A Hiperactividade vista à lupa

Segunda-feira, 27 de Maio de 2013

 

 

a contar pelos dedos os dias que faltam para as aulas terminarem...

 

e o pior é que já o conseguem fazer, juntando os das mãos com os dos pés {#emotions_dlg.sarcastic}

 

 

socorro!

postado energia-a-mais às 11:24

Sábado, 27 de Abril de 2013

      

 

já fazem parte do novo visual do Rafa {#emotions_dlg.happy} e ele parece estar a adaptar-se lindamente

 

 

 

imagem tirada do site oficial da marca



claro que o mais difícil nem é usar os óculos mas sim, como eu já sabia, afastar-se do pc...de qualquer modo, por enquanto posso dar conta de uma redução no tempo de uso do dito, embora ainda longe do recomendado

 

Entretanto, para completar o look, estava alinhavada uma ida ao corte, já que os longos cabelos do Rafa e também do Quico há muito pediam tesourada...mas como sempre os meus rapazes fizeram das suas, provocando o alvoroço típico de uma saída conjunta. Desta vez o Quico acabou por ser o protagonista principal com o mano sempre a «picar» e mesmo com boa vontade o corte ficou inacabado...

 

Isto de ter um cliente que salta da cadeira antes do fim do trabalho não agrada a nenhum profissional mas a M. já nos conhece tão bem que tenho cúmplice para uma próxima tentativa.

Quanto ao resultado final no Rafa, nem foi tão mau assim, pelo menos a avaliar pela quantidade de cabelo deixada no chão do salão! 

 

e pronto, salta à vista de todos que estes miúdos não são nada fáceis de «conduzir» mas que com mais ou menos precalços ainda os levo a bom porto!

 

postado energia-a-mais às 21:48

Terça-feira, 16 de Abril de 2013

 

andam como sempre a mil os meus filhos...obrigando-me a andar também, num ritmo que me cansa cada vez mais

 

o Rafa está cada vez menos interessado na escola, vejo-o desmotivar dia após dia, cansado com tantos castigos impostos por coisas que nem eu consigo entender. Ora depois de ter saído das férias de páscoa a coisa tem sido devastadora - recados constantes e uma falta disciplinar (falta uma folha e a caderneta ficará completa) que culminaram num castigo em que tinha de escrever 20 vezes as 22 regras que fazem parte do regulamento interno do aluno. Algumas das regras são frases simples mas a maioria ocupa duas ou mais linhas...e o que faz o Rafa antes de iniciar o castigo? calcula de imediato, mentalmente a quantidade de frases que tem de escrever - 440...«440? achas que vou escrever isso mãe?» e claro não fez...e voltou a ser castigado - fazer 30 vezes...e claro voltou a não fazer e voltou a ser castigado...vai nas 50 vezes. Agora perdeu também os intervalos até escrever todas as frases...o prazo termina no final da semana!

E porque teve uma falta disciplinar? porque na disciplina de EV a professora entendeu que ele (diagnosticado com PHDA de tipo impulsivo) não deveria ter reagido impulsivamente...por uma miúda da turma o ter molhado propositadamente ao lavar os pinceis, o Rafa, limpou o pincel dele ao blusão dela...ele levou falta disciplinar, por não consguir controlar a sua atitude impulsiva...a miúda não, pelos vistos como não sofre de PHDA pode ter atitudes assim! é que já nem sei o que dizer ao próprio Rafa!

 

O Quico tem sido uma dor de cabeça por já não haver ninguém que o segure...faz tanta asneira junta que em breves segundos põe tudo em alvoroço. Se o deixo por um instante sei que assim que chegar junto dele tenho tudo revolvido. Mistura tudo o que pode, trata de mudar móveis e roupas e quadros e fotos, rasga e destroi, monta e desmonta, limpa e desarruma, tudo mas tudo num único período de tempo (por norma quando chega da escola) que não é fisicamente possível a quem quer que seja, controlar todos os seus movimentos. Em casa é um furacão, na escola um furacão igual. Remexe todos os materiais (os dele e os dos colegas), ensaia brincadeiras a todo o instante, mantendo dentro da sala um grau mínimo de atenção para um máximo de energia que nunca esgota. Muitas e muitas vezes nestes últimos dias, a dificuldade para o deixar na escola tem sido imensa...resiste com tanto afinco que nos deixa a todos, esgotados!

