A Hiperactividade vista à lupa

Quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

contra a falta de sensibilidade de um dos piores ministérios da educação de que tenho memória!

 

e a minha memória anda boa, felizmente - ainda consegue recuar uns valentes anos...

 

Não, melhor dizendo, protesto contra a falta de competência de quem insiste em enxovalhar um ministério que devia ser um dos mais exemplares de qualquer país que se diz desenvolvido. Protesto contra os repetidos e inconsequentes pedidos de desculpa proferidos com ar de arrogância (própria de quem sabe que está protegido contra erros) pelo ministro Crato e seus acompanhantes...

 

Protesto contra a falta de escrúpulos na hora de fazer cortes cegos que tiram o essencial (sim porque a escola é essencial) a miúdos sem alternativa e a famílias que lutam pela dignidade... 

Protesto contra a falta de bom senso que impera quando se fala de escola «inclusiva», quando se olha para as NEE como um fardo que é preciso eliminar da escola e da sociedade...

Protesto contra um país que remete sempre para os «outros» a responsabilidade do que corre mal, como se os «outros» não tivessem rostos, não tivessem nomes, não tivessem culpa...

 

e já agora protesto por ter um filho no 8º ano que continua sem ter aulas de francês, sem aulas de EV e que mesmo diagnosticado com perturbações que afetam o seu desempenho escolar vai ter a mesma avaliação, os mesmos critérios e as mesmas estratégias de ensino de todos os outros ditos «normais»....protesto! 

 

 

 

postado energia-a-mais às 12:24

Quinta-feira, 21 de Novembro de 2013

 

 

 http://www.publico.pt/sociedade/noticia/em-tres-anos-meio-milhao-de-criancas-perdem-abono-de-familia-1613303 

 

É daquelas coisas que faz me saltar a tampa - como se pode falar em incentivos à natalidade, quando na prática é isto que acontece? o nosso país não tem uma política de apoios verdadeiramente centrada na família. Aliás, não existe «política» alguma, tudo se resume a uma mera questão de números, esquecendo-se a essência. Mas mesmo tendo em conta apenas a visão redutora dos números - que raio de apoio é este que o Estado confere? (retirado da página da segurança social)


Montantes do abono de família para crianças e jovens com e sem majoração

 

Rendimento da família

Escalões

Valor do abono por criança ou jovem
Idade igual ou inferior a 12 meses Idade entre os 12 e os 36 meses Idade superior a 36 meses
1 Filho 2 Filhos 3 ou mais Filhos
1.º 140,76 EUR

35,19 EUR

70,38 EUR 105,57 EUR 35,19 EUR
2.º 116,74 EUR 29,19 EUR 58,38 EUR 87,57 EUR 29,19 EUR
3.º 92,29 EUR 26,54 EUR 53,08 EUR 79,62 EUR 26,54 EUR

 

 

 

 

 

 

 

Montante adicional

 É um montante de valor igual ao do abono de família para crianças e jovens, a atribuir no mês de setembro, que visa compensar as despesas com encargos escolares, atribuído às crianças e jovens:

  • Com idade compreendida entre os 6 e os 16 anos
  • Que estejam a receber abono de família correspondente ao 1º escalão de rendimentos
  • Se encontrem matriculados em estabelecimento de ensino.

Majoração do abono de família nas famílias monoparentais

Nas famílias monoparentais o montante do abono de família das crianças e jovens é majorado em 20% do valor do subsídio e respetivas majoração e bonificação.

 Chama-se a isto apoio? Eu estou no escalão A (porque estou desempregada lá me atribuíram este escalão) e recebo os tais 70,38€ pelos meus dois filhos. Tendo em conta que cada um ainda come, bebe, tem de andar vestido e precisa de consultas médicas, este apoio serve para o quê exatamente? 

 

Ora como não gosto de falar por falar, ponho aqui como comparação o que se passa no Luxemburgo (porque lá está o pai)

 

A taxa de contribuição para a segurança social é a mesma nos dois países - suportada pelo trabalhador 11% e o restante pelo empregador, num montante total de 32% do valor do salário, repito o igual nos dois países!

