A Hiperactividade vista à lupa

Segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

 

 

que fala da adaptação (inicial) do mais novo à nova vida escolar

 

 

 

imagem da net

 

Como sabem os que por aqui passam, este ano letivo trouxe muitas novidades ao meu caçula! O Quico ficou retido no segundo ano do ensino básico, depois de um período de grande stress e de muita luta por apoios educativos eficazes para minimizar as caraterísticas da sua PHDA.

 

A minha opção por um estabelecimento de ensino privado não foi tomada de ânimo leve, até porque não conhecendo em primeira mão a experiência de ter um filho na escola privada, esperei sempre encontrar respostas adequadas na escola pública! mesmo sabendo das limitações impostas por regras e conceitos economicistas e que em muito privam de recursos humanos e financeiros o nosso sistema público.

 

Agora que os primeiros dias já passaram e a natural euforia começa a acalmar, posso dizer que a transição foi tão tranquila como é possível ser numa criança com PHDA. Embora nervoso e oscilando entre o totalmente eufórico com os novos amigos e a relutância em cumprir novas regras, o Quico foi-se integrando e melhor do que isso, foi-se incluindo, sendo incluído por todos dentro daquele estabelecimento! desde a professora, aos amigos e passando pelas auxiliares, todos se comprometeram em adoptar o Quico sem reservas, mostrando-lhe que aquela é a sua escola! 

Desse empenho os resultados são visíveis! a sua atitude perante a escola mudou radicalmente - sai de casa com um sorriso e chega com um sorriso. Não se atrasa a vestir o uniforme pela manhã, mostra querer chegar sempre a horas, acolhe-me com um «oh mãe já vens??? queria ficar mais tempo!!!» quando à tarde o vou buscar...melhor é impossível!

 

A professora considera que o Quico, com a ajuda da medicação, tem o ritmo adequado de trabalho e que apesar das lacunas na aprendizagem vai conseguir ultrapassar as dificuldades com ajuda mais individualizada! Já se mostra mais confiante pois consegue realizar as tarefas (algumas vezes, como no caso da matemática e estudo do meio) sem ajuda, o que o motiva e eleva a sua auto estima. Encorajado por todos, tem sido mais participativo o que o ajuda a resolver os seus problemas de timidez. Claro que há ainda muitas arestas a afinar mas o caminho parece estar mais desimpedido agora!

 

Estou muito satisfeita com a abertura que a Escola demonstra ter e com as propostas educativas que me apresentaram. Até o facto de as crianças terem um apoio extra no final do período da componente letiva, o que permite a realização de trabalho mais individualizado e a não existência dos famigerados TPC! também não existem as tais «bolinhas» vermelhas para punir um comportamento desadequado pois a escola promove um conjunto de regras que exigem uma maior responsabilização de todos, educando pelo exemplo e usando os mais velhos para incentivar os mais novos. O Quico fica muito contente por estar no segundo ano e assim dar «ajudas» aos da pré e do primeiro ano!

 

As atividades extra curriculares são uma aposta da escola e permitem uma gestão do tempo muito mais adequada que na escola pública. Daí que daqui a algum tempo farei um post sobre o assunto.

 

Por enquanto fica a certeza de estar a iniciar uma nova etapa e que os desafios serão necessáriamente diferentes, podendo concentrar-me muito mais no que interessa - a educação do meu filho!

 

 

postado energia-a-mais às 11:45

Segunda-feira, 08 de Setembro de 2014

 

Começa hoje uma nova etapa

 

Nova escola, novos amigos, novo método de ensino! Também para mim como mãe, vai ser uma nova fase. Ter um filho numa escola privada é novidade!

 

São novas as expectativas, embora moderadas quanto ao otimismo...se bem que entre o que se passou na escola pública até agora, no que diz respeito à inclusão do Quico e da sua PHDA, e o que poderá vir a acontecer numa escola privada, algumas diferenças espero vir a encontrar!

 

Por cá darei conta das novidades, sempre na esperança desta partilha também ajudar outros pais que se debatem com as «diferenças» das suas crianças e do exigente «padrão» da escola pública que no nosso pais deixa muito a desejar!

 

 

 

desejo a todos um bom regresso às aulas, aqui fica o nosso «adeus» às férias!

