A Hiperactividade vista à lupa

Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

 

 

Já me diseram isto algumas vezes em relação ao Rafa...

 

é uma daquelas frases que saem da boca de pessoas que ficam «pasmadas» a olhar quando na rua (ou num sítio público) o meu filho tem daqueles comportamentos difíceis de ignorar...

 

Esta saiu de uma senhora que se encontrava na paragem do autocarro, depois de ver o Rafa histérico pela rua - dando pinotes, guinchando como um macaco (memórias do fds!) e batendo com a mochila em tudo e todos que apareciam por perto!

 

Eu ignorei o mais que pude...mas a mulher deu-se ao trabalho de se colocar à minha frente para me dar o «recado»

disse-me que ele estava possuído...eu teria de o levar a uma bruxa...

 

Claro que um pouco mais à frente, num sítio mais resguardado, tal como faço muitas e muitas vezes, eu olhei o meu filho nos olhos e em voz baixa mas firme, expliquei-lhe porque estava zangada com ele e como o seu comportamento estava desadequado. E apesar de estar na fase mais complicada do dia (quando a medicação perde o seu efeito!) ele aceitou e fez o resto do percurso a meu lado, falando normalmente do seu dia de escola

 

Isto depois de eu ver uma cena em que uma bruxa (das que estão disfarçadas de mulheres normais) espeta um valente estoiro num miúdo (presumo que neto...) porque este se lembrou de lhe dar um abraço mais apertado - a bofetada foi tão estridente que o miúdo caiu e ali ficou, soluçando e sentadinho sem se mexer ao lado da tal do recado

 

Curioso é que hoje mesmo me deparei com um «daqueles» comentários aqui no blog...e mais uma vez vez constatei quão difícil é aceitar as diferenças. Será que educar à palmada a troco de nada, é a única alternativa? Apenas porque num fim de dia a um adulto tudo é permitido e à criança não se reconheçe o desgaste e o cansaço? Isso é educar?

 

Serei eu então a bruxa - o Rafa está bem educado e tem hiperactividade

 

 

sinto-me: confusa!
postado energia-a-mais às 23:55

De Anabela a 20 de Outubro de 2009 às 08:57
Olá Teresa,
É curioso porque também já me disseram o mesmo... ir à bruxa!
Quer porque realmente por vezes parece incontrolável e endiabrado , quer porque tem episódios de sonambulismo, quer porque passou por terrores nocturnos impressionantes... enfim, tudo é motivo para ir à bruxa.
Mas estás totalmente certa, educar à palmada, além de não resolver nada, não ensina nada, pois quem educa à palmada, à primeira contrariedade "espeta um valente estoiro", sem explicações e a maior parte das vezes sem que o miúdo entenda porque apanhou!
Temos mesmo é que aprender a viver com certos comentários, aprender a não ligar, a passar ao lado.
E quanto a ir à bruxa... só se for para algum feitiçozinho benigno que faça essa pessoas entender o nosso mundo!
Beijinhos,
Anabela

De energia-a-mais a 20 de Outubro de 2009 às 10:11
lol! adorei a última parte do teu comentário...mas estou convençida que há quem nao vá lá nem com feitiços...
Claro que não me surpreende nada que já tenhas ouvido dizer isto em relação ao teu G. Aliás sempre foi assim ao longo dos tempos para muitas doenças mentais (recorrer à bruxa!) Enfim, sempre parece mais fácil do que perceber de outra forma!
beijocas e bom dia para voçês

De mamaepedro a 20 de Outubro de 2009 às 09:53
Ah pois, ainda há muita ignorância amiga, e realmente só pessoas assim podem falar nesses termos.
Fico sempre muito perturbada quando contam essas situações de bater assim nos miudos e ainda por cima eles ficarem a chorar, fico sempre a imaginar a cena e a morrer de pena deles, que gentinha pá!!!

