A Hiperactividade vista à lupa

Terça-feira, 14 de Setembro de 2010

 

 

vamos devagar, devagarinho na adaptação do Quico ao infantário...

 

 birras matinais imensas (sempre em crescendo até sair de casa, no carro e depois na escola) Não acho que seja preocupante fazer birra à porta da salinha, numa escola nova, com poucos dias ainda de adaptação...não! o que me preocupa são as terríveis, extenuantes e duradouras birras que começam com o raiar do dia, para se vestir, para preparar o necessário, para sair de casa (já são muitas e muitas horas de luta, desde os dois anos de idade...)

 

 

 come pouco ao almoço, mastiga como se estivesse a moer pedra, ou cospe no prato...lanches, demoraaaaados....Bem, em casa come em movimento, salta em cada garfada e só se tivermos resistência física e muita paciência, lhe metemos comida suficiente pela goela abaixo...

 

lá dentro, segundo as palavras da educadora, anda em correria pela sala....bem, ele dificilmente pára cá por casa, portanto desejo boa sorte à educadora! não tem «pachorra» alguma para desenhos ou pinturas, faz tudo a despachar...a auxiliar (ou melhor, a assistente da componente de apoio à família) diz que tem de o estar sempre a separar de um outro menino que também veio como ele, do infantário, pois os dois juntos «partem a loiça toda»!

 

e pronto...pouco mais se pode contar em apenas 4 dias de escola (3 deles a meio gás!) Reunião na quinta feira...

 

Andamos numa azáfama com o Rafa no regresso à escola, ou não fosse o meu filho, um velocista nato!

 

Ontem, primeiro dia, super entusiasmo - nada de vir a casa, almoçou na cantina, veio agitadíssimo com as novidades e claro, como só agora iniciou a nova medicação, foi difícil conseguir terminar as tarefas pedidas...

 

Trouxe mais uma lista com material, mais uma data de papelada para assinar...Reunião na quarta feira

 

Hoje já foi bem mais complicado assegurar a chegada atempada à escola, pois o entusiasmo arrefeceu consideravelmente durante a noite!

 

 

 

 

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postado energia-a-mais às 11:23

Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010

 

 

...ao grave!

 

levar o Rafa a uma consulta qualquer é um caso sério! desde logo, só para o convencer, depois para o fazer lavar-se, vestir-se, entrar no carro, enfim, tudo que é normal para nos deslocar-mos a um médico...e mantê-lo lá o tempo necessário para a consulta

 

este sábado, os preparativos começaram cedo, apesar da hora marcada para as 19h30, como já sei o que a «casa» gasta, liguei antes a fim de confirmar se as consultas estavam dentro do horário e por me terem dito que sim, lá saímos de casa, eu, Rafa, mano e avó, chegando à clínica com apenas uns providenciais 5 minutos para a marcação. Primeiro caso sério - afinal, entre as marcações o médico vai «metendo» umas vagas, sendo que acabava de chamar nesse horário outro paciente, ora nós ficamos afinal, plantados na sala de espera....por mais de uma hora!

 

segundo caso sério - o que fizeram então os meus pimpolhos durante esse período de tempo? bem, o que eu esperava - «armaram» confusão da boa...Sempre que entramos num sítio onde estão pessoas desconhecidas e onde lhe é exigido um comportamento mais regrado, o Rafa desatina, ou seja, exagera ainda mais nas suas reacções e atitudes, falando mais alto, gritando ainda mais, saltando mais, correndo mais, implicando mais com o irmão...secundado obviamente pelo Quico que aproveita o exagero do mano, para exagerar também! Por isso, pese embora a avó e eu tivéssemos feito de tudo para os manter na ordem, rapidamente o local se transformou numa espécie de «manicómio». Depois de inúmeros avisos da recepcionista sobre o barulho infernal e da loucura na sala, acabei por ter de lhe dizer que tinha isdo ela a responsável, pois que eu, sabendo o que significava uma espera daquelas, tinha tido o cuidado de perguntar antes de me dirigir à clínica, qual o horário exacto da consulta...estava eu há já dez minutos no corredor, ameaçando os miúdos de que iria embora e os deixava «internados» na clínica, caso continuassem com aquela atitude desobediente (isso para que se mantivessem fora da sala) quando finalmente nos chamaram.

 

Desta vez e devido ao adiantado da hora a psicóloga levou para o Quico se entreter, alguns jogos e eu entrei com o Rafa para a consulta com o neuropediatra. Claro que no início e como sempre faz, o Rafa estava numa de «chatear»...não respondia às questões, mexia em tudo, andava pelo peitoril da janela, não colaborava. Após o dr. com a sua calma habitual, ir «puxando» por ele, lá se dispôs a deixar-se consultar. Leu e escreveu um texto a mando do médico e respondeu a algumas questões sobre o mesmo, embora não até ao fim...

