A Hiperactividade vista à lupa

Domingo, 04 de Maio de 2014

 

 

beijo de grande admiração, carinho e muita gratidão! 

 

 

 

 

imagem tirada da net

 

 

 

passarei por cá mais tarde para dar conta das aventuras deste Dia da Mãe!

 

 

 

postado energia-a-mais às 13:08

Quinta-feira, 03 de Outubro de 2013

 

 

precisa-se!

 

Isto de se ter só fiilhos machos dá nisto:

 

está uma pessoa a aperalta-se provando um vestidinho (que aliás adoro, feito pela minha mãe) e quando pede a opinião aos rapazes, um deles atira «humm, não tá mal...é um pijama?» bolas, claro que não, não vês que é um vestido?! 

 

e diz o outro «tu também, andas sempre com vestidinhos, vestidinhos, porquê??» ora, então que querias, não sou uma senhora?

 

para depois ouvir isto com muita convicção «ora, tu não és uma senhora, és uma mãe! e uma mãe anda de calças de ganga e ténis....»

 

Opá! mães de todo o mundo, por favor, vistam lá uns vestidinhos de vez em quando, senão os meus putos acham que sou um alien!

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 10:18

Sexta-feira, 12 de Abril de 2013

 

 

Há uns tempos atrás conheci mais três mulheres de garra. Três mães lutadoras que sofrem na pele o estigma que ainda existe em relação às crianças com PHDA. Tivemos uma conversa muito interessante. E fiquei mais uma vez com a sensação de que o caminho a percorrer para ver a PHDA reconhecida (de facto) é ainda longo e arduo.

Este post é para elas e para muitas outras cujas vidas são tão semelhantes, por motivos tão idênticos!

 

A minha vida tem sido muito atípica e nada comum. A PHDA muda realmente as prioridades parentais e torna-nos pessoas diferentes - nem sempre melhores é certo. Muitos pais nao conseguem lidar com toda a tensão que se impõe na educação de um filho com caraterísticas tão diferentes. Os pais são quase sempre incapazes de mudar atitudes. As mães, adaptam-se muito mais rapido e com maior segurança. Os exemplos que conheço, a começar por dentro de casa, mostram-me como na maioria dos casos, são as mães as primeiras a aceitarem as diferenças, as primeiras a sentirem que precisam de ajuda, as primeiras a conseguirem tomar a atitude correta para ajudar a criança e manter o ritmo da casa a funcionar.

Os pais na maioria das vezes, apenas «acatam»....ou no outro extremo - simplesmente não aceitam. Nem sei dizer qual dos extremos é pior. Se um pai não consegue aceitar, nem entende que o filho sofre de uma perturbação que precisa de cuidados diferenciados, desde fármacos a terapias comportamentais, tende a encontrar «motivos» para as atitudes carateristicas da criança, inventando pretextos e criando soluções que nunca dão em nada - exemplo? «Culpabilizam» a mãe pela conduta da criança, consideram que é a permissividade dela que faz com que os seus filhos não sejam «como os outros». Colocam como solução milagrosa uma disciplina férria que ignora os preceitos da perturbação e impõe um sofrimento à familia que muitas vezes leva ao seu desmembramento...

No outro extremo, os pais que «acatam» mas não se envolvem, tendem a «sacudir a água do capote». Colocam sempre um «mas...» quando referem a PHDA e continuam a ter um desprendimento em relação ao problema, preferindo ignorar todos os sinais - exemplo? «o miúdo tem um problema mas se calhar é porque nunca nos impusemos de verdade...»ou a frase «se a mãe não lhe desse tanto mimo...»

 

Por isso, tantas e tantas vezes, vejo mães sozinhas nas consultas, são mães que me procuram, são as mães que me aparecem nas reuniões de grupo...e nas escolas dos miúdos. São também as mães que geram força, empenho, que estão presentes quando é preciso.

Mesmo que não saiba o título perfeito para este post, terá sempre como motor a palavra Mãe.

 

 

  

tags: , , ,
postado energia-a-mais às 09:17

Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

 

 

a minha mãe continua a ter de aprender a lidar com as sequelas da queda e consequente operação à anca

 

A operação que fez consiste na substituição da superfície articular do acetábulo e do fémur por materiais artificiais. A intervenção pode ser executada de vários modos e por várias abordagens - é a chamada Artoplastia Total da Anca

Após a colocação de uma prótese da anca, existem cuidados que se devem ter em conta. Caso isso não aconteça, pode ocorrer luxação da prótese.