Beijokas

De energia-a-mais a 20 de Outubro de 2009 às 10:14
pois eu também fico de coração apertado... e durante muito tempo revejo a cena na minha cabeça...se calhar tenho uma sensibilidade maior por saber as dificuldades que passo com os meus filhotes
Olha esperemos que estas mentalidades venham a desaparecer!
beijos grandes

De osmeuspestinhas a 20 de Outubro de 2009 às 10:06
pois á "bruxa" é a solução mais prática aos olhos de muita gente ,enfim.
Qto ao comentário no Sábado qd fui á reunião da catequese também a lá um menino hiperactivo e no ano dele so são 2 alunos então as maes não se entendiam pk a mãe da menina dizia era que el era mal educado que não tinha educação em casa e que ela tinha 3 filhos e não eram nada assim (há muito preconceito)e o menino pura e simplesmente foi excluido da catequese pelo padre ve la tu (ficou tudo parvo né) fiquei revoltada e não era meu filho,bolas
bjos

De energia-a-mais a 20 de Outubro de 2009 às 10:16
Olha, até estou para fazer um post sobre isso...sabes que no ano passado o Rafa também não pôde ir para a catequese...o padre achou que ele não estava «preparado». Como eu não quis insistir porque o Rafa não estava nada motivado...deixei assim! Mas após falar com o meu marido este ano queríamos ver como correm as coisas...depois conto!
beijos muitos

De Patricia a 20 de Outubro de 2009 às 10:35
:o(
à bruxa precisam ir essas mentes!!! mas que mania a das pessoas de avaliarem os outros! enerva-me!!!
o Rafa é hiper-activo, mas não é filho do DEMO!! desculpa a linguagem, mas essas mentes de merd* deviam era ir elas à bruxa, ver se lhes quebravam o feitiço!!!
beijinhos

De energia-a-mais a 20 de Outubro de 2009 às 10:41
é verdade Pat! Ouço muitos comentários de «morrer»! e outros que às vezes magoam como pedras! Muitos julgam sem nada saberem mas fazem-no com superioridade como se fossem donos da verdade!
enfim....
Beijocas grandes

De mother_24 a 20 de Outubro de 2009 às 10:38
Pessoas que dizem isso, só podem ser ignorantes. Bruxa foi essa avó que bateu no neto porque queria demonstrar o amor que tem por ela, essa é que foi uma valente bruxa estupida!

Eu digo-te, tu deves ser das mães com mais sangue frio e paciencia que conheço por estas bandas (blogosfera) acho que as atitudes que tu tens perante "crises" destas é de aplaudir miga!

Por isso não ligues a bocas foleiras como estas!

jocas

De energia-a-mais a 20 de Outubro de 2009 às 11:14
tenho de engolir muitas «bocas» destas! e piores até! como «o miúdo é atrasado ou quê?» Mas enfim há pessoas que medem a educação pela quantidade de «tabefes»...se em vez de o tentar perceber, acalmar e falar com ele, lhe tivesse pregado um estalo (mesmo que depois andasse 2 horas à estalada porque ele iria reagir assim) eu teria sido uma boa «educadora»
Beijocas muitas

De Maria Pereira a 20 de Outubro de 2009 às 10:57
Para muitas pessoas as bruxas são a solução para muita coisa. Eu até ia a uma que me dissesse os nºs do Euromilhões, de restou tou fora :) Agora a sério, nós sabemos que é fácil fazer comentários, muitas vezes tristes e despropositados, quando nos encontramos do lado de fora das coisas. E apesar de tentarmos não ligar, às vezes não o conseguimos fazer. E tens razão, bruxas disfarçadas de pessoas reais é o que há mais existe por ai

Bjs muitos

De energia-a-mais a 20 de Outubro de 2009 às 11:15
verdade amiga! Muitas bruxas disfarçadas! eu não percebo é porque tenho sempre de «apanhar» com estes estropícios pela frente...
beijocas grandes

De mil sorrisos a 20 de Outubro de 2009 às 11:34
É o medo do que se desconhece e não compreende e a estupidez que faz as pessoas terem esse tipo de comentário. É tão mais fácil dizer uma barbaridade dessas do que querer saber seriamente do que se trata! Quanto à outra situação... sem comentários. Há pessoas que nunca deveriam ser abençoadas com filhos/netos, não os merecem.
Beijos e Mil Sorrisos
:o)))

De energia-a-mais a 20 de Outubro de 2009 às 11:40
concordo contigo, claro! o não saber ou não querer saber faz ter comentários destes! e sim muita gente nem consider «benção» ter filhos ou netos! nunca os vão entender como tal!
beijinhos grandes

De Pacotinhos de pipocas a 20 de Outubro de 2009 às 11:49
Teresa,



Aceitam-se críticas construtivas, NÃO DESTRUTIVAS.