 

Eu, cá ando...no meio das ondas. Às vezes mais inteira, outras nem por isso, tento fazer chegar as coisas a bom porto...mas confesso que fico feliz se pelo menos as mantiver à tona! Ando nervosa com o aproximar de mais um período de incertezas quanto ao futuro (que já deixei de parte o sonho de ter um trabalho que goste e saiba fazer bem, bastando-me algo que me garanta o sustento após o fim do subsídio, assim que terminar o CEI na escola) mas as esperanças são poucas e pioram de dia para dia...

 

O Quico após uma conversa com o psicólogo que o acompanha, tentou explicar as diferenças entre ele e nós (adultos). Diz ele que enquanto dentro dele vive um bichinho que anda muito depressa e o faz andar sempre cheio de energia, nos adultos o bicho é muito lento e é por isso que andamos sempre cansados....Na verdade, ele tem razão - parece que anda tudo entregue aos bichos!







postado energia-a-mais às 09:14

Quinta-feira, 07 de Março de 2013

 

entre recados da escola para assinar (dos dois) e conseguir fazê-los estudar para os testes que ambos vão ter, tive de suportar:

 

 

uma interessante descoberta do Quico que o fez experimentar dezenas de «pinos» em diferentes modos de execução; um estúpido concurso de cheirar o chulé um do outro, proposto pelo Rafa que queria provar «cientificamente» que um pé mais pequeno condensa melhor o mau cheiro, daí o Quico sair vencedor do pé mais mal cheiroso; uma cena de ciumeira aguda da bisa que queria chamar-me a atenção a todo o custo mesmo no meio do berreiro infernal dos meus reguilas enérgicos; uma descomunal birra do Quico que quase me fez saltar a tampa (e que lhe desapareceu tão de repente como começou mas que durou mais de 40 minutos de desvario)

 

 

(isto de os dois terem testes e fichas de avaliação ao mesmo tempo tem que se lhe diga...uma maratona sem fim à vista)
postado energia-a-mais às 09:11

Segunda-feira, 04 de Março de 2013

 

 

se há coisa que continua a suscitar em mim uma dúvida imensa é a validade da punição numa criança com PHDA...

 

 

Não que eu não entenda a necessidade de diferenciar o bem do mal, de mostrar o que está errado e definir regras e limites. Caso os meus filhos não estiessem diagnosticados com perturbação de hiperatividade, teria eu outra postura...bem mais branda certamente, pois tenho a noção de que cá em casa, o regime é quase «militar». Desde a hora de «recolher», à hora de despertar, tudo tem uma sequência e uma estratégia bem montada. Nada do que faço aqui em casa, quer em termos de regras, quer em métodos, é feita ao acaso - claro que até encontrar a que funciona, pode demorar algum tempo e muitas das vezes os erros que cometo, servem para melhorar a próxima tentativa.

 

Demorei muitos anos a afinar este tipo de organização, dentro do caos que provocam dois miúdos com hiperatividade, acho que me safo bem. A mim eles obedecem, acredito que sintam o meu pulso e que sabem os limites - como qualquer criança muitas vezes esticam a corda mas se assim não fosse, não seria «normal». A principal ferramenta que uso é a coerência. Tento ser o mais coerente possível, se lhes peço que não gritem, não vou eu gritar com eles, certo? se lhe digo que não podem faltar-me ao respeito em termos de linguagem, não vou eu dizer meia dúzia de palavrões para os chamar à atenção, verdade? Se exijo que respeitem a hora de deitar e as rotinas de higiene e de sono, não vou estar a fazer diferente deles, claro! e, obviamente (pelo menos penso assim) não vou usar a palmada, o bater, a violência, por sistema, se o que quero é que não sejam agressivos e que aprendam a usar a palavra em vez do confronto físico...

E mesmo que isto obrigue a anos de «treino» eu sei que alguma coisa vai de certeza ficar para o futuro. 

 

Desconfio que para muitos pais, isto seja encarado como permissividade. Para mim é resiliência. Sei que tenho de ter paciência, muita e que me cabe a mim ser resiliente. Esta capacidade de luta pode fazer toda a diferença!

