A Hiperactividade vista à lupa

Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2014

 

 

da medicação, após a nova consulta do Quico está a ser mais dífícil do que pensava

 

 

os efeitos indesejáveis do meltefedinato, agora em ritalina 20mg, depois da primeira semana, continuam a ser notados. Dores de barriga, dores de cabeça, ausência de apetite...o Quico fica realmente mais atento e durante a manhã parece estar bem mais quieto. Mas para mim, ver a sua habitual boa disposição substituida por queixas não me faz sentir tranquila. Mesmo que da escola não venham os odiados recados, pesando o conjunto na balança, eu preferiria muito mais um Quico irrequieto, insatisfeito, saltitão, pouco atento a tpc...sem o ouvir perguntar a todo o tempo «mas porquê eu tenho de tomar esse comprimido mãe? doi-me a barriga, não quero comer, nem a lasanha...»

 

Será que as alternativas para uma PHDA, tendo em conta esta especificidade de cada caso, se esgotam, no que diz respeito à escola, na medicação? No caso do Rafa, nunca duvidei de que necessita da medicação, os resultados e reações dele próprio sempre reforçaram essa decisão médica. Mas no caso do mais novo, tenho mais dúvidas que certezas, até porque o neuropediatra fez questão de me explicar as diferenças entre os casos e aponta a imaturidade do Quico como o fator principal para as suas dificuldades de aprendizagem!

 

Por isso o Quico faz medicação apenas em dias de escola com interrupção nos períodos não escolares e como tem sentido muita falta de apetite (já tinha com o rubifen) o médico quer que faça maior controlo de peso nos próximos tempos e que faça um suplemento alimentar. Vamos ver mais esta etapa o que nos reserva na já longa batalha que nso afeta o dia a dia!

 

 

postado energia-a-mais às 10:56

Sábado, 08 de Fevereiro de 2014

 

nesta já longa batalha contra a PHDA será uma nova consulta para o Quico

 

é já hoje, veremos se há alguma alteração na dosagem da medicação e que estratégia desenhar durante os próximos tempos.

 

O Rafa também irá comigo, acho importante envolvê-lo nas consulats do irmão, até porque muitos dos exemplos partem dele próprio! não é fácil levar os dois a qualquer consulta - a esta então...mas tem de ser e claro já houve «negociação» prévia! espero sinceramente que tudo corra bem

 

o próximo passo será apenas (só) mais um, assim se vive com esta perturbação, um passo de cada vez!

postado energia-a-mais às 15:37

Terça-feira, 19 de Novembro de 2013

 

 

não é novidade para mim...o Rafa ando no 7º ano e continuo a ter de repetir a história a cada novo DT

 

A situação tem sempre os mesmos contornos - em cada novo ano letivo, os DT mudam, os dossiers dos alunos parecem ficar algures na terra de ninguém, ou não passam de mãos, ou se passam não contêm a informação toda, ou pura e simplesmente quem pega na turma não está para ter trabalho extra de ler toda a informação. Conclusão: sempre que as «diferenças» do Rafa interferam na sala de aula de aula, chama-se o encarregado de educação (eu, mãe me apresento!)

 

E de modo que é assim - o meu educando tem certas atitudes na sala de aula que demonstram um comportamento desadequado. Além de ser brusco nos modos de falar e de ter saídas dignas de um comentário menos apropriado, parece muitas vezes andar completamente «despistado» e chega constantemente atrasado às aulas. Este «constantemente» vai já na fase em que os encarregados de educação têm de ser avisados formalmente pela escola (daí a urgência da chamada do DT) porque ultrapassa a metade das faltas possíveis para todo o ano letivo!

 

O problema do Rafa é que se atrasa por tudo! a lentidão matinal esconde muitas das caraterísticas da PHDA. Explicar tudo ao novo DT foi assunto para mais de hora e meia de conversa...e depois de me ter dado uma visão sobre a Lei e Regulamento Interno da Escola e de todas as consequências em que aluno e encarregado de educação incorrem, acabamos por ter uma conversa em que me pareceu estar interessado e sobretudo já ter notado várias das caraterísticas do meu filho.

