) e também não tenha uma fase de descompressão tão abrupta. Mas no organismo do Rafa não funciona bem assim...outra situação é do risperidona que o Rafa toma para controlar a agressividade, as variações de humor e ajuda-o a acalmar para dormir. O médico acha que deve ser necessário ajustar a dose, uma vez que toma a mesma quase há um ano.

Hoje deixei-o no portão da escola mas quando ainda estava no infantário para deixar o Francisco, já me estavam a ligar porque ele não entrava...e não entrou, apesar de lá ficarmos até ás 10:00H..depois foi o «normal» chorrilho de disparates, muitos gritos, palavrões, só regressando alguma serenidade depois das 21:00H. Entretanto adormeceu (tinha acordado hoje ás 06:40H)

Entretanto e para ajudar, também o Francisco está a fazer a cabeça em água ás educadoras. Parece que engole pilhas novas todos os dias, ontem que até teve um passeio a uma quinta, para ver de perto as vindimas, esteve impossível, pelo que ao fim do dia tinha recadinho para me reunir com a educadora principal, ainda esta semana...

E pronto, lá vou eu tentar pôr a minha cabecinha em ordem, porque sem ela fico perdida, lol!

postado energia-a-mais às 22:13

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