A Hiperactividade vista à lupa

Domingo, 24 de Janeiro de 2016

e seguir com a partilha neste blog! Tenho andado a pensar se vale a pena continuar a postar neste blog - afinal foi criado para ser um registo do que é viver com miúdos cuja «energia» ultrapassa o padrão, mesmo quando o padrão já não é o mesmo de antes...e embora nada se tenha alterado, embora a PHDA esteja sempre presenta na nossa Vida, o andar dos dias não tem permitido um registo muito assíduo!

 

No entanto, tantas são as dúvidas que nos assolam enquanto pais de miúdos com caraterísticas «especiais» que penso que seria uma fraqueza não continuar a deitar cá para fora esta incerteza que nos obriga a procurar respostas. E hoje ao assinalar os 15 anos de vida do meu filho mais velho, o desafio maior, constato que muito do que fui aprendendo nesta jornada, o devo a ele - faz por isso todo o sentido escolher o dia de hoje para assinalar o «regresso» à escrita...

 

 

e assim vira-se a página e continua-se em frente!!!

 

postado energia-a-mais às 08:13

Segunda-feira, 13 de Abril de 2015

estão a descredibilizar cada vez mais a grave perturbação de hiperatividade e défice de atenção!!

 

Este é um assunto polémico, porque tudo o que não é consensual levanta polémica. A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) é um dos transtornos mais usuais nos dias de hoje. Parece que uma epidemia grassa por aí e pelos vistos é contagiosa (not) uma vez que se espalha a uma velocidade estonteante e atinge crianças cada vez mais novas!! fico siderada com o número cada vez mais alarmante de casos diagnosticados (e medicados).

Eu, que lido com esta patologia há mais de 10 anos, quer em casa, quer por ser a minha ocupação a tempo inteiro enquanto coordenadora dum grupo de apoio a pais (que trabalha essencialmente os dois contextos - família e escola, dando formação, levando informação a quem a solicita, fazendo o acompanhamento de casos e apostando na correta percepção da PHDA) nunca esperei ter cada vez mais dúvidas, em vez de mais respostas...mas a verdade é que cada vez me sinto mais confusa! 

São pais que me chegam com miúdos cujo diagnóstico foi feito pela escola, são crianças com «défice de atenção» que não demonstram outras manifestações a não ser na escola, são cada vez mais casos de crianças que não «reagem bem» à medicação!!! o meu cérebro fica logo em alerta vermelho!!! será que não está na altura dos «especialistas» atenderem a estes sinais? será que não está em risco uma quantidade cada vez maior de crianças por causa dos chamados falsos diagnósticos? uma vez o Dr. Lobo Antunes considerou que era bem mais grave não diagnosticar uma criança com PHDA, do que diagnosticar em «excesso». Eu reconheço no Dr. Lobo Antunes um grande especialista na matéria e não posso deixar de concordar de que uma criança que não é diagnosticada enfrenta uma batalha para a vida...mas sinceramente os miúdos que são diagnosticados erradamente também estão a sofrer (junto com toda a família) e por vezes até a colocar em risco um futuro bem mais promissor!

Que diabo! uma PHDA para ser diagnosticada não se resume a «défice de atenção» na escola! este é um sinal de que alguma coisa está mal sim - mas na escola!! e vamos lá a assentar isto nas bases médicas e científicas - sendo a PHDA uma perturbação neurológica (o que por si só já diz muito sobre a prevalência) com 3 tipos de especificadores (o desatento, o impulsivo e o misto) a taxa de casos de uma PHDA de tipo desatento é muito menos comum do que a de tipo misto!! quer isto dizer que quando se fala em PHDA, o maior número de casos demonstram sem dúvida que o portador desta patologia tem por norma manifestações tanto de desatenção, como de agitação motora/impulsividade! o que tem toda a lógica, uma vez que se trata de uma «deficiência» na regulação dos neurotransmissores cerebrais e portanto o mais comum é que isso afete todas as áreas do individuo (seja na parte da desatenção, não conseguir manter o foco, seja no falar demais, seja na impulsividade, seja na agitação, não conseguir estar parado)

Sim, existem casos em que a manifestação mais notada é a desatenção - e por isso é que os especialistas entenderam este subtipo, no entanto é mais raro, acontece menos vezes, quase sempre nas raparigas, ainda menos nos rapazes! e sim, existem também casos em que se notam muito mais as questões ligadas à agitação, à impulsividade, sem os critérios de diagnóstico da desatenção - mas são casos ainda mais raros (mesmo assim, mais comuns nos rapazes)