 

 

Não deverá efectuar os seguintes movimentos
(Flexão acima dos 90º; Adução; Rotação Externa)

 

 

     

 

 

Em casa deverá também utilizar certas ajudas técnicas para facilitar as diversas tarefas

 

 

 

 

Na próxima sexta feira terá a primeira consulta de ortopedia pós-operatório. Vamos ver se inicia uma reabilitação com fisioterapia. Entretanto, continua a sentir muita dor principalmente durante a noite e por isso também está numa fase menos otimista.

Tento subir-lhe o astral e todos os dias lhe levo miminhos mas ela sente-se pouco confiante...tem, claro muitas saudades dos netos e da vida bem enérgica que levava. O meu pai tem-se esforçado para lhe dar o seu total apoio e compreensão, mesmo quando ela «rabuja» por não conseguir fazer em casa as tarefas que tanto gostava...e que os outros não conseguem fazer como ela!

 

Os miúdos, principalmente o Quico, sentem imensa saudade. Foi (está a ser) uma adaptação nada fácil para todos. Como sou eu que ajudo em muitas das rotinas diárias da minha mãe, também me sobra cada vez menos tempo e por isso, os meus filhos ressentem-se. Obviamente tento compensar (mesmo que tenha de deixar alguns afazeres domésticos e pessoais para bem tarde)  para continuar a dar a cada um deles o «seu» momento com a mamã...algo que fazia desde há muito e que permitia que eles se acalmassem das suas habituais euforias pós escola. Mas confesso que manter a casa funcional, dar a assistência necessária às coisas da bisa, ter de controlar os dois, tirar tempo para manter o projeto da APCH vivo e continuar a ter a mesma disponibilidade

exigiria uma super mulher...e isso eu definitivamente não sou!

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:10

Domingo, 06 de Maio de 2012

 

 

é ser Porto de Abrigo, ter espaço no coração para o mais nobre dos sentimentos

 

e saber aceitar um filho tal como ele é, sabendo que nunca o poderá «prender» mas ensinando-o a voar

 

 

 

 

Todos os anos celebramos este dia com muita ternura. Tirando o peso consumista que nos querem impor, acho que o simbolismo da data deve ser alimentado, sobretudo em tempos como os que vivemos, onde impera o individualismo, o número de filhos é reduzido a um por casal, onde cada vez existem mais familias monoparentais, o papel de Mãe é tantas vezes subvalorizado...

 

este ano no entanto, vamos ter o Dia da Mãe mais tristonho de que me lembro! não teremos o tradicional lanchinho familiar onde costumamos juntar as três Mães da casa. Por força das circunstâncias a minha mãe, ainda muito debilitada e com muitas dores, terá um dia mais sossegado do que o habitual, embora eu faça questão de a ver (como todos os dia) e de lhe levar uns miminhos. Mas a verdade é que com as crianças enérgicas que tenho não é aconselhavel uma festa lá em casa...eles dariam conta de tudo num instante...Além do mais, como é domingo alguns familiares irão fazer visita e portanto juntar tudo com os meus filhos no meio, está mesmo fora de questão...

 

De resto, eles estão em pulgas porque, dizem, prepararam-me a melhor surpresa de sempre...MEDO! 

 

Desejo a todas as Mães um excelente dia e claro aproveitem para dar e receber muitos beijinhooooos

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:09

Sexta-feira, 20 de Abril de 2012

 

que aqui nos expressaram com os votos de melhoras à minha mãe, o meu muito OBRIGADA!

 

é mais que certo que uma boa dose de carinho, amizade e pensamento positivo podem fazer milagres! a minha mãe tem alta hoje - obviamente ainda muito debilitada mas agora o que importa é que fica mais próxima de nós, pronta para trabalhar na sua recuperação.

 

Não garanto que arranje já tempo para me inteirar de tudo e de todos na blogosfera mas aos poucos tentarei retomar o meu ritmo normal.

 

Mais uma vez um beijinho para todas as que me visitam e já fazem parte da minha vida!