Assim, como mãe de dois com PHDA, garanto que uso poucas vezes os castigos como forma de punição. E talvez por isso, quando aplico realmente um castigo, faço-o por distinguir o motivo, ou seja, não vou castigar os meus miúdos porque correm dentro de casa, porque saltam cadeiras, porque falam alto demais para os padrões «normais» ou porque não se conseguem manter quietos e sossegados mais de dois minutos de cada vez - aplicar um castigo por razões que são manifestamente consequências da sua PHDA não faz para mim qualquer sentido. 

 

Se em casa isto resulta, o que dizer dos castigos que lhes aplicam na  escola? Será que os entendem? será que o castigo vai funcionar como um alerta na cabeça deles quando da próxima vez cometem o mesmo erro de comportamento? as bolinhas vermelhas que o Quico traz como «castigo» pelo seu comportamento dentro da sala de aula, terão algum impacto no meu rapazinho?...a julgar pelo evidente à vontade com que me mostra o livrinho das bolas, não me parece que o veja como algo punitivo - até porque algo que se torna rotineiro deixa de ter efeito, certo?

E o Rafa? o castigo de lhe cortarem intervalos, não o deixarem jogar a bola ou mandarem escrever 60 vezes a mesma frase, tem algum poder dissuasor? duvido, caso assim fosse seria de esperar que por esta altura, nem sequer houvessem recados a avisar do seu comportamento «desajustado» dentro da sala de aula...

 

vamos entrar em mais uma semana de escola - mais castigos concerteza virão. Mais recados na caderneta...mais incompreensão sobre uma patologia que acreditem ou não, podemos controlar melhor com elogios e recompensas do que com castigos e punições!

 

Boa semana para todos




postado energia-a-mais às 09:09

Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013

 

 

não escapamos à chuva e vento fortes deste fim de semana, motivos para mais umas quantas pinceladas de imaginação

 

 

O Quico não foi à rua. Parecia um daqueles cachorrinhos a correr pela casa, cheio de energia mas com espaço limitado. Embora haja muito espaço dentro de casa, acaba por se tornar reduzido quando se passam dois dias sem por o pé fora de portas. 

O Quico passou o tempo a inventar para se distrair. Primeiro inventou uma casa só sua que construiu na sala e à qual só tinhamos acesso depois de ultrapassar um complicado esquema de segurança que incluia passar por baixo de fios estrategicamente colocados na porta, debitar um código que só ele conhecia e outros rigorosos alarmes sonoros.

Decorou essa casa com vários objetos entre alguns brinquedos, livros, almofadas e mantas. Depois fez do sofá a sua piscina interior (porque nas casas dos chiques as piscinas são assim) e fez saltos mirabolantes a par de muita atividade física.

O Quico inventou depois que iria assaltar um banco. Queria ser rápido mas entretanto achou melhor almoçar primeiro. Claro que investiu muito na preparação do plano. Números e letras eram o código secreto que ele foi escrevinhando numa folha para depois utilizar na abertura do cofre. 

Discutiu os pormenores comigo enquanto faziamos panquecas para um pequeno almoço tardio no domingo. Achou que poderia assaltar o banco mais perto de casa porque assim não andava à chuva - temos um banco na entrada ao lado...

Depois de umas belas panquecas com chocolate, fruta e compota, decidiu fazer exercicio para treinar a fuga, assim que terminasse o assalto. Equipou-se a rigor, todo de negro, casaco com capuz, luvas e foi abrir a janela da varanda para verificar de que lado soprava o vento. Achou que soprava de todos os lados o que não tornava fácil trepar pela parede na fuga...resolveu então recolher água da chuva para depois fazer uma experiência....

 

Entretanto o Rafa deixou o PC e os dois engalfinharam-se numa luta. O Quico aproveitou para expor o seu plano ao irmão. Ele revelou-se um aliado improvável. Explicou-lhe que poderia utilizar um carro movido a nitro para escapar em velocidade. E voltou ao PC...e o Quico ficou a pensar no nitro e nos carros fazendo varias experiências que resultaram em enorme bagunça com carrinhos e água à mistura!

