A Hiperactividade vista à lupa

Sexta-feira, 04 de Maio de 2012

 

 

das escolas da zona

 

 

Sarau XIII Gimnodesportivo 

 

os miúdos vão participar (a empurrão, claro)

 

tudo o que obrigue a ensaios, estrutura rítmica, funcionar em grupo é para o Rafa, um martírio...por ter muita dificuldade em cumprir regras e não gostar de mostrar inseguranças. Portanto é sempre um fita para o pôr a fazer parte das atividades - coisa que eu insisto religiosamente porque considero que assim o faço ter mais motivação (isso não quer dizer que seja tarefa fácil...)

Claro que por ver o irmão sempre resistente o Quico também desenvolveu uma espécie de fobia a apresentações públicas de habilidades. Ou seja, tenho de contar com as recusas dos dois, desde não quererem vestir-se com as roupagens apropriadas, até ao minuto mesmo anterior à entrada em palco, quando desatam a fugir....vamos ver como corre hoje (ainda por cima sem poder contar com a ajuda do avô)

 

postado energia-a-mais às 10:32

Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011

 

 

insistir nas regras, dar-lhes exemplos, transmitir valores como respeito, responsabilidade...

 

Muitas vezes se diz que miúdos com PHDA são mal educados, não respeitam regras, não são nada responsáveis. Bem, claro que tantas e tantas vezes nós pais desesperamos por perceber-mos que eles são tão impulsivos e desatentos, que parecem infrigir todas as normas sociais. Além disso temos de lhes repetir as coisas tantas vezes e eles parecem estar sempre no mundo da lua....

 

Acreditem que tenho passado com o Rafa muitas situações complicadas em público! aguento os olhares recriminadores dos outros, sem culpas, pois sei que o que ele faz nada tem a ver com o modo como o educo.  Sei que os valores que lhe transmito são corretos. Sei que alguma coisa acaba por ficar...e mais tarde dará frutos!

 

De vez em quando lá tenho uma prova de que a minha persistência vale a pena!

 

O Rafa costuma ir à biblioteca municipal, especialmente nas férias de verão. Como em tudo, entusiasma-se imenso mas depressa se esquece dos livros que requesitou. Neste verão, por isnsitência do pai, ele (que não tem por hábito leituras fora dos seus interesses - criação do universo, dinossauros ou corpo humano) pediu livros da coleção «Uma aventura», logo 3, o máximo permitido. Nas férias levou-os um dia para a praia. Andou com eles alguns dias - leu tudo num ápice, sem reparar muito na história e acabou por largá-los por casa.

Com as brigas normais entre irmãos, às tantas os livros acabaram por sofrer danos. O Quico usou-os como arma de arremesso, o Rafa acaou por estragá-los com a fúria.

Obriguei-o a levar os livros à biblioteca e assumir os estragos. Sem sucesso nas primeiras tentativas, ía insistindo. Mas como o tempo parece voar, de repente o reinício da escola, o meu horário de trabalho sempre apertado....confesso que me fui esquecendo.

 

Um destes dias estavamos a arrumar uns livros e demos com eles. Relembrei o assunto e o Rafa prometeu ir lá com a avó. Lá foram uma destas tardes. Diz a minha mãe que nem precisou falar. Antes de sairem de casa o Rafa pediu à avó o mealheiro onde guarda o que lhe vão dando e quis passar na livraria. Comprou 3 livros da coleção e dirigiu-se à biblioteca. Lá foi ter com a senhora de serviço e explicou que ia entregar uns livros em atraso mas que por os exemplares que pertenciam à biblioteca terem ficado estragados por sua culpa, ele queria entregar uns novos que tinha comprado. Nesta coisa da explicação valeu a avó, para que a senhora compreendesse mesmo o que se passava - claro que o Rafa não consegue verbalizar tudo direitinho, ele fica sempre muito atrapalhado e o nervosismo fá-lo parecer até um pouco incoerente no que diz (diz tudo muito depressa e como se os outros soubessem o que ele quer...)

A verdade é que a senhora ficou muito contente com o gesto e de tão contente até o deixou requesitar um livro que por norma só deixam consultar na biblioteca (não deixam trazer para casa) - um daqueles volumes de coleção sobre o início do Universo com montes de explicações científicas!

 

Ora confesso que fiquei orgulhosa! o Rafa demonstrou que consegue interiorizar o que lhe vamos passando, mesmo que implique muito tempo e muita repetição da nossa parte - alguma coisa fica mesmo!

 

 

postado energia-a-mais às 09:08

Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010

nem sempre compreensíveis para quem está do lado de fora, tomadas consciente ou mesmo inconscientemente

 

servem muitas vezes para que nos julguem desta ou daquela forma...