Por vezes, apenas a ignorância, permite soltar certas "balelas" ...



Bj grande


Sandra


Sandra

De energia-a-mais a 20 de Outubro de 2009 às 12:54
tens razão Sandra! não se pode dar ouvidos a tudo...
Beijocas boas

De Anónimo a 20 de Outubro de 2009 às 13:46
essa de chamar bruxa à avó que bateu no neto dá-me vontade de rir. isto dito por uma mae que há dias fez um post sobre "As palmadas" e até afirma que"tanto as pede tanto as merece , que leva." E agora,aqui comenta as palmadas da avó? Haja bom senso. As ela devem ser inofensivas...hihi

De Leoonor a 20 de Outubro de 2009 às 14:12
A minha experiencia diz que na casa e no convento só sabe quem lá vai dentro isto para dizer que a educação de um filho é das tarefa mais difíceis de uma Mãe, ainda mais difícil quando um filho ou mais são hiperactivos uf !!, o que é bom para um não o é para o outro, nunca sabemos bem o que fazer se castigamos ou a tal palmada.... No meu caso nunca dei ouvidos ao que os outros diziam e sempre tentei encontrar o meio termo o que foi muito difícil , acho que ainda não o encontrei ,uma coisa eu sei não posso pedir nada á Ana por favor mas sim ordenar e já lol e cá vamos indo as duas á 20 anos jocas para todos

De energia-a-mais a 20 de Outubro de 2009 às 18:51
Pois é Leonor! a verdade é que só a experiência pode indicar o melhor caminho a seguir...agora que os hiperactivos têm particularidades próprias do transtorno, isso temos de ter em conta! e bater só despoleta uma reacção em cadeia...até porque para eles os limites são muito diferentes!
No entanto ordenar de forma clara e objectiva, manter regras bem definidas costuma dar resultado
Beijinhos grandes às duas

De prof. Ana a 20 de Outubro de 2009 às 14:57
Acompanho o blog há algum tempo porque já tive numa turma minha há uns anos um menino como o Rafa e sei bem como é difícil gerir este tipo de situações. Entendo perfeitamente a situação dos pais de uma criança diferente que lhe querem garantir uma infância feliz, mas também entendo a situação dos professores que, embora esclarecidos e informados sobre a hiperactividade, não tem condições em contexto de turma de 26 ou 28 alunos para apoiar estes alunos. Não é fácil fazer crianças de 10 ou 11 anos entender que as regras não podem ser cumpridas por todos da mesma maneira e que certos comportamento têm que ser «toleráveis». E já nem falo dos pais.
Tudo de bom

Ana, OAz

De energia-a-mais a 20 de Outubro de 2009 às 19:26
Olá Ana! Muito obrigada pelo seu comentário! Eu conheço bem - não só como mãe mas também por estar ligada à APDCH, tendo participado em várias palestras de esclarecimento para pais e professores, como convidada, a realidade das nossas escolas no que diz respeito ao apoio e trabalho possível com estas crianças. Sei o problema de ter uma sala com muitas crianças e algumas com necessidades especiais e da dificuldade de fazer um acompanhamento mais individualizado! Mas posso dar alguns exemplo do que foi implantado em conjunto com a professora do Rafa - não o sentar perto de estímulos como mapas ou cartazes, permitir que trabalhe ao seu ritmo, tendo em conta a hora da medicação, deixar que se levante e a pretexto de lhe fazer um recado possa sair da sala (às vezes 5 m chega), combinarem sinais que indicam ao Rafa que não deve responder naquele momento entre outras coisas!
Ou seja é possível ter dentro da sala de aula um controlo mais eficaz destes alunos - para satisfação de todos!
Um bem haja a todos voçês professores que trabalham para o bem estar dos nossos filhos


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