A Hiperactividade vista à lupa

Quarta-feira, 03 de Agosto de 2011

 

 

Desde que o Rafa está medicado para PHDA que suspendemos a medicação durante um mês nas férias escolares. Este ano não foi excepção e voltamos a retirar o Concerta + Risperdal em Julho. Ainda não reiniciamos, pois entretanto em conversa com o médico, ele achou melhor fazer uma consulta de reavaliação e por isso este mês vamos andar sem medicação até dia 20.

 

Se para mim, como mãe, esta suspensão tem efeitos visiveis? claro que sim. O Rafa não precisa de medicação só para a escola, ele é inquieto e «difícil» em qualquer altura do ano - nas férias, periodo em que deveriamos aproveitar para gozar de algum tempo em família, as características da PHDA tornam cada momento uma tarefa de tensão, causadora de desgaste.

 

 

 

E quando os Pais trabalham, como no meu caso, as férias são aguardadas com expectativa, o que contribui ainda mais para a tal tensão. Não havendo fórmulas mágicas, uma dica é realmente adaptar as expectativas à realidade, não criando grandes ilusões.

 

De resto, considero que a medicação pode contribuir para umas férias bem mais equilibradas....que tem miúdos com hiperactividade o que pensa? costumam suspender?

 

Já agora aqui fica um texto retirado da net, partilhando este tema

 

 

Como lidar com as crianças hiperativas e com déficit de atenção durante as férias escolares?

Publicada em 04/01/2008 às 21h38m

Hilda Badenes - O Globo Online

RIO - Elas são inquietas por natureza, desatentas e impulsivas. E, durante as férias escolares, não é diferente. Porém, muitos pais de crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) costumam relacionar o problema exclusivamente à sala de aula e optam por suspender o tratamento durante as férias. Especialistas alertam, no entanto, que o procedimento é, na maioria dos casos, um equívoco.

- Ninguém tem TDAH "apenas para estudar". Assim, mesmo em férias, é possível observar os sintomas: não para quieto, não brinca calmamente ou em silêncio, interrompe os outros, não espera sua vez, não presta atenção quando falam com ele, perde as coisas ou não sabe onde colocou, parece que está "ligado na tomada". E até mesmo para jogar bola, praticar surfe, jogar baralho é necessário atenção, controle de impulsos - explica o neurologista Paulo Mattos, vice-presidente da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA).

- Se os pais acreditam que estes sintomas causam poucos problemas durante as férias ou se eles podem ser contornados ou tolerados, então é possível não fazer uso do medicamento - completa.

De acordo com o neurologista, o TDAH é um transtorno neurobiológico com forte influência genética que se inicia na infância e pode persistir na vida adulta em cerca da metade dos casos. Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Enquanto algumas são mais desatentas, outras são mais inquietas.

Quando a criança é mais endiabrada, os pais são os primeiros a pedir para dar continuidade ao tratamento. E, em alguns casos, a iniciativa parte da própria criança.

- Se a criança tem prejuízo social e familiar importante, os próprios pais são os primeiros a pedir para não parar o tratamento. Mas quando a criança é mais desatenta, só vai mal na escola, os pais acham que devem parar e fantasiam que dará alívio - diz o psiquiatra Enio Andrade, que coordena o Ambulatório de TDAH Infantil do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

- Tem algumas crianças que pedem para manter a medicação. Aquela criança que não pára quieta um minuto, que fica com o motorzinho ligado, merece - acrescenta o neuropediatra Milton Genes.

Medicamento pode se associar à diminuição do apetite e insônia

Alguns especialistas acreditam que o período de férias é propício para se fazer um teste e avaliar a reação da criança sem o uso do medicamento. Mas, segundo o neurologista Paulo Mattos, interromper o tratamento apenas durante este período não basta.

- A interrupção deve ser tentada após alguns anos de tratamento (nunca após poucos meses) e pode ser feita em qualquer época do ano. Retirar exclusivamente nas férias não permitirá avaliar o impacto da falta do medicamento no contexto acadêmico - ressalva.

Paulo Mattos lembra que a suspensão do medicamento pode ter algumas vantagens:

- Em alguns casos, o medicamento pode se associar à diminuição do apetite e alguma insônia (mais comum apenas no início do tratamento) e a sua interrupção faz com que eles desapareçam imediatamente. Como existe o receio de uma pequena diminuição do crescimento (é discreta, não ocorre em todos os casos e pode ser importante apenas para quem já é baixo ou tem pais baixos, de pequena estatura), a interrupção também teria a vantagem de deixar o paciente sem o medicamento por um tempo - explica.

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 11:12

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