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Energia a Mais

A Hiperactividade vista à lupa

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A Hiperactividade vista à lupa

15.Jan.14

bullying na escola?

 

 

Que sei eu? afinal sou só uma mãe...que por acaso tem um filho com PHDA, cujo rótulo é suficiente para que na escola haja discriminação...que por outro acaso, coordena um núcleo de apoio a pais com miúdos «rotulados» e que por isso já foi chamada a intervir em várias situações em diferentes escolas

 

Na verdade, encontro muitas vezes situações de conflito entre pares, nos mais diferentes contextos muitos deles com crianças/adolescentes que sofrem por serem «diferentes». O que me desagrada é ver que na maioria dos casos onde a APCH tenta intervir (a pedido, por norma, dos pais das crianças vítimas) nem sequer somos autorizados...porque as escolas insistem em tratar dos assuntos a nível interno - mais, fazem-no às portas fechadas, tão fechadas que pura e simplesmente nem admitem ter um problema.

 

Por que razão isso acontece? Acho que por uma questão de mentalidades! Quando ouço pessoas mais velhas virem dizer que «no meu tempo, isto também existia, não se dava era esse nome» não posso dizer que concordo! Verdade que existiram desde sempre miúdos abusadores e miúdos abusados, só que os tempos são outros e as vítimas de hoje enfrentam muito mais do que um bando de rufias com ar de mandões, rufias que nem sempre levavam a melhor...agora a dimensão é outra! E o problema tem de ser resolvido com outras estratégias. Nas escolas de hoje, não se passa o mesmo que nas escolas de ontem! Basta entrar numa escola atual, num mega agrupamento, numa EB 2/3 para perceber que muita coisa mudou. Que os nomes estrangeiros que por cá se usam não podem ser usados com o significado do antigamente...refletem realidades atuais bem diferentes, onde a simples «postagem» num facebook altera o mundo dos envolvidos para sempre!

 

Numa das situações em que nos solicitaram ajuda para dialogar com a escola, foi-nos recusado o acesso pelo diretor, noutra, apesar de os pais nos terem facultado o acesso ao processo de acompanhamento psicológico, nunca conseguimos marcar encontro com o psicólogo da escola por este alegar sempre falta de disponibilidade...depois quando surgem casos destes, há sempre uma espécie de «camuflagem» e a tentativa de relacionar o suicídio com outros problemas, nunca com o bullying...«Suicídio de aluno afinal pode não ter sido bullying»

 

Acredito que nem todos os casos são exatamente o que parecem, muitos não serão certamente bullying mas a verdade é que a escola tem de encontrar meios para olhar mais de perto para os alunos, perceber o que está por trás de certos comportamentos, das tais dificuldades de aprendizagem (tantas vezes o estômago vazio impede a aprendizagem, o mau comportamento expressa uma realidade que nada tem a ver com indisciplina!). Tantos cortes em coisas tão essenciais como a contratação de profissionais da área da psicologia, agrupamentos de 2000 alunos com apenas um psicólogo a acompanhar...eu posso não perceber nada do assunto mas sei que isto não vai dar a bom porto!