A Hiperactividade vista à lupa

Quinta-feira, 18 de Outubro de 2012

 

 

nem sei o que pensar...será o deficit dos meus rapazes a causa dos «problemas» na escola ou será o excesso de «zelo» dos professores o verdadeiro motivo de tanto recado?

 

Já aqui falei de como está a ser penoso este ano letivo. Não há um dia em que não cheguem queixas da escola, ora de um, ora de outro, frequentemente dos dois...já deixei de contabilizar os recados do Rafa e as tabelas do comportamento do Quico andam a vermelho mais vezes que o desejável. E o dia de ontem então fica para o registo «oficial».

 

Os dois estiveram na «mira» dos professores e o resultado foi catastrófico - o Rafa trouxe um dos recados mais duros de sempre (que me faz responder através da mesma via) e o Quico trouxe vários itens a vermelho, o item do comportamento a preto (cor que a professora dizia no início do ano ser quase impossível algum menino vir a ter) e recado escrito para explicar as razões de tal avaliação....

 

Ora confesso que me sinto angustiada, desmotivada e sobretudo preocupada com o futuro. Mas também tenho algum sentido crítico sobre os «tais motivos» e admito que por vezes os acho um «exagero». Eu andei na escola, fiz todos os ciclos escolares até à licenciatura. Não fui das mais irrequietas é verdade mas tive vários colegas que o eram. No entanto não havia tanto dramatismo assim quado alguém se virava para trás ou falava para o do lado. Também não me lembro de nenhum professor que tivesse aconselhado os pais a levaram um miúdo ao psicólogo porque este corria demais, nos intervalos fazia pinos ou era agitado na cadeira....

A professora do Quico diz que ele é imaturo, demasiado brincalhão e não dá importância à escola. Justifica a tal bola «preta» com o facto de ele ter passado o dia a fazer palhaçadas, não ter feito os trabalhos e apesar de o ter chamado à atenção ele ter continuado a ignorá-la. Eu sei que dentro de uma sala de aula é suposto as crianças colaborarem mas será que num primeiro ano, ainda no primeiro período, miúdos que acabaram de sair de uma pré, mesmo que já tenham feito 6 anos, terão maturidade suficiente para o entenderem? e mesmo que alguns o tenham, será que todos se desenvolvem ao mesmo tempo? todos revelam a mesma maturidade?! Se eu, em casa, apesar de muito esforço e de ter de o fazer usando certas estratégias (como ter o mínimo de estímulos à volta, falar com calma, levá-lo a fazer por ele, dar-lhe os parabéns efusivamente quando o atinge o objetivo) consigo que faça os trabalhos, não terei legitimidade para questionar porque é que na escola ele não os faz? ok, a professora tem muitos alunos...mas tem preparação para isso, certo? 

 

Quanto ao Rafa, mandarem recados porque ele se vira para trás???? apetece perguntar - e então????? será que todos temos a mesma atenção durante todo o tempo de uma tarefa? nunca viram a pessoa com quem conversam, olhar para o lado durante a conversa?  nesse caso existe muita gente com déficit de atenção! depois, dizer que ele «não sabe estar numa sala de aula», que os seus trabalhos de EV/ET revelam pouco empenho, significa o quê? um miúdo com PHDA tem dificuldades em trabalhos que impliquem maior concentração e destreza manual. Isso não revela pouco empenho, revela antes de mais uma necessidade específica decorrente de uma perturbação que lhe afecta comportamento, atitudes e capacidades. Mas que se pode colmatar e trabalhar de modo distinto que lhe permitam ultrapassar obstáculos. Não saber estar numa aula é faltar ao respeito, não é no meu entender levantar-se da cadeira para afiar os lápis ...ou olhar para o lado, rir para o colega e comentar uma imagem que estava a ser tratada na aula - aliás o Rafa nunca teve confrontos na sala, até porque a medicação o faz ter mais controlo, os recados são sempre pelo facto de ele se distrair facilmente ou elevar a voz na conversa com os colegas...coisa que os professores deviam saber orientar, pois são caraterísticas da patologia dele.