Mais uma vez, confirmando o diagnóstico anterior, o médico diz que o Rafa não tem qualquer deficit cognitivo. É uma criança com uma perturbação de tipo impulsivo, com a agravante de ter um severo transtorno de oposição/desafio. Usou uma expressão que registei - o Rafa é uma espécie de «topo de gama» das crianças difíceis.

Além disso, nota-se cada vez mais as características das várias comorbilidades associadas, daí nós notar-mos coisas como, gritos altos e sem razão, imitação de sons de animais, um som do tipo assobio que faz com muita frequência e um riso histérico que aparece (e apareceu lá dentro)  em momentos de ansiedade. O transtorno do sono também se confirma, daí as noites super agitadas, poucas horas de sono e muita dificuldade em adormecer.

 

Conclusão - medicação para manter! tentar controlar a agressividade e o dormir sem medicação é totalmente impossível. Também a concentração precisa de ajuda.

No fundo, mantemos a prescrição anterior - apenas vamos substituir por algum tempo, a risperidona (substância mais agressiva) por outro comprimido o catrapesan, devido à necessidade de «resguardar» o estômago do Rafa. Mas apenas por algum tempo, dado a agressividade dele. Será a toma da noite.

Concerta 36mg para manter de manhã, juntando o rubifen 1,5mg a meio da tarde. Com esta medicação, devemos também conseguir reduzir o apetite devorador do meu filhote que neste momento tem claramente peso a mais (não se nota muito, por ser bastante alto, mas tem!).

 

Entretanto o Rafa saiu do consultório antes do final, começando um festival de entra e sai, pois ele descobriu que o Quico estava na sala de espera e queria por força reiniciar a balbúrdia! mais um caso sério para resolver, pois ainda se encontrava na sala um casal, o que depressa originou «bate boca», o homem muito indignado com o barulho e querendo bater no Rafa quando este se lembrou de jogar à bola com a garrafa da água...a minha mãe indignada com o tal homem por este não entender que num consultório daquela especialidade, sendo o paciente uma criança e com o relógio sobre as 22h, seria de esperar alguma agitação!

 

Do sério ao grave é um passo! e grave foi o que o Rafa fez, do que dou conta a seguir

 

Pois que o meu filhote, sorrateiramente se apropriou do meu cartão de crédito, introduziu os dados, vai de fazer compras pela net (comprou uns animais virtuais para juntar ao pacote de um jogo on-line em que está registado). Eu estou normalmente a consultar o meu email e vejo uma notificação d pagamento. Fico siderada...pensei em mil coisas diferentes, só depois é que verifiquei o nome do jogo e associei as coisas.

Confrontei o Rafa com o sucedido...mas mesmo com provas do que acontecera, ele demorou muuuuuuito a admitir. Pois foi um «furróbodó» cá em casa, muito choro, muito ranho, muitos gritos, muitas lamúrias (e tu não gostas de mim, não fiz nada de mal...)

Foi grave o que fez, tanto mais que a net é um verdadeiro perigo e eu, tão atenta e sempre com alertas para que tenha o máximo de cuidado, verifiquei que afinal, para que uma coisa destas aconteça basta...uns segundos de distracção!

Isto aconteceu na sexta feira e à noite (como costuma ser de há uns tempos para cá, com a ajuda dos avós) estava previsto uma saída ao cinema, ver o «karaté kid», o que me serviu logo para poder aplicar um castigo no imediato - não ir ao cinema. Duas horas  de luta, duas horas de muita agitação, no entanto, sempre o mais serenamente que me foi possível, horas cruciais para que entendesse o mal que tinha feito e a gravidade da situação.

Quem tem um miúdo hiperactivo sabe bem a importância de manter regras definidas, o problema maior é ver essas regras cumpridas. O Rafa também tem alguma dificuldade em entender que um cartão representa o mesmo que o dinheiro em si...daí que tive de lhe explicar tudo com rigor.

 

Espero que tenha aprendido algo com a lição! eu já tirei também a minha própria lição, claro!

 

De resto, hoje dia 1 de escola para o Rafa, excitadíssimo e para o Quico, primeiro dia em horário completo! adivinham-se novidades!

 

 

postado energia-a-mais às 10:37

Quinta-feira, 09 de Setembro de 2010

 

 

ter um post assim dentro do «normal», com notícias do primeiro dia da pré do Quico, mais uns pormenores para recordar?

 

bom, até queria...

 

mas o que marcou o dia de quarta feira, não foi exactamente o choro desalmado  do meu pequenote, quando o larguei da mão na escolinha nova...

 

nem o ar meigo das educadoras que souberam ter com ele um diálogo em tom protector mas firme...e uma maozita firme também para ele não se escapar  atrás de mim...

 

nem mesmo o ar bem disposto  com que me recebeu depois, já muito à vontade na nova salinha, com colegas também eles bem dispostos e sorridentes

 

confesso que nem ficou marcada pelas inúmeras e usuais «brigas» entre os dois irmãos (estes primeiros dias são de adaptação por isso as crianças ficam pouco tempo na escola, logo, muito tempo em casa)...muitas delas a raiar o absolutamente perigoso!

