A Hiperactividade vista à lupa

Terça-feira, 14 de Agosto de 2012

 

alucinantes...assim se vai passando o mês de agosto cá por casa!


Também com um filho diagnosticado com PHDA e outro que leva todas as caraterísticas, qualquer semelhança com a realidade (dos outros) é pura ficção!

 

 

 

 imagem tirada da net

 

 

 

Embora habituada a viver a mil, os dias de férias são para mim uma tortura. São longos, cansativos e super agitados. Demais!! As manhãs despertam cedo e terrivelmente implicativas - para dar um exemplo:

 

6h45 - o Rafa salta da cama e acorda-me, seguindo logo a acordar o mano...disputam de imediato um lugar no PC para ver quem joga primeiro...brigam para ver quem come os cereais primeiro e para ver quem chega o comando da TV primeiro...e depois seguem-se as tardes! loooongas...e cansativas, em que por mais incentivos que vá dando, as únicas coisas que fazem são brigar entre eles e chatear toda a gente...enfim! As horas que passo a separá-los e a tentar que façam alguma coisa, desgastam-me e deixam-me com pouco tempo para viver este período em família.

Finais de dia são para esquecer, cada vez o ritmo aumenta mais e não abranda antes da noite já bem entrada! embora a medicação do Rafa seja tomada por volta das 21h, o adormecer chega lá para a meia noite!

E as rotinas? é que nem querem saber de coisas tão básicas, como tomar banho (porquê mãe? eu nem vou para a escola...) vestirem-se ou deixarem o ar de selvagens em fúria....para o Quico comer é algo que impede saltos e brincadeiras (nem que seja por um segundo) e portanto prescinde disso...

 

De vez em quando atrevo-me a mudar o palco de tanta agitação. E assim, em vez de ficar-mos por casa, lá nos aventuramos numa praia, numa piscina, parque ou qualquer outro sítio que tenha espaço para correrem e sobretudo água para se banharem! aliás, na água conseguem parecer «quase normais» não fosse o entra e sai constante - tipo: mergulho, areia, toalha, areia, mergulho ininterruptamente por mais de 4 horas....e os desatinos com que brindam quem está com eles ou quem fica de mirone....

 

o linguajar anda do melhor! os meus filhos decididamente estão-se a «marimbar» para códigos e acordos ortográficos. Entre eles e deles para nós (e para outros) prevalece o mais puro e duro calão. Mas do norte, claro! que nisso eles são menifestamente defensores da «língua materna». O Quico usa todos os palavrões sem demonstrar réstia de pudor...o Rafa nem pestaneja. Eu antes corava....agora - tapo os ouvidos (o que não ouço não me atinge!)

 

 

e pronto - querido mês de agosto, vê lá se chegas rápido ao fim, sim?



postado energia-a-mais às 09:03

Domingo, 07 de Setembro de 2008

Foi assim o meu dia de hoje. Uma autêntica montanha russa daquelas em que não faltam os loopings gigantes e as enormes quedas a pique. A história deste domingo começou na realidade na 5ª feira. Nesse dia recebo uma sms da minha amiga E. a convidar-me e aos miúdos para um almoço de aniversário da filhota R. Ora, avisei logo que não podia levar os dois mas adoraria ir com o Rafa. Começei então a preparar a «viagem», coloquei cinto de segurança para evitar os acidentes de última hora, isto é disse de imediato ao Rafael que no Domingo teriamos o aniversário da R. e que eu gostaria mesmo muito de ir. Tenho sempre de o avisar de qualquer saída com alguma antecedência para lhe dar tempo de planear a sua rotina e porque assim sei que tenho mais capacidade de argumentação (se pegar nele de repente e disser- vamos ao café, o certo é não sair de casa nem ao cair da tarde...)

Embora já soubesse desde 5ª, o Rafa tem de ser lembrado todos os dias e depois marca-se uma hora exacta para a saída. Neste caso e como o avô se prontificou para nos levar deviamos estar prontos ás 10:00H - antes da ida para o restaurante eu planeava passar no shopping para comprar uma prendinha e mais importante, uma peça de roupa decente para o Rafa ir apresentável (isto dá para outro post por isso depois explico...)

Mesmo assim e de cinto para prevenir, a verdade é que quando o avô chegou e já com o Francisco impaciente para ir para casa da vó, o Rafa faz a fita do costume e diz que não quer ir ao shopping comigo. Depois de muita discussão e das horas a passarem, resolvi que ele poderia ir então com o avô e eu iria sozinha ás compras (o que até seria bom se não fosse o caso da roupa ser para ele) Descem os três e para meu espanto da janelo vejo que passam para o parque em frente á casa, o meu palpite é que a campainha não tarda a tocar! Claro, estava eu na tentativa de me vestir oiço o barulho da algazarra e a campainha frenética, abro a porta e vejo um avô desesperado e dois netos quase verdes...da relva húmida do parque! Trocar a roupa foi absolutamente necessário o que implicou mais meia hora de esforço físico e sobretudo vocal...

