A Hiperactividade vista à lupa

Quinta-feira, 13 de Março de 2014

 

de estudo a uma criança com PHDA é fundamental!

 

 

Para começar, quem lida com miúdos portadores de PHDA sabe perfeitamente que a escola é um dos contextos onde as caraterísticas da perturbação mais se fazem sentir. E onde é mais difícil ajustar comportamentos e estratégias, pois desse ajustamento resulta o sucesso ou insucesso do percurso académico!

Método de estudo é coisa que basicamente não existe num portador de PHDA! aliado a todas as outras dificuldades - como a concentração, a impulsividade, a desorganização - esta falta de método resulta numa ineficácia da maioria das tentativas de estudo. Desde muito cedo se tornou para mim evidente que o Rafa nunca conseguiria sozinho, orientar-se nas tarefas escolares. TPC, testes e fichas de avaliação são temas de muito debate cá em casa, sobretudo agora que já frequenta o 7º ano de escolaridade!

 

Para o meu filho mais velho, os resultados escolares nunca foram maus, na verdade as notas da pauta refletem a sua capacidade a nível de memorização (especialmente a visual e auditiva) e uma inata facilidade para matérias que a outros provocam mais dificuldades e só pecam porque o comportamento dele em sala de aula, sempre muito falador, impulsivo, inquieto, se confunde (na cabeça dos professores) com falta de respeito e indisciplina - em vez de cincos, leva quatros embora os testes sejam de 90% para cima...enfim! não é no entanto o resultado em si que está em causa. Como qualquer mãe preocupa-me que um dia, a falta de disciplina de estudo o deixe ficar para trás. Não me importo particularmente com o que vem nas pautas, o que quero é que entenda que na vida é necessário esforço e que só o seu empenho significa que está realmente a dar o seu melhor...

 

Explicar esse conceito ao meu rapaz é que já é mais complicado. Com a sua habitual impulsividade costuma responder-me torto, observando que não precisa de estudar para tirar mais porque o que tira é suficiente! além disso, nunca está preparado para encontrar um método que lhe seja adequado, simplesmente porque não se sente motivado para nenhuma matéria, ou disciplina. Imaginam o que isto tem sido em períodos de testes? pois...

 

Estratégias nunca me faltaram, desde adaptar o local de estudo às caraterísticas de um miúdo que se distrai ao mínimo estímulo, a ajustar medicação e hora da toma, a utilizar o sistema de reforço positivo, o uso de recompensa em função dos objetivos (coisas que resultam em tarefas de curta duração e em que os objetivos estão bem definidos) e muita, mesmo muita paciência!

 

Agora optei por mais uma área de intervenção. O Rafa é absolutamente obcecado por jogos de computador. Não é qualquer tipo de jogo que lhe prende a atenção. São jogos de estratégia em que a lógica prevalece e ele se sente o rei da cena. Todos os colegas o admiram e pelo que vejo ele está sempre nos lugares cimeiros dos rankings internacionais, cujas disputas são renhidas e obedecem a um critério de excelência. Tanto que já recebeu prémios e convites para fazer parte de equipas que disputam os tais rankings muito a sério. Eu tento não cortar esse tipo de interesse, até incentivo mas sempre vou vigiando e às vezes tenho mesmo de impor a minha autoridade para impedir que ultrapasse os limites de tempo ao pc. Mas ele acaba por passar muito tempo mesmo!!

 

Decidi então utilizar esse interesse para o pôr a estudar. Como nos jogos ele está por norma ligado com os colegas via skype, quase todos colegas da mesma turma, acabei por achar que podia resultar. Assim, expliquei que podiam utilizar essa ferramenta para estudarem em conjunto, cada um deles tem as suas dificuldades e assim acabariam por se ajudar. O Rafa no início não estava muito interessado, porque estudar é uma seca...mas como falei em ter o apoio dos colegas, poderem tirar dúvidas entre eles, lá se decidiu a experimentar. E assim, munidos dos respetivos cadernos, com alguma vigilância da minha parte reuniram-se três colegas e fizeram uma tarefa de grupo que se revelou gratificante. O Rafa por exemplo é bastante rápido nas tecnologias e sempre que tinham dúvidas lá se punha a pesquisar, enquanto os outros preparavam os resumos. Às tantas perceberam que se estavam a ajudar e que estavam realmente a estudar!