Este ano a nível de notas dos primeiros testes não há nada a apontar, o Rafa (sem ter feito esforço algum de estudo organizado) tirou notas bem razoáveis (em muitas disciplinas acima dos 90%) nunca inferiores a 70%. De qualquer modo e apesar destes resultados, a sua incontornável impulsividade a par da inconstância dos humores já revelaram aos professores mais atentos um alerta de preocupação.

 

Embora sinalizado para apoio psicopedagógico no ano passado, este ano ainda não foi chamado, ficando o DT de verificar a situação. 

 

Claro que tive uma conversa com o meu rapaz, mais uma! Como o susto vale sempre para o Rafa como uma «alfinetada», hoje ele saiu de casa decidido a chegar o mais cedo possível e penso que por uns dias vai ser assim...depois - bem, depois tenho de pensar em estratégias para que este entusiasmo cumpridor não esmoreça!

 

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 12:19

Sexta-feira, 15 de Novembro de 2013

 

 

qualquer pai, por muito que evite, se debate a certa altura com este dilema



 



 

devemos ou não explicar a uma criança com PHDA o seu problema de saúde? devemos explicar porque é que faz medicação?

 

A PHDA é das perturbações de comportamento a que mais afeta a vida das crianças e família. Uma criança com PHDA cedo se apercebe ela própria das diferenças em casa, entre pares, na escola, na vida quotidiana! as alterações de comportamento são óbvias para quem as vive 24h/dia. Mas muito menos óbvias as razões dessas alterações.

Ter um filho com PHDA implica mudar uma série de conceitos no modo como educamos. Não os valores em si mas a forma como eles são compreendidos e apreendidos. E é por isso que a certa altura, temos mesmo de explicar!

 

O Rafa desde muito pequeno que me perguntava «mãe porque é que eu tenho de tomar um comprimido antes de ir para a escola?» e mais tarde a coisa complicou-se ainda mais pois ele fazia uma toma durante o horário escolar e muitas vezes à frente dos colegas. Ora para um miúdo já com dificuldades de integração, este era mais um ponto de tensão. 

Comecei por lhe explicar em casa, de um modo simples e que juguei ser adequado a um menino de 8 anos:  Tens muitas vezes aquela sensação de «bichinhos carpinteiros», não tens? e sabes que ficas muito nervoso, ansioso com as coisas que te acontecem. Muitas vezes não consegues ficar dentro da sala de aula durante o tempo letivo e chamam-te muitas vezes à atenção por coisas que nem consegues controlar - isso tem um nome, chama-se hiperatividade. Tu sofres de hiperatividade, tal como outros meninos sofrem de outros problemas e por exemplo, não podem comer do que lhes apetece! para ajudar a controlar a hiperatividade tomas esses comprimidos. Tal como outros tomam outros medicamentos. Quando um médico receita estes comprimidos, vê toda a tua história e por isso sabe quantos deves tomar. Assim a mãe fica mais descansada e tu ficas mais calmo porque sabes que fazes o melhor para ti!

Depois a professora ajudou e fez também uma explicação na sala de aula para que os outros meninos falassem do assunto, fazendo referência especial aos que usam óculos por assim verem melhor ou aos que usavam insulina para controlar a diabetes!

 

Agora foi a vez do Quico fazer perguntas e eu usei a mesma explicação, sendo que aqui, o mano mais velho ajudou a dismistificar e a garantir que os comprimidos não são assim tão difíceis de engolir!

 

Muitos pais mostram-se receosos e por vezes até nem querem explicar com medo que os filhos entendam isso como o legitimar de certos comportamentos (a tal questão de estarem constantemente a serem confundidos com mal educados). Acreditem que não é a melhor solução. É sempre preferível contar a verdade, adequando a nossa explicação à idade e ao entendimento que a criança demonstra ter. Até porque se não o fizermos, ele vai procurar explicação noutro lado ou alguém se resolve a informar, muitas vezes de modo errado!

 

E quanto mais eles tiverem consciência da perturbação que os afeta, melhor se podem proteger, melhor se podem adaptar e mais facilmente se integram. E sabemos que encaram essa situação de modo natural quando são eles que nos mostram textos destes

 

O lado bom.