 

 

 

 

a vela permanece porque nos ilumina a alma e nos aquece o coração!

 

postado energia-a-mais às 11:54

Sexta-feira, 16 de Março de 2012

 desde há muito que percebi que teria de ter na escola um aliado, só que para isso às vezes teria de fazer «guerra»

 

o Rafa nunca me deixou «descansada» desde o inicio do seu percurso escolar. Quando o tentei matricular pela primeira vez no ensino público, estava ele com idade de frequentar a pré (antes, foi a tortura de ter uma ama e das tormentas por que passei para deixar um bébé de meses entregue a alguém que nao sabia lidar com ele) Entre conversas com a educadora e visitas ao estabelecimento onde o matriculei (antes de estar diagnosticado) fiquei com a ideia que tudo iria correr bem - nessa altura achava (como acham os pais estreantes nestas coisas) que os «problemas» de comportamento do Rafa seriam detetados caso fosse uma situação mais grave e que a escola teria mecanismos de apoio e acompanhamento precoce que seriam uma ajuda bem vinda. 

Puro engano - a primeira reação foi desvalorizarem e minimizarem as situações apresentadas, mesmo que elas fossem dificeis de gerir pela própria educadora...mas dar parte de «fracos» isso não! a educadora, conhecedora de muitos casos «problemáticos» (algo que parece ser comum a todos os docentes seja qual for o ano e qual for a escola) e muito sabedora na arte de lidar com meninos «difíceis» achou melhor ignorar todos os sintomas. Vómitos, recusa em comer, birras tremendas, fugas da sala...seriam apenas «fases» que depois de um período de adaptação, passariam e dariam lugar ao gosto de participar nas atividades como qualquer outra criança. Mas «fases» que nunca mais passam podem ser muito desgastantes...e quando as soluções apresentadas não resultam, podemos começar a ver a escola de outro modo...«se o menino se recusa a ficar na sala e a participar é a mãe que tem de o fazer entender que a escola lhe faz bem» isto é uma solução? uma ajuda? «a mãe não pode ficar nervosa quando o vem deixar...tem de o deixar e pronto.» eu? nervosa por o deixar na escola? eu quero que ele fique na escola, eu preciso que ele fique...mas que fique bem!! «é melhor ficar com ele na sala, mãe. Pode ser que assim ele fique mais calmo...» só pode estar a brincar, certo? se querem que seja eu a ficar na sala, mais vale ter o miúdo em casa...até que fica claro ao final do primeiro período que a «fase» é afinal mais complicada do que achavam e que teriam de haver adaptações por parte da escola, coisa que pelos vistos, as escolas nem sempre estão preparadas para fazer...

 

De estabelecimento público para IPSS pouco mudou na tentativa de me darem soluções. Embora o tenham encaminhado para a psicóloga, na tentativa de normalizarem o comportamento e as atitudes, as estratégias dentro da sala, pouco diferenciavam das usadas para com outros miúdos e após um ano de turbulência, o segundo (e que seria o último antes da entrada no ensino básico) terminou após o periódo de natal.

 

Entretanto chegou um diagnóstico e com ele muitas alterações em casa. Pais mais confiantes e ajudas com fármacos que melhoravam o comportamento e as reações dele. Mesmo assim, até aos ajustes da medicação atuarem de modo visível e os seus efeitos serem realmente eficazes, houve um primeiro periodo letivo em que tive de ser uma espécie de guardiã do portão da escola e fazia um esforço tremendo para o levar até lá, suficientemente motivado para voltar no dia seguinte. Ajudas? tenho de reconhecer que tive. A iniciativa partiu de mim... «arrisquei» e fui frontal desde o início. Conversei com os responsáveis e falei desta perturbação que lhe tinha sido diagnosticada, falei do modo como agia com ele em casa, das estratégias que considerava serem as mais corretas para que ele superasse as dificuldades inerentes à PHDA. Esclareci recorrendo ao apoio da APDCH e ao médico que o acompanha. Do outro lado? tive uma escola recetiva e uma professora empenhada. Dizem-me outros pais que tive sorte...reconheço que sim! mas nós pais e sobretudo as nossas crianças não podem depender da «sorte». O papel da escola não pode ser desigual, dependendo do estabeleciemnto de ensino ou de quem nele leciona. Existem métodos e estratégias que devem ser adotadas por todos. Para que haja uma igualdade nos critérios e nas exigências. Para que não se esteja dependente da opinião pessoal de quem tem o poder de decidir por que lado a escola vai seguir....