 

 

 

postado energia-a-mais às 11:38

Terça-feira, 12 de Novembro de 2013

 

 

enquanto nas escolas públicas portuguesas se passarem coisas como esta, não há classificação coerente ou válida

 

«O Diário do Professor Arnaldo - A fome nas escolas 

Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola. 
Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos. 
Acontece que o mais velho é meu aluno. Anda no 7.º ano, tem 12 anos mas, pela estrutura física, dir-se-ia que não tem mais de 10. 
Como é óbvio, fiquei chocado. 
Ainda lhe disse que não sou o Director de Turma do miúdo e que não podia fazer nada, a não ser alertar quem de direito, mas ela também não queria nada a não ser desabafar. 
De vez em quando, dão-lhe dois ou três pães na padaria lá da beira, que ela distribui conforme pode para que os miúdos não vão de estômago vazio para a escola. 
Quando está completamente desesperada, como nos últimos dias, ganha coragem e recorre à instituição daqui da vila – oferecem refeições quentes aos mais necessitados. De resto, não conta a ninguém a situação em que vive, nem mesmo aos vizinhos, porque tem vergonha. 
Se existe pobreza envergonhada, aqui está ela em toda a sua plenitude. 
Sabe que pode contar com a escola. 
Os miúdos têm ambos Escalão A, porque o desemprego já se prolonga há mais de um ano (quem quer duas pessoas com 45 anos de idade e habilitações ao nível da 4ª classe?). 
Dão-lhes o pequeno-almoço na escola e dão-lhes o almoço e o lanche. 
O pior é à noite e sobretudo ao fim-de-semana. Quantas vezes aquelas duas crianças foram para a cama com meio copo de leite no estômago, misturado com o sal das suas lágrimas…Sem saber o que dizer, segurei-a pela mão e meti-lhe 10 euros no bolso. 
Começou por recusar, mas aceitou emocionada. 
Despediu-se a chorar, dizendo que tinha vindo ter comigo apenas por causa da mensagem que eu enviara na caderneta. Onde eu dizia, de forma dura, que «o seu educando não está minimamente concentrado nas aulas e, não raras vezes, deita a cabeça no tampo da mesma como se estivesse a dormir».
Aí, já não respondi. Senti-me culpado. Muito culpado por nunca ter reparado nesta situação dramática. 
Mas com 8 turmas e quase 200 alunos, como podia ter reparado? 

É este o Portugal de sucesso dos nossos governantes. 
É este o Portugal dos nossos filhos. 

CIRCULAR PELOS AMIGOS E CONHECIDOS, COMENTAR, BARAFUSTAR, SÃO ACÇÕES QUE NADA PODERÃO FAZER PARA REPOR OS VALORES DESTE PAÍS. É NECESSÁRIO FAZER MAIS... MUITO MAIS!»


via facebook...


e depois vêem falar em disponibilizar para os colégios privados mais 19,4 milhões de euros???? querem financiar amigos gestores dos privados e favorecer a desigualdade em algo tão precioso como a educação, através dos cheques ensino???

A educação não pode ser privada! o direito à educação é um direito fundamental e só pode ser equitativo se for público e gratuito!! como pode haver ainda quem defenda o «direito» à liberdade de escolha quando não partimos em igualdade?

Para mim não havia ensino privado financiado e ponto final! quem quiser filhos nos colégios privados deve simplesmente pagar por essa opção. O investimento do estado na escola deve ser feito sim! mas na escola pública - investimentos nas infraestruturas, quer a nível material quer sobretudo a nível humano! 


Eu tenho dois filhos a estudarem em escolas públicas. Não me deixo abater pelo «sistema» e sempre luto para que tenham o melhor, para que tenham a educação de qualidade que devem ter. Mas com duas crianças portadoras de PHDA essa luta não é pacífica. No entanto estou convicta que a luta existiria de igual modo se eu optasse por os colocar numa escola privada!

Numa entrevista para um colégio privado que dei na altura da matrícula do mais velho no 2º ciclo, tive uma professora à minha frente que me disse «hiperativo? na minha sala a hiperatividade fica à porta, aqui não entram manias» e numa outra a diretora do colégio perguntou-me «mas ele tem notas baixas não é? porque sabe, aqui não temos maus alunos»...o Rafa tem excelentes notas, acima dos 80%, na maioria das disciplinas mais de 90%. Não é isso que me preocupa! quero que ele seja valorizado pelo que é! que o respeitem na sua diferença.

Existem bons e maus professores tanto no privado como no público. Já vi professores empenhados, tão empenhados que conseguem com o mínimo de recuros, fazer resultados máximos! não falo só de notas, falo principalmente de pegar em alunos e transformá-los em excelentes seres humanos. Porque isso sim, deve ser valorizado, muito mais do que ter um «ranking» onde se classificam (com que critérios?) escolas privadas e públicas na mesma tabela, como se classificar fosse uma mera questão de posição....

 

postado energia-a-mais às 11:02

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