A Hiperactividade vista à lupa

Segunda-feira, 21 de Maio de 2012

 

A APCH - Norte vai promover mais um ciclo de sessões da Escola de Pais, uma iniciativa que visa dar resposta às muitas solicitações de pais e educadores, relativamente a temas pertinentes e dúvidas frequentes com a educação de qualquer criança.

 

Esta primeira sessão irá decorrer na nossa sede em São João da Madeira, piso nº 3 da Casa das Associações, no próximo dia 2 de Junho, sábado, pelas 10H00 e tem como orientadores os psicólogos Dr. Ivo e Drª. Vanessa.

 

Estão abertas as inscrições através de telefone 918691972 ou no local, até dia 31 de Maio. O valor por sessão é de 5,00€. (limitado a 20 pessoas)

 

 

Participe e divulgue!

 

Texto do blog www.apch-norte.blogs.sapo.pt 

postado energia-a-mais às 11:41

Quarta-feira, 07 de Março de 2012

 

os livros são dos melhores presentes que se podem dar/receber

 

sempre incentivamos a leitura em casa, mesmo que as caraterísticas do Rafa o levem a ter uma obsessão por um determinado tema e seja muito difícil fazê-lo ler algo diferente e que o Quico ainda não ache grande interesse a livros que tenham mais que duas páginas...Mesmo assim, variedade, conteúdos distintos, livros didáticos, alguns mais simples, os miúdos sempre tiveram à disposição e faz parte do ritual, abrir um livro à noite, para ajudar a mantê-los na cama. Cá em casa, embora não haja uma «grande» biblioteca, há bons livros e também os adultos dão o exemplo pois tanto o pai como eu lemos muito e compramos e oferecemos muitos livros em ocasiões como aniversário ou natal.

 

Isto para dizer que embora já sensibilizados para a importância da leitura no desenvolvimento cognitivo e emocional de todos, apreciamos iniciativas como esta:

 

«a semana da leitura»

 

 

decorre até sexta feira nas escolas do concelho e «obriga» os pais a uma participação mais ativa. Já estive na escola do mais novo na segunda feira e hoje é dia de ir com o mais velho, conviver com algumas das ofertas que a escola preparou. Por isso e porque estou esta semana a preparar um evento da APCH - Norte, o blog tem andado um pouco ao abandono...

 

 

mas espero conseguir organizar-me e poder mostrar alguns pormenores

 

 

 

postado energia-a-mais às 10:47

Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010

 

 

 

hoje as escolas públicas do concelho participam na Jornada de Luta contra a Pobreza. Numa altura em que a fome atinge cada vez um número maior de crianças em idade escolar (aconselho a Visão desta semana que no seu tema de capa faz um excelente reportagem sobre o tema!) acho muito bem que se alertem os miúdos para este tipo de problemas.

 

A iniciativa é para que as crianças levem um bem essencial que depois será distribuido por instituições sociais da cidade e participem na marcha da luta contra a pobreza, vestindo uma camisola vermelha, preta ou branca.

 

Os meus meninos lá vão, o Quico muito satisfeito por ir levar um arroz paar os meninos pobes, o Rafa percebendo que ajudar é muito importante! e os dois võ de vermelho, claro lol!

 

De resto, na pré, o meu caçula tem tido dias mais tranquilos, depois de uma fase no final da semana passada em que andava sempre às «turras» com todos e que o fez ficar de castigo algumas vezes...

e o Rafa parece estar este ano muito virado para as aulas de música porque tem um prof muito fixe que sabe tocar os êxitos juvenis mais recentes!

 

será um fds repartido entre trabalho (eu) e festa de aniversário de um amiguinho do Quico. Espero que sem grandes precalços porque o que mais me faz falta é um tempito de descanso....

 

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 08:51

Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Recentemente respondi a um inquérito, enviado pela APDCH, com a finalidade de contribuir para um estudo internacional, do qual fazem parte países como Portugal, Roménia, Turquia, Reino Unido e Itália e que visa promover acções específicas para educadores e pais de crianças com distúrbio de Hiperactividade e Déficit de Atenção.

