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Energia a Mais

A Hiperactividade vista à lupa

Energia a Mais

A Hiperactividade vista à lupa

09.Dez.09

quando os GRAÚDOS estragam

 

 

o Natal dos miúdos....

 

a sério isto é mesmo assim como vou contar, quem se rever numa ou noutra posição está convidado a «blogar»

 

 

tal como nos últimos anos, a cidade recebe o Pai Natal nesta altura, uma forma de chamar mais gente ao centro com intuitos comerciais - o que nem é mau para dinamizar o comércio tradicional...tirando a tal «comercialização» da época festiva que se aproxima e que devia chamar a atenção para outras causas, enfim todos sabemos que cabe a cada um de nós viver o Natal com o espírito devido...adiante...

 

A ideia do sr. das barbas brancas aparecer em «carne e osso» e ditas verdadeiras ou postiças, serve para alimentar a imaginação da criançada. Um animador incentiva ainda mais, relatando a chegada do ilustre personagem e motivando os pequenos para os pedidos da prenda desejada!

 

Este ano o Pai Natal teve direito a descer em parapente (ou coisa parecida) e honras de desfile com moldura humana...ora o que é que isso tem a ver com o título do post? eu conto

 

quem é que fazia mais barulho, empurrava, acotovelava, pisava e esbracejava???? não o Rafa nem foi ver....

 

quem tanto se esforçava para chegar à frente e ver o mais perto possível o homenzinho vestido a rigor eram os graúdos que lá estavam....muito mais do que os filhos (e se calhar alguns sem eles) os pais/adultos faziam de tudo para manter uma posição vantajosa (leia-se sem obstáculos a tapar a visão) nem que para isso tivessem de recorrer a golpes «baixos»

 

Fico passada com estas coisas...então criticam o meu miúdo por ele ficar descontrolado em certas alturas e comentam a sua «educação» e depois comportam-se como se o mundo fosse acabar e o Pai Natal fosse o único a poder salvar  a humanidade??? irra....

 

só vos digo que se a cena relatada no post anterior se tivesse passado neste contexto, se alguns dos adultos tivessem o «descaramento» de fazer observações sobre o comportamento do meu filho, tinha levado uma destas « ele tem 8 anos e é hiperactivo e a sua desculpa qual é?»

 

 

06.Dez.09

eu podia explicar

muitos dos comportamentos do Rafa

 

sei o que os pode despoletar, embora ainda esteja longe de os entender a 100% - acho que ninguém o poderá saber dessa forma...mas pelo menos percebo porque tem certas atitudes que para muitas pessoas são sinónimo de indisciplina ou má educação

 

Eu podia dar explicações absolutamente correctas para que «os outros» vissem os porquês e entendessem as razões de certos momentos que parecem de loucos...e muitas vezes até o faço!

Quase sempre em público, quando as crises são graves e não podem ser «ignoradas» eu lá avanço com os conhecimentos de  causa e explico para que não seja olhado severamente, nem julgado pelas aparências...mas outras vezes, seja pelo desgaste, seja pela raiva da altura ou simplesmente por falta de tempo, acabo por deixar de lado as explicações...

 

não levo os meus filhos muitas vezes para locais propícios ao despropósito da implulsividade - sei da dificuldade em os controlar e entendo que os devo preservar da mesquinhez e da insensibilidade de alguns e mesmo da instabilidade desses locais públicos. Por isso, para nós, ir a restaurantes, shopping ou locais de culto (igrejas e festas por exemplo) só em ocasiões bem planeadas e quando acho que o benefício de uma saída compensa o risco...

