A Hiperactividade vista à lupa

Terça-feira, 24 de Abril de 2012

 

 

isto só se explica com o raio do Karma (ou com uma dose muita grande d'azar!!!)

 

Depois de vos ter relatado o acidente da bisa e o problema do avô (do qual ainda está a recuperar) chega agora a vez da avó...e porra, se isto não é uma familia atribulada, então digam lá vocês o que pensam!!

 

A ver se faço um relato coerente do que se passou no fim de semana anterior, data do acidente da avó 

 

os miúdos deram-me um fim de semana de autêntico tormento (e não senhora vizinha-com-ar-de-entendida, os miúdos não são todos iguais, por mais que queira com isso desculpar o comportamento mimado que as suas duas filhas apresentam). Nada no comportamento de crianças com PHDA é normal e ninguém da família tem uma vida «normal», dar um banho não é dar um banho normal, pô-los a comer não é como dar as refeições a crianças normais, fazê-los brincar com qualquer coisa é tudo menos normal, tentar que se entendam é absolutamente fora do normal....portanto e porque em casa, para que as coisas funcionem minimamente controladas, eu faço um esforço acima do normal, é natural que me sinta com moral para falar deste assunto

 

o dia de sábado começou às 6h45 com um Quico absolutamente telhudo a querer com toda a força rebentar com a persiana do quarto - e digo mesmo rebentar!! o Rafa logo se juntou para provocar um terramoto entre os dois que fez abalar toda a casa...mesmo. Portanto e depois de ter de os separar cada um para uma divisão, antes do pequeno almoço já eu tinha limpo dois quartos para remover os destroços (até ao fim do dia, voltei a limpar os dois quartos, a sala, a cozinha - sete vezes no total, contando com o aspirar...mais a limpeza normal do resto da casa...)

no meu sábado normal fui cinco vezes à rua, ora com eles, ora sozinha, sempre para ir buscar alguma coisa absolutamente imprescindível, ou para eles ou para a bisa...fiz 3 pequenos almoços, 3 lanches, um almoço e um jantar, sendo que em cada uma dessas refeições a única pessoa que se sentou efetivamente à mesa foi a bisa...os dois miúdos comeram enquanto saltavam e para que o Quico fosse engolindo alguma coisa tive de saltar com ele.

No domingo, depois de uma brutal parte da manhã, em que fiz tudo o que já tinha feito no sábado mais o que qualquer pessoa teria feito num domingo, arranjei os dois para a habitual descida até ao parque. Sempre que descem para jogar futebol a aventura de os controlar toma proporções imensas. Os dois pegam-se logo ainda na escolha da bola, cada qual querendo uma diferente e invariavelmente saindo cada um com a sua...no elevador a briga acentua-se pois o espaço entre eles é «apertado». À saída do prédio já os dois parecem ter engolido um vendaval e enquanto correm estrada fora, apenas tenho tempo para mentalmente ir «rezando» para que nenhum seja atropelado. 

No parque pegam-se por tudo - por um chuto mais alto, por um que foi baixo demais, por um ter chutado com força, por ter chutado devagar, por ter defendido, por não ter parado a bola....habituada que estou a isto, vou evitando que alguma bola vá parar à rua ou que algum desate a correr em direção proibida.

Passado pouco tempo o Quico por norma desiste de tentar pôr o irmão a jogar com ele e lança a bola dele cm toda a força pela rua fora...isso obriga quem está com ele a correr atrás da dita e portanto a brincadeira termina. Mas claro, o irmão fica fulo pois como estão sempre do contra, se um quer terminar o outro quer continuar a «jogar». Coube a sorte (ou falta dela) que os avós, entretanto chegados, apanhassem com esta parte. Sempre disponíveis, o avô resolveu tomar a seu cargo o Quico, enquanto eu corri atrás da bola dele e a avó corria com o Rafa...ora o Rafa joga como se estivesse numa arena, sendo que ele é o touro e nós os forcados! um encontrão casual com a avó lançou-a ao chão e pronto....foi fatal...

 

Depois foi uma sucessão de cenas que recordo em pormenor e das quais destaco algumas das mais caricatas (sim porque tal como em muitas outras ocasiões, a conjugação das diversas variáveis provoca delirantes momentos entre o trágico e o cómico...ou serei eu que insisto em ver as coisas dessa forma). Pois que a avó caiu e não mais se levantou tendo percebido de imediato a gravidade da situação. Liguei o 112, respondi às questões colocadas e ficamos à espera do INEM. A parte caricata é que isto aconteceu num parque frequentado por uma montanha de miúdos pré adolescentes que usam o espaço para andarem de skate...e vê-los com mil preocupações oferecendo os skates como apoio de cabeça para a avó, perguntando-lhe se ela queria água, mantendo-se por perto sempre atenciosos, rodeando os meus pais e tecendo comentários sobre a fragilidade dos ossos dela (que tadinha era tão magrinha e bué leve...) acabou por ser desanuviador! e quando o paramédico chega e vê uma senhora deitada no chão rodeada por putos de skate na mão, arregalou os olhos e perguntou «estava a andar de skate ou quê??» e arregala mais quando ela diz «não, estava a jogar à bola!»

 

como seria de esperar a situação da avó mexe com todos...cada um à sua maneira o Rafa e o Quico viveram esta queda da avó e consequente internamento de forma bem diferente....mas isso fica para outro post - estou a escrever no meio de uma batalha com almofadas e a coisa está a ficar deveras descontrolada!!

 

postado energia-a-mais às 09:09

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