Este estudo insere-se num projecto mais amplo cujo objectivo é desenvolver a Unidade de Apoio á Escola Inclusiva.

 

Sempre que participo nestes projectos/estudos ou iniciativas, fico um pouco «frustrada» por verificar que, apesar da promoção de certos mecanismos teóricos, na prática estas (e outras crianças com necessidades educativas especiais) acabam por não beneficiarem de qualquer tipo de apoio verdadeiramente estruturado.

Dou alguns exemplos:

 

  • no passado ano lectivo ( e ao abrigo de um artigo, entretanto extinto...) era suposto o meu filho ter recebido apoio psicológico, garantido pela escola. Não criei grandes expectativas, na medida em que reconheço os parcos recursos (materiais e humanos) nesta matéria. Mas foi essa a informação dada pelo agrupamento e assim fui esperando até meados do 1º período. Nessa altura foi-me dito que não existindo a possibilidade de contratar um(a) psicólogo(a) educacional, iriam passar o caso á psicóloga contratada pela autarquia e que já dava apoio noutras escolas do agrupamento. O tempo foi passando e, mesmo fazendo várias tentativas para perceber a razão da demora, acabamos o ano lectivo sem uma única sessão de apoio!
  • quando percebemos as dificuldades do Rafael e procuramos ajuda, recorremos ao pediatra e depois de algumas consultas no privado, acabamos por concluir que a ajuda necessária, obrigava a recursos de que não dispunhamos. Fomos então informados pelo médico de família sobre as consultas de desenvolvimento. Estas consultas são garantidas nos hospitais públicos (alguns) da nossa área de residência. Pedimos para ser encaminhados e ficamos a saber que a lista de espera para estas crianças pode chegar a um ano (ou mesmo dois!). Ora como só aceitam crianças em idade escolar, presume-se que tenhamos de aguardar por um diagnóstico e acompanhamento, durante uma fase crucial para a rápida integração da criança. Por outro lado, este tipo de consulta deixa muito a desejar na maioria dos hospitais - muitos não fazem o diagnóstico tendo em conta o tal estudo «multicritérios» supostamente usado para despiste de outras patologias. Alguns nem sequer têm  as valências necessárias, a criança pode ser diagnosticada por um pediatra (quando o deveria ser por um pediatra do desenvolvimento, um neuropediatra ou pedopsiquiatra), a observação da criança ocorre sempre em meio hospitalar (quando deveria ser feita em diferentes contextos, como casa, escola e consultório) e a ligação com a escola resume-se a um papel que os pais levam para a/o  professora/o que serve apenas para resumir o ponto de vista daquele profissional, na maioria das vezes sem preparação...resta o privado, onde uma consulta da especialidade ronda os 100 euros para diagnóstico e, sendo necessário acompanhamento terapêutico (o que acontece sempre que se confirma a hiperactividade) ronda os 90 euros por consulta...
  • a medicação, apesar de ser tomada por um longo período de tempo não é comparticipada na totalidade, custando uma caixa de Ritalina com 30 comprimidos (que dá para um mês) uns 25 euros (o Concerta é muito mais caro). Muitos meninos tomam ainda medicação combinada o que pode oscilar a uma média de 40/50 euros mensais...
  • apesar de estar cientificamente comprovado que a hiperactividade prevalece na vida adulta, esta não é considerada uma «doença crónica» não estando por isso contemplada com alguns benefícios

Por isso e embora apoie cada esforço no sentido de melhorar as condições de trabalho, de resposta e de conhecimento sobre este distúrbio, tenho sempre uma sensação de vazio no final. Vamos ver se será mesmo desta que se começa a pensar a sério no problema destas crianças e suas famílias...

É que na minha (modesta) opinião não vejo um esforço concreto de mudança que me permita visualizar a tal Escola Inclusiva...é que o modelo até já existe mas isso fica para outro post!

postado energia-a-mais às 23:21

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