 

Agora o Rafa frequenta o quinto ano. Depois de um início atribulado com muitas faltas, muitos recados, muitas chamadas à escola, muita conversa minha, muito mostrar relatórios e muitos esclarecimentos, lá atravessamos um período de acalmia. Os resultados nos testes nunca foram o problema. Já mencionei algumas vezes que o Rafa é um menino muito inteligente (até acima da média) e com atributos de memória auditiva e visual apurados (comum em miúdos com esta patologia). Se concentrado, com ajuda da medicação e suficientemente motivado - quer em casa, quer na escola - ele consegue ser excelente aluno! tudo o resto, comportamento, atitude para com os professores e os pares, reação dele às dificuldades, podem ser, com a dose certa de disciplina e elogios, exigência e flexibilidade superadas.

 

Como coordenadora da APCH estão-me sempre a chegar às mãos casos e casos de falta de entendimento por parte da escola, muitas vezes única e exclusivamente preocupada em resultados, quase sempre entendendo desvalorizar o que os pais tentam fazer passar. Dizer que estes meninos devem ser «integrados» numa escola que pretende ser «inclusiva» é quase sempre sinónimo de uma tentativa de normalizar o que não é de facto «normal» e de ignorar o que realmente importa - as diferenças destas crianças (e de outras com NEE).

E é por isso que decidi, com a devida autorização, publicar uma carta de uma mãe dirigida aos professores do seu filho, mostrando o que sente verdadeiramente alguém que sofre com a PHDA, tantas vezes erroneamente tida como uma perturbação sem significado, uma alteração benigna que para ser alterada depende da força de vontade da criança e da maior imposição de disciplina dos seus pais...e reparem, como sem nos conhecer-mos e sem ter-mos tido qualquer contacto antes, o que esta mãe revela na carta, vem ao encontro do que atrás descrevi.

Não importa o nome nem a escola, agradeço no entanto à D. pela disponibilidade e pela sua luta

 

«Carta à escola e professores do meu filho, A.(...)

