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Energia a Mais

A Hiperactividade vista à lupa

Energia a Mais

A Hiperactividade vista à lupa

07.Abr.10

Alternativas

 

para a Páscoa tradicional?

 

Posso sugerir

 

  • dois coelhos saltitões mas em versão humanoide
  • uma espécie de piquenique mas no chão da sala
  • muita amêndoa voadora
  • uma procura de ovinhos de páscoa em versão radical (inclui escalada e trapézio)

Foi assim que se passou a Páscoa cá por casa....

 

Eu explico

 

Os dois coelhinhos da praxe ainda não pararam de saltar dsede que iniciaram o período de férias (tinha de ser duas loooongas semana?) Tanto pularam em cima de tanta coisa que um dia, decidiram montar um circo só com acrobacias (foi na quinta feira antes da Páscoa...) Ora chamara assistência e vai de mostrar as habilidades....

Pois que a mesa da sala servia de trampolim e de repente «catrapum», a mesa não aguentou e vai de despejar os acrobatas! Eles não se magoaram por aí alérm, a mesa essa, deixou de servir o seu propósito...

Em alternativa, servi um almoço de Páscoa em versão piquenique (para os miúdos) e bufete para os graúdos...opá, pelo menos não passamos o almoço a sentados a encher a barriguinha - nesta versão comemos e caminhamos por isso nem sentimos o peso a mais lol!

 

As amêndoas foram vistas a voar pela janela porque claro está, nesta versão não há monotonia....para os distrair e fazer parar com aquilo sugeri uma procura de ovinhos que tinha escondido na noite anterior...

Só que na versão deles, a procura fez destruir alguns apetrechos caseiros e pior ao procurar no guarda fatos, descobriram que o varão dava um óptimo trapézio - desde aí tenho roupa espalhada pelo chão do armário pois o varão «afundou-se» com o peso dos trapezistas....

 

Pronto, tirando meia casa dsetruida, férias que nunca mais acabam e cabelos em pé de tanto nervoso, ainda cá estamos...siga!

 

 

01.Abr.10

EXTRA

ordinário....

 

Não é fácil para uma mãe reconhecer que tem em casa um filho capaz das maiores ordinarices! tipo, capaz de dizer palavrões de nos deixar de cabelos em pé, atirar-nos com nomes do mais puro e ranhoso calão, deixar-nos de cara escaldada porque é um desbocado mesmo com quem não conhece e parece não entender a noção de vergonha...

 

um miúdo que tira macacos do nariz, que deixa as mãos no prato da salada, que vira a água cada vez que pega num copo, que assobia nos consultórios, baixa as cuecas de vez em quando e cospe para o chão...

 

e que é capaz de puxar os cabelos do irmão mais novo, tirar-lhe os brinquedos, estragar o bolo de alguém, estar sempre a interromper uma conversa, correr para ser o primeiro a atender uma porta ou um telefone, mudar de canal sem avisar, não respeitar o silêncio de ninguém...

 

 

Pronto, não é mesmo nada fácil...e uma mãe não gosta nada de ouvir «que miúdo tão ordinário!»

 

A não ser que essa mãe se lembre que esse miúdo não o faz propositadamente, que esse miúdo tem um transtorno grave do comportamento, que embora inteligente, ele não se controla como seria «normal» esperar...

 

que se lembre que um dos mitos da hiperactividade que ainda subsiste, é achar que para mudar esses comportamentos basta a força de vontade (ou basta o querer...)

 

que ela se lembre que esse miúdo se revela nos momentos mais calmos e controlados pela medicação (necessária para lhe dar o tal controlo) num menino consciente das suas diferenças e perturbado pelo impulso...

 

que se lembre do olhar carente e desejoso de agradar, querendo ser melhor, mostrando que sabe amar...

 

E se essa mãe vier da escola com o coração a rebentar de orgulho pelos bons resultados escolares, pela certeza de que com boa orientação esse miúdo consegue suprir as ordinarices,

 

Então mais motivos tem para responder «não, minha senhora, ele é mesmo EXTRAORDINÁRIO» 

 

 

 

 

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