 

Fizeram isso por agora para duas disciplinas e a julgar pelo que contam tencionam continuar pois os testes correram bem, embora ainda não tenham os resultados «oficiais»!

 

Ora, tendo em conta que tantas vezes nós temos a ideia de que os estímulos devem ser banidos para que seja possível uma maior concentração (o que é verdade!) e tendo em conta que para terem o pc ligado, estímulos não faltam, evidente que sempre considerei errado utilizar essa ferramenta. No entanto, se orientado, essa pode ser uma aliada, estas crianças que sofrem de hiperatividade conseguem atingir um bom nível de concentração quando estimulados através de jogos, computadores ou consolas.

 

Gostava de saber o que acham os pais de crianças com hiperatividade sobre este assunto. Alguém utiliza este recurso? e o que pensam de se tirar partido desta «queda» para as tecnologias como uma possível área de trabalho no futuro? Há muito que me interesso por estudos ligados a programas e software pensados para intervenções com crianças portadoras de certas perturbações, como o autismo, a dislexia, a hiperatividade, etc. Gostava de partilhar algumas experiências nessa área, não só com outros pais/educadores, como com profissionais que trabalhem ou pensem trabalhar esta temática. Aqui fica o desafio, podem contactar pelo blogue ou através do email ludo-teresa@sapo.pt.

 

postado energia-a-mais às 10:38

Segunda-feira, 15 de Julho de 2013

 

 

Estudo: das birras infantis ao álcool na adolescência

Nova pesquisa mostra relação entre problemas de comportamento na infância e a propensão para o consumo de álcool na adolescência.

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Segundo um estudo de longo prazo feito por pesquisadores da Virginia Commonwealth University, nos EUA, citada pelo Daily Mail, é possível prever se o seu filho pequeno vai ou não consumir álcool durante a adolescência... baseando-se na quantidade de birras que faz.

Este estudo envolveu 12.647 participantes que foram avaliados duas vezes – dos 6 meses até aos 5 anos e outra vez aos 15 anos.

Para o estudo, a equipa da Dra. Danielle Dick, psicóloga e pesquisadora-chefe, usaram informações do Estudo Longitudinal Avon do Reino Unido.

Através dos resultados do estudo, os investigadores descobriram que os adolescentes que consomem álcool foram, muitas vezes, crianças com problemas de comportamento, exibindo características como hiperatividade, agressividade e imaturidade.

Mas não foram apenas as crianças problemáticas que demonstraram maior propensão para o consumo do álcool. Quando as crianças altamente sociáveis crescem também apresentam um 'risco elevado' de consumo de bebidas alcoólicas.

Danielle Dick, a responsável pelo estudo, alerta para a urgência em criar estratégias de prevenção ao 'binge drinking' - beber esporadicamente, nas saídas de fim de semana, por exemplo, mas de forma abusiva –, que pode levar a comportamentos sexuais de risco, problemas de estômago e danos cerebrais.

O estudo completo será publicado em dezembro de 2013.



Ler mais: http://activa.sapo.pt/criancas/adolescentes/2013/07/12/estudo-das-birras-infantis-ao-alcool-na-adolescencia#ixzz2Z73ByHYU




postado energia-a-mais às 12:26

Quarta-feira, 26 de Junho de 2013

 

 

tu não desgastes mais a tua maezinha porque corres o risco de teres de a ir procurar algures por aqui

 

Três Super Terras que podem ter vida   

 

e olha que já que a possibilidade é de escolher entre três, a maezinha de certeza que escolhe a mais longínqua e com bilhete só de ida {#emotions_dlg.annoyed}

 

 

(recado para o meu rico filho mais velho que me põe os cabelos brancos e a garganta rouca....)

postado energia-a-mais às 09:00

Terça-feira, 22 de Maio de 2012

 

 

para mim uma questão que se torna essencial na educação de qualquer criança

 

«o que falta às crianças de hoje?» muitos pais dirão «nada!» de um modo geral, as nossas crianças têm muito mais do que qualquer criança de gerações anteriores - mais acesso à educação, saúde, bens materiais, mais tempo para serem crianças. Digamos que teoricamente, as crianças nunca tiveram tanto como agora - nunca nenhuma outra geração proporcionou tanto, quis tanto oferecer um mundo sem preocupações, mimou tanto os seus filhos como os pais de agora!

