A Hiperactividade vista à lupa

Quarta-feira, 20 de Março de 2013

 

o tempo muda na Primavera e muito muda no nosso organismo

 

A criança portadora de PHDA começa muito cedo a manifestar certas caraterísticas relacionadas com problemas na alimentação. Muitos pais referem o inicio da toma da medicação, nomedamente do meltefedinato (concerta, ritalina, rubifen) como fator de mudança no apetite e que leva a um período de má nutrição, dado que a criança não sente fome e não se alimenta convenientemente. Mas a maioria dos pais aponta desde os primeiros tempos de vida da criança uma dificuldade óbvia que se prende com a incapacidade de se sentarem e comerem sossegados.

Não existem infelizmente, estudos adequados que demonstrem as razões para que sejam detectadas em crianças com PHDA  carências em alguns nutrientes essenciais ao desenvolvimento e nutrição do cérebro. Embora não se percebam as razões, a verdade é que crianças com PHDA têm maiores défices de elementos como ferro, magnésio, zinco, cálcio e cobre do que as crianças «normais» sendo o magnésio o elemento mais em falta. Já foi entretanto referido por diversos autores/especialistas na matéria, que uma deficiência em ferro altera a neurotransmissão de dopamina, contribuindo para a fisiopatologia da PHDA.

Também baixos níveis de magnésio influenciam o funcionamento de cérebro, sendo ainda de referir que o magnésio tem propriedades capazes de ajudar a regular a excitabilidade nervosa e muscular. Ora, um outro estudo veio confirmar uma correlação entre níveis baixos de magnésio e o quociente de concentração, sendo que os níveis de magnésio são mais baixos em crianças com PHDA do que em crianças saudáveis.

Existem ainda evidências de estudos da década de 80 que apontam para um défice de ácidos gordos essenciais (fundamentais para o desenvolvimento cerebral) em crianças com PHDA.

A PHDA é uma perturbaçao complexa e heterógenea e por isso necessita de uma intervenção terapêutica completa e individualizada, pois cada caso é um caso e embora os vários estudos demonstrem que a nutrição desempenha um papel importante na abordagem terapêutica, seriam necessários mais estudos controlados em amostras de maiores dimensões e ao longo do tempo, para se poder determinar o papel concreto da suplementação e das modificações na alimentação das crianças afetadas por esta perturbação.

 

 

No Rafa cedo notei problemas de pele, nomeadamente descamações no interior dos dedos das mãos e pés e até queda de cabelo (associado a baixos níveis de zinco), mais acentuada na primavera e outono. Além de que sempre se notou a síndrome da perna inquieta - uma agitação motora muito comum em crianças com PHDA e que está associada a baixos níveis de magnésio. Coisas que começo a notar no Quico, sobretudo na pele. Alertada pelo neuropediatra que aconselhou suplementos logo no primeiro ano de medicação do Rafa (cerca de seis meses apos o início da ritalina) passei a introduzir, pelo menos duas vezes por ano - primavera e outono - suplementação. Assim, como estamos na época vou dar aos miúdos um reforço que lhes garante um aporte adequado para compensar os tais défices. Existem no mercado diversas escolhas possíveis e algumas especialmente indicadas para crianças com a perturbação de hiperatividade e défice de atenção.

 

Aconselho a todos os pais de crianças com PHDA que se informem com os respetivos médicos sobre a necessidade de suplementos e também para que fiquem atentos a sinais de deficiências nutricionais na pele, cabelos e unhas, além da perda de peso (sobretudo quando medicados com melfetedinato) ou atrasos no crescimento.

Por outro lado, a abordagem ao tratamento da PHDA deve ser abrangente e sobretudo, devemos ter consciência, como pais, de que por si só a terapia farmacológica (só medicação) não é suficiente, devendo ser acompanhada por uma terapia comportamental e nutricional.

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:06

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