 


a) Allocations familiales
- montant pour 1 enfant 185,60
- montant pour 2 enfants 440,72
- montant pour 3 enfants 802,74
- montant pour 4 enfants 1 164,56
- montant pour 5 enfants 1 526,38
Majorations d'âge
- par enfant âgé de 6 - 11 ans 16,17
- par enfant âgé de 12 ans et plus 48,52
Allocation spéciale supplémentaire 185,60
b) Allocation d'éducation - montant plein 100% 485,01
- montant réduit à 50% 242,50
Revenu professionnel pris en compte en cas d’activité des deux parents
- 1 enfant à charge 5 305,62
- 2 enfants à charge 7 074,16
- plus de 2 enfants à charge 8 842,70
c) Allocation de rentrée scolaire (montant par enfant)
- 1 enfant de 6 à 11 ans 113,15
- groupe de 2 enfants 194,02
- groupe de 3 enfants et plus 274,82
- 1 enfant 12 ans et plus 161,67
- groupe de 2 enfants 242,47
- groupe de 3 enfants et plus 323,34

d) Allocation de naissance (3 tranches)
- montant par tranche 580,03
e) Allocation de maternité - maximum 16 semaines
- montant par semaine 194,02
f) Congé parental - indemnité forfaitaire mensuelle
- congé à plein temps 1 778,31
- congé à temps partiel 889,15
g) Boni pour enfant par mois / par enfant 76,88

 

e traduzo - as mesmas minhas duas crianças recebem pelo abono luxemburguês 659.17€. O mesmo rendimento familiar, o mesmo pai, a mesma mãe, as mesmas contribuições - condições absolutamente diferentes!


e depois vem um Mota Soares dizer que a segurança social tem de reduzir os apoios porque deste modo não é sustentável?! Insustentável é esta situação de pobreza em que vivem muitas crianças portuguesas!





postado energia-a-mais às 13:44

Quarta-feira, 24 de Julho de 2013

 

 

sai um ministro, entram três  {#emotions_dlg.amazed}

 

não poderia haver remodelação mais profunda do que esta! {#emotions_dlg.evil}

 

 

 

 

 

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 11:44

Sexta-feira, 05 de Julho de 2013

 

 

está todo um país em suspenso enquanto o governo encena episódios de uma verdadeira novela mexicana

 

Insustentável! cada passo do governo para manter as aparências soa a falso. Cada vez mais me convenço que somos governados por um bando de patetas que perderam a razão e se vão entretendo a jogar com o país.

As motivações de cada um parecem surreais. De Portas a Coelho, passando por Cavaco as entranhas dos jogos políticos são reviradas vezes sem conta, num desalinhamento entediante mas perturbador.

Acordamos de manhã e vemos que não há acordo...mas talvez possa haver. Se uma sair o  outro entra e talvez...Mas na hora do almoço nem uma coisa nem outra e pelo meio da tarde mais reuniões mais conversações, enquanto o silêncio oficial impera e os orgãos de comunicação alvitram soluções...

Impossível não ficar baralhados. Uma coisa é certa, nem Passos nem Portas mandam no país, muito menos o Presidente que ao que se julga deve ter uma opinião, mesmo que não seja a mesma por muito tempo (ou talvez nem ele próprio saiba muito bem o que pode opinar...afinal na opinião dele não deve ser competência do Presidente opinar sobre tal assunto...)

 

Entretanto e com a leveza de quem sabe que está impune a tudo (sobretudo pela apatia típica e pela cobardia dos portuguses) lá nos brindam ao fim do dia com uma notícia de que há entendimento: alegrem-se pois os temerosos tugas, agora sim! Sim, o entendimento é sólido (quem sabe cimentado com cuspe e tudo!) e vai durar...até que acabe...

 

«Novos» rostos, «novas» políticas, tudo se promete em nome da solidez, robustez e patetice habitual! agora sim, temos um governo novo! todos ficam satisfeitos pois os «compadrios» e «tachos» são mantidos em nome claro, da honra nacional e da segurança do povo!

 

 

postado energia-a-mais às 21:01

Quinta-feira, 27 de Junho de 2013

 

 

mas geralmente espera-se que afete a vida da maioria das pessoas

 

 

a pergunta «mas uma greve geral resolve os problemas?» é a mais parva que se pode fazer! uma greve é uma forma de contestação única, essencial a quem trabalha e mais ainda para quem está desempregado - é a mais forte pressão social e a que mais obriga a repensar políticas e estratégias. Isso na essência, claro! na pratica sabemos que nem sempre é assim...a não ser quando a greve é bem pensada, quando as pessoas se unem na causa e quando as estruturas sindicais cumprem bem o seu papel (veja-se a greve dos professores). A ideia de que os sindicalistas são um bando de papões a gozar com o erário público vem de quem nunca fez nada pelos outros e não vê para além do seu umbigo. 

