A Hiperactividade vista à lupa

Segunda-feira, 02 de Março de 2015

Todos já devem conhecer a história - aquele miúdo que por estar sempre a dizer mentiras, quando falou verdade ninguém se acreditou...

 

Lá vem isto a propósito dum comentário que li aqui e que me fez remeter para o que ouvi dizer na última palestra/debate dinamizada no âmbito do trabalho no Núcleo de Apoio a Pais. A maioria dos professores que me abordou nesse dia,tinha esta ideia «PHDA existe no entanto não existem crianças com PHDA» - o que existem são miúdos preguiçosos, mandriões, mal educados....os pais medicam porque querem, muitos pelos vistos medicam mesmo sem os médicos prescreverem! São esses os mesmos professores que mandam recados para casa, logo no início da escola porque «o aluno não se concentra, está sempre a perturbar a aula, não se consegue trabalhar com ele e prejudica o rendimento da turma»...

 

Não sei o que falha, informação existe, até demais - qualquer pessoa pode consultar na net tudo o que necessita sobre esta perturbação. Pode informar-se ainda através de meios mais pessoais, recorrendo a quem vive essa experiência na pele, falar com profissionais de saúde, etc. Existem cursos para quem precisa de saber lidar mais de perto com a PHDA, seja na qualidade de professor, seja como pai. Existem muitos livros que ajudam a compreender e mostram técnicas e estratégias a utilizar! mas a informação parece estar a passar de forma errada!!

Pergunto, como mãe, sou obrigada a aprender cada vez mais, tenho de ser Mãe - no sentido de educar; tenho de ser professora - porque a escola não sabe ensinar uma criança assim; tenho de ser médica - porque acham que sou eu que decido se dou, quando dou e como dou a medicação; tenho de ser psicóloga - porque afinal ninguém sabe ouvir os miúdos e parece que ninguém se importa com o que eles pensam sobre o que os afeta diretamente! que papel tem então a escola? os médicos? os profissionais de saúde?

E depois de tudo isto ainda tenho de levar com a dúvida «porque a PHDA existe mas como todos agora são hiperativos ninguém sabe quais são os verdadeiros!!!» Ora tenham dó!!! e não se notam diferenças é isso? não é óbvio que só a falta de vontade leva aos comentários deste tipo?

 

postado energia-a-mais às 13:49

Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2014

 

ou a tal escola «inclusiva»

 

no nosso país o sistema educativo tem muito que se lhe diga - vem do tempo da «outra senhora» e as sucessivas «reformas», têm sido feitas apenas com base em ideologias políticas, ao sabor portanto da dança governativa. Nos últimos tempos, com a entrada em cena do atual governo, voltamos a ter as tais «reformas». Sempre que isto acontece o que muda realmente? e muda-se para melhor?

 

Também gostava que me explicassem o conceito de escola «inclusiva». Incluir crianças com «diferenças» numa escola cujo sistema de ensino assenta no comportamento padrão, significa o quê? que essas crianças são tratadas tendo em conta as suas especificidades ou que simplesmente são incluídas numa padronização que não quebre rotas/metas pré-estabelecidas?

 

supostamente: 


«Uma escola inclusiva é aquela onde todos os alunos são aceites e educados em
salas regulares e recebem oportunidades adequadas às suas habilidades e necessidades.
O princípio orientador da declaração de Salamanca de 1994 é de que todas as escolas
deveriam receber todas as crianças independentemente das suas condições físicas, sociais,
emocionais ou intelectuais (Carvalho, 1998).
Segundo Ainscow e Wang (1997), a escola inclusiva não exclui aqueles que
possuem dificuldades severas, mas mostra-se aberta à diversidade e apresenta propostas
curriculares adaptadas às necessidades dos alunos.»

 

assim o diz o Tratado de Salamanca

 

Ora transpondo esta teoria para a realidade das nossas escolas é isto de facto que encontramos? para que as alterações tenham impacto, as leis devem regular e no nosso caso a lei é omissa. E quando falamos de crianças com PHDA nem lei temos...nesse caso como vamos garantir que a estrutura funcione? É por isso que continuamos a ouvir coisas como «o meu filho tem hiperatividade e por acaso tivemos sorte com o professor mas...» sorte? temos de esperar ter «sorte»?

 

Nos EUA as crianças com PHDA podem estar num espaço próprio que os acolhe em momentos de tensão (por exemplo antes de testes, quando o comportamento é mais instável) e onde podem simplesmente relaxar. Um espaço pensado para proporcionar a estes miúdos maior conforto através de métodos e técnicas simples como musicoterapia ou yoga com exercícios de relaxamento que os ajudam a descontrair, eliminar a tensão e regressar à sala de aula com a atenção mais focada para os trabalhos escolares. Na Finlândia, os alunos com PHDA são ajudados com terapia comportamental, em salas próprias, estudadas para que seja trabalhado com estas crianças as suas dificuldades em gerir por exemplo, o local de arrumação dos materiais, a gerir o tempo das tarefas, a eliminar estímulos indesejáveis, etc. É possível por exemplo dividir as tarefas mais complexas em tarefas mais pequenas, intercalando com uma atividade lúdica orientada para o trabalho de memorização/concentração, ou que a criança esteja mais tempo de pé, trabalhando e reforçando rotinas e comportamentos.