Ainda tivemos a companhia dos avós e fizemos bombons caseiros com sabor a cereja. As brincadeiras continuaram em ritmo alucinante, reconfortadas com um lanche delicioso e muita acrobacia do mais novo. O Quico abandonou a ideia de assaltar o banco porque achou que seria melhor e menos arriscado pedir uma ajudinha a Jesus para ganhar o euromilhões - ou isso, ou pedir que chegue depressa o verão, porque assim poderia ir até à piscina dos escorregas

 

Quando chegou a hora de deitar a conversa hoje foi sobre disfarces de carnaval. Depois de o Rafa ter apresentado um papel da escola para os alunos se inscreverem na festa de carnaval, ao que implorou que eu «não autorizasse» pois detesta cortejos carnavalescos e fantasias, o Quico resolveu imaginar o melhor disfarce para si...ainda teve de pensar um bom bocado mas de repente atirou um «já sei - vou de pila!»

 

Terei motivos para me preocupar ou será apenas imaginação? ou talvez o mau tempo tenha algo a ver com isto....

 

postado energia-a-mais às 09:13

Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013

 

têm sido feitos os nossos dias (e noites)

 

da agitação do Quico, à tensão constante com o Rafa, às desgastantes tarefas diárias, são tantos os temas que teria dificuldade em sintetizar num só post, tudo o que por cá se vai passando.

Motivo pelo qual o blog tem andado um pouco a meio gás - o tempo, ou falta dele, já que chegar às 23h com um monte de roupa para passar a ferro, com a cozinha por arrumar ou com montes de papelada a necessitar de ser tratada, depois de se passar mais de 3h às voltas com TPC - birras, TPC - birras, TPC ....corta qualquer laivo de inspiração que se possa ter, mesmo que seja «só» um blog...

 

Do Rafa nem tenho palavras para descrever o que é encontrar uma maneira de o fazer sair do PC. E não estou a exagerar! Se tiverem alguma ideia luminosa por favor debitem...Mas primeiro deixem-me explicar que - ele não sai do PC para nada (a não ser uma necessidade imprescindível, tipo fisiológica...), não se demove com argumentos muito menos com tentativas de fazê-lo sai à força. Eu não posso usar a tática de tirar o PC «dele» simplesmente porque não é um portátil

 

  

 

e eu preciso dele para trabalhar todos as noites, não teria muita viabilidade andar a guardá-lo todas as manhãs, até porque não tenho «onde». Ok? aceitam-se sugestões. E não, também não posso ignorá-lo porque isso é o que ele mais quer...aliás, nas férias tive a «brilhante» ideia de o deixar ficar sem o chamar e a proeza foram 14 horas de PC - sim, leram bem, não me recordo de alguém me ter contado nada semelhante num miúdo de (quase) 12 anos....e não, não se importou com comida, levantou-se para ir ao WC mas sem alguém a lembrar horários e rotinas, «saltou» refeições na boa...Escusado será dizer o atrito que acontece todos os dias porque o «obrigo» a sair para fazer a normal rotina, higiene, comida, escola, coisas banais que para ele se transformaram em acontecimentos de grande esforço e implicação!

 

Do Quico, o que dizer? um acrobata de fazer inveja a muitos atletas olímpicos, dono de uma resistência física sem igual, consegue virar toda a casa em 5 minutos (que o digam os meus pais que enfrentam o pico diário da chegada da escola). Nunca está nada parado quando ele está por perto, não existem obstáculos intransponíveis, para ele tudo é desafio físico - seja o chegar primeiro à porta do carro, à porta de casa, ao portão da escola (na hora da saída lol), saltar mais alto, trepar mais, fazer mais «pinos».....

 

 

 

 

O pior é quando tem de fazer algo em que precise de estar quieto. Comer, por exemplo! ou fazer os TPC....aí ficamos atados à imensa teimosia dos seus seis anos e salta-nos a tampa com os seus disparates!

 

assim como assim, isto até tem o seu lado bom...devo ser o único cidadão do país que ainda não conhece as novas tabelas do IRS, ou a última «paródia» governativa! é que nem tempo tenho para pensar na miséria deste país....