 

Sou pela essência! acredito no poder da contestação, na força da greve! e afirmações destas são a prova de que tenho razão:

 

Passos Coelho: “País precisa menos de greves e mais de trabalho” 


só quem se revê nesta política pode concordar. O país precisa é de mudar de governo, precisa de novas políticas e mais emprego. A greve é a capacidade de olhar para a frente e acreditar na mudança. Os portugueses trabalham bem, sentem-se é traídos por quem governa



 


imagem da net




postado energia-a-mais às 10:11

Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012

 

 

é a mais indigna das condições

 

Em dia de greve geral veio-me isto à cabeça - muitos não fizeram greve porque não quiseram perder um dia de salário, outros porque não se podem dar a  esse «luxo», outros porque não concordam com a ideia de greve, política ou ideologicamente, mas muitos não aderiram pura e simplesmente por subserviência...porque isto de mentalidades custa a mudar, muitos viveram com medo e continuam a tê-lo, muitos nunca se libertaram da condição de subserviência em qe aprenderam a viver durante mais de 40 anos de ditadura e são os que encolhem os ombros e resignadamente dizem que «não vale a pena». Subservientes ao «sistema». Mas depois há outras coisas...

 

Eu cá acho que os portugueses têm um grande defeito. Confundem, na sua larga maioria, humildade com subserviência. Para os portugueses nunca vale a pena fazer «barulho», estamos habituados a «comer e calar» (aliás frase que muitos pais ainda hoje repetem à mesa e em muitas ocasiões). Daí que para muitos, sempre que se diz que este governo nos está a afundar, todos concordam, no entanto dizem logo «mas os outros são iguais» e quando se vai a votos «fica tudo na mesma». Será por isso que «fado» nem sequer tem tradução fiel noutra língua? fado nosso, destino que não se muda...afinal é o nosso fado!

 

Há uns dias, nessa típica mania de achar que estamos a ser humildes, quando afinal estamos a ser servis, um casal de ex-emigrantes na alemanha dizia com muita convicção que para «portugueses trabalhadores e honestos há trabalho lá. Quem for humilde e trabalhador não tem problemas com os alemães. Eles não distinguem, dão trabalho igual!» terão percebido esses nossos conterrâneos que os alemães dão trabalho igual mas salários diferentes? terão entendido que ser «humilde» é diferente de aceitar tudo com ar de quem está muito agradecido, tão agradecido que faz, sem questionar, tudo o que lhe mandam, sempre com muito boa disposição e sem «respingar» ou exigir seja o que for? É que disso realmente os alemães gostam! na verdade, gostam todos!

 

Ser humilde é saber reconhecer as suas fraquezas mas também as suas capacidades. É ter respeito pelos outros para ser respeitado. E saber exigir quando sabe que dá o seu melhor. Já a subserviência é bem diferente...e os portugueses são assim

 

De notar que considero que existem diferentes tipos de subserviência. A que alguns praticam conscientemente por motivos mesquinhos e interesseiros é para mim, degradante.

 

A subserviência de Passos Coelho, enoja-me. A de Cavaco, revolta-me. A do povo, essa...entristece-me {#emotions_dlg.tired}

 

postado energia-a-mais às 09:07

Sexta-feira, 05 de Outubro de 2012

 

 

 

 

 

se dúvidas houvesse de que este seria um 5 de Outubro diferente do habitual, elas seriam desfeitas desde cedo

 

Não foi só e logo porque seria o último a ser comemorado num dia de feriado, nem apenas porque se trocou as voltas ao local onde se costumava celebrar, nem tão pouco porque neste ano nem o presidente quis abrir as portas de Belém...Sabiamos que este iria ser um dia da República diferente porque damos importância ao símbolo, sobretudo se alguém decide matá-lo

 

e porque falamos de símbolo, não se pode ignorar a triste ironia da bandeira ao contrário, ou os «incidentes» de percurso  destas comemorações sem pompa mas com muita circunstância - do discurso da alternativa, à patética saída dos representantes do governo pela porta lateral...