 

Por cá a realidade é bem diferente. Ninguém diz que não concorda com a tal ideia de escola «inclusiva». No entanto, os docentes mencionam sempre o facto de terem alunos com comportamentos «perturbadores» como motivo para turmas com menor rentabilidade, garantindo que assim prejudicam o ritmo de aprendizagem dos alunos ditos «normais». E muito frequentemente marginalizam, consciente ou inconscientemente os alunos que demonstram certas dificuldades de aprendizagens, ou melhor dizendo, ritmos diferentes de percurso! Sobretudo, minimizam e rebaixam os problemas desses alunos e com frequência ostracizam as crianças, quer com comentários, quer com atitudes que revelam total falta de competência para o desempenho de funções tão delicadas como as de docente! Frente à turma, e falo por experiência própria fazem coisas como rasgar os desenhos dessas crianças porque não correspondem aos padrões, chamam o aluno de «preguiçoso», «burro», «incapaz» ou simplesmente ignoram o esforço maior que esses alunos fazem só para terem chegado ao fim de uma tarefa ou dos tpc...abundam os recados para os encarregados de educação sobre os comportamentos desadequados como «falar com os colegas, levantar-se constantemente, não terminar os trabalhos» mas nunca um único recado a anunciar «o seu educando conseguiu ler um texto sem ajuda, fez um desenho que está exposto na parede da sala, foi escolhido para tomar conta do animal de estimação da turma...»

E o espaço escolar? Nada de adaptações, o espaço físico das salas de aula não contemplam diferenças (não falo de rampas de acesso a deficientes motores ou casas de banho preparadas para cadeiras de rodas), quanto mais espaços individualizados, salas de auto-relaxamento ou materiais e recursos específicos...espaços que permitam uma atividade alternativa para a criança com PHDA quando está incapaz de acompanhar a turma, materiais que tenham em conta as suas dificuldades de motricidade fina, um local que sirva de refúgio para o relaxamento. Gostava por exemplo que alguém me dissesse qual o espaço utilizado para que a criança, perante um comportamento perturbador, possa efetivamente ser colocada, sem que para isso seja simplesmente expulsa da sala...é que não conheço nenhum caso concreto. Já casos em que a criança é colocada fora da sala (não sendo intervalo, fica simplesmente no corredor sem funcionária a supervisionar), fechada numa casa de banho ou até numa arrecadação (e sim, são casos verídicos, conheço os detalhes, nomes e locais e são muitos, não um ou dois...) isso conheço. Nem sequer vou falar dos espaços de recreio. Negligenciado tão somente é o que tenho a dizer. Como local onde melhor se fazem as aprendizagens a nível das competências sociais - o respeito pelos outros, o espaço social - e tendo as crianças com PHDA mais dificuldades nas relações inter pessoais, cumprimento de regras de conduta em grupo, este é um local onde maior quantidade de «problemas» surgem. Porque não existem estratégias, simplesmente. Não há um plano a ser seguido, ninguém que o implemente e que o monitorize...não se tem em conta sequer!

 

Isto é o que chamam de escola «inclusiva» no nosso país. Bem sei que esta situação de crise, com profundas alterações sociais que se vive em portugal, tem implicações. Que se fala em retrocesso com menos técnicos nas escolas, menos meios e menos recursos. Mas sejamos honestos, a crise não pode servir como desculpa para tudo o que vai mal. Nem o dinheiro é fator único na elaboração de estratégias de intervenção.

Se, ao invés de estarem absorvidos pelos seus problemas pessoais, os docentes se unissem em torno da chamada «escola pública», exigindo uma mudança sim mas na base - no que realmente importa, se lutassem por um sistema mais equilibrado, mais justo, mais virado para a cidadania, exigindo a revisão das tão proclamadas «metas curriculares» (cujos planos são elaborados por mentes seguramente elitistas e viradas para uma ideologia partidária) e questionassem os programas a que hoje em dia estão sujeitas as nossas crianças do ensino básico (para não falar da idiotice que grassa nos graus de ensino seguintes) então diria que pelo menso alguma coisa estaria a ser feita na defesa do ensino para todos. Infelizmente isso não acontece, mesmo!

 

Isto é apenas a minha reflexão pessoal sobre esta assunto, como mãe de duas crianças portadoras de PHDA e com mais de 10 anos a lidar de perto com casos de falta de acompanhamento nas escolas, como coordenadora de um grupo de apoio a pais da APDCH. Com todas as ressalvas e todas as exceções - que também as há felizmente! 

 

 

postado energia-a-mais às 12:53

Quarta-feira, 20 de Novembro de 2013

 

mete-me imensa confusão...na verdade esqueçamos o políticamente correto, isto mete-me é nojo!