Portanto, pais - não é comum uma PHDA afetar «apenas» a atenção!! desconfiem sempre dum primeiro diagnóstico desse tipo, mesmo que achem que foram feitas as avaliações corretas (por norma questionários aos pais e aos professores) e mesmo que achem que não vale a pena uma segunda opinião - desconfiem! mas desconfiem ainda mais se os sinais que recebem após iniciarem a medicação forem - ele/ela não «reage bem» ao concerta ou ao ritalina, vamos experimentar o rubifen! o que é «não reage bem»??? são raros, muito raros os casos em que a criança (ou jovem ou adulto) não tem melhorias com o metilfenidato (o psicoestimulante usado no tratamento da PHDA) pode acontecer sim, mas por norma já na fase da adolescência e isso porque o organismo sofre alterações decorrentes da idade e da própria patologia. Nos mais pequenos, se estiverem bem diagnosticados o metilfenidato atua sim! Acontece que em muitos casos a medicação não é de facto necessária - não é, porque a criança não tem PHDA! é por isso que não funciona com o ritalina ou concerta...ah mas tem melhorias com o Rubifen que tem o mesmo princípio ativo - sim, porque a dose é muito baixa!! aliás uma criança de 7 ou 8 anos com peso adequado à idade e que sofra de PHDA raramente sente efeitos com o rubifen, exatamente porque a atuação é reduzida, por isso introduz-se um medicamento de ação prolongada - Concerta ou Ritalina (atenção que aqui ressalvo os casos em que existem as chamadas comorbilidades, patologias associadas e em que se poderá ter necessidade de outro tipo de medicação, ou de não usar a tal substância e usar outras mais eficazes, mas isso são excepções)

Este post não vai ser bem recebido por muitos pais! eu sei...vai ser do tipo - mas quem é esta que vem agora dizer que devemos desconfiar dos especialistas??!! na verdade, só eu para ser «atrevida» assim  mas digo, isto de ver cada vez mais e mais crianças com medicação assusta-me mesmo! desconheço todos os motivos para este tipo de «falsos diagnósticos» mas posso apontar alguns, fruto da minha vivência e das experiência de todos estes anos, com diferentes intervenientes no processo:

- as escolas estão cada vez menos adequadas às crianças, as metas curriculares são ridículas, o método pedagógico não é o mais indicado, os programas são demasiado extensos e confusos, as turmas demasiado grandes, demasiadas pressões - tudo isto leva a um número cada vez maior de crianças que não acompanham o ritmo, que sentem dificuldades na aprendizagem (tentem fazer as fichas de TPC do 2º e 4º ano e vejam se vocês pais, não sentem dificuldades...), que se distraem facilmente, que não estão motivados/concentrados  

- existem cada vez mais fatores externos que condicionam as aprendizagens - crianças de famílias em ansiedade por não terem rendimentos suficientes, pais desempregados, pais e professores desmotivados, vida louca de correrias e pressões (distúrbios de ansiedade, «saltar» o pequeno almoço, não ter rotina de sono adequado, certos casos de depressão - tudo isto pode ter manifestações semelhantes às da PHDA, o que confunde os diagnósticos)

- as avaliações «apressadas», feitas com base em relatórios da escola, sem avaliação integral dos diferentes contextos, a necessidade de fazer «poupar» recursos, a interpretação errónea dos comportamentos relatados...

Enfim! são motivos mais do que muitos para se chegar a um diagnóstico incorreto!! eu insisto que o critério da idade (ter «diferenças» desde muito cedo, ser notório que antes dos 4-5 anos já as manifestações de agitação, descoordenação motora, dificuldades em articular discurso verbal estão presentes) e o critério das manifestações iguais em diferentes contextos (mostar o mesmo tipo de comportamento na escola, em casa, na rua, no parque, no café...) são as grandes bases dum diagnóstico correto!

 

Este texto é de opinião, como tal não obedece a nenhum tipo de motivação extra, seja de lançar mais confusão ou causar mais preocupações, é um exercício pessoal de reflexão - se alguém achar que pode ser importante repensar o assunto, partilhe! 

 

 

 

postado energia-a-mais às 23:14

Quarta-feira, 08 de Outubro de 2014

em estilo montanha russa são um hábito cá em casa

 

A PHDA dos miúdos manifesta-se em muitas das nossas rotinas e mau seria se ainda não me tivesse habituado ao longo dos 13 anos do Rafa, a estes solavancos...

Apesar das diferenças dos meus rapazes, cada um com caraterísticas próprias e a tal mistura genética explosiva, as perturbações que afetam o mais velho são complexas e é com ele que continuo a ter mais dificuldades. A sua instabilidade é grande e tanto estamos a ter um momento feliz e descontraído, como no momento seguinte temos um turbilhão incontrolavel...às vezes noto alguns progressos no seu comportamento, especialmente na questão do autocontrolo e no empenho em terminar tarefas. Mas tanto vejo um passo à frente, como reparo nos passos para trás! sei que isto é mesmo assim e que só com persistência os resultados se tornarão mais consistentes. São perturbações crónicas e irão fazer parte do seu caminho ao longo dos anos, espero que se tornem compatíveis com a sua forma de vida no futuro!!