 

o que mais marcou esta quarta feira foi a cena seguinte:

 

depois de uma das brigas mais duras da tarde e com o Rafa super eléctrico, com momentos de total loucura, resolvo cortar e mudar de cenário pelo que tento levá-los à rua. Depois da avó chegar, descemos qual grupo dos «4 fantásticos» mas em versão allien...(tipo, somos extraterrestres pela primeira vez a pisar solo do planeta terra!)

 

o Rafa andava a saltar à minha volta para que lhe apertasse os cordões da sapatilha (o que me pede invariavelmente e ao que eu invariavelmente lhe digo não...daí os saltos, gritos e gestos histéricos), o Quico queria experimentar os últimos truques das artes marciais nas aberturas das caixas de correio do prédio, a minha mãe a tentar puxá-lo em sentido contrário...

 

e de repente, sem nada que o fizesse prever, o Quico vira-se e corre em direcção aos carros estacionados em frente...todos julgamos que ele iria seguir para a estrada e por isso eu gritei, a minha mãe correu e o Rafa continuou a saltar...mas afinal ele trepou para cima do capô de um carro...eu, tapada pelo Rafa não consegui reagir, a minha mãe tentou apanhá-lo mas quase como num filme vimos o Quico caminhar literalmente por cima do vidro da frente, subindo para o tejadilho, ficando lá em cima do carro!

 

estavamos nós a alucinar  e ele volta a correr pelo vidro, saltando para o capô e  logo de seguida para o chão!

isto sem contar com o histerismo em que ficou o rapaz, cuspindo em toda a gente que lhe aparecia pela frente, deixando um rasto de autêntica maluqueira

 

mas será que não posso sair de casa sem ser notada???

 

hoje não faço previsões, pronto!!!!

 

 

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 10:21

Quarta-feira, 08 de Setembro de 2010

 

e pronto, dou por aberto o novo ano escolar cá em casa!

 

Período sempre agitado, não só cá em casa, sei disso - mas que aqui assume contornos específicos ou não houvesse um residente hiperactivo...

 

Muita da minha energia é investida na escola - o esforço começa logo por os levar, aos dois, sem ser por total arrasto...do mais velho tenho recordações, pré-medicação, que ainda hoje me deixam os cabelos em pé...do mais novo tenho um loooooongo calvário de tentativas de adaptação que resultaram numa mudança radical! este ano, o Quico sai do infantário e inicia a pré escola do ensino público!

 

Mudança que vejo com optimismo e que terei a alegria de testemunhar a partir de hoje, dia 8 de setembro!

 

Gostei muito da apresentação feita aos pais, pelos responsáveis do agrupamento escolar e tive uma notícia boa (embora esperada) de que outros meninos da instituição anterior, acompanham o Quico nesta mudança! por isso e porque a escola cheira a novo, boas instalações, tudo um primor, estou super entusiasmada!

 

resta esperar que o moço mais novo partilhe do entusiasmo !

 

notícias em breve (se a coisa correr...)

 

 

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postado energia-a-mais às 08:45

Terça-feira, 07 de Setembro de 2010

 

 

ser sucinta! mas se de repente aparecer um post assim para o extenso....

 

não se assustem!

 

para contar o que se passou connosco no fds passado, mesmo com boa vontade, tenho de fazer um texto longo!

 

Conhecem o conceito da tragi-comédia?

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A tragicomédiaé um subgênero teatral que alterna ou mistura comédia, tragédia, farsa, melodrama, etc...

 

Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.), no primeiro capítulo da Poética (1,6), faz uma aproximação entre a tragédia e a comédia, mostrando que ambas se servem dos mesmos meios - mesmos ritmos, cantos e metros. Mas é provável que Plauto (254 a.C.-184 a.C.) tenha sido o primeiro a empregar a palavra "tragicomédia" definindo-a como um gênero híbrido de comédia e tragédia, conforme explica através do personagem Mercúrio, no prólogo, de sua peça Amphitryon:

"O que é isso? Vocês franziram a testa porque eu disse que ia ser uma tragédia? Sou um deus, e posso mudá-la; se vocês quiserem farei da tragédia uma comédia, com os mesmos versos, todos eles. Querem que seja assim ou não? Mas que bobo que eu sou! Como se eu não soubesse o que vocês querem, eu que sou um deus! Sei o que existe na cabeça de vocês a respeito disso. Vou fazer com que seja uma peça mista: com que seja uma tragicomédia porque não acho certo que seja uma comédia uma peça em que aparecem reis e deuses. O que vou fazer, então? Como também um escravo toma parte nela farei que seja, como já disse, uma trágico-comédia." (PLAUTO, Amphitryon, 52-63).[1]

Essa mistura ou alternância de estilos ocorre em várias peças gregas e romanas, como o Alceste [2] de Eurípides (c. 485 a.C.-406 a.C.), que, em razão do seu "final feliz" e pelo tom levemente humorístico de algumas passagens, é vista por alguns eruditos como um drama satírico ou uma tragicomédia - mais do que como uma tragédia.