  • "Ser DDA" tem um lado bom, desde que o seu grau de Hiperatividade não tenha feito você ser expulso de todas as escolas, ou transformado você num trabalhador braçal apesar de ser conhecedor de algum assunto muito especial, que a maioria das pessoas só conhece superficialmente.
  • Os “DDAs” podem ter grandes qualidades: simpáticos, falantes, comunicativos, inteligentes, energia inesgotável, idéias novas e brilhantes (embora nem sempre sejam levadas adiante).
  • Criativos, pioneiros, inventores, não vivem sempre de modo politicamente correto. Assumem e correm riscos, defendem idéias, em parte pela falta de freio, de filtro social e pela impulsividade.
  • Podem ser muito sexuais, gostam de simetria, de coisas bonitas e de novidades.
  • Muitos descobrem um interesse especial onde conseguem "hiperconcentrar".

 texto retirado da net

 

 

postado energia-a-mais às 12:25

Sexta-feira, 01 de Novembro de 2013
«A escola do 1º Ciclo de Mesquitela, Mangualde, decidiu suspender as aulas em virtude do comportamento agressivo de um aluno com apenas seis anos de idade. O menino constituía um risco para professores, funcionários e colegas, conta a edição desta sexta-feira do Jornal de Notícias, mas a versão da mãe da criança é outra.

“Estão a enterrar o meu filho. Ele é hiperactivo e está a ser medicado. Em casa porta-se bem e só na escola é que se revolta. Não sabem lidar com ele”. É desta forma que a mãe de um aluno de seis anos da do 1º Ciclo de Mesquitela, Mangualde, reage, em declarações ao Jornal de Notícias, ao facto de aquele estabelecimento de ensino acusar o seu filho de comportamentos agressivos, que colocarão em risco a integridade física de professores, funcionários e alunos.

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Os frequentes ataques de fúria do menino já deixaram marcas físicas nos docentes, além dos prejuízos materiais que tem vindo a causar, sendo que as queixas por parte dos encarregados de educação são mais do que muitas.

A psicóloga Paula Fongue, ouvida pelo mesmo jornal, indica que “a criança está em perigo e a sofrer”, pelo que “não deve ser isolada, mesmo que se trate de um caso de indisciplina”.

A escola reportou entretanto o caso à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens e admire suspender o aluno a título temporário»

 

Porque é que não suporto? porque aponta para uma data de incorreções, porque mais uma vez se associa PHDA ou hiperatividade, a situações pouco claras e absurdas.

 

Ponto 1: como é possível uma escola não conseguir encontrar forma de «controlar» um miúdo de seis anos? isto tira-me do sério! o miúdo constitui um perigo?! mas esta gente faz o quê nas escolas? o trabalho destas pessoas é lidar com crianças, se não sabem como fazê-lo então desocupem o lugar. O Rafa tem agora 12 anos, desde os 4 que era claro que seria uma criança bem diferente e que nunca seria possível lidar com ele de modo convencional - existem crianças em que não resulta a abordagem da força bruta, em que não chega dialogar! mas sempre existe uma forma! sempre, mesmo quando essa criança se mostra agressiva, e eu sei bem do que falo!

 

Ponto 2: Hiperatividade parece ser o diagnóstico sempre que não se encontram soluções para estes miúdos. Quase sempre o diagnóstico está errado. A mãe diz que ele em casa se porta bem e só na escola se revolta - isto não é hiperatividade. A criança ou adulto com PHDA é portadora da doença em qualquer contexto - tanto em casa como na escola, tanto na rua como na igreja, tanto num café como numa loja de brinquedos. O distúrbio impede uma vida normal em qualquer sítio, em qualquer situação. Eu que o diga! leiam este blog!