 

mas nada neste 5 de outubro representa melhor o símbolo do que as mulheres que fizeram despertar o país para o verdadeiro significado da república

 

 

A mulher que irrompeu pelo Pátio da Galé enquanto Cavaco Silva discursava na celebração do 5 de Outubro chama-se Luísa Trindade, tem 57 anos, e está «desesperada». Vive com 224 euros mensais e a ajuda do filho.
Ana Maria, cantora lírica, invadiu também o evento e cantou pacificamente enquanto Luísa enfrentava um grupo de seguranças.

 

Cavaco continuou a discursar, numa cena absurda em que muitos dos convidados viravam a cabeça para trás para ouvirem um «Ninguém me ouve, ninguém me acode porquê?» Um desespero que a fez invadir o local dos discursos

 «Não se envergonham de olhar para a minha miséria?» perguntava Luísa.

 

Já a cantora lírica Ana Maria, cantou com voz firme e serena o tema Firmeza, de Fernando Lopes Graça. Uma escolha plena de simbolismo.

«As pessoas estão a sofrer, eu sou uma delas. Eu ainda vou tendo emprego. Penso que era a altura de cantar o Firmeza», disse a cantora.

 

Aqui em casa falou-se do dia de hoje, do significado da comemoração, dos acontecimentos que fazem parte da vida de todos.  Eu acho que quando as pessoas perderem a vergonha de assumirem a sua pobreza, a revolta estala de vez!

 

Quando os miúdos, por entre a sua enérgica forma de verem os assuntos que passam na TV me perguntaram «quem é aquela mulher mamã?» não tive dúvidas em responder «aquela é a República!»

 

 

 

postado energia-a-mais às 23:39

Segunda-feira, 01 de Outubro de 2012

 

 

e desta vez não vou falar dos meus putos 

 

este país está cada vez menos compreensível ou serei eu que ando a ficar com o motor «gripado»....estas cenas dão cabo de mim

 

um ministro da (des) educação que vai «inaugurar» uma obra - nova escola toda catita - projectada e iniciada pelo governo anterior, muito criticada pelo actual que aliás desinvestiu na educação como se o amanhã não fosse para todos....no meio das cantilenas de boas vindas, uma professora aparentemente alheia ao vendaval de desemprego que assola vários dos seus colegas de profissão, não só elogia o governo como atira um surreal «vocês têm um super ministro, a mim cá chamam-me a super professora» e sorridente afirma «orgulhosa» que tem uma sala com 26 (?) meninos do primeiro ano, que naquela escola não existem problemas de nenhuma espécie, que não há falta de professores...será que vive em marte?! acha normal ter 26 miúdos numa sala?! não questiona?! não sabe ela que o tal super ministro está a mostrar cada vez mais a sua super incompetência, conduzindo o país ao abismo?! acha ela normal fazer festas de «inauguração» num ministério dos que mais cortes vai fazer, precisamente ao contrário do que deveria ser feito para bem de todos os que ainda sonham em tornar Portugal um país onde hajam oportunidades iguais?

 

depois há aquela cena dum clínico responsável pela chamada «comissão de ética» que vem alertar para a necessidade do estado racionar a medicação dos que mais precisam, ou seja dos que pelo tipo de doença de que padecem e que só podem recorrer ao SNS, mais precisam de ser medicados e que lhes sejam dadas todas as condições de modo a manterem a sua dignidade pelo tempo que viverem. «Comissão de ética?» qual ética? então e o exemplo que o homem dá frente às câmaras de TV? «...ai e tal se uma pessoa tem 2 ou 3 dias de vida (?) deve-se pensar muito bem se aquele medicamento (caro) valerá a pena ser administrado...discutindo o assunto com o paciente, médico, cientistas, familiares....» a sério?! quando se chegasse a uma decisão já o paciente tinha morrido...ou não! saberá este sr doutor o quanto são falíveis os prognósticos mesmo em casos considerados irreversíveis (tantos a quem dão dias de vida superam essa sentença e abraçam a vida por anos...) acho isto surreal!