 

Isto para dizer que estamos constantemente sob avaliação dos outros, nos nossos diversos papéis. No papel de pais/mães, por exemplo, isso é diário...e todas as atitudes que tomamos são escrutinadas pelos outros como se de um «concurso» se tratasse... somos «melhores» ou «piores» pais do que os vizinhos do lado? ou dos pais que vemos no jardim? ou dos que vão buscar os miúdos à escola? e como fazemos essa avaliação - nossa e dos outros?

 

avaliamos as atitudes

 

há uns tempos atrás li um post de um blogue que nem é meu costume visitar mas que me surgiu numa pesquisa que fiz. Dizia a autora do post que não eram as atitudes que mostravam (pelo menos de forma clara) se estávamos perante um caso de hiperactividade ou não, pois se assim fosse julgaríamos apenas pela «aparência» - relatava nesse post uma cena passada num consultório em que uma criança provocava distúrbios graves para todos os presentes perante a atitude passiva da mãe. E que mesmo tendo sido a mãe chamada a atenção por quem lá estava, a mesma não interferiu para acabar com a atitude incomodativa do filho, antes foi agredida verbalmente por ele quando o tentou «intimidar» pela via usual do «queres levar?» sem no entanto ter alterado a sua atitude de completa passividade/desinteresse...

 

nos vários comentários que se seguiram a esse post, muitas pessoas afirmaram que era de facto impossível saber se a criança era ou não hiperactiva, se seria apenas mal educada - as suas atitudes não eram certamente adequadas mas o porquê desse comportamento não era fácil de avaliar. No entanto todos estavam de acordo em que a atitude da mãe era reprovável - era até, na opinião de muitos, essa atitude que teria levado o miúdo a ser um autêntico «selvagem», mal educado, chamando nomes à mãe sem que ela respondesse à letra (ou pelo menos tomasse outra atitude...)

 

E agora vem a parte em que eu mãe de um miúdo hiperactivo a quem já se dá medicação e mesmo assim, já se verificou que não existem milagres, me sinto...digamos - tocada por este post...

 

Porquê? porque me revi naquela mãe (não sei se o filho será hiperactivo ou não e até desconfio que não o seja...explico depois) Mas revi-me num papel que por vezes tenho de desempenhar, em que se confunde passividade com «estratégia» - nem sempre uma atitude de confronto durante um momento de «crise» resulta em algo positivo. Muitas vezes, perante um Rafa desatinado e a fazer o maior disparate do mundo, eu apenas aguardo...e aguardo o quê? o momento certo para a atitude certa - que por vezes até nem é um sermão, uma bofetada ou um «espectáculo» em público!

 

passa por ter uma estratégia - saber lidar com a situação é por vezes saber esperar. Como neste domingo, numa pastelaria onde até não somos clientes habituais e onde por um daqueles acasos, acabamos por parar...e onde o Rafa se portou tão desajustadamente, chamando nomes aos pais que fariam corar o mais empedernido «calão» e onde quase virou uma mesa...mas onde tivemos de esperar (para alguns de forma culposamente passiva) que a crise fosse passando e que depois da possível acalmia, lhe pegamos num braço, o olhamos de frente (ignorando mais uma vez a avaliação da nossa atitude) e o obrigamos a verbalizar, a explicar porque agiu assim, a dizer porque se sentiu incapaz de se conter e só depois (algo que o obrigou a reflectir que afinal nem queria a tal guloseima tanto assim...) o fizemos pedir desculpa ao dono do local, a nós pais e por fim a tomar consciência de que pela sua atitude incorrecta teríamos de sair dali. Embora eu saiba perfeitamente que vai haver mais uma vez igual e mais uma e mais uma e mais uma (porque ao contrário de quem consegue pensar antes, um hiperactivo quando pensa já agiu...) sei que a minha atitude foi mais correcta do que ter simplesmente dado um tabefe ao primeiro palavrão - o que o faria ripostar em força, ou puxá-lo dali - teria feito finca pé e acabaria por provocar mais desacatos (e só sei isso porque também houve uma altura em que essas eram as minhas atitudes - quando achava que pela maior disciplina/força, acabaria por o dominar)

 

Se para os outros pais fui passiva? acredito que tenham achado isso (pouco levantei a voz, falei sempre de modo sereno com o meu filho e não me viram esbracejar, pelo que provavelmente nem se aperceberam do meu papel) Se a minha atitude lhes pareceu incorrecta (porque não o esbofetiei mostrando-lhe quem manda?) - tenho a certeza de que o pensaram... Mas tal como a tal autora do post com que introduzi este relato, também eu acho difícil avaliar as atitudes....

 

Resta dizer que foi um fds alucinante em que o Rafa protagonizou vários episódios dignos de relato, quase sempre envolvendo as brigas com o mano...mas sinto-me cansada, pelo que farei um outro post mais tarde, sobre o que pode acontecer a um irmão de um hiperactivo....ainda por cima mais novo!

 

 

 

este texto não respeita o novo acordo ortográfico, por opção da autora

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:18

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