Estou desiludida, triste e magoada com a forma como alguns professores têm tratado o meu filho dentro da escola.
Sempre fui defensora dos professores, afinal são eles que nos ensinam a ser adultos, que ensinam os futuros políticos, engenheiros, doutores, carpinteiros, electricistas e todas essas profissões tão dignas que farão com que o nosso mundo funcione e melhor…
Eu tive professores assim, que me faziam sentir feliz e segura dentro da escola, que me motivavam e elogiavam, que salientavam os meus pontos positivos e ajudavam a aceitar e ultrapassar os negativos…
Que tinham como objectivo a inclusão, o respeito mútuo mas acima de tudo o amor pelo ensino e pelos seus alunos, o prazer de ensinar e a capacidade de fazer a diferença.
Quando o meu filho iniciou a vida escolar fiquei feliz, ele sempre foi um menino inteligente e perspicaz…muito activo, é verdade, mas sempre com resultados excelentes…talvez porque também teve o privilégio e a sorte de ter professores excelentes!
Sempre senti que havia algo de diferente com o André, nunca o escondi e várias vezes pedi ajuda à escola e aos professores para estarem atentos e verem se viam o mesmo que eu, tanto é que o André teve a sua primeira avaliação psicológica na escola aos 8 anos e a partir daí nunca mais deixei de tentar “descobrir” o que se passava com o meu filho!
Desde que iniciou o segundo ciclo tudo se complicou…passou a ser mais ansioso, desorganizado e desmotivado, auto-estima baixa, crises de choro, acompanhadas muitas vezes de cólicas, vómitos e até diarreia!
Na minha inocência de mãe, achava que eram apenas desculpas para não ir à escola e sempre, repito : SEMPRE o obriguei a ir à escola, mesmo quando ele me liga da casa de banho da escola a chorar e a implorar: “ Mãe, por favor tira-me daqui, tu não sabes o que seu sofro!” – nunca o fui buscar e, apesar de ficar arrasada por dentro e com o meu coração apertado, sempre o obrigo a ir à aula e lhe desligo o telefone…
Agora dou por mim a pensar que contribuí para isto tudo, que não protegi devidamente o meu filho!
Outras mães teriam ido imediatamente à escola, discutiam com os professores e protegiam os seus filhos…eu não, limitei-me a acreditar que ele era o culpado de tudo – pois a verdade é que ele não consegue mesmo estar quieto e assumo que se me faz perder a mim a cabeça, melhor fará perder a cabeça de quem não o “pariu” como eu e não o ama como eu, de quem não se habituou já a ser mais tolerante como eu…venceu-me pelo cansaço…admito…
Tantos recados na caderneta, tantas queixas do A., SEMPRE O A.
Eu própria acabei por permitir que o rotulassem…porque não gritei, não briguei, não o defendi, não exigi!
Mas eu não sabia tudo, ele não me conta, podem não acreditar, mas como ele acha que eu estou sempre “do lado dos professores”, deixou de me contar…e como a primeira vez que eu reclamei em relação ao Senhor Professor de Música, ele ainda foi mais penalizado, humilhado e maltratado na sala de aula, passando a ter sempre negativa, independentemente daquilo que faça na aula a ir mais vezes para a rua ou simplesmente a não o deixarem entrar na aula, ficando à porta um tempinho e só entrando mais tarde que os colegas, vai-se lá saber porquê! Sei estas coisas porque os colegas me contam…
Então deixei de ir à escola, impotente e com a esperança que ele recuperasse o interesse que tinha tão grande em aprender. Sim, ele ADORAVA a escola, absorvia tudo…e era feliz lá.
Agora não é, tem sofrido humilhações e maus tratos psicológicos, situações graves que o têm afectado imenso, que o fazem sofrer e estar revoltado…perdeu a confiança e eu também.
Era suposto o meu filho estar em segurança dentro da escola, não ser vítima de ninguém, muito menos de professores!
Era suposto eu estar despreocupada e não ter necessidade de escrever esta carta à escola a pedir, como MÃE : POR FAVOR, NÂO MALTRATEM O MEU FILHO!!
Não o vou permitir mais, nunca o devia ter permitido! Mas como podia eu saber? Como podia eu imaginar sequer que um professor, neste caso até são mais iria discriminar desta forma o meu filho?
Então fala-se tanto de EDUCAÇÃO INCLUSIVA e estão a excluir o meu filho?
Apenas porque não o compreendem? Porque não sabiam lidar com a situação? Porque ele é diferente e dá mais “trabalho” que os outros?
O Professor de EVT dava-lhe sempre 2, agora passou para 1 ?!