Teoricamente...

 

Claro que temos aqui que colocar o outro prato da balança - e não falo sequer dos que por razões diversas (económicas, afectivas, sociais, ambientais, entre outros factores nunca chegam a ser crianças). O outro lado para os que conseguem ter uma vida «comum», tem, mesmo assim um outro peso. Nunca como agora se evidenciaram os problemas dos mais novos, nunca como nos nossos dias se relacionam esses problemas com atitudes mais permissivas (o dar tudo e pouco exigir) dos educadores actuais. E a verdade é que os pais cada vez sentem mais dificuldade em saber «como» educar. E sentem que estão a perder o controlo e que são muitas vezes dominados pelos «pequenos ditadores» em que deixam os filhos transformarem-se. E colocam as mãos na cabeça quando percebem que as atitudes dos mais novos extravasam a porta de casa, sobem de tom nas escolas, quebram regras socias e cívicas.

Cai-se então muito facilmente nos dois extremos - por um lado os que querem a todo o custo redimir essa inversão do comando e o fazem com recurso a uma autoridade baseada na imposição e no medo (não pelo respeito, antes pelo autoritarismo). Por outro lado os que consideram fundamental «desculpabilizar» atitudes menos corretas, quer através da anulação do seu papel de pai/educador, quer confundindo disciplina com alguma perturbação providencialmente adquirida...

 

Os meus valores foram alterados com a maternidade. Mais ainda se alteraram quando confrontada com uma criança que desafiava o meu conjunto de valores e punha em causa o que julgava ser a base da sua educação. E alteraram-se novamente até conseguir aceitar essa criança tal como ela é! Foi um percurso longo e penoso que obrigou a mudanças interiores e a uma aprendizagem constante. Aprendizagem que muitas vezes é autodidata e apenas orientada pelo recurso «erra, volta a tentar». Não critico quem compra resmas de livros, bem intencionados, com ditames de moda que se tornam obsoletos quando um autor ganha «terreno» a outro, até ali considerado o supra suma da sabedoria. Simplesmente acho que os pais seguem cada vez menos os instintos parentais e por isso se sentem tão inseguros. No entanto, considero fundamental que se reflicta sobre a tal questão «o que falta às crianças de hoje?».

Para os que se dedicam a este tema, o caminho parece ser o das competências. Mais do que apostar na instrução, devemos então apostar nos valores. E dar às crianças as ferramentas para edificarem o seu futuro. E isso trabalha-se, adquire-se.

Na minha modesta opinião acho que para além da nossa (pais) orientação, devemos então procurar programas adequados que tenham como princípios a formação cívica, promovam as competências e despertem as crianças para a proactividade. 

Desde que o Rafa me «obrigou» a procurar alternativas ao ensino «amorfo» que temos no nosso país, um ensino que priveligia os resultados quantitativos e não passa de um acumular de «notas» atribuídas e que muitas vezes nem correspondem ao real saber do aluno, teimei que nunca o pressionaria para esse tipo de avaliação mostrando-lhe a importância de procurar antes de mais, construir o seu futuro com base no empenho e no esforço. Mostrar-lhe que é competente e que pode criar um percurso que o motive e que o torne (o que todos queremos para os nossos filhos) FELIZ!

Os testes de perfil psicológico do Rafa sempre demonstraram uma forte «vocação» para as áreas das matemáticas, ciências, tecnologias, no entanto também mostram níveis muito baixos de relacionamento interpessoal, fracas competências sociais, baixa auto estima (algo que numa criança com PHDA não é de estranhar).

 

Tendo em conta tudo isto, decidi-me a inscrevê-lo num projeto que já tem raízes sólidas e que acredito trará maior confiança ao meu filho, explorando as tais «limitações» e que para um miúdo com uma perturbação neurocomportamental (tantas vezes penalizado por isso na escola) será de certeza uma ajuda preciosa.

 

Quem quiser conhecer aqui fica o link www.skillsgym.pt 

 

Ele iniciou no passado sábado e o meu trabalho de casa é assegurar que o mantenho motivado de sábado a sábado...Os progressos que me parecerem dignos de registo (ou o fracasso da aposta) virão a post neste blog!