 

 

Esta é a minha visão do fim de semana, depois do relato deixem a vossa...

 

Durante todo o dia de sábado, tive de aturar um Rafa cada vez mais saltitante, diria euforicamente saltitante, com a perspectiva do novo ano escolar. Ele por norma é sempre «saltitante»  mas desta vez, ele juntou todo o novo material escolar para companhia! passou a andar de mochila às costas para todo o lado e mesmo com ela cheia, dava saltos, fazia piruetas, jogava psp, salti-comeu, salti-lavou cara e dentes, etc...

 

Entre a azáfama de tentar manter a casa funcional e os bruscos modos do Rafa para com o mano, andei num rodopio, atenta contudo ao mais novo que consegue cada vez mais proezas em menos tempo. Deixo exemplos - minutos: não mais de 3; local: casa de banho; estragos: vários cremes e pinturas abertos e espalhados pelo corpo, chão e espelho, sabonete na sanita, papel higiénico desenrolado...

 

Estive muitas vezes em exercício de respiração a fim de acalmar o meu estado de nervos, alternando com inúmeros «ataques» de limpeza frenética a tudo o que eles iam sujando...a meio da tarde reparei que cada vez que o Rafa ia à janela da sala, fazia caras de horror, ao que aliava gritos estridentes, muitos gestos e uma série de corridas pela casa, seguido pelo Quico que não sabendo o que se passava, também gritava, gesticulava e corria mas sempre perguntando «que é mano? que é?»

 

Ora quando dei conta de que a coisa estava descontrolada e o Rafa ameaçava vomitar no chão da sala, resolvi investigar. Olhei para baixo, para o terraço e deparei-me com uma visão macabra...

Já vos falei aqui de uns vizinhos do terraço que mantinham dois cães negligentemente, sem qualquer assistência...pois o alvoroço do Rafa era porque viu duas enormes poças de sangue, no chão junto a um dos cães...Verificamos que o cãozinho mais novo estava em agonia, deixando sair sangue em vez de fezes...um terror! Ora segurar os meus rapazes foi um suplício, o Quico porque queria ir salvar o cãozinho, o Rafa porque tem tanto pavor de sangue que não parava de gritar histericamente!

 

Ainda fui a casa da vizinha de cima para que fosse comigo ver o que se passava, cada vez havia mais sangue...por onde o cão se arrastava. Tocamos imensas vezes à porta mas ninguém nos atendeu, fiz umas chamadas para contactos da protecção animal aqui da zona mas pelos vistos, ao fds não funciona... Assistimos à agonia do pobre bichinho sem poder fazer mais nada a não se deixar uma nota escrita por baixo da porta, avisando os donos que tinhamos conhecimento e ou tomavam medidas ou tomávamos nós (isto ainda não acabou, o cão foi retirado pelo senhor da limpeza na segunda feira de manhã, o chão foi limpo também nessa altura, dos donos nem sinal, nem esclarecimentos alguns...)

 

Claro que foi um martírio acalmar os miúdos e a hora do jantar e do deitar, por norma sempre agitadas, foram ainda mais «doidas». O Rafa quando está muito nervoso, tem hábitos característicos de algumas patologias de que sofre e costuma bater com a cabeça nas paredes, arranhar-se ou mandar murros na barriga, assobiar, correr e tem ataques de riso descontrolado, prolongados. Ora estão a ver o filme? O Quico acaba quase sempre por imitar o irmão na maior parte das coisas...portanto! casa «caotica», noite daquelas!

 

Domingo, tinha jurado a mim própria (depois do alucinante domingo anterior) que jamais ficaria em casa. Mas sabem quando o instinto nos diz uma coisa e nós teimamos em fazer outra?

Combinei com os meus pais sair no fim de almoço e pensei num local, não muito longe, onde existem uns museus abertos ao domingo - Arouca. Onde também se comem unsdoces maravilhosos! Mas de manhã o meu instinto dizia-me para me deixar ficar por ali mesmo, talvez apenas almoçar no shopping, antes do horário de «enchente», evitando confusões, optando por voltar a casa depois e tentar levar os dois até aos escorregas. E porque é que não segui o meu «sexto sentido?»...poisssss! devia...mas acabamos por fazer como estava programado.

 

O que dizer da viagem? hummmm, bem pois, sabem aqueles anúncios tipo «alucinante viagem pelo mundo de...»? Foi uma alucinante viagem, pelo mundo da hiperactividade...O Rafa estava tão eléctrico que não consigo descrever a quantidade e tipo dos disparates. Para além de ir em acrobacias impressionantes dentro do carro...Quando começou a fazer da avó uma vítima, puxando-lhe os cabelos, beliscando, empurrando o banco com os pés, já não havia condições para seguir viagem. Entramos então na espiral «ele diz, nós dizemos o contrário, ele diz novamente o contrário de nós, nós dizemos o mesmo que ele, ele contraria-nos...» Assim: ele «vamos embora!» nós «agora não, prometemos ao Quico ir passear, vamos até Arouca!» ele «não quero, quero ir embora, para casa!» nós «está bem, então vamos virar» e viramos mesmo, ao que ele grita «não, vamos até Arouca!». Percebem?A coisa resulta, o problema é que fizemos isso quatro vezes....até Arouca! De uma das vezes tive de usar a táctica de recurso, quando digo «ou páras de mudar de ideias, ou eu saio do carro...» ao que tive de juntar ao discurso, a prática! e sim, demoramos uma «eternidade» a chegar ao local...

