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Energia a Mais

A Hiperactividade vista à lupa

Energia a Mais

A Hiperactividade vista à lupa

23.Jan.11

amar-te assim....

 

 

....perdidamente!

 

reforçando cada vez mais os elos dessa corrente invisível que nos une há já 10 anos. Dez anos que parecem não ter passado, tão nítida está na minha memória a imagem daquele primeiro colo, do primeiro beijo, do primeiro cheiro!

 

Mãe de primeira «viagem», pouco sabedora das lições de vida que um filho nos pode dar, as ilusões nasceram contigo naquele dia 24 de Janeiro, chuvoso e frio do ano de 2001. Momentos de dolorosa recordação por ser longo e difícil o parto, por ser um misto de incertezas e angústias que demoraram a desvanecer. Por noites mal dormidas desde logo, por nada ser como «devia», ideias caídas por terra logo que surgiram as primeiras dúvidas «ele chora tanto, o que faço agora?»

Tu não sabias, claro, mas aquele teu choro, o teu gesticular constante, as tuas poucas horas de sono, faziam a mãe parecer uma morta-viva! meses de aflição em que às perguntas que iam ficando sem resposta, se somavam recriminações cada vez maiores de «porque não consigo ser uma boa mãe?». Tensão que se acentuava em cada «fase» tua, sem que nada fosse desvendado, sem haver verdadeiramente uma lógica que atenuasse a minha perturbação.

 

Muita coisa mudou desde então, muita coisa passamos juntos...muitas desculpas tenho de te pedir...Horas de loucura talvez mal interpretadas que não vou conseguir apagar. Como quando te fechei duas horas no quarto e te ouvi gritar sem parar, pensando que poderia ser para teu bem...ou como quando te deixei na berma da estrada, arrancando em seguida com o carro, alheia a tudo, não conseguindo aguentar por mais tempo o teu gritar...ou daquela outra vez em que te disse que te deixava pois não queria mais ser tua mãe, saindo porta fora e ignorando o teu choro de angústia encostado à porta.

Não tem sido fácil a nossa caminhada, não é? dez anos dá para aprender alguma coisa mas é pouco para te conhecer!

Quando me foi dito que existia uma razão para seres como és, que afinal «ser uma boa mãe» nada tem que ver com o teu comportamento, senti uma obrigação imediata de te aceitar como nunca tinha conseguido antes. Afinal, aceitar obriga a mudar muitos conceitos.

Nunca serás daquelas crianças que fazem as delícias das mães, asseado, capaz de sentar direito à mesa, comer de talher, falar com calma e respeitosamente, dizer obrigado e por favor....não consegues pensar antes de agir, fazes demasiadas «asneiras», cometes demasiados disparates....

Mas serás o que de mais genuíno existe, contigo não há  cinzento - tudo se resume ao branco ou preto - gostas muito, ou odeias, consegues esbater tudo o resto!

Não me importa que nunca venhas a ler o que aqui escrevo, sinto que o faço por mim, também por outros que o sentem como eu (o pai, os avós). Sei que te vou ralhar muitas e muitas vezes (ainda ontem me dizias que nunca te deixo fazer o que queres lol), que vou ter muitos recados da escola, que nos vamos chatear por milhentas coisas...Teremos os nossos habituais «braços-de-ferro», ficaremos muitas vezes a remoer as nossas aventuras. Que vais crescer....

Mas por mais anos que passem, nada poderá quebrar a corrente, será sempre como no primeiro momento, um amor incondicional em que nada me deves e eu nada te poderei ficar a dever....

 

Parabéns filhote!

 

 

 

 

 

 

 

 

dos teus pais, do mano, dos avós e da bisa recebe um grande beijo (e desta vez, não limpes a carinha, tá?)

 

 


 

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