 

postado energia-a-mais às 09:16

Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

 

 

segundo um estudo apontado pela TVI as mães portuguesas são das que menos tempo dispõe para elas próprias - menos de 30 minutos diários (o que dá para a higiene pessoal e pouco mais...). Para além de serem das que mais horas trabalham fora de casa, são seguramente das que mais trabalham em casa, gastando o seu tempo entre as tarefas domésticas, as rotinas de compras, desdobrando-se em atender às várias necessidades de todos os membros da família, chamam a si o papel de mãe, esposa e gestora. São ainda as que mais investem em aprofundar o relacionamento com os filhos, com a sua educação, com as suas atividades extra curriculares, com as suas preferencias... No entanto como o dia das mães portuguesas só tem 24H o tempo para se dedicarem com qualidade, acaba por ser reduzido!!!

 

Isto é, comparando com o que se passa nos outros países europeus que também entram no dito estudo, manifestamente ingrato! mas não é isso que pensam as mães portuguesas - apesar deste esforço que as obriga a abdicarem de si como seres individuais, as mães nacionais são as mais agradecidas - bastando um sorriso dos filhos para que se sintam compensadas....

 

O que é que se me oferece dizer sobre isto? bem, que ou as mães portuguesas são verdadeiras heroínas, ou são realmente pouco exigentes em termos pessoais. 

 

...e não meus ricos filhos, a mãe não se contenta só com o vosso lindo sorriso!!!

 

 

postado energia-a-mais às 11:30

Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011

 

 

Gene que provoca défict de atenção é ligado ao autismo

Novos genes identificados provocam outras alterações neuropsiquiátricas

Genética: o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade pode estar relacionado com outras doenças neuropsiquiátricas

Genética: o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade pode estar relacionado com outras doenças neuropsiquiátricas (Polka Dot/Thinkstock)

Pesquisadores canadenses identificaram novos genes relacionados ao transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Desenvolvido em parceria pelo  Hospital for Sick Children (SickKids) e Universidade de Toronto, o estudo indica ainda que esses genes têm ligação, também, com o autismo. A pesquisa foi publicada na edição on-line do periódico Science Translational Medicine.

Segundo o levantamento, os genes do TDAH estariam relacionados ainda a outras condições neuropsiquiátricas, como as desordens do espectro autista (DEA) – entre elas, o autismo e a síndrome de Asperger. Durante a pesquisa foram usados microarrays, ou chips de DNA, uma técnica experimental da biologia molecular que se caracteriza por lâminas de vidro nas quais segmentos de fita-única são fixados e imobilizados de forma ordenada e em áreas específicas. Na lâmina, cada célula de sonda contém milhões de cópias de um determinado transcrito, ou um segmento gênico em particular, que pode posteriormente ser identificado.

Os cientistas procuraram, então, por variantes no número de cópias (CNVs), que são inserções ou exclusões que afetam os genes, no DNA de 248 pacientes que não foram relacionados ao TDAH. Em três das 173 crianças das quais o DNA de ambos os pais estava disponível, eles encontraram CNVs espontâneos, que ocorrem quando os pais não são afetados - as mutações são novas apenas para a criança. CNVs raros que foram herdados de pais afetados foram encontrados em 19 dos 248 pacientes.

Dentro do grupo de CNVs herdadas, os pesquisadores descobriram alguns dos genes que haviam sido previamente identificados com outras condições neuropsiquiátricas, incluindo DEA. Para explorar essa sobreposição, testaram um grupo diferente para CNVs. Eles descobriram, então, que nove das 349 crianças no estudo que haviam sido diagnosticadas previamente com DEA, carregavam CNVs relacionados com o TDAH e outras desordens.

Conclusões – A descoberta dos pesquisadores sugere que alguns CNVs que desempenham um papel causal no TDAH, também demonstram genes de suscetibilidade comum no TDAH, no DEA e em outras desordens neuropsiquiátricas. “Como DEA, casos de TDAH são em grande parte únicos”, diz Russell Schacar, um dos coordenadores do estudo. “Pessoas carregando o mesmo CNVs podem ter sintomas diferentes, já que o risco não é sempre o mesmo”, diz.