Ele tem os trabalhos na pasta, eu até acho que estão muito bons tendo em conta a dificuldade que ele tem a nível de motricidade e destreza manual, que é típico em crianças com PHDA (hiperactividade com défice de atenção)…
1 é para quem não faz NADA! 1 é para lhe dizer tu não vales nada, para o desmotivar e lhe “destruir” a auto-estima! 1 é para o chumbar!
Não vou permitir…CHEGA! O ano passado foi igual com EVT e Musica, teve sempre 2 e no final do ano passou com 3! Para quê? Porque o maltrataram o ano todo para depois lhe darem o 3?
Nem merece nota pelo esforço? Por tentar? Até lhe deram negativa em trabalhos que fez comigo!
Considero isso um “ataque” ao meu filho e agora, depois de tantos relatórios e psicólogos, sim, porque o meu filho anda no psicólogo, eu ainda não desisti dele, nem vou desistir ao contrário do que estes professores fizeram, depois de toda esta caminhada venho a saber que afinal o meu filho sofre de maus tratos na escola?
Também fiquei a saber o nome do problema dele PHDA…afinal o meu filho não é um mal-educado, afinal e não sou “uma tonta que devia dar mais educação ao meu filho em vez de tanto mimo”, como disse a professora de Inglês/Português…
Afinal estávamos TODOS errados…também assumo a minha culpa, pois fiz muita asneira antes de descobrir o que passa com o meu filho, mas também fiz uma promessa: Vou fazer tudo o que me for possível para que ele volte a ser feliz na escola e a recuperar o gosto por aprender que ele tinha.
Mas para isso preciso de ajuda, não posso andar a medicar o meu filho e ir às consultas de psicologia se depois o continuarem a maltratar na escola.
Senhora professora de EVT: NÂO QUERO mais o meu filho na arrecadação a fazer cópias e tabuadas! De pé, encostado ao lavatório toda a aula? Quem lhe deu esse direito? E ainda foi dizer ao meu filho que quer marcar um dia para falarmos sobre o facto de a senhora achar que o meu filho não FAZ NADA nas aulas de EVT?
Ainda pretende assustá-lo mais? Porquê? Decidiu entrar em “guerra” com uma criança?
É ridículo…ele tem 11 anos e os professores supostamente são os adultos dentro da sala de aula e como tal devem ser os primeiros a dar o exemplo, a mostrarem valores…como podem exigir respeito de uma criança depois de o maltratarem e de o humilharem?
Se ele está a fazer cópias e tabuadas é normal que não faça trabalhos de EVT…Mas marque o dia que eu terei muito gosto em ir visitar a arrecadação para ver como a senhora teve a coragem de humilhar e descriminar o meu filho dessa forma! Uma professora? Se os professores de EVT não estão em condições psicológicas de dar aulas que metam baixa ou atestado e que fiquem o lugar disponível para professores interessados em ensinar!
Estes professores têm prejudicado a vida e a saúde do meu filho, ao ponto de ele vomitar e ter cólicas antes destas aulas!
Agora já têm um diagnóstico, agora cabe a vocês senhores professores decidirem se vão continuar a prejudicar o meu filho ou se aceitam que erraram, como eu também já aceitei. Se estão dispostos a começar de novo e a colaborarem na minha luta pela recuperação da felicidade e auto-estima do meu filho e ajudá-lo a acreditar que os professores não vão voltar a tratá-lo mal.
Apenas pretendo saber: o meu filho está realmente seguro na vossa escola? Acho que ele merece um pedido de desculpas por parte destes professores e merece ser avaliado correctamente e com justiça, pois existe muita diferença entre os “favoritos” e os “indesejados” e uma coisa eu garanto : não o vou permitir mais!
O meu filho merece uma avaliação justa e merece ser bem tratado dentro da escola e a partir do momento em que foram informados do diagnóstico dele tinham “obrigação moral” de olharem para as avaliações dele e verem o tão injustos que têm sido, tanto no desempenho escolar, como no comportamento, pois ele não está quieto porque não consegue mesmo, se bem que agora que está medicado e tenho a certeza que isso já está a mudar!
Tirem o rótulo ao meu filho de mal-educado, não o descriminem mais e por favor ajudem-me a faze-lo feliz e a voltar a acreditar que as pessoas erram, mas que também assumem que erraram e sabem pedir desculpa por isso…
Apenas quero agradecer à professora e directora de turma F. R., pois sei que nunca desistiu do A., ele respeita-a, confia em si e vê-a como uma amiga.
Agradecer também à Psicóloga P. P. que apesar de tanto trabalho tem sido o meu apoio.

