A Hiperactividade vista à lupa

Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

 

 

e hiperativos....

 

Este e-mail foi-me enviado pela Pat, mãe do N. um menino hiperativo. A Pat visita este blog e comenta muitas vezes os meus posts, partilhando com todos os leitores a sua convivência com esta realidade. Por ter gostado deste e-mail em particular e após lhe ter pedido autorização aqui o transcrevo

 


«Apos uma reunião com a DT do meu filho…e das queixas obvias vim a pensar…

 

Será que chamam

um pai de um filho cego para se queixarem que ele não vê para o quadro?

Um pai de um filho surdo para se queixarem que ele não ouvui a campainha do recreio, ou o ditado de inglês?

Um pai de um filho paraplégico para se queixarem que ele não conseguiu correr os 100 metros ?

Um pai de um filho com muletas para se queixarem que ele é sempre o último nas corridas?

 

Então porque é que se chama todas as semanas um pai de um filho hiperactivo com défice de atenção para se queixarem

- que ele não está quieto na carteira

- que ele se distrai com facilidade

- que ele se esquece dos tpcs ?????»

 

Pois é Pat...para nós é óbvio! para os professores continua a ser muito difícil de entender....

 

Estamos no final do primeiro período e para muitas crianças com PHDA, este é sem dúvida um momento angustiante....as notas escolares por vezes com resultados negativos, as reprimendas e até castigos...quando todos os outros andam eufóricos com o natal.

 

Agarrando a ideia desta mãe, conhecendo eu, por experiência como coordenadora da APCH, a realidade das nossas escolas, acreditando que poderemos fazer alguma coisa - cá vai o desafio para o novo ano e para o próximo período letivo:

 

  • vamos promover uma campanha junto dos professores para que se mudem certas atitudes na sal de aula
A campanha vai arrancar já em Janeiro - aqui e no blog do Núcleo Norte da APCH www.apch-norte.blogs.sapo.pt  darei todas as informações e contarei todos os detalhes!!!
Obrigada Pat pela inspiração - conto contigo e com outras mães/pais para sugestões pertinentes!
postado energia-a-mais às 09:10

Terça-feira, 21 de Abril de 2009

... viver sob pressão constante, tanto para dar resposta ás situações do quotidiano, como em situações que fogem á regra....

 

 

A minha experiência com crianças autistas, resume-se ao contacto que mantenho há mais de dez anos com os meus grandes amigos N. e J., pais do D., um menino com X Frágil, afectado pelo autismo.

Este casal amigo tem travado uma luta bem grande para ver reconhecidos direitos que deveriam ser «absolutos» em casos assim - em que o grau de autonomia é reconhecidamente pequeno.

Ao desgaste normal, de ter uma criança com necessidades específicas de acompanhamento, estes pais lutam ainda (e sofrem com isso) por coisas que para a maioria dos pais são dados certos - escola adequada, actividades extra, lúdicas e educativas...

Mas são pais que não se deixam abater, tentam levar uma vida «normal» e dar aos seus dois pequeninos tudo o que entendem como o melhor - e o melhor passa também por manterem vida social, sair com as crianças e manter o controlo possível da situação.

 

Quando nos juntamos é sempre em casa de uns ou de outros, ou em algum lugar que permita ás crianças uma interacção positiva - os meus filhos são muito agitados e temos de preservar o D. que fica mais descontrolado quando há agitação por perto. Há medida que crescem, tanto o D. como os meus meninos, ficam mais difíceis de controlar - a força física também é maior e nós sentimos mais dificuldade em supervisionar os tres...

Assim, no domingo, pensamos em deixar as minhas pérolas e a princesa M. nos «bichinhos carpinteiros» sítio com brincadeiras para todos e alívio para os pais - mas os meus não ficaram lá nem com promessas e subornos e a M. acabou por desisitir. Logo ficamos com as crianças mais diferentes que se possa imaginar e com um shopping para explorar...

 

correu assim tão mal? perguntam voçês....

 

não foi pelo facto de os meus filhos parecerem índios em época de caça ao bisonte...pelo facto de o Quico se ter jogado pela escada rolante sozinho (com uma mão que o segurou nem se aleijou muito..), pelo facto de os ver subir os balcões da praça da restauração, pelo facto de terem virado do avesso várias montras ou do Quico ter começado a bater em quem passava, sempre por entre muito riso histérico do Rafa...

nem sequer foi pelo facto do D. ter começado naquele baloiçar de corpo típico, ou pelo facto de ter desatado num choro inconsolável...

até nem foi pelo facto de ver pessoas com ar incrédulo a olhar para nós (diga-se que nem uma nos ajudou ou perguntou sequer se queriamos ajuda, apesar dos sacos que iam ficando para trás quando tentavamos apanhar um dos meus filhos...) ou mesmo por termos sido chamados á atenção pelos zelosos seguranças do c.c.!

O que nos doeu no final, foi verificar a nossa total impotência, as nossas dúvidas sobre o futuro e a realidade que cerca as nossas crianças!

O que correu mal no domingo irá certamente correr mal  outras vezes, seja por estes ou por outros motivos...

Sempre teremos de enfrentar sem receios estas situações, sempre viveremos cada vitória como única e cada passo atrás como um motivo para seguir em frente...

Sempre seremos pais destas crianças e teremos orgulho, confiança, dor e confusão (como afinal qualquer pai!)

No entanto teremos sempre, sempre, a ligação da amizade, respeito e partilha que só nós, pais de crianças especiais entendemos!

 

 

sinto-me: grata pelas minhas crianças
postado energia-a-mais às 22:45

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