 

Por causa deste desgaste constante é difícil manter-me animada. Sobretudo porque acabo por ter de passar muito mais tempo com eles para que façam algum trabalho em casa. E isso é outra luta... Para além de estar sozinha e ter de dividir o apoio pelos dois, sendo que alguns dos conhecimentos a aplicar exigem já um puxar pela memória (e isso porque os estudei de facto, coisa que para muitos pais se torna ainda mais complicado) tenho todo o trabalho doméstico a meu cargo e obviamente tenho de fazer jantar, dar banhos e manter a casa a funcionar - para dar um exemplo, estive ontem duas horas com o Rafa para que acabasse os trabalhos em falta (8 exercícios de matemática todos com várias alíneas) e conseguisse fazer um trabalho de português de três páginas de exercícios o que para uma criança com PHDA é um autêntico massacre. E uma hora com o Quico para que emendasse o trabalhos das fichas da escola mais o trabalho marcado para casa... ou seja entre as 20h00 e as 23h00 não fizemos mais nada...numa fase em que eles precisavam de acalmar, ter tempo para conversar, ter a minha atenção, para se deitarem a horas aceitáveis, estivemos a barafustar porque um não se calava enquanto o outro estava comigo, ou a ter de deixar um no PC para haver mais sossego! isso não será motivo para um recado aos professores?

 

APOIEM OS ALUNOS NA ESCOLA - REDUZAM OS TPC!

 

postado energia-a-mais às 09:13

De Patricia a 18 de Outubro de 2012 às 10:33
Teresinha

Tudo o que dizes, é o que eu tenho sofrido diariamente este ano com o meu N.
Estou tão tão saturada!! E ainda por cima os professores acham sempre que sou eu que sou branda demais !!! EU????
E verdade que não chicoteio o meu filho, que não o deixo fechado no quarto sem comer, porque se esqueceu de 3 TPCs numa só semana, ou porque não passou a tabela do quadro para o caderno.
Mas falo, zango-me, retiro o computador...Mas tambem compreendo, apoio e tento que ele encare os TPCs como um desafio e não como um castigo!

Tereza será que conseguaimos encontrar um ilustrador ou designer, que pegasse naquela minha ideia do ano passado, de fazer o paralelismo do cego, do surdo do da cadeira de rodas, com o phda e as distintas atitudes dos professor. Faziamos uns folhetos em papel e digital e a Associação mandava para as escolas e nós anexavamos aos recadinhos.
Patricia

De energia-a-mais a 18 de Outubro de 2012 às 21:29
Olá querida! pois,não podemos estar sempre a chamá-los à atenção e castigos a toda a hora não funcionam com ninguém. Até porque se não tivessem PHDA lidariamos com eles de outro modo!
A tua ideia é fantástica e eu como li o teu comentário ao início da tarde, já liguei para uma pessoa que nos vai ajudar! espero ter notícias em breve e depois mando-te por email.
Um beijo

Teresa

De ana a 18 de Outubro de 2012 às 14:45
"Também não me lembro de nenhum professor que tivesse aconselhado os pais a levaram um miúdo ao psicólogo porque este corria demais, nos intervalos fazia pinos ou era agitado na cadeira...."
antigamente os alunos nao se viravam para tras e bastava dizer à mãe e a psicologia aplicada no rabo funcionava às mil maravilhas.

De ana a 18 de Outubro de 2012 às 15:02
" consigo que faça os trabalhos, não terei legitimidade para questionar porque é que na escola ele não os faz? "


"para dar um exemplo, estive ontem duas horas com o Rafa para que acabasse os trabalhos em falta (8 exercícios de matemática todos com várias alíneas) e conseguisse fazer um trabalho de português de três páginas de exercícios o que para uma criança com PHDA é um autêntico massacre. E uma hora com o Quico para que emendasse o trabalhos das fichas da escola mais o trabalho marcado para casa..."

tb na escola faria se tivesse mais do cimo horas de AC (actividade Curricular)

Não entendo em cima até diz que não entende a professora e gaba-se de ele fazer os trabalhos consigo em baixo é um lamuriar do tempo perdido com ele? e quer que a professora esteja sozinha com ele deixando os outros 20 e tais alunos sozinhos? que moral meu deus que moral

este blogue é só para falar dos professores? Que lata!