 

Ponto 3: a medicação administrada corretamente altera profundamente o comportamento da criança com PHDA. Se estiver corretamente diagnosticada, esta medicação (que a mãe diz que toma) levaria a que o menino tivesse um comportamento adequado na escola, faria com que ele estivesse mais calmo, mais concentrado e mais colaborante. Mais uma vez sei do que falo! Se ele tem «ataques de fúria» isso não se deve à PHDA, quando muito o menino teria mais do que uma patologia associada! e sim, tambem sei do que falo. O meu filho mais velho faz medicação combinada porque para além da PHDA de tipo impulsivo tem uma perturbação do comportamento chamada TOD (transtorno oposição/desafio) que lhe traz a agressividade e um distúrbio do sono. Se apenas tomasse meltefedinato, o Rafa ficaria mesmo assim, mais calmo e mais atento na escola (e em todos os sítios) mas continuaria a ser agressivo e não conseguiria dormir. Já o meu filho mais novo, diagnosticado com PHDA predominante déficite de atenção faz meltefedinato e o seu comportamento em casa e na escola (assim como em todo o lado) muda radicalmente.

 

Ponto final: portanto estamos aqui perante mais um caso em que se resolve tudo com um rótulo - o miúdo é hiperativo e por isso tem de ficar isolado na escola porque é um risco para os seus pares e professores...triste e revoltante. Sobretudo porque se existem psicólogos, onde está a avaliação aos vários parâmetros, para que a criança seja devidamente encaminhada? não basta dizer que a criança sofre...é preciso apresentar estratégias de intervenção adequadas, onde estão elas? chegar ao ponto de dizer que se fecha uma escola, por causa de um miúdo de seis anos?! por favor!!! e já agora - a escola porque não pede ajuda a quem sabe? existem técnicos da associação portuguesa da criança hiperativa que se disponibilizam para intervir nas escolas e ajudar quem precisa! 

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 11:33

Segunda-feira, 14 de Outubro de 2013

 

Os pais de crianças com PHDA sabem que os progressos devem sempre ser registados!

 

O Quico terminou o ano letivo passado, sem ter conseguido atingir os objetivos em algumas áreas de aprendizagem - nomeadamente a língua portuguesa, além de se notar ter dificuldades em acompanhar o ritmo dos colegas na sala de aula.

Após o diagnóstico de PHDA com predominância de déficit de atenção, o Quico iniciou um programa de ajustamento e tratamento que inclui medicação com meltefedinato (faz 10mg diários), apoio de ensino especial a língua portuguesa, apoio psicopedagógico e terá testes diferenciados nas avaliações curriculares. Os problemas comportamentais decorrentes desta perturbação estão a ser corrigidos com terapias comportamentais em casa e com seguimento na escola, sobretudo na forma como os «castigos» são aplicados, baseando-se agora muito mais a intervenção pelo reforço positivo.

 

Apesar do diagnóstico ter sido feito ainda no decorrer do ano anterior, só este ano letivo estas medidas foram postas em prática. O Quico iniciou a medicação em setembro e embora continue a ter os tais efeitos indesejáveis de que já aqui dei conta - perda de apetite, dores de barriga e dores de cabeça ao final do dia (muitas vezes estes efeitos são transitórios mas algumas crianças sentem-nos mais tempo e mais intensamente do que outras) notam-se melhorias substanciais em relação ao essencial - capacidade de atenção e concentração, comportamento mais ajustado e rendimento mais elevado na escola.

Agora os trabalhos escolares decorrem num bom ritmo, a sua capacidade de concentração aumentou e isso reflete-se nos resultados obtidos. Tanto que ainda não acabou o 1º período mas as diferenças são óbvias o que aumenta os elogios e por consequência a sua auto estima e a sua vontade em demonstrar que consegue - aliás posso registar com orgulho que o Quico sabe oficialmente «ler sozinho» algo com que nem sonhava há uns meses atrás!

 

Que outros pais não pensem no entanto que apenas o comprimidinho fez o «milagre»! nem por sombras - se não fosse o empenho nas atitudes que rodeiam todo o contexto em que a criança se desenvolve, o esforço por parte de quem lida com estes meninos(as) e o comprimido faria apenas parte da rotina mas não da mudança. Essa acontece cá em casa especialmente porque consigo também eu, dar mais de mim, estar mais disponível para o ajudar com os tpc, manter a calma quando a coisa de descontrola, dar-lhe no fundo, a estabilidade que necessita sem lhe cortar a liberdade e sem lhe negar a sua «diferença».

