A Hiperactividade vista à lupa

Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

 

 

ouvimos a muita gente dizer que uma criança é sempre inocente...

 

eu questiono «sempre?»...será mesmo assim? e o que é a inocência de uma criança?

 

Depois de ouvir na comunicação social, mais um caso chocante de violência entre miúdos (e alguns não tão miúdos assim...) demorei-me mais uma vez a pensar neste assunto.

 

Julgo ser uma pessoa sensata, mãe de duas crianças ainda pequenas, com as habituais dúvidas sobre a sua educação e sobre a responsabilidade de se ser Pai/Mãe nos dias de hoje. Leio, tento estar informada, sou atenta aos meus e ao que os rodeia. Vivo uma situação algo «diferente» de outros pais, pois ter um filho de 10 anos com PHDA obrigou-me a mudar muitos (pré) conceitos, alterar métodos educacionais e a não ter medo de «arriscar» diferentes estratégias.

Mas mais importante ainda, sinto que tenho, sempre tive, um olhar bastante crítico sobre tudo, sobre a sociedade, sobre os temas que me afectam ou que afectam quem me está próximo.

 

E por isso, idigno-me quando ouço certas coisas...como isto, numa padaria na hora do café «então, que queres? agora é assim, os putos não respeitam ninguém...não vale a pena, não se faz nada deles, olha coitados é dos pais...» a sério...coitados dos pais? não fazemos nada deles?

Ou seja na perspectiva desta senhora, o futuro está traçado e nada podemos fazer para o alterar...

 

Acho muito estranho tudo isto. Pais que não se importam (segundo notícias que vieram a lume, a mãe da moça agredida terá ignorado várias tentativas de contacto da escola), técnicos que se demitem da responsabilidade, sociedade que prefere ignorar...

 

E questiono - como é possível chegarmos a este ponto?

E quem são estas crianças? como se tornam vítimas? e agressoras? porque eu não aceito que digam que não se pode fazer nada por eles!!

 

Repensar as estratégias de actuação é pois urgente. Uma criança não é vítima por acaso, tal como outra não se torna agressora, só porque sim!

 

e como mãe coloco-me nos dois lados deste «fio»...mãe de uma criança que sofre abusos, ou de uma que os pratica....até que ponto seremos nós pais os responsáveis? e que responsabilidade podemos/devemos imputar à criança?

 

Confesso que ainda ando com isto às voltas na cabeça!

 

quando perde uma criança a sua inocência?

 

 

postado energia-a-mais às 10:27

De geriatriaaminhavida a 26 de Maio de 2011 às 14:17
Fiquei chocada com as imagens.
Mas quantos mais casos do género andarão por ai sem se saber?
Não sei o que dizer...
Boa semana

De luadoceu a 26 de Maio de 2011 às 15:33
tenho tanto medo do bulling, da violencia fisica e verbal

pela minha filha sobretudo,espero que se saiba defender,sem agrassao,sem palavras acesas,mas que se saiba defender

acredido que a educaçao parta a maior parte dos pais, mas os colegas, a sociedade, os professores, os media,tb ajudam na formaçao ou educaçao das crianças
muita violencia se ve nos media e ate nos jogos e ate nalguns bonecos e nao se apercebem que nao e p imitar, nem fazer mal a alguem, devem ser educados e reeducados, responsabilizados, mas a personalidade de cada um tb se forma alem da educaçao e pode se reaprender a educar..n seis e em expliquei

mas o que vi transtornou me muito, fiquei incomodada,sei que existe,mas foi um choque enorme

beijinhos teresa....e sim,e possivel educar nossos filhos,nunca abandona los e sempre fazer alguma coisa deles,sempre

De mil sorrisos a 26 de Maio de 2011 às 17:22
Eu tenho para mim que as crianças são 80% educação e 20% influências exteriores à família. Os números servem para ilustrar o grau de influência que atribuo às duas vertentes. Quando há uma inversão destes números - 80% exterior e 20% família - algo está errado. Infelizmente, cada vez mais a falha está nas famílias, quer por puro desleixo, quer por tudo ser mais importante que os filhos e tudo servir de desculpa para "deseducar"...
beijos e mil sorrisos
:o))

De sentaqui a 26 de Maio de 2011 às 20:09
Depois de muitos anos a conviver com pais e crianças, cheguei à conclusão que devia ser criada uma escola de pais, esses é que parece que nunca perderam a inocência, ou então é confortável fingir que não se vê.
Já as crianças perdem-na quando lhes é permitido tudo e o facilitismo e a falta de regras é uma constante.

De a 27 de Maio de 2011 às 10:57
Olá minha querida,
Desculpa o "abandono" mas as coisas têm-se complicado. O meu pai tem-nos pregado alguns sustos e tenho-me questionado se teremos feito a escolha certa. É desesperante perceber a nossa impotencia. Perceber que dependemos de serviços que, lamentavelmente, não correspondem de uma forma humana e digna ás necessidades dos nossos. Espero que esta fase passe rápido e que o meu telefone possa tocar sem que o meu coração comece a bater que nem um desalmado...
Beijinhos querida

De Susana Miranda a 4 de Junho de 2011 às 22:57
Concordo plenamente com as respostas anteriores, sendo os pilares de uma criança as figuras parentais (pais/avôs/tios etc..), nos primeiros anos de vida são os modelos de identificação para as crianças. A sociedade, os professores etc…também têm o seu papel activo na educação e promoção da cidadania e valores morais.

A questão quando os pais se desculpabilizam…falta de tempo…é mais fácil comprar os afectos. Da minha experiencia com crianças…infelizmente a realidade é essa. Existem excepções…(ressalvo da minha experiencia/sem quebrar sigilo).

Beijos com carinho

Susana Miranda



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