De energia-a-mais a 18 de Outubro de 2012 às 22:05
Como está? obrigada pelo seu comentário. Não precisava de ter feito copy do texto, eu sei o que escrevi! não vejo é onde pode ter lido a senhora alguma lamúria minha (esse não é de todo, o tom deste blog), além do que nunca refiro o tempo que passo com os meus filhos, como perdido!! muito pelo contrário, cada segundo que passo com eles é precioso demais por isso faço por o aproveitar. Seja qual for a atividade com eles, ela é sempre valorizada.
Quanto às críticas aos professores, faço as que entender. Até porque por enquanto a opinião é livre e por isso a senhora tem a sua. Se os professores se acham no direito de julgar as aptidões parentais, porque não podem os pais opinar sobre a competência (ou falta dela) dos professores? se me lesse sem preconceito saberia que nunca generalizo, sei perfeitamente que existem excelentes professores e reconheço o empenho e dedicação com que muitos se comprometem com a profissão que escolheram. Além disso, crianças a mais na sala de aula não é culpa dos pais, se os docentes lutarem por dignas condições de trabalho, por mudanças de estrutura e de planos curriculares mais ajustados à realidade, todos ficaríamos a ganhar!
Sabe no entanto o que me dá força em momentos menos bons, ou quando me deparo com comentários destes, cuja finalidade desconheço mas que mostram como ainda se olha a PHDA como invenção da moda? O que me dá força são palavras como as que me disseram hoje no final da escola, saídas da boca de uma professora do mesmo Rafa que ontem trouxe um recado brutal....«então, já vão embora? vão lá que se faz tarde! o Rafa é um espetáculo, extrovertido, simpático, hoje esteve a contar-me sobre o amigo de turma que vai para a suiça, estivemos todos a falar. A turma é muito simpática, um grupo falador mas excelentes miúdos! e ele trabalhou bem, fez os trabalhos de ciências que eu supervisionei». Ou seja, dois professores, duas visões diferentes sobre as mesmas caraterísticas do meu filho. O tal que me faz perder a cabeça mas que eu amo incondicionalmente.
Da moral, não discuto, a senhora lá terá a sua.

Teresa

De Maria a 19 de Outubro de 2012 às 00:05
Já aqui o escrevi mais do que uma vez. Para mim és uma super mulher. E tens feito, parece-me, um ótimo trabalho.

Percebo a questão de, eventualmente, não ser fácil para professores que não tendo nenhum colega em apoio na sala, tenham que lidar com uma turma de crianças onde se incluem alguns meninos com as carateristicas dos teus. Mas somos mães e temos que fazer o nosso papel. Se o ensino no nosso país fosse diferenciado, se existissem técnicos e professores suficientes nas escolas, estas situações, em minha opinião, não seriam discutidas, porque não eram sequer um problema.

Quanto aos TPC, também acho que são um abuso. Deixem as crianças respirar. Invistam na qualidade do ensino e não na quantidade.

Beijinhos

De Nadia a 19 de Outubro de 2012 às 00:12
Minha Querida, compreendo-te perfeitamente.
O comportamento do Quico é perfeitamente normal...Lembro-me de há um ano atrás estar a relatar o desatino do G. em sala, das horas com os tpc's e dos gritos que eu soltava. Felizmente evoluiu, provavelmente foi determinante a postura da Prof.
Quanto ao restante...creio tratar-se de um mix resultante dos tempos conturbados que se vivem e de algumas mentes menos despertas...
E...amanhã jé é sexta ;) Bjsss

De Paula Goncalves a 20 de Outubro de 2012 às 20:13
Olá, boa tarde.
gosto bastante do seu blog. Vejo-me em muitas histórias das que conta dos seus pequenos. Tenho pena que quase sempre que leio algo que tenha a ver com a escola, seja marioritariamente, mau! O meu filho está no 5ºano e só posso dizer bem da escola (publica) em que está. Em 1º; foi a prof do 4º que selecionou os meninos que deviam ficar juntos; a turma tem 21 mas como alguns têm deficiências mais profundas, acabam por ser menos; O meu filho tem apoio da prof EE uma vez por semana, apoio individualizado com um prof de português uma vez por semana e apoio em conjunto com os outros meninos noutras disciplinas outra vez por semana; tem psicologa uma vez por semana na escola; tem ténis de mesa 2 por semana, tiro com arco 1 vez também na escola. Também já recebi alguns recados e já houve uma situação em que ele se virou ao prof de ginástica. falei com o DT por mail e posso-lhe dizer que ele resolveu tudo pessoalmente. o castigo foi três dias sem poder ir ver filmes nos tempos livres à biblioteca e escrever uma carta de desculpas ao prof. Para além disto, o DT elaborou um dossier para o meu filho controlar os TPC, os dias de apoio, calendário escolar e calendário mensal. Não quer que eu me preocupe com os cadernos dele, que como deve calcular, são um caos. o DT diz que temos de lhe dar tempo e ir com calma, ele próprio vai gerir isso. O DT estuda medicina chinesa. Estou satisfeitissima com tudo apesar de fazer questão que saibam que estou muito atenta ao que está a ser feito. Logo que haja um deslize estou pronta para colaborar. è claro que nem sempre foi assim e esta batalha já vem desde o ano e meio. É esgotante e temos sempre o que contar. O meu filho era seguido pelo Dr. Miguel Palha no Diferenças mas agora optei pela Dra Monica Pinto na Gerações. É medicado com Concerta 36mg mas não sei se será o indicado.
Já deixei o meu testemunho e espero que haja mais alguém a falar bem das escolas. Tenho uma engomadoria, não sou professora!