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:02

Domingo, 06 de Janeiro de 2013

 

 

completamente cheios de energia, prontos para um ciclo de fazer tremer qualquer família mais desprevenida, ou qualquer sala de aula menos esclarecida

 

os meus putos já fizeram o «up load» de ano novo, que é como quem diz, já estão ao seu mais alto nível energético, depois de terem «carregado» megabytes de adrenalina - uma maravilha!

 

Aqui não existe tédio, nop! desde ter de apanhar um Quico que acha que consegue voar, a impedir que o Rafa faça picadinho do mano mais novo, e outras mirabolantes cenas que não me deixam tempo nem para respirar...

 

mas depois de uma alucinante «variação» sobre o tema dos três Reis Magos, cujos viagem foi recriada - com particular atenção à travessia do deserto atrás da estrela guia, a árvore de natal foi desmanchada (melhor - trucidada em alta velocidade) com a ajuda do avô e limparam-se os últimos vestígios dos festejos de fim de ano

 

(na verdade parece mais que a casa foi varrida por um tornado, do que limpa por mãos humanas mas estou demasiado cansada para me importar com os destroços)

 

 imagem da net

 

 

 

Só mesmo uma fatia do bolo que tem o nome de Rei mais uma chávena de chá a ver se aprecio nem que seja por uns minutos a época que agora termina....

 

 

 

postado energia-a-mais às 23:16

Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2012

 

 

e recados escolares com fartura!

 

eis as razões da minha pouca assiduidade pelo mundo dos blogues...

 

Não está a ser fácil conciliar o meu Contrato de Emprego Inserção com a minha vida familiar. Por mais que corra (e acreditem que o faço literalmente) sempre que chego a casa tenho uma série de tarefas domésticas acumuladas a juntar às imprescindíveis «lutas» diárias para manter esta família a funcionar. Talvez se não tivesse dois miúdos com PHDA em casa, as coisas não estivessem sempre perto da ruptura...mas com garotos que em dois segundos são capazes de colocar todo o conteúdo de um guarda fatos espalhado pelo quarto, empurram móveis para sítios diferentes, esvaziam gavetas onde se guardam objetos pequenos que depois se perdem pelos cantos antes de os conseguir-mos reunir novamente, miúdos que por mais ordens que recebam nunca fazem sozinhos (ou pelo menos não sem empurrões) tarefas que lhes competem a eles, miúdos aos quais para que nos ouçam temos de fixar os olhos e definir claramente o que pretendemos, miúdos que nunca se cansam por mais corridas que façam - sim, é impossível conseguir tempo para outra coisa qualquer! Talvez se houvesse um par de mãos/vozes/olhos/ouvidos extra (um par que viesse dividir-partilhar esta aventura) as coisas fossem diferentes. 

 

A verdade é que não dá para mais. Principalmente porque ainda temos de juntar no rol, vidas escolares agitadas. Sempre com recados de um e de outro. Muitos do Rafa que já vai com o limite de faltas de TPC a 3 disciplinas, muitas chamadas de atenção ao comportamento e muitos avisos para que estude e não se esqueça das datas dos testes...e muitos, muitos do Quico, com bolinhas vermelhas que já perderam a função de «aviso» dado que não surtem qualquer efeito no petiz. Muitas fichas em atraso porque não as faz na sala de aula e muitos TPC que não chega a realizar porque me recuso a  «massacrar» um miúdo que tem muitas potencialidades mas está ainda muito imaturo para as conseguir explorar.

 

E depois há também a minha fragilidade emocional que está em alta! muito de mim  está em jogo, se calhar porque me vejo perante um monte de incertezas em que o tempo não ajuda a descortinar soluções. E quando temos as mãos atadas, os olhos por vezes não vislumbram para lá do óbvio. Estou desempregada, tenho de continuar a procurar trabalho e a considerar hipóteses, no entanto passo o tempo a realizar tarefas que me absorvem e não me deixam alternativa. Estou todo o dia a lidar com novas situações, tenho que me adaptar a tarefas que estão muito longe da minha área de trabalho/académica, no entanto sinto que estou a «perder» o meu tempo pois sei que a partir do fim do subsídio, não tenho perspectivas de utilizar as minhas competências. 

