A Hiperactividade vista à lupa

Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010


Estudo liga Déficit de Atenção e Hiperatividade a alterações no DNA

Artigo polémico defende que TDAH tem apenas causas genéticas

2010-10-08
Anita Thapar é investigadora do Departamento de Neurologia da Universidade de Cardiff
Anita Thapar é investigadora do Departamento de Neurologia da Universidade de Cardiff
Num artigo recentemente publicado na revista «Lancet», investigadores da Universidade de Cardiff (País de Gales, Grã-Bretanha), são apresentadas evidências de origem genética para o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Os investigadores, liderados por Anita Thapar, acreditam que esta condição, que afecta crianças (e não só) em todo o mundo resulta de um problema do cérebro – tal como o autismo, por exemplo – e não de factores educacionais ou sociais. No estudo compararam-se partes do DNA de 366 crianças diagnosticadas com TDAH e de 1046 que não sofrem desta condição.
A equipa de Cardiff constatou que 15 por cento das crianças com o distúrbio tinham alterações raras no DNA, em comparação com apenas sete por cento do outro grupo. No entanto, estes dados não convencem outros especialistas, pois não consideram o número significativo.

Tim Kendall, do Royal College of Psychiatrists, citado pela BBC, considera que associar exclusivamente a doença a causas genéticas pode resultar em tratamentos incorrectos, pois esta é uma mistura de factores genéticos e ambientais.

Outro especialista, Olivier James, psicólogo infantil, diz que estudos anteriores têm também em conta o efeito da ansiedade durante a gravidez e as dificuldades de relacionamento entre as mães e os bebés logo após o nascimento.

A equipa que realizou o estudo agora publicado entende que não há provas directas que liguem os factores ambientais ao TDAH e que esta suposta ligação é “estigmatizante” para quem sofre do problema.

Artigo: Rare chromosomal deletions and duplications in attention-deficit hyperactivity disorder: a genome-wide analysis
postado energia-a-mais às 10:35

De luadoceu a 21 de Outubro de 2010 às 11:07
amiga
sem comentar ainda o poste
e porque mereces
tens um miminho no meu blog de familia
c estao teus meninos e tu?
bjinhos

De luadoceu a 21 de Outubro de 2010 às 11:40
amigunha,sem comentar teu poste
desdejando que teus meninos estejam bem
e deem sossego a mae:"ouviram"? eheheheh
e para te desejar continuaçaod e boa semana
tens um miminho no meu blog de familia
espero que aceites,mesmo tendo tempo ocupado, ja fico feliz se gostares
bjinhos aos 3

De energia-a-mais a 21 de Outubro de 2010 às 22:57
obrigada querida! claro que aceito o teu miminho! irei recolher com carinho!
beijocas para ti e princesa

De Existe um Olhar a 21 de Outubro de 2010 às 12:58
Nos dias que correm aparecem estudos e mais estudos que por vezes só complicam e não se chega a conclusão nenhuma.
Penso que este é mais um deles.

Beijos
Manu

De energia-a-mais a 21 de Outubro de 2010 às 22:54
sim amiga, é verdade! eu gosto de estar a par do que se vai dizendo sobre o tema, a mim o que me parece relevante neste estudo é o facto de se apontarem apenas causas genéticas (não acho que seja tão linear assim...mas que eu já tinha pensado muitas vezes nisto, já!) é que por exemplo em casos como o do meu filho, acho que o factor ambiental não foi responsável pela sua alteração do comportamento mas o contrário, sim - foi ele o responsavel pela alteração do factor ambiental lol!
beijinhos

De C. a 22 de Outubro de 2010 às 09:37
A E. tece um colega dos 2 anos aos 5 anos que era ( e é) hiperactivo, eles são 4 irmãos sendo que os 3 rapazes têm défice de atenção com hiperactividade, e só a menina é que não sofre desse problema. Chegaram à conclusão que é genético ( no caso deles claro!) mas que o "tal gene" está presente apenas no cromossoma Y. Pelo que se tivesse tido 4 raparigas teria uma vida bem mais calma! LOL.
Eu acredito que posso haver casos genéticos, tal como também há muitos casos mal diagnosticados...Cada caso é um caso , certo?

Já agora, na sala da minha irmã estão com muitos problemas. Entrou este ano uma criança que sofre da doença. Está medicado ( 3 vezes ao dia ) e mesmo assim é extremamente violento, atirou uma faca no refeitório que não bateu na cara da minha irmã porque ela naquele preciso momento se mexeu! Ele chama nome e diz asneiras o dia todo e seja a quem for ( note-se que a minha irmã está num colégio católico onde as freiras reinam!E perdoam felizmente.), dá pontapés e bate muito nos colegas, estraga diariamente o material dos colegas, não consegue tomar a atenção MAS ( sim existe um MAS) é extremamente inteligente. O problema é que se num dia aceita fazer o teste, no outro rasga-o! Ele tem 11 anos ( estão no 6º ano), veio de Aveiro de onde foi expulso de MUITAS escolas e agora está aqui em Lisboa.
Falo como mãe/irmã," até onde" não seria melhor existirem escolas onde possam dar apoio a estes casos mais problemáticos? Até onde estão os pais de crianças "normais" dispostos a pagarem para as aulas dos filhos não serem dadas em condições? Até onde nós pais temos de "entender" o problemas dessas crianças?
É difícil colocarmos-nos nos dois lugares...mas já agora, aceito a tua opinião ;)