 

depois lá veio o instinto avisar - não entres aí com eles! Ora não sei explicar porque me lembrei de visitar o Museu de Arte Sacra de Arouca! Pois, Arte Sacra...

que dizer da visita? bem, foi uma visita guiada, com «guia» mesmo - uma senhora já não muito nova, daquelas com discurso decorado e treinado por muitas visitas a guiar turistas de alguma idade, estudantes interessados ou profissionais da matéria...A senhora não estava preparada para dois putos como os meus...nem ela, nem ninguém!

Enquanto ela enumerava os valiosos objectos expostos (alguns peças únicas dos séc. XVI, XVII ...) eu só pedia a Santa Mafalda, padroeira lá do sítio que não me fizesse cair em desgraça...

Ora eles é que não queriam saber de preces! num grupo pequeno (além de nós, três casais e uma senhora, todos acima dos 50...) não havia maneira de não serem notados. Ainda mais porque durante o percurso guiado e enquanto a senhora, parando e apontado, debitava «este é um valioso tapete, peça única da Índia, datado do séc. XV, oferta ao rei tal, tal....»o Rafa ia gritando «dás-me este tapete?»enquanto saltava à frente dela...e o Quico ora gatinhava aos pés da senhora, imitando gatos e cães, ora corria esbaforido para se lançar para cima de uma cadeira do séc. XVII, gritando «vou dormir uma sesta!».

Foram várias as vezes em que tentamos desviá-los das atenções mas as emendas eram sempre piores...tipo «olha Quico, vês esta estátua, é um santinho, o S.Tiago» ele«é um bombeiro mãe?» porque achou semelhança entre uma lança do santo e uma mangueira (!) além de que avistou um quadro que retratava o incêndio que destruiu o antigo mosteiro...e embora eu lhe diga «não é bombeiro mas ajudou a apagar fogos...» ele continua a gritar por cima da voz da mulher «é bombeiro, sim! é um bombeiro, sua vaca!» Ou quando a minha mãe dizia ao Rafa «olha querido, vês a santa Mafalda? pede-lhe uma coisa boa...» e ele «olha pede tu, isto não presta para nada...»

 

para cúmulo, a certa altura, os dois começaram a empurrar a senhora, com frases do tipo «ai...isto não acaba?» e «vá, lá despacha-te, não precisas explicar tudo!»

Penso eu que a visita terá demorado menos do que o normal, pois quase corríamos atrás da senhora, enquanto ela só apontava, já sem parar  «ali eram os claustros, onde as noviças....»

 

Quando a visita acabou, eu só me imaginava sentada numa esplanada, bebendo algo fresco para arrefecer as ideias, só que o Rafa iniciou o «round» dois! Quando fiz a pesquisa na net, tentando pormenores do dito museu, ele, em cima de mim, apercebeu-se de outro museu na zona. Segundo a descrição, um museu de trilobites, animais pré-históricos do tempo dos dinossauros, descobertos naquela área e que acolhe os fósseis dos ditos...E o que é que o Rafa reteve desta informação? Fosséis, dinossauros...bem lá no meio, andava a tal trilobite...que ele julgava ser assim um nome, técnico! e a possibilidade de escavar...

 

Ora, trata de perguntar  à senhora da bilheteira da Arte Sacra, o local, trata de «birrar» que temos de ir e nem o instinto me valeu! Dez quilómetros e muita curva depois, lá estávamos a parar no Museu das Trilobites de Canelas (Arouca).

Primeira desilusão - era uma minúscula casa de ardósia, no meio de uma escarpa de ardósia, algures nas ardósias da serra...Segunda desilusão, não era permitido ver as escavações...

 

Sempre imitado pelo irmão, o Rafa desata a disparatar sob o olhar recriminador da senhora na entrada que só dizia «haaaa, não podes falar alto, então isso são maneiras? olha, tens de ficar quieto!»

Finalmente quando saiu o grupo (família) que estava a fazer a visita antes de nós, iniciamos por uma salinha onde era suposto ver-mos um filme para perceber quem eram as Trilobites, como foram encontradas e a importância da recolha dos seus fósseis...Completamente descontrolado pela frustração de nada daquilo ter a ver com dinossauros, o Rafa limitou-se a estragar qualquer possibilidade de visualizar o filme, pelo que passamos rapidamente pela mini exposição dos bichos fossilizados (onde se inclui a maior espécie do mundo encontrada até agora...) e saímos em passo de corrida,perante o olhar agora de absoluto espanto da tal senhora que referi...tempo total da visita - 10 minutos...