De acordo com o estudo, a maioria dos indivíduos com TDAH também têm ao menos uma outra condição, como ansiedade, problemas de humor, desordens de conduta ou linguagem. Mais de 75% das pessoas com DEA também têm TDAH. “Muitos desses problemas associados provavelmente surgem do fato de que eles estão compartilhando o risco genético para diferentes condições”, diz Schachar.

De acordo com Stephen Scherer, coautor do estudo, os pesquisadores, em geral, não tendem a olhar através dos distúrbios com muita frequência, vendo neles diferentes sinais. “Esse método, talvez, seja uma das descobertas mais excitantes na genética neuropsiquiátrica e pode começar realmente a redefinir como pensamos sobre essas condições neuropsiquiátricas”, diz.

Para Schachar, esses são provavelmente os fatores genéticos que aumentam o risco para vários tipos de distúrbios neuropsiquiátricos. “É um enorme desafio para nós descobrir o que leva a um caso de TDAH e o que leva a um caso de DEA. Existem muitas possibilidades diferentes para explicar por que riscos comuns podem se manifestar em diferentes tipos de doenças" diz. Os pesquisadores esperam agora que novas investigações sejam realizadas para determinar essa relação de causalidade.

 

ESTE ARTIGO É UMA TRANSCRIÇAO DA EDIÇAO ON-LINE DA REVISTA «VEJA»

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:01

Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

 

 

terminar um teste em metade do período da manhã e ter tempo para fazer 11 contas e um texto de nove linhas, antes do intervalo....

 

se isto significa que o teste lhe correu bem? depende...quando lhe faço essa pergunta e dado que «correr bem» é algo abstracto, nunca sabe responder. Mas se lhe pergunto quantas questões acha que tem certas, lá vai dizendo que talvez tenha «x» ou «y» dependendo do que se lembra...

 

este teste era de estudo do meio, sei que respondeu algo sobre o D. Afonso Henriques ter travado uma batalha com D. Fernando para reconquistar a independência aos mouros...ou seja, confundiu a reconquista cristã com a crise de 1382-85 e misturou-lhe um Henriques que podia ser Afonso mas que na realidade era o dos Descobrimentos....tirando isso, veremos depois o que mais confundiu. É no que dá a rapidez...

 

Mas como é rápido a fazer as coisas, consegue fazer muitas ao mesmo tempo...deixo mais um exemplo:

 

houve uma altura ao fim do dia em que estava na sala a jogar mini raquetes com o irmão, enquanto jogava psp e via um episódio do programa que adora «o sobrevivente» e ainda tinha tempo para comer um pão e reclamar com a bisa que segundo ele, estava a tapar o seu campo de visão...

 

 


postado energia-a-mais às 09:11

Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

 

 

porque vou aproveitar este post para falar de dois assuntos do dia

 

O Rafa tem teste de língua portuguesa. Como sempre fez uma daquelas crises de ansiedade e durante o final do dia de ontem, segunda feira, noite e manhã de terça, esteve em «alta pressão»

 

penso que já vivi momentos de difícil controlo, que à maioria dos pais podem parecer até «impossíveis»...mas sempre que acontece um episódio desses, continuo a ficar surpreendida com a intempestividade, com a impetuosidade e com a impulsividade do meu rapaz. Quando estava a tentar ajudá-lo a sintetizar o estudo, de modo a fazê-lo rever a matéria, tive muita dificuldade em conseguir prender a sua atenção. Estava disperso, ainda cheio de genica, querendo como sempre fazer muita coisa ao mesmo tempo, chegando ao cúmulo de sacudir o irmão para se sentar ao pc, com a psp ligada, mudando ao mesmo tempo de canal de tv e com todo o material escolar espalhado. Ora estímulos a mais, atenção a menos, toca de o chamar à atenção «que não queria estudar mais, que não podia estudar a noite toda, que estudava como queria, eu não o podia obrigar...» ainda tentei levar a coisa na calma, brincado com ele, usando exemplos da matéria para lhe dizer que «estudar dez minutos com atenção pode ser o mesmo que para outros meninos, estudar uma hora..» continuou a fazer orelhas moucas e não me ligava absolutamente nada...

Acontece que no escritório estava uma viola (que lhe pertence) e que o Quico de repente, talvez porque previa tempestade, se lembrou de ir buscar...a reacção do Rafa foi - tempestuosa!

