A Hiperactividade vista à lupa

Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

 

que conheçam um pouco melhor como é ser Hiperactivo pela vida fora....

 

Muitas vezes e até por «defeito» da informação que passa nos órgãos de comunicação, dá-se a ideia de que a hiperactividade é uma doença ou transtorno, típica da infância e que eventualmente acaba por «passar» com a idade.

Já referi diversas vezes que isso não é verdade - algumas características comportamentais da infância, afectadas pelo transtorno, são atenuadas pela idade mas surgem sempre outras e a instabilidade continua a existir nas diferentes fases da vida!

 

É por isso que após pedir permissão resolvi publicar o testemunho da Ana Leonor de 20 anos que ao visitar este blog, quis partilhar o seu percurso, dando a todos os pais de hiperactivos (e não só) uma visão na primeira pessoa.

Agradeço-lhe por isso e conto com ela por cá, sempre que lhe apeteça!

 

aqui está a Ana no primeiro comentário que fez ! a nossa «conversa» fê-la abrir-se mais e por isso gostaria que vissem este!

 

Como ela própria afirma é difícil parar por isso deixo-vos com a sua atitude  tão própria!

 

Acredito que muitos jovens passem por fases complicadas, até porque nem sempre são entendidos até no seio da família!

Que os pais passem também por fases complicadas, pois não é nada fácil acompanhar tanta energia, tanta mudança ao longo do crescimento....

E quantos e quantos acabam por se desviar? muitos certamente, a hiperactividade na adolescência....ui que fase!!!!

 

E ao reparar no discurso da Ana Leonor não encontram tudo mas tudo o que faz parte da energia-a-mais de um hiperactivo?

 

Fases?!....poissssss!

 

sinto-me: mãe «preparada» pra tudo!
postado energia-a-mais às 22:56

 

que estamos em início de ano escolar - para que tem uma criança hiperactiva, uma época de dúvidas e receios

 

relembro aqui alguns princípios a ter em conta

 

a escola é cada mais vez o local onde a criança passa uma grande parte do seu dia...entender esse espaço como um local priviligiado onde está mais exposto às consequências deste transtorno comportamental  deve ser uma prioridade para os pais e também para os professores.

 

Logo no início do ano escolar os pais devem

 

  • falar com o professor no sentido de perceber que estratégias comuns devem adoptar
  • se a criança está a ser medicada, explicar como funciona a medicação, os horários das tomas e de que modo é feita (se em casa ou na escola e como é tomada)
  • traçar os objectivos e verificar periodicamente se esses objectivos estão a ser cumpridos
  • perceber em conjunto quais as dificuldades sentidas na sala de aula e nos intervalos e o que é possível fazer para melhorar a intervenção de professor e aluno
  • estabeleçer uma relação de proximidade com o professor para que este entenda que os pais querem que a escola funcione e não que estão ali para «acusar» ou «culpabilizar» quem muitas vezes nem teve formação específica para lidar com crianças «diferentes»

No caso de este ser o primeiro ano naquela escola eu aconselho uma conversa prévia com o professor, de modo a esclarecer dúvidas, apoiar essa conversa com material informativo sobre a doença e até pedir ajuda a técnicos como a APDCH para que se desloquem à escola (se for solicitado pela escola, ou proposto e aceite)

Abordar o tema na reunião de início de ano com a presença dos outros pais, pois a escola não se resume à relação professor-aluno!

 

Em casa

 

  • esta é uma época de nervos para pais e filhos
  • esteja preparada para muita resistência e alguma conrfusão
  • não crie expectativas iniciais muito altas (o tempo é aliado)
  • reforçe os aspectos positivos da escola como o ir aprender coisas novas, ter muitos amigos, sentir-se crescido, ter responsabilidade sobre o material e a mesada por exemplo
  • seja inflexivel nas rotinas e mantenha-se optimista
  • verifique com o seu filho quais os seus receios e expectativas
  • fale abertamente sobre o dia-a-dia, motivando-o

Para que os trabalhos não sejam «forçados»

 

  • organize o local de estudo - não fique perto de Tv ou outro estímulo qualquer
  • desenvolva rotinas de estudo - como arrumar o material, verificar se se esquece de alguma coisa, definir o horário de estudo - por exemplo - lanchar, fazer os TPC, brincar, tomar banho (tenha em conta o horário da medicação)
  • esteja atenta e dê instruções precisas falando directamente nos olhos
  • estabeleça tarefas de curta duração
  • proteja-se e à criança de momentos de stress - antecipe tarefas suas por exemplo para ter tempo de acompanhar o seu filho!

Boa sorte para todos

 

 

 

 

sinto-me: mãe na escola!
postado energia-a-mais às 10:53

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