Aproveito para desejar um bom fim de semana ( com alguma calam para descansares!).
Beijocas ;)

De energia-a-mais a 22 de Outubro de 2010 às 21:59
Olá amiga! bem, cada caso é de facto, um caso lol! eu considero que a genética é responsável pelos casos em que a hiperactividade tem de ser controlada com medicação! no caso do Rafa, também se trata de um problema de ordem genética e talvez por isso no Quico fico com receio de um diagnóstico idêntico (tanto mais que se notam cada vez mais características...)
No caso de que falas, da criança que está na escola da tua mana, acho estranho alguns pontos que mencionas - se uma criança medicada apresenta estas características, durante o período em que devia estar sob efeito da medicação, então algo está errado (ou o diagnóstico, ou a dosagem da medicação, ou o horário da toma...) Se dizes que faz 3 tomas diárias, acho ainda mais estranho, pois na idade que tem, existem opções mais correctas a nível de libertação da substância, com alternativas de posologia mais adequadas (o concerta ou ritalina, ou juntando rubifen a um destes...) Por outro lado, se é uma criança agressiva, tem patologias (tal como o meu Rafa) associadas à hiperactividade, sendo por isso necessário tratar também essas patologias!
Posso estar a confundir-te mais, no entanto, para simplificar digo-te, uma criança medicada não apresenta estas características,dou-te como exemplo o meu filho (que faz o que o tal menino faz, quando não está medicado) que na escola tem um comportamento adequado ao contexto e só se torna difícil controlar após o efeito da medicação, ao final do dia.
Das ideias de integração, acho sinceramente que se as crianças estiverem correctamente diagnosticadas e medicadas (apenas quando precisam) e dado que é possível adequar os currículos escolares, é possível fazer uma integração pacífica, mais valiosa para a sociedade do que se juntarmos apenas crianças com determinados «desvios» de comportamento numa sala e depois colocarmos um rótulo quando saírem das escolas, sem futuro de integração social, laboral e de direitos, deveres e oportunidades.
Beijocas grandes e optimo fds!

De C. a 24 de Outubro de 2010 às 21:47
Sou sincera, não fiquei baralhada mas sim pasmada. Segundo a directora de turma está medicado ( será erradamente??) e são 3 as tomas que faz diariamente. Deveria estar controlado si, DEVERIA mas não está ( a psicóloga da escola por acaso também achou estranho apesar da medicação ele continuar nesse estado de nervos. Ele grita, enerva-se, "fala mal" e é violento).
Já que estás mais dentro de assunto, logo que saiba mais alguma coisa do M. ( a tal criança) digo-te . Sempre me podes dar o teu parecer.
Eu sou a favor que estejam integrados numa escola "normal" exactamente para não serem rotulados no futuro.Neste caso particularmente é um grave problema pois a integração não está a ser nem calma, nem fácil...e a maior parte dos pais ( inclusivé os meus ) já se estão a "passar da cabeça" .Ele tem sido expulso todos os anos das escolas.Aqui sendo um colégio de freiras ( apesar de terem fama de rudes) elas entendem a doença e perdoam. Imagina quando ele chamou P*** à Irmã superior! Segundo a minha irmã todos comentaram que ia ser expulso ( quando a Irmã saiu riram-se às gargalhadas pela cara que ela fez, lol) ...mas foi perdoado felizmente!!

Boa semana e obrigada por esta "sessão de esclarecimento".
Beijocas grandes ;)

De energia-a-mais a 24 de Outubro de 2010 às 22:22
OK! então tenta perceber quais as «tomas» e que horários (e que medicação). A PHDA tem 3 tipos distintos - a de tipo impulsivo (raramente) e mais grave porque costuma ter associadas várias patologias (como o Rafa), a de tipo ligada ao déficit de atenção (mais comum em raparigas) e a de tipo misto (a mais comum na mioria dos casos). Ajuda perceber de qual destes tipos sofre a criança. Além da medicação é possível estebelecr outras terapias conforme os casos. Mas uma coisa é certa o comportamento que tem durante o período de escola não me parece adequado a uma criança bem diagnosticada e medicada!
Beijinhos e boa semaninha

De osmeuspestinhas a 22 de Outubro de 2010 às 11:05
TENS UM MIMINHO NO MEU CANTINHO PARA TI
BJS

De energia-a-mais a 22 de Outubro de 2010 às 22:01
Obrigada amiga! passarei lá com muito carinho!
beijos, bom fds!


mais sobre mim
que querem saber?
 
Outubro 2010
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2

3
4
5
6
7
8
9

11
12
14

17
19
22
23

27
28

31


disseram agora
Bem, vou directo ao assunto!!Sexta-feira, recebo u...
Boa tardeAlguem tem um feedback possitivo do curso...
Boa Noite. O Pai da minha filha está no Luxemburgo...
Gostaria de saber se conseguiu resultados com este...
Eu recebi pela primeira vez o abono no final do mê...
Boa tarde ,Inscrevi na semana passada a minha filh...
Obrigada. Espero conseguir. Bjs
Deve receber de facto agora em Janeiro os valores ...
Eu em Julho de facto recebi a 27 no entanto apenas...
Olá Marlene, o abono semestral (se a mãe tiver ren...
links
Passam por cá - desde 18/11/09
Passam por cá - desde 18/11/09

blogs SAPO


Universidade de Aveiro