Se durante uns dias tive um Rafa mais comprometido com o nosso «contrato anual» e disposto a cumprir a sua parte para levar a bom porto os objetivos definidos, nestas duas últimas semanas acabamos por ter muitos momentos aflitivos. Por coisas banais, quase imperceptíveis para os outros, o Rafa teve crises de explosão nervosa assustadora! Continua a ter muita dificuldade em estar em ambientes com muita gente (daí a crise da aula de EF) como piscinas, balneários ou restaurantes...nas nossas mini-férias tantas vezes o Rafa fugiu literalmente para dentro de casa, sempre que havia mais gente na piscina, ou como insistia em sair para tomar café apenas quando não estava ninguém na sala de cafés (e era já um milagre dispôr-se a acompanhar-nos). Ainda não se expande muito em manifestações de carinho, em casa fazemos «terapia do abraço» e instituímos a rotina do «beijo de boa noite», coisas que já consegue fazer, embora às vezes ainda do seu jeito típico (de raspão...) preocupa-me principalmente a sua relação com o Quico. Não são muito próximos e muitas vezes o Rafa nem se lembra do irmão...mas pode ser surpreendente um gesto como o de me acompanhar num dia destes para ir buscar o mais novo à escola - tão surpreendente que o Quico teve uma reação de puro êxtase quando o viu lá!

Lidar com o Rafa é como nunca saber onde colocar os pés! parece que estamos sempre sobre algo frágil, como os ovos...a qualquer momento racham, partem, sabe-se lá...

 

Vamos aos solavancos, um dia de cada vez!

 

 

 

postado energia-a-mais às 11:19

Quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

 

 

em miúdos com PHDA, tranquilidade no regresso às aulas é algo que demora tempo e muita paciência (de pais e educadores)

 

Se para todos as outras crianças ditas «normais» já é complicado por vezes lidar com este retorno depois de tantas férias, imagine-se o que se passará numa cabecinha sempre a mil! o grau de ansiedade, o aumento das instabiliadde de humor, a dificuldade em regressar às rotinas e tudo o que faz parte desta época!

 

Para pais como eu, que tenho de lidar com este acréscimo de atenção e stress, algumas dicas (e por favor, quem tiver outras para partilhar, agradeço que as deixem por cá também {#emotions_dlg.smile})

 

 

Se a criança está a fazer medicação mas interrompeu no período de férias, não esquecer de introduzir novamente antes uma semana do início das aulas para que o organismo se habitue gradualmente. 

Insisto na ajuda preciosa das listas e de como a preparação diária das tarefas simplificam e evitam muitas das crises (birras) comuns a estes dias. Faça listas com a ajuda da criança e seja persistente na sua utilização!

A regulação do sono é fundamental, o horário de dormir deve ser cumprido rigorosamente! muitos pais acham que deitar cedo é ir para a cama à meia noite (!).  Em tempo de escola cá em casa nunca ultrapassamos as 22h30, mesmo com dois miúdos com PHDA e um deles com perturbação do sono diagnosticada aos 4 anos - esse é ajudado com medicação mas as rotinas de deitar são sempre a principal ajuda! Ter rotinas definidas e mesmo certos rituais a cumprir faz com que a hora de ir para a cama seja encarada com mais naturalidade - demora tempo a implementar (garanto) mas consegue-se! e a saúde de todos agradece!

Uma coisa que deve tentar sempre é antecipar as escolhas de roupas e lanches para a noite anterior. Deixar tudo pronto para na manhã seguinte ser mais fácil e mais cómodo para todos. No meu caso, foi preciso ajuda extra para que a hora de vestir não fosse um tormento sem fim (e posso garantir que quando digo tormento, é porque não encontro melhor palavra....durante muito tempo!). Fazer o Rafa obedecer à simples regra de vestir as peças de roupa ordenadamente obrigou-me a procurar estratégias mais originais. Os bonecos de feltro com roupa que se pode colar com velcro ajudaram imenso! são uma espécie de treino para estas crianças - saber que peça de roupa vestir, por que ordem e não esquecer nenhuma parte fundamental! garanto que funcionam.

Outra ajuda são os relógios de tarefas como este que desenhei para o Quico (obrigada Mafalda Queiroz pela dica e pela ajuda na construção). Uso imagens porque para ele é muito mais simples de entender (dado as suas dificuldades na leitura - aqui o importante é simplificar!). Um relógio que tem como função mostrar as mais importantes tarefas do dia (em casa) e cujos ponteiros é ele que vai mudando

 

  

 

Para crianças mais velhas (como no caso do Rafa) podem usar-se chek lists que se podem atualizar sempre que necessário (por exemplo para introduzir tarefas de responsabilidades - caso de arrumar o quarto, limpar a mesa, levar o lixo lá fora, etc.)

Não se esqueça também de reorganizar o espaço para estudo (se necessário) limpando tudo o que se foi acumulando em férias e proporcionando um ambiente acolhedor e mais favorável aos trabalhos de escola. Coloque um quadro de cortiça para anotar recados, datas de exames (testes) TPC, tarefas e recompensas. Ajuda a criança com PHDA a manter o foco!