 

Brutal, sem lógica, como se da viola dependesse a continuidade do mundo...De repente nada mais importava, tudo era secundário! tive de usar força claro, não se consegue pará-lo ao soco e pontapé mas também não se pode deixar que ele use a força descontroladamente. Por norma costumo pegar-lhe por um braço até o obrigar a olhar para mim, desviando-o de quem (ou do que) ele esteja a esmurrar. Ainda saíram algumas palmadas mas a fúria foi morrendo aos poucos e depois de uma crise de choro, foi acalmando. Tirei-lhe a psp e desliguei-lhe o pc, deitei o Quico, fiz-lhe chá para «acalmar» as dores de barriga e fizemos uma revisão da matéria, não como precisava mas deu para esclarecer algumas dúvidas.

Ainda se queixou de muitas dores de cabeça e apesar da medicação da noite, o sono foi tardando. Mas fiquei com a ideia de que estava mais aflito do que o normal, talvez porque tenha percebido que não estudou grande coisa...pelo menos espero que assim o entenda e que pense bem da próxima vez...

 

 

...e mudando de assunto aproveito este post para deixar um beijo especial ao meu querido sobrinho Salvador que hoje faz dois aninhos

 

Parabéns meu lindo

 

 

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:12

Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

 

encontrei na net um texto de opinião sobre os famosos TPC, o qual resolvi transcrever, mencionando desde já a sua autora, a Prof. Fátima Lopes cuja especialidade é a Educação Especial. Não tendo sido escrito por mim, posso dizer que não tiraria ou acrescentaria mais nada, caso o tivesse sido, tal a semelhança de opinião que tenho com a citada Professora

 

 


O tema dos TPC foi sempre polémico e é, cada vez mais…menos consensual!

Questiona-se se se devem mandar trabalhos para fazer em casa, muitos ou poucos, sempre ou às vezes

- Devemos mandar trabalhos escolares para casa? Muitos ou poucos?

- Todos os dias ou só às vezes?

- Os trabalhos são todos corrigidos ou só “vistos”?

- Devem os pais ajudar? Devem os pais ensinar ?

- Quais as vantagens e desvantagens destes trabalhos?

- Quanto tempo devem ocupar os tais deveres dos trabalhos de casa?

Do ponto de vista dos professores, raros são os que não exigem muitos trabalhos de casa e esses nem sempre são bem vistos pelos pais e pelos próprios colegas; já o mesmo não se pode dizer dos alunos que os referem ou comentam como “ ele/a é fixe não manda muitos trabalhos de casa” ou “ ele/a não bate nem nos deixa de castigo por causa dos trabalhos” “ ele/a deixa-nos escolher o trabalho e dá-nos coisas”.

Do ponto de vista das famílias muitas ficam angustiadas com a resolução dos trabalhos de casa. Obrigam o filho a fazer os trabalhos nem que ele chore ou suplique, nem que vá mais tarde para a cama? E quando ele não os consegue fazer? Deve insistir e tentar ensinar, obrigar a fazer como sabe ou fazer-lhe os trabalhos e pronto?

Há famílias que entram em ruptura, porque, entre os elementos do casal existem opiniões diferentes: Um quer que se exija, outro que se desculpe ou facilite e há ainda a criança que passa a fazer xixi na cama, a vomitar a não querer ir para a escola …têm medo! Muitos pais chegam a pedir ajuda a psicólogos e psiquiatras porque o seu filho tem problemas na escola.

Há ainda pais que querem que os professores passem mais trabalhos para casa, tanto para os manterem mais ocupados como para “puxar” mais por eles! E se os professores não passarem passam eles e com que grau de exigência!

E no ATL (Actividades de Tempos Livres) devem fazer os trabalhos de casa ou não? Durante muito tempo? Quanto? Com ajuda da monitora ou dos seus colegas? Ou não?! Ainda há pais que querem acompanhar os filhos nestes trabalhos para os verem desabrochar e sintonizarem as suas dificuldades!

Ora bem: Agora dou eu a minha opinião!

Eu sou aquela de que muitos dizem “cuidado que ela é contra os trabalhos de casa!”

Mas que TPC?