 

e depois de mais uma manif à portuguesa, o país vive ouve mais uma «boca» do surreal António Borges....o mesmo que diz que os portugueses ganham muito e que se lhes deve baixar os salários. O mesmo que passou por instituições como o FMI, cuja competência é tão discutível e que ao que parece ninguém sabe que funções desempenhou no banco por onde passou...ora acha o homem que os empresários portugueses que discordaram da alteração na TSU são ignorantes...pois! e vai dizer isso em público perante uma plateia de empresários de outros países, acham isto normal de um consultor do governo?!

 

e eu a pensar que só cá por casa existiam cenas maradas!



postado energia-a-mais às 09:05

Segunda-feira, 17 de Setembro de 2012

 

à qual se juntou com grande entusiasmo, gritando a palavra que mais lhe ficou no ouvido «gatunos»

 

diz hoje o Quico ao ver as imagens na TV

 

«então mãe, conseguimos? o Jesus já mandou o Passos para o Inferno?» {#emotions_dlg.lol} disse-lhe eu «não meu filho mas está quase!» {#emotions_dlg.evil}

 

 

 

(este post faz mais sentido após a leitura deste outro http://energia-a-mais.blogs.sapo.pt/204756.html)

 

 

postado energia-a-mais às 09:18

Domingo, 09 de Setembro de 2012

 

(o tal que é amigo, sabem qual é?)

 

pois eu gostava de te dizer Pedro, permites que te trate assim, afinal eu também sou uma cidadã, mãe e preocupada com o futuro dos filhos - que por vezes as histórias não acabam com um happy end. No nosso país que tu tão habilmente conduzes ao abismo, nasceram e viveram gloriosos personagens. Foram reis conquistadores, bravos homens de mar e terra, construíram riquezas, deram mundo ao Mundo! Abraçaram lutas  e dignificaram o nome de Portugal.

Tivemos momentos em que alguns se tentaram apoderar da alma da gente - mas rápidamente as Gentes se uniram e deram novo fôlego à História. Porque, sabes Pedro, estas gentes podem parecer lamechas, piegas e até histéricas mas sabem como nenhum outro povo, enfrentar as adversidades e dar a volta por cima!

Eu, cidadã deste país, mãe de dois que estão agora no início das suas vidas, sei que tu até te podes dar ao luxo de falar em «adversidades», pois nunca tiveste nenhuma para ultrapassar, podes falar em «sacrifícios», pois que nunca terás de os fazer, podes falar de desemprego, até porque nunca tiveste de procurar trabalho, mas nunca saberás o que é dar a volta por cima - não serás tu a escrever o capítulo final. Esse, está reservado aos Heróis deste país, aqueles que como o pai dos meus filhos, enfrenta a adversidade do desemprego e faz o sacrifício de se separar da família para minorar os efeitos desta afronta que tu lideras, como chefe de governo.

Será escrito por quem tem de mandar os filhos estudar numa escola pública que tu teimas em destruir, onde leccionam professores que tu humilhas diariamente ao retirar dignidade a uma das mais belas profissões que existe. Será escrito por quem tem de recorrer a um serviço nacional de saúde, que de tão «doente» que está não pode socorrer ninguém e não será o alívio necessário dos que mais dele precisam. Será escrito por quem tem de passar horas à frente da porta de um IEFP para que lhe seja dada uma «migalha» chamada subsídio de desemprego. Será escrito por todos os que perdem um salário do seu trabalho (já tão miseravelmente pago que não chega aos 500€) e que ainda vão ter de pagar para trabalhar. Será escrito pelos que deram anos da sua vida e do seu trabalho e que agora em idade de reforma, se vêem cada vez com menos, quando seria de esperar que tivessem assegurado já o seu direito à velhice tranquila...

Os meus filhos e os dos outros não podem esperar um fim como o que tu estás a impor. E nós não queremos que sejas tu a decidir, porque sabes, Pedro, tu afinal nem isso sabes fazer...Continuas a sacudir a água do capote e a empurrar para os outros (governo anterior e troika) a culpa das «coisas más que tu não gostarias de dizer aos portugueses» - como se fosses apenas o mensageiro e não o que escolheu o caminho, como se não houvesse alternativa. Só que nesta história, existem outros fins possíveis - como nas histórias interactivas, onde podemos ser nós a decidir o final. E eu por exemplo, posso dizer-te um que terá por certo muitos apoiantes - vais ser banido da história, Pedro. E já agora não precisas de agradecer, tá?

 

Teresa

 

 

postado energia-a-mais às 23:30

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