Quando o faço, ponho os miudos ao corrente algum tempo antes (mas não demasiado para não fazer subir a ansiedade) e digo-lhes o que é esperado acontecer - isso é muito importante porque o enfrentarem algo fora da rotina sem saberem o que esperar, tem um efeito tremendo. Posso dar o exemplo do café - quando quero ir tomar um simples café e tenho de levar o Rafa (e agora o Quico) necessito de lhe dizer claramente o que pode fazer enquanto eu tomo café, tenho de o verbalizar «a mãe vai tomar café, tu podes tomar um pingo - quando chegar-mos sentas e esperas que nos atendam e pedes o teu pingo» Se o não fizer, arrisco a não o conseguir levar ou então, assim que entra no café é certo que fica desatinado e faz o que lhe passar pela cabeça - vê tanta coisa que quer tudo, mexe em tudo e nunca espera pela sua vez...

 

Disse ao Rafa que ía ao shopping - sim, depois de tantos dias em casa e sem alternativa viável por causa do tempo e da dificuldade em levá-los de carro, tinha de sair para arejar as ideias e deixar gastar alguma energia...

Eles iam entusiasmados para experimentarem as máquinas de jogos que estavam junto aos cinemas e claro, comer no shopping

 

E quando as coisas não acontecem como o esperado? as máquinas não estavam em funcionamento, algo que não foi nada fácil de explicar ao Rafa. Completamente frustrado e sem saber gerir essa frustração de outro modo, ele virou-se a mim. Junto à entrada para as salas de cinema e perante os olhares (e os comentários) de quem lá estava, saíram murros e pontapés e muitos gritos à mistura. Palavrões, chutos ao avô e empurrões a toda a gente...Perante o alarmismo do Quico eu quis levá-los para outra zona e tentar distraí-los mas o Rafa estava tão fora de si que demorou imenso tempo para aceitar ouvir...

Finalmente levei-os para a zona da restauração, ele como sempre foi o primeiro a chegar e quis fazer o pedido. Tão agitado que subiu para o balcão e foi alvo de muitos reparos de adultos esfomeados e tensos ou com alguns complexos, pelo menos a julgar pela forma como falavam para ele. Lá dei algumas (poucas) explicações e consegui que o atendessem. Depois de uma troca de menus e com o empregado baralhado o Rafa trouxe o que não queria - não queria queijo, veio com queijo...Já a reacção destemperada levou os seguranças a virem ao local - pão, alface e tomate pelo ar, gritos, pontapés e muita confusão, ele corre até ao balcão e faz novo pedido... e traz novo pão que acaba por fazer companhia ao primeiro pois a essa altura já nada era importante e o Rafa queria mesmo era dar «conta» de toda a energia que lhe consumia o corpo e o espírito...

Pela escada rolante abaixo, com o Quico ao colo e com vários olhos espetados em mim, só me apetecia sair dali para fora sem dar explicações...

 

Porque às vezes por mais que tente mudar o rumo dos acontecimentos acredito que o facto de os viver, serve para manter intacta a minha capacidade de luta interior. Se tiver de os explicar a todo o instante, perco a expontaneidade que tanto me ajuda...ou, se quiser ser ainda mais sincera comigo própria às vezes estou-me nas tintas para os outros e não explico porque

 

não me apetece!

 

 

 

04.Dez.09

bolas....

 

fitas, luzes, acção

 

 

 

 

 

então é assim - eu ando meio tonta e não corro como antigamente certo? eles não querem nem saber e acho até que nem sabem bem porque é que a mamã anda a «facilitar» tanto

... ora vai daí aproveitam

 

Ora já cá disse que quando o pai esteve, foi à garagem e trouxe as coisas de Natal - um saco com enfeites e a grande árvore que embora um pouco para o torto é a mesma de há 3 anos para cá!

 

então temos um saco cheio de coisas....2 miúdos histéricos, uma mãe com a cabeça num 8 e leeenta, um pai pouco habituado a estas coisas de lidar com os 2 ao mesmo tempo, uma árvore grande e uma bisa que quer ficar no meio mas sem que ninguém lhe toque....deu para perceber?