Eu sou contra os trabalhos para casa que pouco contribuem para o desenvolvimento do aluno, que sendo em grande quantidade (muitas vezes são tantos que a criança não conseguiria realizar numa manhã de trabalho junto do seu professor) se tornam um castigo. Sou também contra os trabalhos de casa que o aluno não possa realizar de forma independente por não os compreender ou não ter capacidade ou condições para os resolver e, por isso, se tornam um pesadelo! Sou ainda contra os trabalhos de casa do “verbo encher”, como por exemplo: grandes cópias para quem não precisa de aperfeiçoar a caligrafia ou não é prioridade porque tem outras dificuldades para ultrapassar; escrever os números até 1000, um a um, de uma assentada só; escrever as tabuadas todas repetidamente, ler uma “lição” (texto) nova e responder às perguntas do texto que, no dia seguinte, será corrigido na sala de aula! Desculpem lá mas o processo está invertido: Primeiro o professor deverá apresentar e explorar o texto com os alunos e só depois poderá propor a construção de novos textos, novas ideias e sistematização das novas aprendizagens! A qualquer momento posso explicar o porquê destes contras!

No entanto, sou a favor dos Trabalhos de Casa quando eles servem para:

- Responsabilizar os alunos por compromissos.

- Envolver os vários intervenientes e contextos no processo de aprendizagem da criança.

- Sistematizar aprendizagens significativas, ajudando a recuperar dificuldades.

- Estimular a criatividade.

Assim sendo e porque não podemos esquecer que as crianças e jovens necessitam de tempo para brincar, jogar, ouvir música ou, simplesmente, não fazer nada, sugere-se que:

- Os trabalhos sejam significativos.

- Não ocupem demasiado tempo do tempo livre que têm.

- Tenham um carácter livre, responsabilizando o aluno ao mesmo tempo que o incentivamos a fazer alguma coisa significativa.

- Se promova os grandes ou pequenos esforços feitos na realização dos mesmos.

- Se reconheça publicamente (turma e família) quem os faz, seja elogiando ou divulgando o produto.

- Aos alunos que não são sensíveis a este tipo de incentivo, recorrer a outras estratégias tipo contrato de trabalho.

- Haja um dia da semana sem TPC, dia esse a escolher com os alunos e/ou outros intervenientes (pais e ATL).

 

Algumas sugestões de TPC significativos e que se podem tornar muito criativos:

Eles podem ser de carácter individual ou de grupo:

- Investigar as histórias da terra, receitas culinárias, rezas, responsos, etc..

- Construir um diário (não secreto) durante uma semana ou um mês.

- Construir um livro sobre curiosidades.

- Construir um livro da matemática.

- Construir um livro de palavras difíceis, um dicionário ilustrado, etc..

- Construir um “Livro da Vida” com a sua identificação, o seu desenvolvimento e as suas preferências (amigos, jogos, animais, comidas, etc.)

Estes são trabalhos que dão trabalho aos alunos, professores e outros envolvidos, mas donde resultam produtos significativamente interessantes, muito ricos em vivências e que não se deitam fora quando o caderno acaba.

Mais tarde serão recordados e unem os vários elementos envolvidos no seu processo de aprendizagem.

 

 

Ora, tendo em conta que para uma criança como o Rafa, portadora de PHDA, os TPC são uma verdadeira tortura, sempre tive uma batalha dura para que ele fosse sendo cada vez mais responsabilizado e se mostrasse motivado para os fazer!

Acreditem que houve dias, momentos, em que quase enlouquecemos eu e ele...tanto porque não tinhamos uma estratégia de acordo, como não conseguiamos sequer, chegar a ela...é impossível colocar um hiperactivo sentado a fazer TPC num final de dia, precisamente na altura em que a medicação deixa de actuar e a descompensação é evidente.