 

A parte pior ainda estava para vir...totalmente inconsolável e caindo na típica agressividade pela qual descarrega a energia-a-mais, o Rafa insistia que tínhamos de ir lanchar, o que se tornava difícil dado que só na povoação principal existiam sítios para isso...como não conseguia satisfazer essa necessidade no imediato vingava-se, rasgando o tecido do banco do carro com um pedaço de ardósia que trouxera, batendo com os pés em toda a gente, gritando e berrando tanto que nem era possível ouvir-mos os próprios pensamentos...

 

Cansado de o mandar parar com aquilo e por causa dos estragos no carro, o meu pai às tantas, parou bruscamente, abriu a porta traseira, agarrando-lhe as pedras para as jogar fora. A cena é indescritível - avô e neto em total momento de pancadaria, a minha mãe aflita com os dois, eu tentando parar os três e o Quico coitado assistindo a tudo...Valeu que estas situações não são desconhecidas para nós e por isso, em vez de continuar até uma qualquer tragédia, resolvemos fazer como no reiki...Deixar a energia fluir, respirar lentamente, manter a cabeça no lugar, fiz o Rafa entrar no carro, pedi desculpa aos meus pais, perguntei ao Quico se estava bem e obrigamo-nos a seguir viagem... 

 

Chegamos mais mortos do que vivos, até porque ainda nos vimos em apuros quando, numa localidade aqui perto a polícia nos apareceu pela frente (o que daria por certo um outro post, caso nos tivessem mandado parar).

Depois de tudo o que se passou e quando a noite já ía «entradota», o meu filhote, por entre lágrimas de arrependido (sinceras mas infelizmente de curta duração) lá me dizia «sabes mamã, eu até me quero portar bem! mas não consigo...não sei porquê...»Pois....mas eu sei, filho, um dia também vais entender e conseguir sozinho dar a volta...e só por isso, a mãe acaba a noite a rir com as aventuras do hilariante «madagascar», entre voçês, mãos entrelaçadas, momentos tão fugazes que temos de aproveitar ao segundo...

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:08

Segunda-feira, 06 de Setembro de 2010

 

 

recuperar do fim de semana e já volto

 

se algum leitor deste blog for da zona de Arouca e arredores, pois que espero que tenha recuperado  e desculpem lá qualquer coisinha....

 

 

volto com as notícias, tão frescas quanto possível, espero!

 

 

 

 

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postado energia-a-mais às 11:59

Sexta-feira, 03 de Setembro de 2010

 

 

o que dizer a uma mãe que já tentou o suicídio duas vezes no último mês por causa do comportamento de uma filha?

 

è que eu não sei como encarar isto.... a não ser com uma grande tristeza!

 

Não vou aqui tornar esta história pública (não tenho esse direito!) mas menciono o assunto pela pertinência para este blog! Existem muitos pais (mães) que entram em desespero total porque não aceitam, não entendem ou simplesmente não sabem lidar com este distúrbio...(ainda ontem troquei um mail com uma pessoa em que abordamos isso mesmo...)

 

Vieram ter directamente comigo e pediram-me para falar com esta mãe, a filha tem 15 anos, está diagnosticada mas nunca fez medicação (apenas uma vez, ao que entendi e através do psiquiatra e nem sei se foi ou não para a hiperactividade). O casamento destes pais está em fase de ruptura, atribuída à jovem - imaginem o que isso faz à cabeça dela!!

 

Pediram-me para dar à mãe alguns conselhos e também indicar médicos, especialistas para obter outra opinião sobre o problema da filha...

 

Fico perturbada com estas situações - considero todas as partes antes de tecer qualquer comentário, cada caso é um caso, isso assusta!

 

Enfim! Quando se fala em números, estatísticas sobre quantas crianças com PHDA frequentam as escolas portuguesas, era bom que se falassem das histórias, se olhassem os rostos, se ouvissem os familiares...

 

 

postado energia-a-mais às 08:56

Quinta-feira, 02 de Setembro de 2010

 

 

não! não fui «abanar o capacete» para discotecas ou boites

 

se bem que e na companhia do marido, até me apetecia «curtir» a noite desse modo! mas por enquanto, as loucuras são mesmo dentro de portas e eu juro, solenemente que da próxima que me acontecer, ligo a câmara e faço um vídeo para editar aqui...só para que saibam que não estava a sonhar, foi mesmo real, não foi pesadelo, ok?

 

Pois como já por aqui dei conta mais do que uma vez, deitar o Rafa na cama dela é uma verdadeira saga! até já contei que andamos nisto há meses e que continuamos a ter muitas destas para contar!