 

 

Jornal de Notícias 

 

 

 

gostava de ver os portugueses unidos em torno de um símbolo, de um país, não de um homem! seja ele quem for, não passa de um homem! e já vimos que esse que hoje «endeusam» já falhou muitas vezes, como é normal aliás, exatamente porque é um ser humano. Tem falhas, erros e muitos dias maus, como qualquer um de nós. 

 

Quando se trata de levar o nome de um país, seja para que tipo de representação for, quando falamos de Seleção, não podemos reduzir toda uma equipa a um único representante. A única maneira de uma equipa ser reconhecida como tal é existir como conjunto e não como soma de individualidades - mas talvez o futebol seja diferente, sei lá eu! afinal parece que o povo está reconhecido a um único jogador e basta! são ideias...

 

Eu cá tenho a minha! e continuo a achar que Portugal é muito mais do que Ronaldo! e já agora, lembrem-se que das últimas vezes que alguém se recusou a «endeusar» um jogador em detrimento da Seleção (por acaso o homem nem é português) e nos fez ver Portugal como Nação, em torno de um símbolo - a bandeira nacional - Portugal conseguiu a melhor prestação de sempre numa competição tão importante a nível internacional!

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 10:24

Quinta-feira, 04 de Julho de 2013

 

 

expliquem-me lá isso mas de maneira que eu entenda...

 

e não me venham com a lengalenga de que os mercados bolsistas vão abaixo, de que as taxas de juro disparam, que isto em termos internacionais é o descalabro....blá blá blá. Isso para mim são tretas, sou uma portuguesa comum, desempregada comum, com problemas comuns, cujo único mercado que conheço é o municipal (onde compro frutas e legumes cada vez mais caros e onde vejo cada vez menos bancas...) as taxas de juro não me interessam nada, até porque altas ou baixas, só posso contar com o que me entra ou sai da minha bolsa (a que trago a tiracolo).

Quanto ao ficar mal visto lá fora, para mim é-me indiferente, não são eles que me pagam as contas, já demos muito dinheiro a ganhar a países que se safam com o mal dos outros...

Vítor Gaspar não teve competência para nada a não ser na demissão, Portas devia ter-se demitido logo à partida quando percebeu que era apenas figurante, temos um PR que mostra sinais de demência cada vez que abre a boca, temos um PM que anda a brincar aos governos e que acha que o poder é algo para a vida, agarrado com super-cola3, mesmo que o governo já não exista...

 

portanto vá! quero que me digam exatamente em que tragédia vamos cair se estes (des)governantes que nos deixaram na penúria, com uma larga maioria sem trabalho, sem salários dignos e na incerteza de cada vez mais cortes, forem daqui para fora...e já agora provem em que é que esta política seguida até agora, nos tem benificiado e que sinais vocês conseguem ver de que está a resultar...

 

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 13:51

Quinta-feira, 27 de Junho de 2013

 

 

mas geralmente espera-se que afete a vida da maioria das pessoas

 

 

a pergunta «mas uma greve geral resolve os problemas?» é a mais parva que se pode fazer! uma greve é uma forma de contestação única, essencial a quem trabalha e mais ainda para quem está desempregado - é a mais forte pressão social e a que mais obriga a repensar políticas e estratégias. Isso na essência, claro! na pratica sabemos que nem sempre é assim...a não ser quando a greve é bem pensada, quando as pessoas se unem na causa e quando as estruturas sindicais cumprem bem o seu papel (veja-se a greve dos professores). A ideia de que os sindicalistas são um bando de papões a gozar com o erário público vem de quem nunca fez nada pelos outros e não vê para além do seu umbigo. 

 

Sou pela essência! acredito no poder da contestação, na força da greve! e afirmações destas são a prova de que tenho razão:

 

Passos Coelho: “País precisa menos de greves e mais de trabalho” 


só quem se revê nesta política pode concordar. O país precisa é de mudar de governo, precisa de novas políticas e mais emprego. A greve é a capacidade de olhar para a frente e acreditar na mudança. Os portugueses trabalham bem, sentem-se é traídos por quem governa



 


imagem da net




postado energia-a-mais às 10:11

Sexta-feira, 30 de Novembro de 2012

 

e menos «choninhas» (nem sei se o termo existe ou se é escrito desta forma mas no norte, pelo menos na minha zona é ponto assente que quem se deixa ficar - é choninhas!)

 

 

e a verdade é que quando o governo acaba de aprovar o orçamento mais duro (e mais estúpido) da história do país, quando P. Coelho ainda vem dizer com aquele ar de «choninhas» que tem de fazer mais cortes e que vai cortar na educação porque tem margem para o fazer até porque acha que devem ser os contribuintes a pagar se não quiserem ser analfabetos, do que é que a maioria dos portugueses fala? do bónus da tolerância de ponto no Natal...na opinião de muitos, «ainda bem» que o governo «dá» essa prenda... 