 

e nunca deixem de registar esses progressos dos vossos filhos com PHDA, sejam eles deste ou de outro tipo, às vezes até o progresso de terem conseguido sozinhos levar uma simples tarefa até ao fim - e quando digo «registar» digo demonstrar que esse feito foi atingido e por isso lhe devem dar valor - significa que muitos outros objetivos ao longo da vida podem ser conseguidos se não se desistir, se não se ignorar a PHDA!

 

 

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 11:40

Segunda-feira, 23 de Setembro de 2013

 

 

depois de uma semana do início do ano letivo, a rotina começa a impor-se

 

O Quico anda medicado para a PHDA desde o início das aulas, toma 10mg de rubifen por dia, em duas tomas - tal como expliquei no post anterior, nem sempre e fácil conciliar horários e ainda não há ninguém na escola responsável pela toma depois do almoço (talvez fique esclarecido hoje me reunião logo à tarde) pelo que nem sempre tem tomado direito, pois qunado almoça na escola, depende de eu puder ir lá para lhe dar o comprimido...

Tem tido alguns efeitos que eu já conheço e para os quais continuo alerta - fica com menos apetite, tem queixas de dores de barriga e ao fim do dia parece saltar-lhe uma tampa. No entanto só após um mês posso tirar conclusões sobre a eficácia desta dosagem. Numa coisa não tenho dúvidas - durante o efeito do meltefedinato ele sente-se mais calmo e consegue ter melhor aproveitamento, a comprovar pelos TPC deste fim de semana, em que pela primeira vez conseguiu ficar sentado a fazer uma cópia e a escrever por extenso os números até 30! coisa digna de registo {#emotions_dlg.happy}

 

 

O Rafa tem cada vez mais a noção da necessidade de fazer a medicação, tem sido até uma ajuda para o irmão, explicando-lhe que o comprimido os ajuda a manterem-se mais calmos e aguentarem a «seca» da sala de aula... O único ponto negativo é a fase de final do dia, em que se nota a tal explosão de mau humor e que apenas pode ser atenuada por um auto controle (que ele ainda não tem) e com ajuda da nossa parte. De resto parece ter uma maior empatia com os professores deste ano e estar mais interessado nas novas disciplinas como a Fisica-Quimica e a TIC. Anda também muito feliz porque ainda não tem professor a EF....

Ainda não há recados na caderneta {#emotions_dlg.blink} e até fez TPC neste fim de semana!

 

 

postado energia-a-mais às 10:48

Segunda-feira, 05 de Agosto de 2013

 

 

uma mãe pode fazer tudo - mesmo!

 

até uma mãe habituada à hiper-mega agitação diária de uma casa com dois miúdos portadores de PHDA, pode de repente cometer uma loucura...

 

de todos os dias loucos que já vivi com os meus filhos o sábado passado terá sido um dos mais loucos de sempre...de tal modo que não era só a exaustão que se apoderava de mim! digamos que me senti muito perto daquilo que deve ser o desepero total....e assim de repente passou-me uma coisa pela cabeça - tinha acabado de dar aos miúdos a dose recomendada da medicação que fazem para controlar a PHDA (que em férias e a conselho médico, é uma dose mais baixa do que em período escolar) um psicoestimulante que os faz abrandar, quando sem pensar muito engoli eu própria um dos comprimidos do mais velho...na versão Concerta 36mg

 

Ora um psicoestimulante atua de modo bem diferente no organismo de quem não sofre de PHDA. Eu conheço as consequências, sei bem que cometi um erro e jamais me atreverei (se em plenas capacidades mentais) a repetir a «proeza»....

 

mas a verdade é que me deu um jeitaço depois do dia conturbado que estava a passar e em que me sentia de rastos, ter força para aspirar toda a casa, cinco enormes divisões, passar o chão a três, limpar cozinha e três casas de banho, voltar a ter as rédeas na mão e continuar com pedalada para à uma da manhã dar um tremendo adianto na roupa que costumo passar a ferro durante a semana!