 

Quanto às agendas, amanhã o Quico vai com a escola ao Coliseu do Porto ver o Circo de Natal - está hiper entusiasmado. O Rafa tem de preparar em conjunto com os colegas uma «Mesa de Natal» que vai ser apresentada na sexta (dia de festa na escola) e a mamã fo apanhada para voluntariamente fazer um bolo que se enquadre no tema da dita mesa...

 

 

mais palavras para quê? volto quando puder!



postado energia-a-mais às 09:09

Terça-feira, 16 de Outubro de 2012

 

 

saudável! porque temos de comer todos os dias «pois é mamã?» {#emotions_dlg.lol} (quer o Quico dizer que para ele todos os dias são dias de alimentação - felizmente, digo eu!)

 

alertada pelos miúdos que tiveram hoje atividades ligadas ao dia mundial da alimentação, decidi parar para pensar mais sobre isto de ter uma alimentação saudável. Ora, ainda há poucos dias comentava por aqui O que é o Jantar?  (clique em cima do link) que em casa, tento dar uma alimentação o mais variada possível, quer em confeção, quer em ingredientes usados, para que os miudos possam adaptar-se a diferentes paladares, no entanto, existem coisas que eles não comem quando lhas apresento, sem que para mim isso seja um drama - não obrigo a comer, também não recompenso com comida, tão pouco faço segundos pratos ou deixo «substituir» o que não querem. Até porque, muitas e muitas vezes, ao repetir o mesmo prato eles acabam por experimentar, quase sempre acabam por gostar e a coisa resolve-se.

Confesso que não gosto de tudo e não preparo certas coisas em casa - tais como miudezas, línguas de vaca e coisas assim. Fritos também só as batatas uma vez por semana, de resto só mesmo em ocasiões especiais recorro aos «salgadinhos». A maioria das receitas podem ser adaptadas para uma confeção mais saudável e eu opto por fazê-lo. Douradinhos só de vez em quando e no forno, a minha lasanha leva bechamel caseiro e de leite magro, as carnes são brancas e de aves, pizzas só as de casa, etc. Por outro lado sou exigente com os paladares e com o que comemos. Talvez por isso os meus filhos estejam acostumados a ser críticos com a comida fora de casa, ou seja na cantina da escola. Não dizem mal por dizer, argumentam com o tipo, quantidade e confeção da dita. Ora eu acho que na maior parte das vezes têm razão. O Rafa, por exemplo, come de tudo em casa sem refilar. A sua satisfação é devorar o que está no prato e quase nunca diz - não gosto...Já na cantina reclama das sopas, da quantidade servida e do puré.  O Quico ainda está na fase de descoberta de sabores. Em casa experimenta de tudo sem problemas, na escola não se sente feliz com o prato de paixe cozido com batata cozida (cá para mim, há maneiras bem mais apelativas de dar peixe a uma criança) mas come sem refilar o peixe em papel de alumínio com ervas aromáticas ou assado no forno com limão e pouco mais que tantas vezes fazemos cá em casa. Dos legumes nehum se queixa, estão mais que habituados a saladas e só reclamam da pouca variedade que encontram na mesa da cantina escolar.

E se eu que passei mais de dez anos da minha vida a pesar o que comia e a contar cada caloria, achando que engordar mais um grama seria uma tragédia e controlando ao máximo qualquer ingestão de alimentos, olho agora para a comida com alguma «tranquilidade», pelo menos sem a repugnância que olhava antes, isso deve-se principalmente à tática usada para me «obrigar» a sair de uma anorexia que me acompanhou até ao nascimento do Rafa. - cozinhar! por isso, sempre que posso, cozinho com os miúdos, peço que me ajudem em pequenas tarefas - o Quico adora, o Rafa com as suas características especiais nem sempre se envolve - mas penso que isso contribui para que gostem da comida e tenham consciência do que comem.

 

E pronto, resta-me partilhar um pensamento que me acompanhou o dia «em Portugal existem cada vez menos problemas de obesidade» e porquê? ora bem, porque não há dinheiro para comer, corta-se nas carnes, peixe, sobretudo nas quantidades...mais uns anos e podemos dar graças ao Gaspar por nos dar um orçamento tão saudável para a nossa «linha» {#emotions_dlg.lol}

 

 

postado energia-a-mais às 22:28

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