 

É por isso que gosto dos estivadores pá! não se deixam «enganar» com engodos destes, tipo presentes envenenados. Além do que, digam o que disserem, estes homens dos portos são determinados e isso é o que mais falta faz ao país - determinação! (não confundir com a obsessão do 1º ministro)

Também não entendo o rol de críticas que lhes fazem. Isso de dizerem que ganham mais do que a média nacional (de gritos! até parece que a média nacional é o ordenado do CR!) ou de que eles estão a prejudicar o país, fazendo parar as exportações (! como se não houvessem empresas a fechar todos os dias!). Mas o melhor é dizerem que são tipos sem cultura nenhuma, um bando de arruaceiros...porque fazem GREVE (que é só o direito número um de quem trabalha).

 

Pois eu acho que a luta deles faz todo o sentido. Admiro a força que demonstram e a união que transparece nas suas decisões. E acho que deviamos ser todos mais «estivadores». Porque se continuarmos a engolir e calar, daqui a pouco teremos um imposto sobre o ar que respiramos - Choninhas!

 

postado energia-a-mais às 09:12

Segunda-feira, 29 de Outubro de 2012

 

 

a coisa muda logo de figura...ou por outras palavras, só quando nos toca percebemos o que realmente pensamos

 

 

Aqui na zona muita gente que me conhece sabe, naturalmente da minha (não) situação profissional. Muitos sabem que estou a receber subsídio de desemprego pois estive a trabalhar num local público e portanto muita gente notou o meu desemprego. Obviamente muitos, cedendo ao típico e predileto passatempo nacional de falarem da vida dos outros, ja teceram um ou mais comentários...

Isso nem sequer me aborrece. A minha vida a mim e aos meus, diz respeito, os que estão de fora podem alvitrar o que quiserem e bem entenderem. Mas claro que quando falam diretamente comigo sobre o assunto não me coibo de mostrar o que penso sobre a actual situação de trabalhadora/inserida - desempregada, sem direitos mas com todos os deveres a que me obriga o IEFP para me dar aquilo que por direito tenho a receber - o tal subsídio, ao qual para ter acesso, bastaria em princípio cumprir os requisitos de ter trabalhado e feito os respectivos descontos. 

 

Pois que para muitos, estou a ser mal agradecida. Deveria dar-me por contente por ter sido «inserida». Ao que parece, a maioria concorda que «inserir» sem remuneração uma pessoa só porque ela tem direito ao subsídio de desemprego, é uma ideia maravilhosa do governo para evitar «chulices» dos desempregados ao estado. Já o facto de o estado ter de continuar a pagar o subsídio, mantendo a pessoa desempregada, quando afinal até havia emprego numa instituição, continua a ser um assunto que não interessa aprofundar. Porque na cabecinha da maioria o que é bom é que assim os desempregados não estão em casa, sem fazer nada, a receber o subsídio. Claro que o tipo de trabalho que o mandem fazer, também não interessa a ninguém. Se está ou não preparado, se tem ou não conhecimentos, se deixa de dispor do seu tempo (inclusive para procurar trabalho, pois que a isso está obrigado), se o que lhe dão é uma inserção a termo certo, sem possibilidade de integração no futuro, isso não são motivos de interesse para as tais cabecinhas.

 

Acontece que uma dessas «cabecinhas» que via muitas vantagens nos tais programas do IEFP ficou desempregada. Após anos a trabalhar como administrativa, a cabecinha foi agora «inserida» numa escola. A cabecinha anda agora a limpar vidros e chão, casas de banho e tudo o que faz parte do serviço de uma assistente operacional. Mesmo continuando desempregada, tem de fazer o mesmo que as funcionárias pagas, no horário que foi estipulado, por acaso dificultando a recolha do filho que tem numa outra escola e para o qual tem agora de se socorrer de um ATL (como administrativa trabalhava das 09h00 às 17h30, agora está até às 18h30)

De repente, numa conversa que tivemos num encontro casual no supermercado, percebi que a cabecinha está agora revoltada. Afinal já não vê utilidade alguma nos programas de inserção. E não consegue andar motivada sabendo que nem emprego tem, apesar de estar «obrigada a trabalhar» para não perder o mísero subsídio de 419,22 aos quais ainda terá de descontar os 6% para um dia poder ter reforma {#emotions_dlg.lol} do tempo em que está sem trabalho...estes gajos do governo são uns peritos em ironia!

 

depois da conversa, ainda vim a matutar na tal ideia «engraçado, como tudo muda de figura quando a coisa é pessoal» mas sinceramente, espero que ela consiga ganhar alento, até porque estou a sentir na pele o que é ir todos os dias para um local de trabalho sem qualquer tipo de motivação e sem aquela sensação de recompensa que sentem os que são pagos pelo empenho e tempo que dispendem no serviço que fazem...

 

 

postado energia-a-mais às 09:12

Sábado, 02 de Junho de 2012

 

 

imagem retirada da net

 

 

 

Cá por casa gosta-se de futebol. Viver com mais homens à volta tem destas coisas...os miúdos adoram bola, a mãe gosta de lhes fazer companhia, as brincadeiras e jogos de consola passam invariavelmente por este tema. E depois há a paixão pelo clube. Que não se explica, simplesmente vive-se. Isto para dizer que sim, andamos a par das últimas notícias.