De energia-a-mais a 20 de Outubro de 2012 às 23:17
Olá, boa noite!
Obrigada pelo seu comentário. Fico muito feliz por saber que tem o seu filho numa escola pública onde tudo corre (parece-me) de modo bastante adequado. O Rafa sempre andou em escolas públicas e no primeiro ciclo a professora que o acompanhou sempre foi muito atenta e disponível para ultrapassar qualquer fase menos boa. Também tínhamos um diálogo constante por email e apesar de alguns recados por dias mais agitados, nunca houve uma situação que não fosse logo esclarecida. Dei conta neste blog várias vezes, como é possível, tendo por base essa boa experiência, um professor ter na sala mais de 20 crianças e mesmo assim dar atenção diferenciada a quem precisa.
Mas a situação mudou muito com a entrada dele no 2º ciclo. Confesso que fico surpreendida com todo o apoio que o seu filho tem, pois essa é uma realidade que na maioria das escolas que conheço e dos vários casos que acompanho como coordenadora do núcleo de apoio da APCH, não existe!
Para dar um exemplo, na escola do meu filho só agora foi colocada uma psicóloga que tem mais de 600 crianças referenciadas para dar apoio. Nem que ela estivesse na escola todo o dia, nunca conseguiria ver as mesmas crianças todas as semana. A DT do meu filho pediu para aguardar-mos mais algum tempo pois a lista da psicóloga é extensa e serão atendidas as crianças por situação de prioridade...isto só para uma primeira abordagem!
Também em muitas das escolas em que a associação acompanha crianças portadoras de PHDA, estas não têm qualquer tipo de apoio específico e na grande maioria não lhes aceitam PEI por não considerarem a PHDA uma NEE. Um grande número de pais que visita o nosso grupo de apoio, vem para pedir ajuda no diálogo com a escola e sobretudo para alertar para o facto de não conseguirem apoio para crianças com PHDA.
Eu não falo mal da escola! o que digo é que este tipo de escola pública não dá resposta adequada a crianças com estas diferenças. E falo muito dos planos curriculares - que não contemplam estas crianças. Por acaso sabia que crianças com PHDA e dislexia por exemplo, não podem usufruir de testes diferenciados nas provas nacionais? Mesmo que durante o ano tenham sido integrados num PEI, os testes não vão contemplar essa distinção? Isso é a realidade da escola pública. Tenho pena de não poder contar coisas mais agradáveis sobre a escola. Mas só o poderei fazer quando de facto tiver motivos para isso.
Desejo tudo de bom ao seu filhote! O meu também está medicado com concerta 36mg e toma o risperdal 1mg, caso não o fizesse teria provavelmente ainda mais coisas para contar sobre a escola....

Teresa

De Patricia a 21 de Outubro de 2012 às 12:12
Há bons professores, há professores menos bons, há maus professores e há professores excelentes (isso como em qualquer profissão). Alem disso há escolas que tem dimensão e recursos suficientes (humanos, de espaço e de tempo), e visão para conseguirem adaptar as turmas, os horarios e as atividades dessas crianças. O que lhe posso dizer é que tem muita muita sorte!!! E que até devia publictar essa escola. Poruqe escolas assim deveriam receber um medalha de honra!!