 

Na noite anterior, mais uma vez, comecei por explicar ao Rafa porque não pode dormir comigo...«com 9 anos e um bom quarto com uma boa cama e ainda por cima com companhia do mano não tens motivo para passares a noite a dar pontapés na mãe!» que não, que comigo se sente protegido, que no quarto dele só tem pesadelos, que não consegue dormir e blábláblá do costume! ok - são só 22h ainda posso com isto! Mais uns quantos argumentos e contra argumentos e o Quico, entediado adormece - pronto são 23h, acredito (optimista!) que o Rafa acabe por ceder ao cansaço...

Levo o Quico para a cama dele e peço mais uma vez ao Rafa que se mude também: que não pode, que não quer, não tem sono ainda....Mau, são quase 23h30, começa a ficar «apertado», se não vai até à meia noite, depois é difícil!

 

Deixo de insistir e deito-me semi acordada a seu lado, tentando de facto não adormecer primeiro! ele fecha os olhos, respiração regular - ok! posso cumprir a regra dos 20 minutos - espero religiosamente cada segundo, vejo as horas 00h10m, é agora, vou transferi-lo de cama! tarefa de força pura ou não pese ele quase tanto como eu !

 

Acabo de o deixar no quarto dele, venho até ao pc, tento «blogar» um cadito antes de cair para o lado, oiço passos, respiração atrás de mim, xiiiiii, terror, ele acordou! «não tavas a dormir?», que já me tinha dito que não tinha sono, estava com muita sede, que queria água, ficava na minha cama só até adormecer  ai a minha vidinha!

 

E lá vem o sermão e a missa cantada fora de horas! «então queres ver que tenho de te fechar a porta do meu quarto à chave?» que isso não, que se fosse eu a não conseguir dormir, ia ver o que custa! «tás a brincar? então a mãe por acaso consegue dormir???»

 

Percebo que estamos naqueles dias, digo peremptória «nem que tenha de ficar toda a noite no teu quarto, tu não vens para a minha cama! vá vamos tentar!» Outra vez para o quarto dele, sento-me na cama dele, aguardo...aguardo...aguardo...(insónia maldita, porra!) Tento levantar-me e logo ele aflito e em alta voz «Onde vais mãe?» A voz do Quico a seguir «Onde vais mãe?» Aiiiii, queres ver agora???? Como se não bastasse um, agora tenho os dois acordados?

 

O Rafa não entende que tenho de me repartir, desespera os 5 minutos que me deito ao lado do irmão...levanta-se e vai procurar outra companhia! calma, dentro de casa...a bisa costuma deitar-se entre as 21h30 e as 22h. Se adormece logo, não sei - mas por norma dorme e ressona (lol) bem, por volta das 23h...Portanto, bisa confusa com acordar repentino à uma da matina! Não percebe o que se passa, acha estranho o Rafa estar a querer dormir com ela e levanta-se também para averiguar o meu paradeiro...

 

Dá-se então esta cena louca já depois da uma e com o prédio em profundo silêncio: no hall de apoio aos quartos, mesmo à entrada do quarto da bisa e de frente para o quarto dos miúdos, Rafa explica «velhinha, não consigo dormir, podes vir comigo?» ela «para onde? a mãe?» ele «está com o Quico!» ela «vai para a cama, vai ter com a mãe!» ele «nãoooo, anda comigo!» eu, já farta do patuá deles e prestes a ter um ataque por ver que o Quico se estava a a interessar pela conversa «xiuuuuuu!», ela «vai, vai ter com a mãe, a mãe?» ele «mas ela está com o Quico!» Quico «ela está aqui velhinha!» Pronto. É o fim! Agora tenho os 3 acordados!  Passo-me!

 

Saio disparada do quarto dos putos, Quico ao colo estremunhado, mando a bisa para a cama, agarro o Rafa por um braço - tudo ao molho na cama da mãe! eles, deitados um ao lado do outro, disputando cada pedaço de cama, de lençol, de almofada...eu aos pés da cama atravessada. Isto só filmado!

 

Duas e quinze da manhã, ok! finalmente estou a ouvir uma respiração mais ritmada, deixo o Rafa e transfiro o Quico (mais leve). Para não arriscar e porque não quero dar o braço a torcer, dormindo com o Rafa, penso em deitar-me na cama dele. Mas o que raio tem o puto? um radar de presença? estou nem há dez minutos a torcer para que só dê conta de manhã e já dou com a cara dele mesmo em cima de mim? «porque é que estás aqui mãe?» Ignoro, pode ser que ache que estou a dormir....«mãeee!» irra! se o Quico acorda outra vez, juro que saio porta fora e vou dormir na garagem...«Pronto, que queres?», que venhas comigo, que não consigo dormir!!!

 

Opá, pronto, não sou de ferro!!! lá vamos, eu amuada, ele choroso (mas que mania de me deixar de coração mole quando o vejo tristonho) «eu até nem queria dormir contigo, mas não sou capaz de ficar sozinho...tenho muito medo!»

 

Nestes entretantos, já são perto das 4h. Olho vermelho, cabeça a andar à roda..Quico mexe-se, mexe-se...algures no meu cérebro de mãe, alguma coisa me alerta mas o cansaço vence!