Vai começar o Euro 2012. Temos sido bombardeados com toda a espécie de apelos para que se apoie a selecção de futebol. Dizem que Portugal tem boa onda... Eu gosto de futebol. Não gosto é de sentir que fazem da selecção um motivo maior, que «endeusam» uns fulanos e que os elevam à categoria de ídolos, só porque fazem parte de uma equipa de futebol. Representam o país? e quê?? isso torna-os superiores a quem trabalha de sol a sol, a quem produz da melhor maneira que sabe, o melhor vinho, o melhor azeite, os mais belos sapatos? mais - a estes pagam balúrdios, dão mordomias de «reis», oferecem prendas de arregalar?

Então quando vejo nas televisões toda a loucura que se apodera do pessoal ao ver um dos «eleitos» até me apetece vomitar...juro! ao que se sujeitam só para poderem vislumbrar os tais «ronaldos», «nanis» e companhia...uns emproados que só olham para o próprio umbigo e que se acham o máximo porque toda a gente beija o chão (relva) onde pisam.

 

Não entendo esta acérrima defesa de uma modalidade em detrimento de tantas outras...muitas das quais, onde temos excelentes representantes e que dignificam o nome do país. Bem sei que isto é uma questão cultural, na verdade só pode ser! daí que para muitos portugueses que vivem actualmente o drama de uma crise que os empurra para o desemprego, para a destruição do nível de vida, isto do futebol e da selecção seja um refúgio. Seja porque ao vibrarem com um golo, esquecem as amarguras, seja porque quando todos se sentem unidos em torno de algo e as coisas correm bem, o estado de espírito se anima, a alegria (e a tristeza) é contagiante e acredita-se no impossível.

 

 

É por isto que aos miúdos vou dizendo que não se deve olhar para os jogadores como se eles fossem os «melhores do mundo». Que não se deve copiar certos exemplos e que é preciso exigir mais de quem leva o nome de Portugal escrito nas camisolas. É por isso que não vamos na onda! podemos ir ao lado, cumprindo com a nossa parte, esperando que cumpram a deles!

 

E já agora, uma vez que entretanto hoje houve jogo e até perderam, não será tempo de admitirem que a humildade lhes faz muita falta? sem onda ok?

 

postado energia-a-mais às 22:54

Quarta-feira, 25 de Abril de 2012

 

 

sou das que acha que o 25 de abril tem de ser muito mais do que uma data de calendário

 

os meus pais desde cedo me incutiram o respeito pelo que o 25 de abril representava, ao longo dos anos muitas foram as lutas que o meu pai, sindicalista e acérrimo defensor dos direitos dos trabalhadores travou e que acabei por viver também de forma intensa à medida que ia crescendo e que me tornava mais consciente. Recordo cada história repetida sobre o 25 abril e sobre os capitães que deram o «corpo ao manifesto» para que o povo tivesse voz. A Liberdade é o valor mais precioso do ser Humano. Deixar morrer o 25 de abril é deixar morrer a liberdade....

 

 

cantei-a muitas vezes em menina e faço questão de a trautear aos meus filhos. As canções que marcam a revolução fazem parte do meu imaginário. São elos que unem uma nação e que motivam, mostram a força das palavras que podem ser mais certeiras do que armas!
tenho pena que nos tempos que correm, as pessoas se tenham acomodado, deixam-se «guiar» como cordeirinhos, fazendo parte de um sistema que beneficia apenas quem comanda...
Será que não existem motivos e atropelos que cheguem para que se lute por um futuro melhor? mais digno? e porque é que cada um de nós não faz a sua própria revolução? as coisas só funcionam quando as pessoas se decidem a avançar!
agora que se está a voltar ao tempo em que direitos essenciais como a educação e a saúde estão a ser entregues nas mãos de uma elite mais afortunada, agora que os trabalhadores viram ser retirados direitos conquistados pela geração anterior, agora que aumentam os casos de pobreza extrema....não será altura de fazer algo para mudar o rumo?
por este andar, num país que confunde apatia com «pacifismo» e que se transformou num marasmo, as gerações futuras (as dos meus filhos incluídas já) nunca saberão o que foi o 25 de abril do longínquo ano de 1974...
postado energia-a-mais às 08:34

Sexta-feira, 16 de Março de 2012

 desde há muito que percebi que teria de ter na escola um aliado, só que para isso às vezes teria de fazer «guerra»

 

o Rafa nunca me deixou «descansada» desde o inicio do seu percurso escolar. Quando o tentei matricular pela primeira vez no ensino público, estava ele com idade de frequentar a pré (antes, foi a tortura de ter uma ama e das tormentas por que passei para deixar um bébé de meses entregue a alguém que nao sabia lidar com ele) Entre conversas com a educadora e visitas ao estabelecimento onde o matriculei (antes de estar diagnosticado) fiquei com a ideia que tudo iria correr bem - nessa altura achava (como acham os pais estreantes nestas coisas) que os «problemas» de comportamento do Rafa seriam detetados caso fosse uma situação mais grave e que a escola teria mecanismos de apoio e acompanhamento precoce que seriam uma ajuda bem vinda. 