E não abdique do tempo de brincadeiras com o seu filho! o tempo que passa com ele quando está em casa é precioso e pode mudar a atitude com a escola para melhor! seja proativo e tome a iniciativa de participar nas brincadeiras. Não massacre com perguntas de «como foi a escola» mas guie as conversas de forma a saber o que por lá se passou sem ser estilo interrogatório! e se os primeiros dias não correrem assim tão bem, não desista! vai ter um ano inteiro para implementar estratégias diferentes, lembre-se que a persistência é a chave do sucesso com estes miúdos!

 

Bom regresso à escola!

 

 

 

postado energia-a-mais às 12:06

Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

 

 

Qualquer pai sabe o «terror» que é levar os miúdos às compras....e os pais de crianças com PHDA, esses então, sabem que é uma tarefa digna de heróis {#emotions_dlg.blink}

 

 

 

  imagem da net

 

 

O que têm de diferente miúdos com PHDA quando colocados em sítios públicos de consumo? tudo!!! são uns furacões imprevisíveis perante as montanhas de solicitações e excitantes prateleiras repletas de óbvias tentações! por norma não vemos um miúdo com PHDA a fazer aquelas irritantes (mas normais) birras de bater com os pés ou punhos no chão, enquanto esperneiam e gritam. Se os vossos filhos são desses que vos fazem corar numa fila de supermercado, estejam descansados que não têm um filho com esta patologia. A diferença, a grande diferença, é que uma criança que tenha PHDA nunca vai esperar na fila {#emotions_dlg.sarcastic}! Ela pega o que quer e simplesmente corre para fora da loja. Ou tenta «despachá-la» logo ali....Nunca me esquecerei das corridas loucas que fiz atrás do Rafa, das caras de reprovação e das desculpas perante os seguranças que acabavam estafados antes de conseguirem pôr a mão num miúdo de 4/5 anos (e quanto mais velho pior, a diferença é que eu aprendi a controlar melhor a situação).

Portanto uma das dicas infalíveis é «evitar levar os miúdos às compras». No entanto há alturas em que simplesmente não se pode evitar e outras, como no regresso à escola em que será até bom para eles (para se aperceberem de custos, de escolhas possíveis e de gestão de necessidades) fazerem parte ativa do processo de compra.

 

Ora como fazer então para conseguir sobreviver a um dia de compras com eles?

Primeira dica - planear! tudo mesmo. Desde o local, o tempo que se prevê demorar em cada loja (optar por comparar percursos entre lojas caso não se escolha tudo num sítio só, até a localização dos produtos nas prateleiras). Lembre-se que uma criança com PHDA não consegue estar muito tempo num mesmo sítio, por isso faça uma gestão acertada das suas compras. Por vezes é preferível dividir por dias diferentes (um dia roupa e calçado por exemplo, noutro material escolar). No plano use todas as estratégias ao dispôr como a escolha atempada dos produtos através de catalogos ou site das lojas. 

 

Segunda dica - faça uma lista e «prepare» antecipadamente a cabecinha dos miúdos «não está na lista não é para ir ver/levar». A lista é uma aliada muito útil. Serve para que a criança tenha uma pré visão do que vai efetivamente comprar (para além de nos guiar a nós), pode ser usada no local como ajuda para manter a atenção da criança no que realmente interessa (é bom que seja a criança a levar a lista e assim fica mais atenta ao que levar, riscando o que é comprado, orientando-se melhor) e claro, evita compras desnecessárias. É um método eficaz sobretudo se for usado de forma persistente. Cá em casa uso listas para quase tudo com os miúdos pois é a única forma que tenho para que não se dispersem!

 

Terceira dica - estabeleça um orçamento e obrigue a que coloquem o preço do que compram à frente do produto. Ajuda a ter sempre as coisas controladas e é mais um método para reforçar a capacidade de atenção dos miúdos.

 

Quarta dica - saia da loja com eles se algo começar a fugir ao seu controlo. Nada de avisos no local «olha que saio já e ficas aqui com as compras, blá, blá blá....». Os avisos devem ser feitos antes de saírem de casa e reforçados à entrada da loja, depois, caso algo corra mal, deve simplesmente encaminhar-se para a saída e fazerem outra tentativa noutro dia.  Garanto que é preferível do que andar um dia inteiro atrás dum miúdo com PHDA, a correr com os sensores das lojas a apitarem quando ele cruza a saída com algo que agarrou ou a ter de se desculpar perante os gerentes....e sei bem do que falo!

 

Faça das compras um motivo de divertimento e encare-o como mais uma estratégia para ajudar a sua criança com PHDA a orientar-se melhor. Ao longo do tempo ele vai começar a ter mais noções de como usar estas ferramentas de controlo, será sempre um comprador impulsivo mas terá mais hipóteses de não se meter em «alhadas» quando adulto, se desde criança começar a controlar essa tendência com alguns truques como estes {#emotions_dlg.happy}

 

 

Boas compras!