 

ATENÇÃO: que ninguém se atreva a fazer o que eu fiz, esta medicação não pode ser usada para este fim, registo isto no blog porque, tal como por várias vezes já disse, pretendo acima de tudo ter um espaço onde sem receio e sem tabus, abordo o modo como lido com a hiperatividade dos meus filhos. Repito que não tenciono voltar a cometer o mesmo erro - é isto também o meu lema de vida - aprender a cada passo!

 

postado energia-a-mais às 09:04

Quarta-feira, 20 de Março de 2013

 

o tempo muda na Primavera e muito muda no nosso organismo

 

A criança portadora de PHDA começa muito cedo a manifestar certas caraterísticas relacionadas com problemas na alimentação. Muitos pais referem o inicio da toma da medicação, nomedamente do meltefedinato (concerta, ritalina, rubifen) como fator de mudança no apetite e que leva a um período de má nutrição, dado que a criança não sente fome e não se alimenta convenientemente. Mas a maioria dos pais aponta desde os primeiros tempos de vida da criança uma dificuldade óbvia que se prende com a incapacidade de se sentarem e comerem sossegados.

Não existem infelizmente, estudos adequados que demonstrem as razões para que sejam detectadas em crianças com PHDA  carências em alguns nutrientes essenciais ao desenvolvimento e nutrição do cérebro. Embora não se percebam as razões, a verdade é que crianças com PHDA têm maiores défices de elementos como ferro, magnésio, zinco, cálcio e cobre do que as crianças «normais» sendo o magnésio o elemento mais em falta. Já foi entretanto referido por diversos autores/especialistas na matéria, que uma deficiência em ferro altera a neurotransmissão de dopamina, contribuindo para a fisiopatologia da PHDA.

Também baixos níveis de magnésio influenciam o funcionamento de cérebro, sendo ainda de referir que o magnésio tem propriedades capazes de ajudar a regular a excitabilidade nervosa e muscular. Ora, um outro estudo veio confirmar uma correlação entre níveis baixos de magnésio e o quociente de concentração, sendo que os níveis de magnésio são mais baixos em crianças com PHDA do que em crianças saudáveis.

Existem ainda evidências de estudos da década de 80 que apontam para um défice de ácidos gordos essenciais (fundamentais para o desenvolvimento cerebral) em crianças com PHDA.

A PHDA é uma perturbaçao complexa e heterógenea e por isso necessita de uma intervenção terapêutica completa e individualizada, pois cada caso é um caso e embora os vários estudos demonstrem que a nutrição desempenha um papel importante na abordagem terapêutica, seriam necessários mais estudos controlados em amostras de maiores dimensões e ao longo do tempo, para se poder determinar o papel concreto da suplementação e das modificações na alimentação das crianças afetadas por esta perturbação.

 

 

No Rafa cedo notei problemas de pele, nomeadamente descamações no interior dos dedos das mãos e pés e até queda de cabelo (associado a baixos níveis de zinco), mais acentuada na primavera e outono. Além de que sempre se notou a síndrome da perna inquieta - uma agitação motora muito comum em crianças com PHDA e que está associada a baixos níveis de magnésio. Coisas que começo a notar no Quico, sobretudo na pele. Alertada pelo neuropediatra que aconselhou suplementos logo no primeiro ano de medicação do Rafa (cerca de seis meses apos o início da ritalina) passei a introduzir, pelo menos duas vezes por ano - primavera e outono - suplementação. Assim, como estamos na época vou dar aos miúdos um reforço que lhes garante um aporte adequado para compensar os tais défices. Existem no mercado diversas escolhas possíveis e algumas especialmente indicadas para crianças com a perturbação de hiperatividade e défice de atenção.

 

Aconselho a todos os pais de crianças com PHDA que se informem com os respetivos médicos sobre a necessidade de suplementos e também para que fiquem atentos a sinais de deficiências nutricionais na pele, cabelos e unhas, além da perda de peso (sobretudo quando medicados com melfetedinato) ou atrasos no crescimento.

Por outro lado, a abordagem ao tratamento da PHDA deve ser abrangente e sobretudo, devemos ter consciência, como pais, de que por si só a terapia farmacológica (só medicação) não é suficiente, devendo ser acompanhada por uma terapia comportamental e nutricional.