Puro engano - a primeira reação foi desvalorizarem e minimizarem as situações apresentadas, mesmo que elas fossem dificeis de gerir pela própria educadora...mas dar parte de «fracos» isso não! a educadora, conhecedora de muitos casos «problemáticos» (algo que parece ser comum a todos os docentes seja qual for o ano e qual for a escola) e muito sabedora na arte de lidar com meninos «difíceis» achou melhor ignorar todos os sintomas. Vómitos, recusa em comer, birras tremendas, fugas da sala...seriam apenas «fases» que depois de um período de adaptação, passariam e dariam lugar ao gosto de participar nas atividades como qualquer outra criança. Mas «fases» que nunca mais passam podem ser muito desgastantes...e quando as soluções apresentadas não resultam, podemos começar a ver a escola de outro modo...«se o menino se recusa a ficar na sala e a participar é a mãe que tem de o fazer entender que a escola lhe faz bem» isto é uma solução? uma ajuda? «a mãe não pode ficar nervosa quando o vem deixar...tem de o deixar e pronto.» eu? nervosa por o deixar na escola? eu quero que ele fique na escola, eu preciso que ele fique...mas que fique bem!! «é melhor ficar com ele na sala, mãe. Pode ser que assim ele fique mais calmo...» só pode estar a brincar, certo? se querem que seja eu a ficar na sala, mais vale ter o miúdo em casa...até que fica claro ao final do primeiro período que a «fase» é afinal mais complicada do que achavam e que teriam de haver adaptações por parte da escola, coisa que pelos vistos, as escolas nem sempre estão preparadas para fazer...

 

De estabelecimento público para IPSS pouco mudou na tentativa de me darem soluções. Embora o tenham encaminhado para a psicóloga, na tentativa de normalizarem o comportamento e as atitudes, as estratégias dentro da sala, pouco diferenciavam das usadas para com outros miúdos e após um ano de turbulência, o segundo (e que seria o último antes da entrada no ensino básico) terminou após o periódo de natal.

 

Entretanto chegou um diagnóstico e com ele muitas alterações em casa. Pais mais confiantes e ajudas com fármacos que melhoravam o comportamento e as reações dele. Mesmo assim, até aos ajustes da medicação atuarem de modo visível e os seus efeitos serem realmente eficazes, houve um primeiro periodo letivo em que tive de ser uma espécie de guardiã do portão da escola e fazia um esforço tremendo para o levar até lá, suficientemente motivado para voltar no dia seguinte. Ajudas? tenho de reconhecer que tive. A iniciativa partiu de mim... «arrisquei» e fui frontal desde o início. Conversei com os responsáveis e falei desta perturbação que lhe tinha sido diagnosticada, falei do modo como agia com ele em casa, das estratégias que considerava serem as mais corretas para que ele superasse as dificuldades inerentes à PHDA. Esclareci recorrendo ao apoio da APDCH e ao médico que o acompanha. Do outro lado? tive uma escola recetiva e uma professora empenhada. Dizem-me outros pais que tive sorte...reconheço que sim! mas nós pais e sobretudo as nossas crianças não podem depender da «sorte». O papel da escola não pode ser desigual, dependendo do estabeleciemnto de ensino ou de quem nele leciona. Existem métodos e estratégias que devem ser adotadas por todos. Para que haja uma igualdade nos critérios e nas exigências. Para que não se esteja dependente da opinião pessoal de quem tem o poder de decidir por que lado a escola vai seguir....

 

Agora o Rafa frequenta o quinto ano. Depois de um início atribulado com muitas faltas, muitos recados, muitas chamadas à escola, muita conversa minha, muito mostrar relatórios e muitos esclarecimentos, lá atravessamos um período de acalmia. Os resultados nos testes nunca foram o problema. Já mencionei algumas vezes que o Rafa é um menino muito inteligente (até acima da média) e com atributos de memória auditiva e visual apurados (comum em miúdos com esta patologia). Se concentrado, com ajuda da medicação e suficientemente motivado - quer em casa, quer na escola - ele consegue ser excelente aluno! tudo o resto, comportamento, atitude para com os professores e os pares, reação dele às dificuldades, podem ser, com a dose certa de disciplina e elogios, exigência e flexibilidade superadas.

 

Como coordenadora da APCH estão-me sempre a chegar às mãos casos e casos de falta de entendimento por parte da escola, muitas vezes única e exclusivamente preocupada em resultados, quase sempre entendendo desvalorizar o que os pais tentam fazer passar. Dizer que estes meninos devem ser «integrados» numa escola que pretende ser «inclusiva» é quase sempre sinónimo de uma tentativa de normalizar o que não é de facto «normal» e de ignorar o que realmente importa - as diferenças destas crianças (e de outras com NEE).