 

 

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 07:36

Segunda-feira, 19 de Maio de 2014

 

 

 

imagem da net

 

 

O tempo voa! quando damos por ele, constatamos que o deixamos escapar de repente e muita coisa se passou sem que o tenhamos feito parar!

 

A nossa vida cá por casa, tem sido um carrocel por vezes desgovernado. A falta de tempo para o essencial (tempo para apreciar as pequenas coisas que fazem a diferença) tem sido o maior obstáculo. Bem sei que ser mãe de dois miúdos já é para muitas mulheres, sinónimo de pouco tempo para tudo o resto...ser mãe de dois, cada um com patologia de PHDA, com necessidades específicas e diferentes dos outros miúdos, não ter o pai a dividir as tarefas básicas, manter tudo o resto dentro do funcional, é tarefa mais do que exigente, sendo evidente que fico cada vez mais com o tempo contado! Já não me lembro de quando foi a última vez que tirei um pouco de tempo para simplesmente «não fazer nada»....as migalhas que aproveito são para espreitar o blog, tentar manter um registo que me dê, anos mais tarde uma perspectiva das coisas.

 

Coincidência, ou não, este é um período em que revivo com grande intensidade, através do meu filho mais novo, o ciclo mais difícil que vivi com o mais velho! nada me preparou, com o Rafa, para a imprevisibilidade de ter um verdadeiro «furacão» em casa. Desenganem-se os pais que acham que os seus filhos são «traquinas», «agitados» ou mesmo os que usam o termo «hiperativo» para os descrever. Na sua grande maioria, esses pais estão equivocados! De todos os casos que conheço, pouco, mesmo poucos, se podem comparar ao trajecto tempestuoso do meu filho mais velho! acreditem que se tivessem de viver os momentos que eu vivi, teriam muita dificuldade em descrever as crianças usando os adjectivos que atrás mencionei....aliás, ainda hoje, quando olho para certas cenas, tenho dificuldade em encontrar as palavras certas para o descrever! 

Felizmente demorei algum tempo a perceber, até por não ter comparação possível, que esses momentos alucinados, não eram o comum entre as crianças...nem todas eram assim! digo felizmente porque assim consegui separar as águas e quando o Quico nasceu a minha visão era já bem diferente!

 

Ao longo dos anos fui contornando as dificuldades, mantendo a minha atenção nos detalhes e não me deixando influenciar por pré-conceitos. Quase que por instinto separei os comportamentos do mais novo em «cópia do ambiente em que nasceu» e «aquilo que lhe pertençe pelos genes». Nem sempre a linha foi fácil de delimitar porque é impossível dissociar o que se vive do que faz parte de nós à nascença! mas acabei por entender que muito do que vivo com o meu mais novo, já antes o vivi (com diferença de faixa etária em que ocorre) com o mais velho.

 

O autêntico «el niño» que o Rafa era aos 4 anos, vibra agora em toda a força nos 7 anos do Quico! a turbulência é a mesma. O Quico não para um segundo, está sempre ligado à corrente, não deixa nada quieto no sítio, nunca percebe quando o dia acaba, não consegue comer sem estar a mexer-se (ou a saltar, ou a correr, ou a mexer noutra coisa qualquer), fala sem parar, nunca consegue ouvir nada até final, não olha para a TV mais de 5 minutos sem saltar ou dar pinotes, não consegue acertar o traço de um desenho, pintar sem borratar tudo, escrever é um conceito que continua a ser um desafio....imaginem o que é na escola! mesmo com a ajuda da medicação (que se faz notar na sala de aula, sobretudo durante a manhã e início da tarde) em casa tenho um autêntico ciclone!

 

A minha esperança é que este padrão se mantenha - ou seja, aguentando mais uns 3 anos de turbulência física com todas as suas consequências para o funcionamento de uma casa, terei depois uma fase de desgaste psicológico cerrado (que acontece entretanto com o Rafa) mas poderei dedicar-me a esse período sem andar de gatas pelo chão...não digo que o grau de exigência não seja ainda maior, simplesmente esta fase em que nada fica no sítio onde deixo por mais de dois segundos desde que o mais novo chega da escola, bule com os meus nervos! opá na verdade, bom mesmo era ter tempo para tudo!

 

 

postado energia-a-mais às 10:34

Terça-feira, 01 de Abril de 2014

 

ou as «fórmulas» que ajudam o dia a dia de crianças como as minhas!

 

 

 

 

 

Para miúdos que constantemente são chamados à atenção (exatamente pela falta dela) pode ser penoso, sobretudo em contexto escolar, evitar embaraços perante os amigos (e professores). Muitas vezes, esquecemo-nos que por baixo do rótulo que insistem em colar-lhes à testa, existem crianças que sofrem com graves efeitos a nível de auto-estima, insegurança, ansiedade na hora de mostrar um trabalho ou responder a uma questão.