O Rafa fica simplesmente insuportável...a sua energia natural «travada» pela medicação, volta ao fim do dia, multiplicada por 100! Tudo é motivo para explodir - um simples aviso de «anda fazer os TPC» é suficiente para que entre em combustão. Mantê-lo sentado e atento não é sequer possível. Por isso, arranjar alternativas de trabalho sempre foi uma prioridade. Claro que tive a «cumplicidade» da professora, ela sempre compreendeu o problema e sempre se mostrou interessada em ajudar a resolver as dificuldades. No primeiro e segundo ano a estratégia passou por haver um acordo em que o Rafa, sempre que não fazia os trabalhos em casa, ou não os conseguia terminar, podia fazê-los na escola - claro que isso acontecia porque, ao contrário de muitas crianças com PHDA, o Rafa não tem dificuldades de aprendizagem. Ele consegue fazer os trabalhos se estiver calmo e concentrado, o que com a ajuda da medicação, nunca foi problema. Também é muito rápido a fazer as coisas (o que por vezes leva a erros...) e por isso conseguia mesmo assim, manter-se ao nível dos outros. Apenas da parte da tarde se torna mais difícil trabalhar com ele, quando o efeito do concerta já não se faz sentir tanto...mas com uma dose ajustada e uma toma baseada no número de horas das actividades lectivas é posível controlar.

A partir do terceiro ano, com ajustes na medicação e a introdução do risperdal à noite, o Rafa consegue ter momentos mais calmos antes de ir para a cama. Então passou a ser mais fácil fazer TPC, desde que o estímulo para os completar seja suficientemente forte. Quero eu dizer que se os TPC forem por exemplo fazer uma cópia, inevitavelmente (mesmo agora no quarto ano) o Rafa se distrairá tanto que nunca a vai conseguir terminar...mas se lhe derem como trabalho, pesquisar na net uma lenda sobre a «padeira de aljubarrota» ou sobre os pinguins, ele de certeza que os vai querer mostrar no dia seguinte.

 

Também não posso deixar de contar um episódio que marca esta «luta» com os TPC...um dia, o Rafa disse-me que queria uma maçã. Bem, pensei que seria para comer e realmente, cheirou-a, apalpou-a e comeu-a. Depois olhou para mim e disse-me «mãe acabei o meu TPC de hoje, acreditas? consegui fazer até ao fim...amanhã, quando a professora perguntar posso dizer que fiz!» achei estranho «como? então quando fizeste os TPC? onde estão? não vejo nada no caderno....» e ele rindo super feliz «estão na barriga, comi-os...» devo ter ficado azul «hãn?» e a explicação «a maçã, mãe! hoje o TPC era comer uma maçã e amanhã temos de falar sobre os cinco sentidos!» - ora digam lá se isso não foi uma estratégia fantástica da professora? não só pôs os miúdos a comerem fruta, como conseguiu uma forma brilhante lhes dar a matéria!

 

 


 

postado energia-a-mais às 09:17

Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010


Estudo liga Déficit de Atenção e Hiperatividade a alterações no DNA

Artigo polémico defende que TDAH tem apenas causas genéticas

2010-10-08
Anita Thapar é investigadora do Departamento de Neurologia da Universidade de Cardiff
Anita Thapar é investigadora do Departamento de Neurologia da Universidade de Cardiff
Num artigo recentemente publicado na revista «Lancet», investigadores da Universidade de Cardiff (País de Gales, Grã-Bretanha), são apresentadas evidências de origem genética para o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Os investigadores, liderados por Anita Thapar, acreditam que esta condição, que afecta crianças (e não só) em todo o mundo resulta de um problema do cérebro – tal como o autismo, por exemplo – e não de factores educacionais ou sociais. No estudo compararam-se partes do DNA de 366 crianças diagnosticadas com TDAH e de 1046 que não sofrem desta condição.
A equipa de Cardiff constatou que 15 por cento das crianças com o distúrbio tinham alterações raras no DNA, em comparação com apenas sete por cento do outro grupo. No entanto, estes dados não convencem outros especialistas, pois não consideram o número significativo.

Tim Kendall, do Royal College of Psychiatrists, citado pela BBC, considera que associar exclusivamente a doença a causas genéticas pode resultar em tratamentos incorrectos, pois esta é uma mistura de factores genéticos e ambientais.

Outro especialista, Olivier James, psicólogo infantil, diz que estudos anteriores têm também em conta o efeito da ansiedade durante a gravidez e as dificuldades de relacionamento entre as mães e os bebés logo após o nascimento.

A equipa que realizou o estudo agora publicado entende que não há provas directas que liguem os factores ambientais ao TDAH e que esta suposta ligação é “estigmatizante” para quem sofre do problema.

Artigo: Rare chromosomal deletions and duplications in attention-deficit hyperactivity disorder: a genome-wide analysis
postado energia-a-mais às 10:35

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