E é por isso que decidi, com a devida autorização, publicar uma carta de uma mãe dirigida aos professores do seu filho, mostrando o que sente verdadeiramente alguém que sofre com a PHDA, tantas vezes erroneamente tida como uma perturbação sem significado, uma alteração benigna que para ser alterada depende da força de vontade da criança e da maior imposição de disciplina dos seus pais...e reparem, como sem nos conhecer-mos e sem ter-mos tido qualquer contacto antes, o que esta mãe revela na carta, vem ao encontro do que atrás descrevi.

Não importa o nome nem a escola, agradeço no entanto à D. pela disponibilidade e pela sua luta

 

«Carta à escola e professores do meu filho, A.(...)

Estou desiludida, triste e magoada com a forma como alguns professores têm tratado o meu filho dentro da escola.
Sempre fui defensora dos professores, afinal são eles que nos ensinam a ser adultos, que ensinam os futuros políticos, engenheiros, doutores, carpinteiros, electricistas e todas essas profissões tão dignas que farão com que o nosso mundo funcione e melhor…
Eu tive professores assim, que me faziam sentir feliz e segura dentro da escola, que me motivavam e elogiavam, que salientavam os meus pontos positivos e ajudavam a aceitar e ultrapassar os negativos…
Que tinham como objectivo a inclusão, o respeito mútuo mas acima de tudo o amor pelo ensino e pelos seus alunos, o prazer de ensinar e a capacidade de fazer a diferença.
Quando o meu filho iniciou a vida escolar fiquei feliz, ele sempre foi um menino inteligente e perspicaz…muito activo, é verdade, mas sempre com resultados excelentes…talvez porque também teve o privilégio e a sorte de ter professores excelentes!
Sempre senti que havia algo de diferente com o André, nunca o escondi e várias vezes pedi ajuda à escola e aos professores para estarem atentos e verem se viam o mesmo que eu, tanto é que o André teve a sua primeira avaliação psicológica na escola aos 8 anos e a partir daí nunca mais deixei de tentar “descobrir” o que se passava com o meu filho!
Desde que iniciou o segundo ciclo tudo se complicou…passou a ser mais ansioso, desorganizado e desmotivado, auto-estima baixa, crises de choro, acompanhadas muitas vezes de cólicas, vómitos e até diarreia!
Na minha inocência de mãe, achava que eram apenas desculpas para não ir à escola e sempre, repito : SEMPRE o obriguei a ir à escola, mesmo quando ele me liga da casa de banho da escola a chorar e a implorar: “ Mãe, por favor tira-me daqui, tu não sabes o que seu sofro!” – nunca o fui buscar e, apesar de ficar arrasada por dentro e com o meu coração apertado, sempre o obrigo a ir à aula e lhe desligo o telefone…
Agora dou por mim a pensar que contribuí para isto tudo, que não protegi devidamente o meu filho!
Outras mães teriam ido imediatamente à escola, discutiam com os professores e protegiam os seus filhos…eu não, limitei-me a acreditar que ele era o culpado de tudo – pois a verdade é que ele não consegue mesmo estar quieto e assumo que se me faz perder a mim a cabeça, melhor fará perder a cabeça de quem não o “pariu” como eu e não o ama como eu, de quem não se habituou já a ser mais tolerante como eu…venceu-me pelo cansaço…admito…
Tantos recados na caderneta, tantas queixas do A., SEMPRE O A.
Eu própria acabei por permitir que o rotulassem…porque não gritei, não briguei, não o defendi, não exigi!
Mas eu não sabia tudo, ele não me conta, podem não acreditar, mas como ele acha que eu estou sempre “do lado dos professores”, deixou de me contar…e como a primeira vez que eu reclamei em relação ao Senhor Professor de Música, ele ainda foi mais penalizado, humilhado e maltratado na sala de aula, passando a ter sempre negativa, independentemente daquilo que faça na aula a ir mais vezes para a rua ou simplesmente a não o deixarem entrar na aula, ficando à porta um tempinho e só entrando mais tarde que os colegas, vai-se lá saber porquê! Sei estas coisas porque os colegas me contam…
Então deixei de ir à escola, impotente e com a esperança que ele recuperasse o interesse que tinha tão grande em aprender. Sim, ele ADORAVA a escola, absorvia tudo…e era feliz lá.
Agora não é, tem sofrido humilhações e maus tratos psicológicos, situações graves que o têm afectado imenso, que o fazem sofrer e estar revoltado…perdeu a confiança e eu também.
Era suposto o meu filho estar em segurança dentro da escola, não ser vítima de ninguém, muito menos de professores!
Era suposto eu estar despreocupada e não ter necessidade de escrever esta carta à escola a pedir, como MÃE : POR FAVOR, NÂO MALTRATEM O MEU FILHO!!
Não o vou permitir mais, nunca o devia ter permitido! Mas como podia eu saber? Como podia eu imaginar sequer que um professor, neste caso até são mais iria discriminar desta forma o meu filho?
Então fala-se tanto de EDUCAÇÃO INCLUSIVA e estão a excluir o meu filho?
