A Hiperactividade vista à lupa

Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

 

...Grandes loucuras!

 

ou as aventuras dos meus dois pestinhas nos últimos dias

 

 

Já aqui disse algumas vezes que as aventuras quotidianas dos meus filhotes, ganham, graças ao toque inconfundível da hiperactividade genética, proporções alarmantes! Uma birra, não é uma «birra» - é uma crise incontrolável; um pedido não é um «pedido» é uma exigência sem limites; qualquer acto de repreensão com os meus filhos tem um efeito de dimensões assustadoras!

Também já aqui disse que são os avós que actualmente asseguram o final dos dias com as crianças. Tarefa de esforço imenso, que eu, eternamente grata, não consigo deixar de louvar. louvo a dedicação, o empenho e sobretudo a persistência dos meus pais que apesar do cansaço, tentam organizar da melhor maneira um dos periodos mais difíceis do dia ( o outro é ao levantar e as refeições!)

Ontem o meu pai foi buscar o Francisco á escola e preparava-se para o deixar com a minha mãe, para poder ir buscar o Rafa (andam em escolas ao lado uma da outra, mas é impossível traze-los juntos para casa). Começa então a cena que aqui conto, presenciada por muitos mirones com quem me cruzei hoje (desde o infantário até aos vizinhos) e que suscitou imensos comentários

 

 

Braço de Ferro

Pode parecer que uma criança de dois anos, é facilmente dominada, senão pela persuasão dos argumentos, então pela força! Mas uma criança de dois anos com hiperactividade genética é raticamente impossível de dominar. Sei isto, não porque seja possível determinar desde já a hiperactividade do Francisco, mas pela experiência que tenho do irmão mais velho. O Rafa sempre teve uma força desproporcional á sua idade, ao ponto de vencer fisicamente o avô e o Pai, sendo que por volta dos dois anos, deram-se momentos que parecem tirados de um filme de tão absurdos (por exemplo, não conseguirmos pô-lo dentro do carro, durante uma crise, ou não conseguir levá-lo para casa, acabando o pai por ficar com as calças do Rafa na mão de tanto puxar por ele que estava agarrado á barra da porta da entrada...e ele continuar lá!) São crianças com uma grande força física e muita resistência ao cansaço. 

 

  • A cena começa na rua. O Quico não quer ficar com a Avó - começa por gritar «num qué vóvó, num qué..», passa ao espernear, passa á tentativa de se soltar. Escorrega do colo para o chão. A minha mãe começa a sentir que o deixa escapar-se, tenta prendê-lo, ele grita mais alto, espernea com mais força, ela dá uma palmada, ele grita mais, tenta tirar os óculos da Avó, passa aos puxões de cabelo, ela dá palmadas nas mãos, ele solta-se. Deita-se no chão, espernea mais, grita mais, começam a chegar conhecidos (e não só) que tentam ajudar. O Quico usa então os nomes feios que sabe tanto irritarem os adultos! O saco da minha mãe vai parar ao chão, jogado pelo Francisco. Uma vizinha tenta segurá-lo, leva um puxão e acaba por soltá-lo. Ele solta-se e corre pela galeria que tem por baixo do prédio e vai parar ao café. A Avó tenta segurá-lo mas não chega a tempo. Balde do lixo virado, cadeiras derrubadas, os donos do café (obrigada por tudo!) tentam dar uma ajuda. Para o distrair dão-lhe um chocolate, ele grita mais alto...entretanto chega o irmão, começa o disparate maior!!! Pega no chocolate, puxa um pouco as calças para baixo com o rabiosque virado para o irmão e grita «lá, lá vem tirar o chocolate ao mano...» (lembram-se?! Ele não usa roupa interior e adora andar nú...) O irmão acha piada corre atrás dele, gritam e parecem índios em pé de guerra...ainda consegue agarrar dois pacotes de batata frita que abre e começa a comer descontroladamente
  • Quem assitiu sabe que não, não é normal! este comportamento  tem muito que se lhe diga! O café parecia ter sido atingido por um tufão, os Avós ficaram de rastos. Os miúdos vieram gritando, como se nada se tivesse passado e foram espalhando pela casa as habituais montanhas de brinquedos, objectos, papéis, etc, etc

A registar, na confusão a Avó perdeu o telemóvel, o Francisco e o Rafa adormeceram num sono agitado e ainda mais tarde do que o habitual, os vizinhos hoje fartaram-se de comentar, alguns para darem algum apoio, outros porque acham que devo tentar métodos disciplinares mais rígidos

 

Delírios

 

Por vezes é impossível não achar que estão a delirar! Foram os dois para a casa de banho. Deixo de os ouvir...e de repente «mãeeee!! vem cá! Há cócó pelo chão....» Mau!! Devo ter percebido mal...«Quê??» e vou mas a medo...Pois, não ouvi mal...o Francisco aproveitou o facto do irmão estar na sanita e conseguiu lá enfiar um boneco dos que vão ao banho com ele! Na tentativa de o tirar o Rafa puxa-o com a escova de limpeza, sem puxar a água...e o resultado lá estava, no chão...

 

Estão a brincar na sala enquanto eu tiro o balde e esfregona para limpar o chão da casa de banho. Deixo de os ouvir...e de repente, vidros a partirem e gritinhos do Quico, vou a correr e noto a sala mais escura. Olho melhor e percebo que partiram uma das lâmpadas do tecto!! O Rafa estava a brincar ao apanha e como o Quico não estava a conseguir apanhá-lo resolveu atirar com um comando da TV pelo ar, na tentativa de acertar no irmão...e que acabou por acertar na lâmpada...

 

Estou a abrir as camas deles, deixo de os ouvir -  tinham ficado no computador, vou o mais depressa que posso e descubro que conseguiram cortar o fio da impressora... acharam que podiam ligar a máquina digital mas como se esqueceram do que estavam a fazer e tinham muitos fios por ali, foram puxando até arrancarem os da impressora

 

sinto-me: desnorteada
postado energia-a-mais às 22:32

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