Já sobre as 11:30H conseguimos finalmente sair de casa, optei por ir ao shopping mesmo em frente á casa dos meus pais e assim poder deixar os dois com os avós. Fui mas com o coração apertadinho, sei como a minha mãe se esforça pela limpeza da casa e imaginei o pior cenário, até porque o Fransisco iria comer a sopinha da avó, o que nem sempre corre bem.

Quando cheguei cerca de uma hora depois o cenário era pior do que eu imaginara(...) tudo de pernas para o ar, os meus pais correndo pela casa na tentativa de dar a sopa ao mais pequeno e o Rafa a comer salsichas com as mãos (outro post...)

Logo que tentei pôr ordem percebi que a viagem ia azedar, estava naquela parte da montanha em que subimos, subimos e de repente, estamos a balouçar perigosamente. O Rafa recusa vestir a roupa interior (este então dá um post muito looongo...) e por isso não quer vestir a calça que acabei de lhe comprar. Com mil e um argumentos e muita paciência, lá o convençi, para logo de seguida ele fazer uma coisa que me fez descer vertiginosamente na tal montanha russa - largou a correr pela casa para ver a prenda que tinha comprado á aniversariante e decidiu que não podia ser aquela (uma linda camisolinha) logo,não iria ao almoço...decidiu e não se demoveu, nem com ameaças, ralhetes, bofetadas, gritos, pratos de sopa pelo ar (pobre avó, teve de limpar sopa desde a cozinha á lavandaria e até dentro da máquina de roupa); não se demoveu e foi ficando cada vez mais histérico, naquele registo típico sem controlo. Quando usei a minha versão da psicologia invertida (neste caso eu não queria ir e teriamos de voltar a casa a pé...) ele acabou por dizer que afinal já ia (nisto eram já 13:20H - o almoço era para as 13!) Mas como sempre acontece em situações destas, assim que paramos em frente ao restaurante e teve de enfrentar os rostos dos que já lá estavam, fez nova crise e nem arrancando metade da roupa o conseguimos demover (aqui já estava eu no looping - de cabeça para baixo e quase a vomitar - de forma figurada, claro!)

Acabamos por vir embora, sei que a E. entende bem o que passo e sei que a filhota embora baralhada, acabou por ficar bem.

Mas a montanha era grande e tinha mais voltas - quando já estavamos em casa e usei a técnica da chantagem - agora não almoças e eu não vou sair do quarto, aliás de casa, nem para comprar comida e vamos morrer de fome.....o Rafa quis voltar a sair, porque afinal queria ir comer ao restaurante(!) e além disso queria o Francisco.

O meu pai veio trazer o  mais pequeno e mais uma vez, começa o frenesim, querem sair, saimos, vamos ao jardim e decidem que querem ir á padaria para beber, entramos e afinal querem batatas fritas, digo que não e já querem chupas, depois beber, depois as batatas, depois fogem sem que eu tenha como os agarrar, entretanto fico com um triciclo, uma bicicleta, pacotes meio comidos de batata, a tentar com que o Francisco não se lançe para cima dos carros (ele corre pela estrada fora), acaba por fazer uma birra a meio do percurso e atira-se para a estrada, o Rafa quer ir para casa, o Francisco não, o Rafa quer alugar um jogo de PS, eu digo que não, o Francisco berra e o Rafa parte para a agressão, estamos á 2 horas nisto quando os avós aparecem para ver como estão as coisas. O Francisco vai com os avós e eu acabo por ceder ao tal jogo (sempre é melhor do que ter de voltar á brincadeira do sofá-que-mais-parece-um-monte-de-molas-velhas!!)

São 21:00H quando ponho os dois a comer, não dei banhos, não limpei a cozinha e só agora reparo que eu própria não como desde ontem á noite...conto com mais umas corridinhas, cestos virados, bolas na parede e birras por causa da TV, PS, ou qualquer outra disputa e aguardo que o sinal apareça - o sinal é aquele choro sem lágrimas que avisa que o sonito está a chegar e que com ajuda, uma canção ou historinha, o dia vai finalmente terminar (e hoje não correu mal de todo, são 23:00H e os dois dormem)

Preparo-me para voltar a subir á montanha amanhã!!!

postado energia-a-mais às 23:20

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