 

De manhã percebo o sinal - xixi gigante, o cheiro não engana, tadinho do Quico, não acordou, eu tão pouco e acabou por secar no corpo....até fico arrepiada!

 

Pronto, é ou não uma forma «original» de passar a night?

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 08:56

Quarta-feira, 01 de Setembro de 2010

 

mais novo não é fácil...ser irmão mais novo de um hiperactivo,  é condição para se ganhar medalha de mérito...

 

ser irmão mais novo do Rafa devia equivaler a uma entrada directa no Guinness !

 

O facto de eu gostar muito de crianças e do pai querer muito uma família grande, pesou na decisão. Mas quando nos vimos em ponto de rebuçado, tentando a todo o custo responder como pais, a um primeiro filho que aos dois anos já não conseguíamos «entender», foi adiando para um «talvez para o ano...» a possibilidade de lhe darmos um irmão!

 

E eis o porquê de embora com muita gente, desde médicos a familiares, a dizerem constantemente «um irmão vai-lhe fazer bem!», o Quico só aparece seis anos depois do Rafa...

 

Tenho agora a ideia de que de nada valeu este período de ponderação, bem podia ter «encomendado» o segundo com intervalo reduzido que não teria feito diferença alguma! nem para um, nem para outro...

 

A crise de ciumeira aguda, surgiu logo com o nascimento, foi amadurecendo, tornando-se mais concreta e está para ficar...ou seja, uma fase que dura há quatro anos ( e vai durar ainda muitos mais)

 

Tivemos o primeiro sinal logo ao chegar da maternidade, quando o Rafa eliminou todas as fotos do mano mais novo, tanto do pc como as da camâra...tentava partir-lhe os brinquedos, pegava-lhe de rompante e sacudia-lhe (com ele lá dentro) o berço ou o carrinho! E depois, à medida que o Quico cresce, o Rafa teima em fazer-lhe a vida num inferno  literalmente!

 

Acreditem, o Quico nunca tem sossego. Se está com qualquer objecto, por insignificante que seja, logo o Rafa lho arranca, brinquedos então, o Quico nunca é «senhor» deles...e mesmo que esteja apenas distraído com a TV, logo o irmão encontra uma maneira de destruir a distracção - passa por ele e pisa-lhe um pé, puxa-lhe o cabelo, troca-lhe o canal...

 

e as brigas? bem, quando se pegam, a única coisa que posso fazer é tentar «minimizar» os estragos! sim porque eu já vi muito irmão brigar (eu tive um irmão que gostava de brigar, lol) mas nunca vi, nada, nem parecido sequer, com as brigas entre eles os dois...as atitudes do Rafa são inimagináveis para com o mano! se atender-mos à diferença de idades e obviamente de tamanho e peso, parece-nos quase desumano ver como o Rafa se aproveita da sua clara vantagem de mais velho... (por isso tenho tantas e tantas vezes de intervir, caso não o faça, o Rafa nunca o fará, nem mesmo quando vê que leva a melhor e que o irmão está à partida derrotado)

 

Com todo este frenesim, o Quico foi desenvolvendo uma espécie de carapaça, tornando-se muito resistente e até mesmo pouco sensível (mesmo em frente a terceiros). Apesar de nunca deixar de seguir o seu ídolo (para o bem e para o mal) nota-se que tem um apurado sentido de sobrevivência, usando muito mais agora, o ataque como sendo a melhor defesa...por isso o Rafa, sempre leva troco...(na devida proporção)

 

Alegre, desenvolto, muito pouco dado a historinhas, pinturas, desenhos e tudo o que seja feito sentado, ou pelo menos mais quieto, o Quico vibra com brincadeiras que envolvam «Hulks», «Homens Aranhas» e «Ben 10», sendo sempre ele o protagonista bom e o mano o «mau»!

 

Tem um sentido de humor maravilhoso, imitando velhinhos, músicos, bombeiros e polícias, fazendo de cada aventura uma festa!

 

Problemas maiores - ver o mais novo adoptar atitudes e comportamentos (principalmente birras) do mais velho, saber que os faz por imitação e ter a certeza que se não fosse o irmão, a história seria outra!

 

Aliás, copia tanto o irmão nas brincadeiras que certas situações se tornam «perigosas» para os outros

 

 

 (atenção: nada de mal aconteceu a este menino do vídeo...a não ser talvez um susto...nós estavamos lá!)

 

 

De resto são tão diferentes quanto o podem ser dois seres nascidos dos mesmos pais, por vezes com diferenças que surpreendem....

 

Mas o papel de cada um está marcado. E o do Quico, como irmão mais novo é único! Acho até que o Quico trouxe com ele, ao chegar a este mundo, um conhecimento muito mais profundo sobre o que é ser irmão do Rafa...

 

Talvez por isso se tenha saído com esta frase, que deixo em jeito de resumo,

 

«Mano, tu és o Touro, eu sou o Olé!»

 

 

postado energia-a-mais às 09:11

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