Apenas porque não o compreendem? Porque não sabiam lidar com a situação? Porque ele é diferente e dá mais “trabalho” que os outros?
O Professor de EVT dava-lhe sempre 2, agora passou para 1 ?!
Ele tem os trabalhos na pasta, eu até acho que estão muito bons tendo em conta a dificuldade que ele tem a nível de motricidade e destreza manual, que é típico em crianças com PHDA (hiperactividade com défice de atenção)…
1 é para quem não faz NADA! 1 é para lhe dizer tu não vales nada, para o desmotivar e lhe “destruir” a auto-estima! 1 é para o chumbar!
Não vou permitir…CHEGA! O ano passado foi igual com EVT e Musica, teve sempre 2 e no final do ano passou com 3! Para quê? Porque o maltrataram o ano todo para depois lhe darem o 3?
Nem merece nota pelo esforço? Por tentar? Até lhe deram negativa em trabalhos que fez comigo!
Considero isso um “ataque” ao meu filho e agora, depois de tantos relatórios e psicólogos, sim, porque o meu filho anda no psicólogo, eu ainda não desisti dele, nem vou desistir ao contrário do que estes professores fizeram, depois de toda esta caminhada venho a saber que afinal o meu filho sofre de maus tratos na escola?
Também fiquei a saber o nome do problema dele PHDA…afinal o meu filho não é um mal-educado, afinal e não sou “uma tonta que devia dar mais educação ao meu filho em vez de tanto mimo”, como disse a professora de Inglês/Português…
Afinal estávamos TODOS errados…também assumo a minha culpa, pois fiz muita asneira antes de descobrir o que passa com o meu filho, mas também fiz uma promessa: Vou fazer tudo o que me for possível para que ele volte a ser feliz na escola e a recuperar o gosto por aprender que ele tinha.
Mas para isso preciso de ajuda, não posso andar a medicar o meu filho e ir às consultas de psicologia se depois o continuarem a maltratar na escola.
Senhora professora de EVT: NÂO QUERO mais o meu filho na arrecadação a fazer cópias e tabuadas! De pé, encostado ao lavatório toda a aula? Quem lhe deu esse direito? E ainda foi dizer ao meu filho que quer marcar um dia para falarmos sobre o facto de a senhora achar que o meu filho não FAZ NADA nas aulas de EVT?
Ainda pretende assustá-lo mais? Porquê? Decidiu entrar em “guerra” com uma criança?
É ridículo…ele tem 11 anos e os professores supostamente são os adultos dentro da sala de aula e como tal devem ser os primeiros a dar o exemplo, a mostrarem valores…como podem exigir respeito de uma criança depois de o maltratarem e de o humilharem?
Se ele está a fazer cópias e tabuadas é normal que não faça trabalhos de EVT…Mas marque o dia que eu terei muito gosto em ir visitar a arrecadação para ver como a senhora teve a coragem de humilhar e descriminar o meu filho dessa forma! Uma professora? Se os professores de EVT não estão em condições psicológicas de dar aulas que metam baixa ou atestado e que fiquem o lugar disponível para professores interessados em ensinar!
Estes professores têm prejudicado a vida e a saúde do meu filho, ao ponto de ele vomitar e ter cólicas antes destas aulas!
Agora já têm um diagnóstico, agora cabe a vocês senhores professores decidirem se vão continuar a prejudicar o meu filho ou se aceitam que erraram, como eu também já aceitei. Se estão dispostos a começar de novo e a colaborarem na minha luta pela recuperação da felicidade e auto-estima do meu filho e ajudá-lo a acreditar que os professores não vão voltar a tratá-lo mal.
Apenas pretendo saber: o meu filho está realmente seguro na vossa escola? Acho que ele merece um pedido de desculpas por parte destes professores e merece ser avaliado correctamente e com justiça, pois existe muita diferença entre os “favoritos” e os “indesejados” e uma coisa eu garanto : não o vou permitir mais!
O meu filho merece uma avaliação justa e merece ser bem tratado dentro da escola e a partir do momento em que foram informados do diagnóstico dele tinham “obrigação moral” de olharem para as avaliações dele e verem o tão injustos que têm sido, tanto no desempenho escolar, como no comportamento, pois ele não está quieto porque não consegue mesmo, se bem que agora que está medicado e tenho a certeza que isso já está a mudar!
Tirem o rótulo ao meu filho de mal-educado, não o descriminem mais e por favor ajudem-me a faze-lo feliz e a voltar a acreditar que as pessoas erram, mas que também assumem que erraram e sabem pedir desculpa por isso…
Apenas quero agradecer à professora e directora de turma F. R., pois sei que nunca desistiu do A., ele respeita-a, confia em si e vê-a como uma amiga.
Agradecer também à Psicóloga P. P. que apesar de tanto trabalho tem sido o meu apoio.

Obrigada!

(...), 7 de Março de 2012»

 

Não digo mais nada, acho que não vale a pena!

 

 

 

postado energia-a-mais às 08:43

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