 

 

e de repente temos - um pai histérico, uma bisa com fitas pela cabeça e luzes enroladas, 2 miúdos aos gritos mas a divertirem-se à brava (pelo menos enquanto não se queriam trucidar a ver quem enfeitava o quê) e uma mãe que quando viu a confusão deu de frosques para o quarto

 

Depois o pai desenrolou a bisa, consegui pôr os pés na árvore, tentou manter a calma, gritou com os dois pestinhas, gritaram todos, a bisa foi para o quarto, a mãe veio à sala e calcou umas bolas...

 

e quando já havia fitas por todo o lado, bolas esmagadas e luzes que não piscavam, o pai consegui endireitar a árvore o suficiente para lançar a parafernália de enfeites

 

Então os dois mais novos aceitaram o desafio com intensidade e colocaram com entusiasmo o que restou do tal saco....tudo sem ajuda e com muitos e sonoros cânticos à mistura!

 

Os avós viram a árvore no dia a seguir e como notaram algumas falhas, resolveram, aproveitando a ida da mãe à consulta, comprar uns belos bonequinhos em branco que trazem umas cores e uns pincéis e que os netos orgulhosamente decoraram...tá bem que não «pintaram» só os bonecos mas com tanta parede e mesas pintadas, quem repara nuns riscos a mais???

 

alguns exemplares pintados pelos meus artistas

 

E pronto a nossa árvore está feita, miúdos encantados, bisa restabelecida, avós satisfeitos e pais .....bem, pelo menos vivos, por isso cá em casa é oficial

 

O Natal chegou!

 

 

 

 

03.Dez.09

Semana curta....

 

 

de posts mas loooonga em acontecimentos!

 

vejamos...começo por mim que andei às voltas com problemas de pele (que viraram infecção) que obrigaram a refúgio mais que forçado dentro de portas - tal impressão, dores, desconforto nunca tinha sentido...

 

a minha cara virou polpa de tomate com pontinhos brancos (que pareciam espinhas da acne e com pús!) que inspiravam o Rafa aos mais diparatados filmes de terror - que a mãe tinha larvas na cara e que durante a noite ia virar zombie!

Depois de tentativas de contacto com o meu dermatologista, soube que só poderia ser vista 4ª feira, por telefone o que me indicou não trouxe grandes melhorias, apenas uma ligeira diminuição do ardor (muito ligeira) e quase que me convenciam a ir para as urgências....mas lá aguentei.

 

A saga terminou (mais ou menos) com a prescrição de um antibiótico mais forte e dose reforçada e mais creme para aplicação localizada a ver se ataco em todas as frentes...e dado que a frente é que está danificada, a ver se me recomponho rápido, agora que já tenho veredicto médico - rosácea (sim tem a ver com a côr - fico vermelha e depois a pele parece ganhar espinhas e inflama - coisa linda portanto....) e é crónico e não tem cura (lol - só a mim!) mas pode-se controlar isto durante o ano com tratamentos adequados e evitando os factores agravantes (como o stress - o doutor não vive cá em casa lol!, as mudanças bruscas de temperatura, as bebidas e/ou alimentos muito quentes ou condimentos fortes...)

 

 

deles

 

 

hummm deixa ver....pois...

 

nem sei se conto...teria de acrescentar alguns metros aqui à paginação...são dois diabinhos à solta sem terem a mãe a 100% portanto sem travão externo!

 

Registo - dias de frenesim por o pai ter vindo, o que deu para me deixarem na cama meio dia (a tarde de terça feira)! esse foi o tempo que durou a passagem meteórica do pai, ou seja, ele ficou até quarta mas como tivemos de ir ao médico, os miúdos não aproveitaram muito! deu para trazerem da garagem a «tralheira» natalícia que este ano foi montada tão rapidamente e sem qualquer limite à imaginação que acabou por ficar uma obra-prima!

 

Próximo up-date - árvore, iluminação e afins! é um delírio!

 

 

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