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Energia a Mais

A Hiperactividade vista à lupa

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24.Set.12

Mudança de estatuto

 

 

pois é! mudei de estatuto - não de estado lol!

 

passei de desempregada para «inserida» através dum programa de emprego-inserção do IEFP. O que realmente muda na minha condição? bem, muda o estatuto - agora sou «ocupada»....desempregada!

 

primeiro ponto a reter e ao qual a técnica do IEFP deu um grande relevo - continuo desempregada, ok? este programa permite apenas que instituições públias ou privadas sem fins lucrativos, insiram pessoas que estejam a receber subsídio de desemprego (condição única) para realizarem tarefas de apoio nessas instituições, durante um período máximo de 12 meses

 

segundo ponto a reter - continuamos a receber o subsídio de desemprego porque continuamos desempregados {#emotions_dlg.lol} e uma vez que vamos desempenhar tarefas (que não são trabalho) temos um valor a receber de 20% do IAS (cerca de 83,00€) e um subsídio de alimentação diário de cerca de 4,00€

 

mantemos ainda todas as obrigações a que estamos sujeitos pelo IEFP, nomeadamente a procura activa de emprego e a ter de aceitar eventuais ofertas, mesmo que isso implique sair repentinamente do sítio para onde nos haviam enviado antes

 

também temos duas certezas - terminado o período de «contrato de inserção», não existe qualquer vínculo (nem podemos contar com esse período para eventuais vagas a concurso) e nunca poderemos voltar a inserir a mesma instituição, mesmo que estejamos ainda na condição de subsidiados

 

...e também não temos como recusar uma inserção, caso sejamos selecionados, uma vez que a recusa implica de imediato a perda do subsídio de desemprego (falte o que faltar para o seu término)

 

Ora então, depois de uma rápida seleção, estou agora a realizar «trabalho socialmente útil» numa escola, na área administrativa (ou seja secretaria) dando apoio a tarefas que em nada diferem das que são desempenhadas pelas funcionárias que lá estão colocadas. O horário de trabalho também é completo, pelo que na verdade, embora estando desempregada, tenho agora de estar no meu posto às 9h30 e chego a casa perto das 18h00. Portanto, os meus pais estão novamente na condição de «pronto-socorro» para assegurarem as idas e vindas dos miúdos, ou alguns almoços em casa dos pequenos. Curioso ou irónico, sei lá - é que isto começou mesmo na altura em que eu julgava poder respirar um pouco, depois do alucinante mês de agosto, com a entrada deles na escola....

 

entretanto, como sou uma pessoa que tem assim uns pensamentos, digamos, a atirar para o crítico, pergunto: esta medida de emprego-inserção (para além de obviamente beneficiar as instituições que a ela recorrem - ficam com funcionários a preço da chuva) em que é que vai beneficiar o IEFP ou a segurança social? então se continuam a ter de pagar os subsídios e continuam a ter desempregados, como é que a medida pode ser benéfica? isto para não falar que na prática, alguém que esteja nestas condições terá mais dificuldades em continuar a procurar emprego, pois tem o seu tempo limitado e andará certamente mais ocupado...pelo menos eu ando!

 

bem, de tudo o que acontece por cá, uma coisa é certa, há sempre um ponto de certa ironia - e desta vez o Rafa levou por tabela! ora onde fui eu inserida? na escola dele {#emotions_dlg.lol} nem mais!

 

 

«fogo mãe! vais ficar na minha escola? na secretaria? opá! não é justo! jura que não vais andar atrás de mim!»

 

 

 

 

2 comentários

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    energia-a-mais 25.09.2012

    Como diz o Jorge acho que os iluminados pegaram na ideia de que quem está no fundo de desemprego deve ser aproveitado para fazer o que não se quer pagar. Porque não mandam trabalhar quem está a cumprir penas e passa o dia na prisão a comer, dormir, ler livros na biblioteca e a ter apoio psicológico? será que o desempregado tem de mostrar à sociedade que merece o subsídio, contribuindo com horas de trabalho comunitário e a certos presos que lesaram a sociedade são permitidas mordomias?! já agora acho ridículo que um desempregado com direito a subsídio tenha que provar seja o que for - que eu saiba o subsídio a que tem direito é-lhe atribuído em função dos anos que trabalhou e dos descontos que fez, logo é pelo que já deu ao estado que tem essa protecção, não pelo que virá a dar se arranjar trabalho! quanto ao RSI já tem outra leitura, pelo menos na minha maneira de ver as coisas...
    Beijos

    Teresa
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