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:06

Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

 

 

que finalmente tivemos no sábado

 

uma avaliação que estava prevista e que, dadas as circunstâncias, aguardavamos ansiosamente....pelo menos para voltar a fazer a medicação mais ajustada, uma vez que só com o Rubifen, o Rafa não tem grandes alterações na sua PHDA

 

Apesar de ter pensado em levar também o Quico, acabei por deixá-lo com os avós e ter apenas o Rafa como foco da atenção. A consulta foi marcada para as 10H30, hora que me agradava mais do que noutras consultas (marcadas muito tarde) pois é sempre mais fácil que ele colabore de manhã.

 

Lá fomos para a clínica e a grande preocupação do Rafa era ter de passar algum tempo com a psicóloga...Parece gostar bem mais do Dr. Claro que isso tem que ver com o grande à vontade com que o Dr. Luís o recebe...

A consulta foi essencialmente de avaliação do desempenho escolar do Rafa. Tive de mostrar a caderneta e os mais de 10 recados enviados pelos professores, o que para um miúdo com PHDA não é uma situação «anormal». O comportamento dele não foi o melhor na última semana de aulas e como castigo a professora de ciências fez uma ficha surpresa cujo resultado foi catastrófico....Falamos ainda da dificuldade que o Rafa tem em anotar tudo o que se passa nas aulas e de não ter atenção, a datas por exemplo ou a pedidos de tarefas específicas.

 

Tal como foi solicitado pela diretora de turma, o Dr. mandou um relatório com o seu parecer, em que para além de mencionar a PHDA e suas caraterísticas, também contém algumas dicas para que em sala de aula, os professores lidem com a perturbação do Rafa da melhor maneira.

 

A medicação também foi revista, mantendo-se em quase tudo idêntica - embora por enquanto com o Concerta 36mg de manhã e apenas introduzindo o rubifen 10mg depois das 15H30, em SOS. O Risperdal continua a ser necessário, como aliás eu já tinha notado (tanto no aumento da agressividade, na instabilidade de humor e claro, na falta de sono - sem medicação ele adormece mesmo muuuuuito tarde e acorda inúmeras vezes durante a madrugada). Este médico como sempre alivia-me a alma, com o seu tom calmo e sereno e as suas dicas ternas - diz ele para eu cuidar mais de mim, não me martirizar a levar o Rafa de hora a hora para a cama dele - deixá-lo dormir comigo, para que eu também descanse (diz que não vai ser para sempre, custa mais numa criança com PHDA abandonar a mãe mas acabará por acontecer e nada disto vai ter sequelas maléficas...lol)

Quanto aos tiques, medos, agressividade e outros pormenores que vou notando no Rafa, mais uma vez o Dr. me explicou que só em cerca de 25% dos casos de PHDA, esta é «pura» ou seja, em todos os outros existem comorbilidades associadas, patologias que podem ser mais ou menos grave consoante o grau em que se manifestem - terei portanto de continuar atenta.

 

De resto, o rapaz está com 50 kg e 154 cm ou seja, pesa mais do que eu e tem uns escassos 2 cm a menos do que a minha pessoa....Coisa para não me preocupar com possíveis abrandamentos no crescimento (dado que esta medicação poderá ter esse efeito, sobretudo em tomas prolongadas como é o caso)

 

Ficou combinado nova visita daqui a seis meses mas a qualquer altura poderei falar com o medico, caso hajam alterações ou situações extra...

 

Já agora um livro que me foi recomendado pelo Doutor e que aqui partilho convosco, de Carolyn Webster-Sratton

 

 

Os Anos Incríveis 

 

sinopse

 

A maior parte dos pais deseja que os seus filhos tenham sucesso na escola, respeitem os pais, sejam felizes e saudáveis e façam boas amizades. Ao longo de mais de 300 páginas este livro apresenta práticas parentais positivas, princípios para gerir o comportamento infantil e estabelecer relações positivas com as crianças; além de abordar temas comuns à infância, como os medos, o roubo, a mentira e a promoção das competências sociais, emocionais e académicas.

 

à venda em boas livrarias (preço Fnac - 22,21€)

 

postado energia-a-mais às 09:11

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