Obrigada!

(...), 7 de Março de 2012»

 

Não digo mais nada, acho que não vale a pena!

 

 

 

postado energia-a-mais às 08:43

Domingo, 02 de Maio de 2010

 

haveria muito para dizer....talvez!

 

mas parece-me sempre pouco,

 

Ser Mãe nas palavras do Rafa (que este ano me ofereceu as prendas na sexta feira de manhã por não aguentar mais lol)

 

«Mãe, és a minha Luz

Todos os dias me iluminas

Como tu não há ninguém

para me apoiares todos os dias»

Um beijinho do teu filho

 

e para o Quico, que no infantário me fez um avental (os meninos pintaram) e um  caixinha forrada a tecido que estava liiinda! e ainda passamos um bocadinho da tarde a comer bolinho, oferta das educadoras e a pintar o momento para mais tarde recordar

 

«a Mãe leva-me ao supermercado e a praça e da-me beijinhos e abraços, gosto muito dela!»

 

 

E para todas as Mães que o são de verdade, desejo um dia repleto de miminhos, pois embora sejamos mães todos os dias das nossas vidas, este tem de facto um sabor especial!

 

 

a minha, essa tem lugar cativo! beijinho Mãe, com todo o Amor

 

 

 

 

 

tags:
postado energia-a-mais às 10:06

Domingo, 03 de Maio de 2009

do que se lembraram para fazer deste dia um verdadeiro dia da Mãe:

  • de acordar cedo - seis da matina e já o mais pequenito tinha para a mamã uma bela palmada na cara - isto porque quando se acorda com a neura, por ter fome, quem chegar primeiro á cama pode ter um desses presentinhos
  • de fazer birras monumentais para vestir o que a mamã queria que vestissem - porque isto de ter dois meninos com ideias fixas pode ter reflexo até no que se veste!
  • de sujar bem a cozinha porque se deve ajudar a mamã a fazer um bolinho, o almoço e principalmente ajudar com a louça...
  • de implicar com o que se come, porque a mamã deve saber que para legumes e vegetais há dias mais propícios
  • escorregar pela relva porque a mamã deve ter comprado aquele detergente que faz sair todas as nódoas do mundo
  • enlamear toda a casa porque a mamã vai gostar de ver que se lavam os ténis com eles nos pés e antes de entrar na banheira
  • entregar as prendinhas da escola com grande alarido porque se a mamã não se lembrasse, elas ficariam na mochila até ao dia seguinte (ou semana...)
  • fazer miminhos na hora de dormir porque sabem que a mamã se derrete quando lhe atiram beijinhos (mesmo á distância), cantam só para ela e deixam dar abracinhos

Os meus ricos filhos lembraram-se de mim e isso é o que importa, mesmo que me deixem á beira de um ataque de nervos - que isto de ser mãe não é igual para todas, lol!

 

tags: , ,
postado energia-a-mais às 23:31

Um dia, faz já muitos aninhos (que o tempo voa e nem damos conta) antes mesmo de casar e pensar em família fiz um jogo com uma amiga minha...respondíamos a algumas perguntas que nada pareciam ter a ver e ficavamos com uma resposta intrigante sobre o que andavamos cá a fazer - ou o que nos reservava a Vida (entenda-se isto como um jogo...)

Fiquei na altura muito admirada porque a mim calhava-me sempre o destino de ser Mãe....

 

Nunca acreditei nisso de nascer com vocação para ser Mãe...tal como não acho que o instinto maternal seja inato e universal!

 

Para mim aprende-se a ser Mãe - é algo que exige esforço, dedicação e persistência...temos de ser flexíveis, observadoras, sensíveis, rigorosas, sensatas, disciplinadas...temos de saber escolher, saber ouvir, saber dar, saber receber, temos de aprender dia a dia, para conseguir responder ao maior desafio de todos - criar um filho! Não digo só alimentar, só vestir, só educar, só amar, só respeitar - digo acima de tudo sentir. Sentir um filho é absolutamente indescrítivel...

 

A minha maior vontade é aprender a Sentir os meus filhos - saber que são independentes, felizes, reais...Sentir significa deixar que cresçam, deixar que respirem, que vivam cada momento por eles! Significa que não vivemos os sonhos deles, deixamos que sejam eles a decidir, deixamos que a escolha, o caminho reflicta a sua vontade e não a nossa!

 

Ora isso, é para mim algo muito difícil de alcançar - espero que um dia, ao ser lembrada por eles, o elogio que me façam tenha a ver com o facto de eu não os ter «prendido» e que para eles eu seja sempre, tal como hoje - A melhor Mãe do Mundo!

 

 

 

 

sinto-me: super Mãe
tags: , ,
postado energia-a-mais às 23:01

mais sobre mim
que querem saber?
 
Fevereiro 2016
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6

7
8
9
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
23
24
25
27

28
29


disseram agora
Gostaria de saber se conseguiu resultados com este...
Eu recebi pela primeira vez o abono no final do mê...
Boa tarde ,Inscrevi na semana passada a minha filh...
Obrigada. Espero conseguir. Bjs
Deve receber de facto agora em Janeiro os valores ...
Eu em Julho de facto recebi a 27 no entanto apenas...
Olá Marlene, o abono semestral (se a mãe tiver ren...
Boa tarde. O dr. Luís dá consultas em braga, aveir...
Boa tarde, é possível dizer-me onde dá consulta o ...
Olá,Desculpe intrometer-me mas será que me podia f...
links
Passam por cá - desde 18/11/09
Os que me visitam
Passam por cá - desde 18/11/09
subscrever feeds

blogs SAPO


Universidade de Aveiro