A Hiperactividade vista à lupa

Segunda-feira, 08 de Junho de 2009

As mais óbvias, pertinentes e irritantes questões que me costumam colocar em debates, palestras e seminários sobre hiperactividade (mas em linguagem corrente, porque isto não é um site de cariz  técnico-cientifico, ok?)

 

 

as óbvias

 

Então a hiperactividade existe mesmo? - Poissss....apesar de ser difícil conseguir chegar a esse diagnostico, apesar de se confundir com outras coisas e embora para muita gente seja impossível de entender, a verdade é que vários especialistas a sério, estudaram bem e chegaram á conclusão que existem indivíduos portadores de uma disfunção ao nível dos neurotransmissores cerebrais - enquanto a malta comum vem equipada com uma capacidade inata de se conter, conseguida porque esses neuro transmissores produzem uma substancia que controla os impulsos (físicos e mentais), estes outros individuos, que saltam muito, falam muito, mexem-se muito, dispersam-se muito, têm um déficit dessa substância - sozinho o cerebro produz pouca ou mesmo pouquissíma (ou quase nenhuma) dessa tal substância...

Foi por constatarem que existem essas variações (de quantidade e qualidade) que os especialistas até conseguiram identificar três tipos de hiperactividade - dependendo dos neurotransmissores que recebem mais ou menos impulsos:

  • Tipo impulsivo - tem mais a ver com os impulsos físicos (descontrolo nos movimentos e excesso de energia) é o tipo mais raro
  • Tipo - TDA - transtorno de déficit de atenção (a incapacidade de se concentrarem numa tarefa ou  levarem até ao fim uma actividade) - sem hiperactividade, verifica-se mais no sexo feminino
  • Tipo misto ou TDAH - uma mistura dos dois tipos, em que se verifica uma grande actividade motora e uma dificuldade séria de não concentração - é a mais comum

 

E sim é possível verificar esse diagnóstico através de métodos e exames complementares como TAC ou ressonâncias magnéticas para que não restem dúvidas (ficam registadas as ondas cerebrais que os especialistas intrepretam e que mostram os padrões atípicos da actividade cerebral)

Adenda: o meu filho Rafael está diagnosticado como hiperactivo de tipo impulsivo em grau severo (sim também existem diferentes graus de hiperactividade, tal como na diabetes...) e fez TAC (acordado e em vigília)

 

Então nasce-se hiperactivo? - sim, existe uma forte possibilidade de uma grande maioria dos casos ser de ordem genética. E sim são bebés «diferentes» - muito agitados, muito chorosos, não mamam de forma regular, podem ter mais dificuldade em dormir....só que não é possivel dizer por essas características se estamos perante um hiperactivo, há que aguardar uns tempinhos, por norma até aos cinco anos.

No entanto existem crianças que revelam características de hiperactividade que têm uma origem em factores externos ou ambientais (como um grande trauma, um problema familiar grave, etc.)

Há também os casos das crianças familiares de alguém com hiperactividade genética e que por motivos de convivência, desenvolvem a chamada hiperactividade por aproximação

 

E há tratamento? - claro que sim, com os avanços na medicina é possível encontar respostas para quase tudo...dependendo do tipo, do grau e dos factores que a desencadearam os especialistas vão desenhar um tratamento que pode incluir fármacos (um quimico que vai actuar como estimulante para que o cerebro produza a tal substância em falta), terapias psicológicas e comportamentais, ou mesmo uma mistura dos dois métodos - medicação com terapia. Este é o que se usa na maioria dos casos de hiperactividade com origem genética

Em casos em que se manifestam caracteristicas de hiperactividade devido a factores externos e/ou ambientais, pode ser encontrada uma resposta terapêutica eficaz sem recorrer a medicação

Adenda II: o meu filho está medicado desde os seis anos (interrompendo por ordem médica em alguns períodos de férias escolares) e tem acompanhamento psicológico

 

E tem cura? - Não, não tem! Mas as características alteram-se ao longo das várias fases da vida. Não vai ver um adulto a saltar por cima dos móveis mas vai constatar que a instabilidade permaneçe, são pessoas de trato difícil com dificuldades em manter relacionamentos, empregos ( e não é por causa da crise) e que não se sentem realizados nos diferentes sectores da vida. Por isso é que se diz que é crónica...

 

 

 

 Depois costumam surgir as perguntas mais pertinentes - a ver se as publico mais logo, não vá aparecer por aqui alguém que diga que isto está incompleto e que não se aprende nada neste blogue! e nós temos obrigação de ensinar, não é?

 

sinto-me: muito «ensinadora»
postado energia-a-mais às 11:00

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