 

O Quico, agora com 7 anos (continuando a ser muito imaturo) começa a ter plena consciência das suas dificuldades, das reprimendas da professora por não ter atingido o que era suposto com determinda tarefa, da «chacota» dos meninos que nesta idade pode ser tão cruel quanto descabida. Daí que muitas vezes, apesar do reforço da psicóloga que na escola acompanha o seu percurso, tenho em casa de trabalhar com ele a sua «timidez».

 

Por vezes basta estar com atenção às suas atitudes para me aperceber do que se vai passando em sala de aula. Outras tenho mesmo de «puxar» por ele para conseguir adequar as minhas estratégias! Desde o não mostrar os TPC com medo de não estarem bem feitos, a ser menosprezado na sala perante os colegas por ter sido ajudado pela mãe, a não ter trabalhos individuais expostos tal como outros meninos...vou tentando «sacar» dele as possíveis reações. Não quero dizer que seja tudo negativo. Ele evoluiu muito no último período, conseguindo no teste anterior de língua portuguesa (teste adaptado) obter os 100% o que quer dizer que atingiu plenamente os objetivos. Esse trabalho refletiu-se numa melhor classificação nas matérias a que não faz teste diferenciado (matemática e estdo do meio) e melhorou o rendimento de trabalhos de casa e tarefas extra. Isso não foi apenas fruto da medicação, claro! Nitidamente as aulas de apoio e a professora que lhas dá, com uma maior preocupação em elogiar o seu empenho, têm feito muito bem!

 

Quando o Quico sente maior dificuldade, eu aposto em fazê-lo verbalizar. Expressar o que sente e pensa é uma tarefa difícil mas fundamental. Como já referi a sua imaturidade nota-se bastante ainda, pelo que usar métodos mais práticos resulta melho do que apenas «falar» com ele!

Aqui vai o exemplo do lápis da concentração - sempre que tem uma ficha ou outro trabalho que precise de terminar junto com os colegas, o Quico entra na sala a dizer baixinho «concentra-te Quico, concentra-te Quico». É uma espécie de prece para que tudo corra bem...Achei interessante dar ao meu filhote uma ajudinha mais palpável. Peguei num dos lápis do estojo dele e arranjei a fórmula «mágica»: aquele é o lápis da concentração! Tudo o que for escrito com aquele lápis de certeza que vai sair bem, aquele lápis ajuda a concentrar-se. É amigo só do Quico por isso ele não o pode emprestar a ninguém!

 

Depois fizemos a exepriência com os TPC. Ele ficou a fazer uma tarefa enquanto eu saí. Quando regressei o Quico garantiu-me «mãe, tinhas razão, funciona mesmo, já fiz quase tudo olha! porque o lápis me ajudou a concentrar!»

 

E lá foi todo feliz com o novo ajudante na mochila, algo material que pode tocar, sentir, sempre que precisar e injetar aquela dose de confiança!

 

 

postado energia-a-mais às 19:17

Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2014

 

ou a tal escola «inclusiva»

 

no nosso país o sistema educativo tem muito que se lhe diga - vem do tempo da «outra senhora» e as sucessivas «reformas», têm sido feitas apenas com base em ideologias políticas, ao sabor portanto da dança governativa. Nos últimos tempos, com a entrada em cena do atual governo, voltamos a ter as tais «reformas». Sempre que isto acontece o que muda realmente? e muda-se para melhor?

 

Também gostava que me explicassem o conceito de escola «inclusiva». Incluir crianças com «diferenças» numa escola cujo sistema de ensino assenta no comportamento padrão, significa o quê? que essas crianças são tratadas tendo em conta as suas especificidades ou que simplesmente são incluídas numa padronização que não quebre rotas/metas pré-estabelecidas?

 

supostamente: 


«Uma escola inclusiva é aquela onde todos os alunos são aceites e educados em
salas regulares e recebem oportunidades adequadas às suas habilidades e necessidades.
O princípio orientador da declaração de Salamanca de 1994 é de que todas as escolas
deveriam receber todas as crianças independentemente das suas condições físicas, sociais,
emocionais ou intelectuais (Carvalho, 1998).
Segundo Ainscow e Wang (1997), a escola inclusiva não exclui aqueles que
possuem dificuldades severas, mas mostra-se aberta à diversidade e apresenta propostas
curriculares adaptadas às necessidades dos alunos.»

 

assim o diz o Tratado de Salamanca

 

Ora transpondo esta teoria para a realidade das nossas escolas é isto de facto que encontramos? para que as alterações tenham impacto, as leis devem regular e no nosso caso a lei é omissa. E quando falamos de crianças com PHDA nem lei temos...nesse caso como vamos garantir que a estrutura funcione? É por isso que continuamos a ouvir coisas como «o meu filho tem hiperatividade e por acaso tivemos sorte com o professor mas...» sorte? temos de esperar ter «sorte»?

