A Hiperactividade vista à lupa

Quarta-feira, 06 de Maio de 2009

 

é que se o Rafa adoece eu até tremo com a perspectiva de ter de passar num médico....

 

mesmo em bebé o meu filhote fazia um escarcéu tão grande mas tão grande quando ia ao médico que temos o boletim de saúde menos preenchido de toda a zona norte (pelo menos!) Nunca era possível pesar, medir, verificar a respiração, controlar o perímetro cefálico, etc...sem uma grande luta (ás vezes o médico tinha mesmo de desistir ou arriscava-se a não fazer mais consultas nesse dia...)

O Rafa foi crescendo e tudo se tornou mais complicado - a força dele aumentava o que impedia prendê-lo ao colo de alguém - passou a ser necessário a ajuda de um assistente ou auxiliar para o manter dentro do consultório...as vacinas então são um pesadelo tão grande que as enfermeiras já se revesam para ver quem consegue dominá-lo e até os funcionários do centro de saúde vêm dar uma ajuda extra (embora da última vez ninguém tenha conseguido á primeira e depois de uma saga de 4 horas ele tenha saído sem as vacinas...como foi possível entretanto? bem, tive de o assustar imprimindo informação sobre várias doenças e garantindo que se não se vacinasse ficaria muito doente...claro que mesmo assim tivemos de fazer um grande esforço para o segurar e controlar fisicamente no dia D...)

 

Agora conto o que se passou na última visita ao médico de família - uma consulta de saúde escolar a que vamos com grande resistência dele....

 

 

Chegamos ao centro de saúde com alguma antecedência e por isso ficamos em espera - na sala o Rafa fez o que costuma fazer sempre que tem de esperar - saltitou num pé e noutro, subiu e desceu das cadeiras, saltou das cadeiras abaixo e dos beirais da janela, rasgou um cartaz informativo (só para ver melhor o que dizia...) e infernizou a vida de dois putos que aguardavam (sentadas e limpinhas...) com as mães, desafiando-os constantemente para darem uma corrida até á máquina da água...empurrando-os quando se atreviam a aceitar, só para chegar primeiro!

Entramos no consultório, o Rafa com a roupa em desalinho, gritando e arrotando e ao cumprimento do médico «então J.R. como estás?» ele responde com um «tou bem dr. tótó» coisa vulgar chamar tótó ao médico...

Enquanto o médico tentava realizar a consulta, o Rafa ia tirando «catotas» do nariz, puxava-lhe pelo estetoscópio, tentava tirar o aparelho de observar os ouvidos e só achou piada quando teve de se colocar em cima de uma daquelas balanças metálicas antigas, onde se pode também medir...só que acabou por descontrolar a coisa e ficamos com a ideia que pesa 38kg e mede 1,39m (o que me assusta pois pesa pouco menos do que eu e só faltam 20cm para eu ter de olhar para cima...)

Depois e como o médico lhe pediu para puxar a camisola, ele deve-se ter lembrado das vacinas e raspou dali para fora com tal velocidade que quando eu, a enfermeira e o médico nos conseguimos levantar para correr atrás dele, já ele estava no carro do meu pai....

 

E pronto lá sai eu mais uma vez do consultório sem ter uma consulta digna desse nome mas com a certeza que o meu filho tem uns óptimos pulmões, boas pernas e muita lata!

 

 

sinto-me: a precisar de um médico
postado energia-a-mais às 15:07

De mil sorrisos a 6 de Maio de 2009 às 16:18
Eeheheheheh Lembra-me a aversão que a Laura tb tem ao médico, é aflitivo ver a forma como se debatem... E nós sem podermos fazer nada! bahhhhh
Beijos e Mil Sorrisos
:o)))

De energia-a-mais a 6 de Maio de 2009 às 16:30
e o médico então, hihihi a correr pelo consultório fora a chamá-lo...é uma cena hilariante (enqanto for nas consultas de rotina, porque quando ele está mesmo doente é aflitivo por demais...)
Beijinhos, fica bem!

De mamaepedro a 6 de Maio de 2009 às 16:31
Ai Rafa tu mantém-te são!!!!

Beijokas

De energia-a-mais a 6 de Maio de 2009 às 17:45
Espero que por muito tempo, lol!
Beijinhos

De Pacotinhos de pipocas a 6 de Maio de 2009 às 17:09
Olá amiga!

Nem imaginava que uma consulta fosse uma tarefa tão árdua.

As vacinas sei que não é fácil com nenhuma criança, massssssssss ... consultas, não pensei que fosse assim ...

agora nem quero imaginar a cara do médico ao ouvir o cumprimento e ao ver as "catotas" a voarem ...

Espero que o Rafa se mantenha rijinho

Beijinhosssssssssss

Sandra

De energia-a-mais a 6 de Maio de 2009 às 17:47
Podes crêr amiga! É uma das tarefas mais complicadas...
E ainda bem que ele é rijinho mesmo....
Beijos muitos

De cilinha a 6 de Maio de 2009 às 21:57
hahaha
olá Teresa sabes que estava a ler o teu post ,e estava a rir,mas com vontade...pois lembrei-me de quando o meu marido fugiu com a seringa espetada no rabo ....era uma injecçao de Penisilina ...tas a ver o filme .... mas voltando ao Rafa esse miudo é um espectaculo chamar D. tótó hihihi
ta boa essa ....tens que tem uma paciencia de santo ,amiga ...~
beijinhossssssssss

De energia-a-mais a 7 de Maio de 2009 às 10:35
Bem o que me ri a pensar no Chaimito com a seringa no rabo, looooool!
O meu Rafa é demais, imagina quando a cena mete sangue...ele fica tão aflito mas tão aflito....
Beijos grandes

De maebabada a 7 de Maio de 2009 às 10:07
o pessoal do centro de saude ate deve tremer, da proxima ficas com o segurança à porta para não fugir:o))))

beijocas

De energia-a-mais a 7 de Maio de 2009 às 10:37
Acho que o segurança ainda fica mais aflito que as enfermeiras...
Beijos amiga!

De Mamã e Tesourinhos a 7 de Maio de 2009 às 11:27
Olá!

A minha sogra no último ano que deu aulas (professora primária) tinha um caso de hiperactividade na sala. O meu sogro era o médico de família do miúdo, mas este sempre que ía às consultas, como ía doente, era muito calminho e a mãe nunca se tinha queixado do pouco sossego que tinha em casa.

Numa das visitas ao consultório por causa duma otite, o meu sogro, já avisado das dificuldades da criança, disse à Mãe que após terminar o antibiótico que tinha que voltar ao Centro de Saúde. Eheheheh!!! Na semana seguinte, como o rapaz não já estava a 100%, assim que entrou no consultório consegui deitar tudo ao chão. Foi a deixa para o meu sogro falar com a Mãe e explicar que não estava a educar mal a criança e que precisava de acompanhamento.

Considero que tiveram sorte, pois os pais, apesar da pouco cultura que tinham (e por isso não terem conhecimento da hiperactividade) aceitaram o diagonóstico e cooperaram para que o filho tivesse uma vida mais "calma".

Conheço casos de pais com uma educação e cultura bem superiores que não aceitam quando têm um filho doente, chegando mesmo a se virarem contra os professores e médicos.

Fica bem.
Bjs.

De energia-a-mais a 7 de Maio de 2009 às 12:58
Pois é amiga! Por vezes os pais não aceitam mesmo e até acham que os outros é que inventam problemas...mas uma criança destas não deixa de se fazer notar - até para quem nunca lidou com casos de hiperactividade é fácil perceber que são de facto crianças diferentes!
Beijos e tudo de bom


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