Eu já tive boas e mas experiencias com a ecola publica. Mas o que me diz a minha experiencia, é que acima de tudo são as PESSOAS. Uma D.T. extraordinária ou uma professora titutular excepcional faz toda a diferença.

Por exemplo, o meu filho tem muita dificuldade em assentar os TPCs e as datas dos testes (sempre) e eu nem na primaria (1º ciclo) consegui convencer os professores a ajuda-lo diariamente com essa tarefa. Apesar dos PEIs... e de tudo o resto. A resposta e sempre a mesma: "Temos que responsabilizar o Nuno por essas tarefas!! Disserem-me isso aso 7 anos de idade, aos 8...e continuam a dizer aos 12.

Patricia

De Catarina a 21 de Outubro de 2012 às 14:43
Em primeiro lugar os meus parabéns pelo blogue, e por elucidar os pais, os professores e a sociedade. Neste caso falo como mãe e professora que sou. Ao ler o seu texto revi-me há 2 anos numa situação idêntica. Uma das turmas, um dos meus alunos, começou a ter comportamentos, semelhantes ao que descreve do seu filho.

Durante algum tempo, as chamadas de atenção foram constantes, os recados para os pais na caderneta. Como professora senti que estes comportamentos, agitação motora, falta de concentração e distração, eram mais acentuados, neste aluno em particular do que nas outras crianças. Abordei os meus colegas para saber se tinham casos semelhantes nas turmas.

Contactei os pais da criança, para perceber melhor o motivo dos comportamentos. Os pais foram recetivos à informação dada. Mencionaram a criança em bebé revelava algumas alterações no comportamento, segundo o pediatra. Resolveram deixar a criança crescer, para ver evolução do seu comportamento. No decorreu dos anos foi-se alterando. Atualmente não é meu aluno. Tenho indicação que tem acompanhamento médico e psicológico.

Enquanto professora, na minha carreira profissional, deparamo-nos com uma multiplicidade de problemas. Não estamos preparados nem temos formação, em casos com crianças portadoras de necessidades especiais. O papel do professor não é somente ensinar. Ter um papel ativo juntos dos alunos e principalmente discernir o que não está bem, compreender e ajudar. É uma tarefa árdua, gratificante para quem leciona com amor. Não me envergonho de dizer…desconhecia a PHDA e pesquisar a informação na internet.

A escola, os pais e alunos trabalhassem em conjunto e quebrarem as barreiras. O sistema funcione-se devidamente (seria tema outra conversa).

Admiro-a como mãe é uma lutadora, força interior que lhe permite superar tudo. Li textos anteriores e diversas opiniões. É uma mais-valia para os pais com crianças, como o seu filho.

Catarina


De energia-a-mais a 24 de Outubro de 2012 às 23:44
Olá boa noite! obrigada pelo seu comentario. É uma mais valia ter no blogue a pertinência de alguém que tem sobre o tema um olhar profissional. O que relata sobre as dificuldades dos docentes em lidar com certos casos, a falta de formação específica na área e do investimento pessoal necessário é sem dúvida um relato verdadeiro sobre o papel atual de quem sente na pele os problemas do ensino em portugal. O papel dos professores mudou muito nos últimos anos, curiosamente penso que muitos dos professores ainda não entenderam essa mudança...estarei a ser demasiado dura? talvez
Claro que a postura que revela, deveria ser adotada por todos e não ser uma excepção nas nossas escolas , infelizmente não podemos estar dependentes da «sorte» de ter um DT empenhado, cuidadoso, prestável, estas crianças deveriam ter legislação adequada que garantisse um tratamento igual, qualquer que fosse a escola e quaisquer que fossem os professores.
O sistema, como muito bem diz, seria tema de outra conversa :) afinal o sistema somos nós...e se numas escolas é possível adaptar, noutras «culpa-se» o dito por não permitir certas alterações. Quebrar barreiras, isso sim, seria fundamental!
Um beijinho e volte sempre, o seu contributo é justificativo para muitos posts de boa discussão e partilha!

