A Hiperactividade vista à lupa

Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

 

 

com os meus dois rapazes!

 

O Rafa, 

 

 

 

 

é um atêntico come-tudo-o-que-lhe-aparece-à-frente! A sua perdição são no entanto as comidas do avô, mais ao estilo da cozinha mediterrânea, com batata, tomate, azeite e massas, peixes aromáticos no forno, arroz de pato, bacalhau com alheiras e broa e outras tantas iguarias saídas de receitas ou da cabeça inventiva do meu pai. Como se isso não bastasse adora feijão, lasanha e caldeirada de sardinha {#emotions_dlg.lol} e o belo do presunto, salpicão e chouriço (quando há o tradicional caldo verde é vê-lo à cata da rodela como se de um tesouro se tratasse). Também não se faz rogado quando o prato é leitão à bairrada. No entanto se lhe apresentar um belo arroz de legumes também o devora, assim como o salmão, atum ou a truta e o robalo. Come sempre maçã no fim da refeição e gosta de banana, adora melancia e come manga e laranja. 

Também com a comida o Rafa é de exageros e impulsividade. Por norma come muito mais ao fim do dia, quando deixa de ter o efeito da medicação para a hiperactividade. As mãos são as ajudantes preferidas, o uso do talher continua a ser um trabalho que lhe dificulta a rapidez com que quer engolir a refeição!

Se não controla a velocidade, muito menos controla a quantidade de comida que inger. O Rafa pode comer mesmo muito....

 

Ora isto traz-me muitas preocupações, claro. Desde logo porque tive durante muitos anos da minha vida uma batalha renhida com a comida (falei aqui da minha anorexia e da luta que tive de travar durante mais de 10 anos). Continuo a ter uma relação de amor-ódio com aquilo que consigo comer....ou que vejo os outros comerem...e sim, não nego que não gosto de ver o Rafa comer tanto em certas alturas. Além da minha maneira de olhar para essa questão e do lado mais «pessoal», como mãe preocupa-me que fique com excesso de peso, até porque toma outra medicação que tem como efeito secundário o aumento do apetite....

Tento por isso que coma de forma equilibrada, tendo especial cautela nas quantidades, porque quanto à variedade, só lhe faz bem gostar de todo o tipo de sabores! Estou sempre a pedir ao meu pai (que cá em casa me faz quase diariamente o almoço) que tenha cuidado com o sal, que utilize principalmente ervas aromáticas e que prefira usar o forno, grelhas ou woks. Também usamos apenas um pouco de azeite na confecção, cortamos em grande parte das gorduras e usamos as variantes magras e menos salgadas em fiambres (perú ou frango), carnes (brancas) e laticínios. Por aqui não existe o hábito de haver bebidas como sumos, refrigerantes ou afins, raramente se comem bolos comprados em pastelarias e as bolachas são criteriosamente selecionadas, sendo a tradicional bolacha maria a mais apreciada {#emotions_dlg.blink}

Mas o que se nota mesmo é a sua satisfação ao comer! Ultimamente até uso a sua «perdição» por comida como arma estratégica, do genero «deixo-te comer uma segunda porção, se usares o talher!». E quando ele faz reparos do tipo «como é que é possível haver comida tãoooooo boa?!»

 

Ora, se com o mais velho tenho de o mandar parar e cortar na comida....com o mais novo é mesmo ao contrário!

 

o Quico

 

 

 

é o vulgarmente chamado «pisco»! está-sempre-cheio-e-já-não-quer-mais....Acho que se não insistisse, acabaria por passar sem qualquer refeição. Conta-se pelos dedos as vezes que come sem ser empurrado. Como faz quase diariamente o almoço na cantina da pré, acaba por comer mais sopinha, prato que as auxiliares ainda conseguem forçar. Depois só mesmo umas garfadas e pouco mais. Aos lanches deixou de querer o pão. Bebe leite apenas em casa, iogurtes só duas marcas e raramente come fruta.

A sua única perdição é o chocolate, pelo que muitas vezes recorro ao famoso «deixo comer uma barrinha se comeres tudo o que tens no prato». Mesmo quando parece gostar muito de determinada comida, enche-se depressa e por isso, com ele tenho de estar sempre na lenga-lenga do «agora vamos comer mais três! vá, conta tu....»

Outra coisa extremamente irritante na alimentação do Quico é a forma como come. Sempre saltitante, acaba por se esquecer e desistir rapidamente de acabar a refeição. Enquanto o mano embora em movimento, come à velocidade da luz, o Quico, em movimento, mal «depenica»  a comida! A mastigar, enquanto que ao Rafa tenho de o lembrar que deve mastigar e respirar entre garfadas, ao Quico tenho de o incentivar a parar de mastigar e simplesmente engolir a comida....

 

Numa coisa ambos se comportam de igual modo: nenhum aprecia carne vermelha! por isso ao «bife» só mesmo eu! mas no sentido figurado!

 

 

bom apetite para este fim de semana!

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:35

De mil sorrisos a 20 de Maio de 2011 às 11:21
Todas as mães preferem a versão "boa-boca", ainda que possa ser difícil pôr travão a tanto apetite. Pode ser que o teu "pisco" mude um bocadinho com o avançar da idade... O ideal mesmo era chegarem ao equilíbrio! Bom fim-de-semana!
beijos e mil sorrisos
:o))

De energia-a-mais a 20 de Maio de 2011 às 11:56
tens razão, o equilibrio seria maravilhoso....por enquanto vou alternando com o «pára Rafa» e o «come Quico!»
beijinhos doces

De osmeuspestinhas a 20 de Maio de 2011 às 13:57
ahaha percebo-te perfeitamente o mais velho naõ gosta de nada (depois dos 3 anos ficou assim)o mais pequeno tenho que lhe dizer para parar de comer comes so meio paõ senão dps não jantas ,não mae tem que ser 1 paõ inteiro ,lol
bjs

De Abigai a 20 de Maio de 2011 às 14:14
Olá Teresa,
O teu Rafa é mesmo tal e qual o meu Gabriel!
É mesmo difícil fazê-lo parar e como o Rafa, o apetite aumenta ao fim do dia, ninguém o segura! E à hora de dormir, só pensa em comer, s~ei que é mais uma forma de atrasar a hora do descanso, mas se não deixar comer antes de ir para a cama, simplesmente não dorme, só pensa em comida!
E como sabes, é mesmo lingrinhas, até o médico de família uma vez me perguntou se lhe dava de comer de tão magro que é!
A pediatra de desenvolvimento chegou a pôr em causa a medicação por ele não engordar, fiquei preocupadíssima até porque ele apercebeu-se da conversa e começou a comer menos a ver se perdia peso e lhe retiravam a medicação! Mas quem é que consegue deixar de comer quando isso é mesmo um vício?
Beijinhos,
Anabela


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