 

Nos EUA as crianças com PHDA podem estar num espaço próprio que os acolhe em momentos de tensão (por exemplo antes de testes, quando o comportamento é mais instável) e onde podem simplesmente relaxar. Um espaço pensado para proporcionar a estes miúdos maior conforto através de métodos e técnicas simples como musicoterapia ou yoga com exercícios de relaxamento que os ajudam a descontrair, eliminar a tensão e regressar à sala de aula com a atenção mais focada para os trabalhos escolares. Na Finlândia, os alunos com PHDA são ajudados com terapia comportamental, em salas próprias, estudadas para que seja trabalhado com estas crianças as suas dificuldades em gerir por exemplo, o local de arrumação dos materiais, a gerir o tempo das tarefas, a eliminar estímulos indesejáveis, etc. É possível por exemplo dividir as tarefas mais complexas em tarefas mais pequenas, intercalando com uma atividade lúdica orientada para o trabalho de memorização/concentração, ou que a criança esteja mais tempo de pé, trabalhando e reforçando rotinas e comportamentos.

 

Por cá a realidade é bem diferente. Ninguém diz que não concorda com a tal ideia de escola «inclusiva». No entanto, os docentes mencionam sempre o facto de terem alunos com comportamentos «perturbadores» como motivo para turmas com menor rentabilidade, garantindo que assim prejudicam o ritmo de aprendizagem dos alunos ditos «normais». E muito frequentemente marginalizam, consciente ou inconscientemente os alunos que demonstram certas dificuldades de aprendizagens, ou melhor dizendo, ritmos diferentes de percurso! Sobretudo, minimizam e rebaixam os problemas desses alunos e com frequência ostracizam as crianças, quer com comentários, quer com atitudes que revelam total falta de competência para o desempenho de funções tão delicadas como as de docente! Frente à turma, e falo por experiência própria fazem coisas como rasgar os desenhos dessas crianças porque não correspondem aos padrões, chamam o aluno de «preguiçoso», «burro», «incapaz» ou simplesmente ignoram o esforço maior que esses alunos fazem só para terem chegado ao fim de uma tarefa ou dos tpc...abundam os recados para os encarregados de educação sobre os comportamentos desadequados como «falar com os colegas, levantar-se constantemente, não terminar os trabalhos» mas nunca um único recado a anunciar «o seu educando conseguiu ler um texto sem ajuda, fez um desenho que está exposto na parede da sala, foi escolhido para tomar conta do animal de estimação da turma...»

E o espaço escolar? Nada de adaptações, o espaço físico das salas de aula não contemplam diferenças (não falo de rampas de acesso a deficientes motores ou casas de banho preparadas para cadeiras de rodas), quanto mais espaços individualizados, salas de auto-relaxamento ou materiais e recursos específicos...espaços que permitam uma atividade alternativa para a criança com PHDA quando está incapaz de acompanhar a turma, materiais que tenham em conta as suas dificuldades de motricidade fina, um local que sirva de refúgio para o relaxamento. Gostava por exemplo que alguém me dissesse qual o espaço utilizado para que a criança, perante um comportamento perturbador, possa efetivamente ser colocada, sem que para isso seja simplesmente expulsa da sala...é que não conheço nenhum caso concreto. Já casos em que a criança é colocada fora da sala (não sendo intervalo, fica simplesmente no corredor sem funcionária a supervisionar), fechada numa casa de banho ou até numa arrecadação (e sim, são casos verídicos, conheço os detalhes, nomes e locais e são muitos, não um ou dois...) isso conheço. Nem sequer vou falar dos espaços de recreio. Negligenciado tão somente é o que tenho a dizer. Como local onde melhor se fazem as aprendizagens a nível das competências sociais - o respeito pelos outros, o espaço social - e tendo as crianças com PHDA mais dificuldades nas relações inter pessoais, cumprimento de regras de conduta em grupo, este é um local onde maior quantidade de «problemas» surgem. Porque não existem estratégias, simplesmente. Não há um plano a ser seguido, ninguém que o implemente e que o monitorize...não se tem em conta sequer!

 

Isto é o que chamam de escola «inclusiva» no nosso país. Bem sei que esta situação de crise, com profundas alterações sociais que se vive em portugal, tem implicações. Que se fala em retrocesso com menos técnicos nas escolas, menos meios e menos recursos. Mas sejamos honestos, a crise não pode servir como desculpa para tudo o que vai mal. Nem o dinheiro é fator único na elaboração de estratégias de intervenção.

Se, ao invés de estarem absorvidos pelos seus problemas pessoais, os docentes se unissem em torno da chamada «escola pública», exigindo uma mudança sim mas na base - no que realmente importa, se lutassem por um sistema mais equilibrado, mais justo, mais virado para a cidadania, exigindo a revisão das tão proclamadas «metas curriculares» (cujos planos são elaborados por mentes seguramente elitistas e viradas para uma ideologia partidária) e questionassem os programas a que hoje em dia estão sujeitas as nossas crianças do ensino básico (para não falar da idiotice que grassa nos graus de ensino seguintes) então diria que pelo menso alguma coisa estaria a ser feita na defesa do ensino para todos. Infelizmente isso não acontece, mesmo!