Teresa

De Paula Gonçalves a 22 de Outubro de 2012 às 21:04
Olá, boa noite.
Pois é. eu estou a par do problema dos exames mas a prof. do EE já me disse que há forma de contornar. Não me pergunte porque não sei como. O meu filho está referenciado ao EE desde o 2º ano. Desde essa altura que tem adequações na avaliação porque sempre conseguiu acompanhar o programa. As adequações foram combinadas entre prof. prof EE e terapeuta que o acompanhava. Este ano tem adequações na avaliação (mais 30m para fazer os testes, uma folha de cada vez só frente. textos feitos no PC porque é mais estimulante e sempre que possivel, recorrerem ao metodo das cruzinhas), redução do nº de crianças, adequações no programa e estrategias em sala de aula. Era para ter adequações na matricula( fazer 1 ano em 2) mas achamos melhor não. Se não sabem, eu recebo subsidio por deficiência, mensalmente, que estas crianças têm direito. Esta «doença» é considerada uma deficiência não permanente.
Quanto à escola, só digo que fica na região de Sintra porque estou a ver que começam a pensar que a escola é previligiada. penso que a razão para que funcione bem, esteja na zona em que se encontra. É um agrupamento em que não há muitas crianças e por isso cada sala é só para uma turma e daí terem o 1º ciclo com horário das 9h às 15h30m e a seguir as AECs todos os dias até às 17h30m. As AECs incluem natação. As crianças do 2º ciclo tém todas aulas de manhâ e as tardes podem ser preenchidas com: volei, futsal, tenis de mesa, tiro com arco, ginastica, clube azulejo, clube fotografia, rádio, permacoltura, ilustração e apoio ao estudo até 5 vezes por semana.
Não será fácil ter esta organização em escolas que estão sobrelotadas. Estou contente apesar de ficar a 10km de minha casa.
As prof EE, as psicologas e a medica do meu filho ajudam muito porque me esclarecem de todos os direitos e de onde me hei-de dirigir para resolver problemas.

De Paula Gonçalves a 22 de Outubro de 2012 às 21:09
Esqueci-me de dizer que o ano passado o meu filho foi dispensado nas provas de aferição. Tudo tratado pela prof EE.

De energia-a-mais a 24 de Outubro de 2012 às 23:46
Paula, continuo a dizer que essa escola funciona à margem do panorama nacional! deveria ser exemplo de boa prática e de adequação curricular para estas crianças
Obrigada pela partilha

Teresa

De mil sorrisos a 24 de Outubro de 2012 às 00:35
Desculpa, Teresa, mas este post passou-me! Não podia deixar de dar a minha perspectiva da situação. Como já aqui escrevi algumas vezes, nós, professores, não temos formação específica para lidar com casos mais particulares e que, numa sala com mais alunos, se tornam difíceis de gerir. Como também já aqui escrevi, há que fazer prevalecer a sensibilidade, o bom-senso e a diplomacia, já que acabamos por não ter outros meios ao nosso dispor dentro da sala de aula e perante as situações concretas. São esses os princípios que me orientam. Infelizmente, há muitos colegas que não têm o conhecimento nem a sensibilidade... Quanto aos TPC´s , tenho vindo a irradicá-los " da minha prática e é raro pedir aos alunos que façam trabalho em casa. Porquê? Por um lado o português tem muitas horas semanais no 3º ciclo - 3 blocos de 90 m -, por outro, prefiro que trabalhem na aula, à minha frente. Todos sabemos que é prática comum nestas idades os TPC´s serem resolvidos pelos explicadores ou copiados dos colegas mais empenhados no intervalo anterior à aula ou até numa aula anterior. De que valem feitos nestas circunstâncias? Nada. Trabalham, sim, na aula. Quanto ao resto, sei que vais continuar a zelar pelos melhores interesses dos teus meninos, doa a quem doer e venha quem vier. Força!
beijos e mil sorrisos
:o)

De energia-a-mais a 24 de Outubro de 2012 às 23:53
Estivessem as nossas salas de aula orientadas por docentes como tu e não haveria lugar a posts destes! eu bem sei como tens uma visão abrangente e sabes procurar informação. Garanto que muitos colegas teus nunca acham necessário sequer falar do tema, não possuem sensibilidade como dizes, acabam por tipificar os alunos e simplificar com rótulos alguns muito mal aplicados...
Tenho muito trabalho ainda pela frente mas não sou de me deixar ficar. Além disso a minha maior motivação são os bons resultados até agora, portanto continuarei a insistir até que alguma coisa mude e seja aberta uma discussão séria e de nível nacional para levar a PHDA a ser reconhecida em todos os contextos e não só pela classe médica.
Beijos muitos

Teresa


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