 

Isto é apenas a minha reflexão pessoal sobre esta assunto, como mãe de duas crianças portadoras de PHDA e com mais de 10 anos a lidar de perto com casos de falta de acompanhamento nas escolas, como coordenadora de um grupo de apoio a pais da APDCH. Com todas as ressalvas e todas as exceções - que também as há felizmente! 

 

 

postado energia-a-mais às 12:53

Segunda-feira, 03 de Fevereiro de 2014

 

«o Francisco teve um comportamento perturbador, constantemente falando e brincando com os colegas durante a última semana o que impediu o normal funcionamento da aula. Se este comportamento se mantiver será feita uma ocorrência. Mais informo que a segunda ocorrência será levada ao conhecimento do diretor da escola e a terceira ao diretor do agrupamento.»

 

e de modos que é assim...desanimada com isto. Comportamento perturbador é o quê exatamente num miúdo com PHDA? de cada vez que temos um passo para a frente, levamos com dois para trás...o recado veio no fim de semana, poucos dias depois de ter tido uma conversa com a professora, onde me foi dito que «o Francisco melhorou em termos de aprendizagem...» e que «deveria usufruir de maior flexibilidade no modo como se lida com ele na sala de aula e nas exigências que lhe são feitas» nomeadamente a nível de comportamento esperado...

 

Já disse isto várias vezes, um comprimido não é «milagroso» e não significa que de um dia para o outro, tudo vai correr bem. Cada caso é um caso e o organismo de cada um, é único, reagindo por isso de modo diverso. O Quico sofre imenso com os efeitos secundários mais graves deste tipo de medicação. Está constantemente com dores de cabeça e abdominais, tem náuseas matinais, sofre com a perda de apetite total...não tem sido fácil ajustar a medicação - por um lado a necessidade de aumentar a dose, por outro a necessidade de manter controlados os efeitos mais indesejáveis...

 

Fruto com certeza dessa maior instabilidade, o Quico tem andado muito desmotivado em relação à escola e os progressos que se notavam antes (sobretudo o querer fazer os trabalhos na sala, os tpc, o ir para a escola sorridente e confiante) estão rapidamente a esmorecer! e eu também..confesso! isto apanha-me num momento de conjuntura pessoal desfavorável. Estou cada vez menos esperançada quanto ao meu futuro profissional porque as ideias esbarram invariavelmente no único ponto que interessa - o financeiro. Sem investimento não há ideias que avancem...

Junte-se o Rafa com as suas exigências e desgaste psicológico, o marido ausente e um andar dos anos que se fazem notar a cada segundo...

 

Não, decididamente este arranque de um novo ano, não trouxe bons ares para estes lados...e isto é já tão recorrente que descofio que «encalhei»!

 

e por isso o blog está também a «encalhar» de vez... 

 

 

postado energia-a-mais às 13:50

Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014

 

do Rafa e da PHDA, já tive muitas opiniões

 

Nem sempre se manifestaram corretas ou muitos assentes em princípios científicos válidos. Também já escutei outras mais fundamentadas, sobretudo de médicos especialistas que concordam que a sua prevalência na vida adulta é muito significativa! conheço casos concretos que acompanhei ao longo dos anos e que mostram realmente a continuação na vida adulta, das caraterísticas de instabilidade conhecidas desde a infância nos portadores de PHDA.

 

Tendo em conta que cada caso é único e que depende de variáveis distintas (a própria PHDA tem diferentes níveis e subgrupos de tipo) sinto que muitas vezes, só porque a manifestação mais visível em criança (a agitação, irrequietude tantas vezes confundida com traquinice) e que mais «queixas» provoca dos outros, deixa de ser tão visível - não é provável que em adulto continuem a subir móveis, paredes, que empurrem para chegar primeiro - se deixa de dar atenção a outras caraterísticas! e isso faz com que em adulto o próprio descure a sua situação e só procure ajuda médica em casos limite...

 

A minha grande preocupação são as possíveis evoluções desta patologia, desde algumas comorbilidades associadas e que se manifestam cedo (o Rafa tem várias que o acompanham e que agora se acentuam), até outras que só aparecem mais tarde e que muitas vezes ficam escondidas. A chegada da adolescência é uma fase de viragem muito importante, mesmo que sem qualquer «problema» a não ser a típica fase da idade. Juntar a isso toda a instabilidade de uma patologia comportamental, faz uma diferença enorme.

 

Vivo com um menino que está a deixar de o ser em idade - 13 aninhos a fazer já amanhã! a adolescência já não vai bater à porta, vai entrar sem licença. E agora? 

 

 

 

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 12:44

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