A Hiperactividade vista à lupa

Quarta-feira, 16 de Outubro de 2013

 

 

não, não vou falar de como os cortes disfarçados de OE vão afetar este agregado familiar - até porque com tantos analistas e comentadores cheios de sábios conhecimentos e fundamentadas análises, eu acabaria por ser obrigada a reconhecer que afinal aqui em casa somos ricos, ainda respiramos e o governo deixou de fora dos cortes o ar, pelo menos para 2014!

 

a minha visão do OE apresentado pela primeira vez por Maria Luís é bem mais simplista, sem nenhuma pretensão de analisar o que os portugueses deixam de ter

 

primeiro ponto: a tática de MLA é bem diferente da do ministro anterior - Gaspar adormecia-nos «durante», Albuquerque tentou adormecer-nos nos «preliminares», repararam como foi looooonga a introdução explicativa do OE? tão histórica e dramática? Aposto que no próximo orçamento a ministra nos vai remeter para a época dos descobrimentos e explicar que temos um orçamento tão duro porque naquela altura vivemos acima das nossas possibilidades, gastamos muito com as caravelas que serviam as expedições e os salários desses funcionários públicos eram demasiado altos, por isso os de agora têm de pagar as «favas»!

 

segundo ponto: os gráficos que ilustram este OE são muito mais «in», viram a cor das barrinhas?

 

terceiro ponto: no governo, todas as senhoras usam os serviços da mesma cabeleireira (aliás, acho que todos os membos do governo, usam os mesmos serviços...) repararam no magnífico estilo capilar das senhoras sentadas naquela mesa? 

 

e pronto! é o que me apraz dizer sobre o orçamento de estado / 2014....{#emotions_dlg.sarcastic}

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 11:55

Terça-feira, 16 de Outubro de 2012

 

 

saudável! porque temos de comer todos os dias «pois é mamã?» {#emotions_dlg.lol} (quer o Quico dizer que para ele todos os dias são dias de alimentação - felizmente, digo eu!)

 

alertada pelos miúdos que tiveram hoje atividades ligadas ao dia mundial da alimentação, decidi parar para pensar mais sobre isto de ter uma alimentação saudável. Ora, ainda há poucos dias comentava por aqui O que é o Jantar?  (clique em cima do link) que em casa, tento dar uma alimentação o mais variada possível, quer em confeção, quer em ingredientes usados, para que os miudos possam adaptar-se a diferentes paladares, no entanto, existem coisas que eles não comem quando lhas apresento, sem que para mim isso seja um drama - não obrigo a comer, também não recompenso com comida, tão pouco faço segundos pratos ou deixo «substituir» o que não querem. Até porque, muitas e muitas vezes, ao repetir o mesmo prato eles acabam por experimentar, quase sempre acabam por gostar e a coisa resolve-se.

Confesso que não gosto de tudo e não preparo certas coisas em casa - tais como miudezas, línguas de vaca e coisas assim. Fritos também só as batatas uma vez por semana, de resto só mesmo em ocasiões especiais recorro aos «salgadinhos». A maioria das receitas podem ser adaptadas para uma confeção mais saudável e eu opto por fazê-lo. Douradinhos só de vez em quando e no forno, a minha lasanha leva bechamel caseiro e de leite magro, as carnes são brancas e de aves, pizzas só as de casa, etc. Por outro lado sou exigente com os paladares e com o que comemos. Talvez por isso os meus filhos estejam acostumados a ser críticos com a comida fora de casa, ou seja na cantina da escola. Não dizem mal por dizer, argumentam com o tipo, quantidade e confeção da dita. Ora eu acho que na maior parte das vezes têm razão. O Rafa, por exemplo, come de tudo em casa sem refilar. A sua satisfação é devorar o que está no prato e quase nunca diz - não gosto...Já na cantina reclama das sopas, da quantidade servida e do puré.  O Quico ainda está na fase de descoberta de sabores. Em casa experimenta de tudo sem problemas, na escola não se sente feliz com o prato de paixe cozido com batata cozida (cá para mim, há maneiras bem mais apelativas de dar peixe a uma criança) mas come sem refilar o peixe em papel de alumínio com ervas aromáticas ou assado no forno com limão e pouco mais que tantas vezes fazemos cá em casa. Dos legumes nehum se queixa, estão mais que habituados a saladas e só reclamam da pouca variedade que encontram na mesa da cantina escolar.

E se eu que passei mais de dez anos da minha vida a pesar o que comia e a contar cada caloria, achando que engordar mais um grama seria uma tragédia e controlando ao máximo qualquer ingestão de alimentos, olho agora para a comida com alguma «tranquilidade», pelo menos sem a repugnância que olhava antes, isso deve-se principalmente à tática usada para me «obrigar» a sair de uma anorexia que me acompanhou até ao nascimento do Rafa. - cozinhar! por isso, sempre que posso, cozinho com os miúdos, peço que me ajudem em pequenas tarefas - o Quico adora, o Rafa com as suas características especiais nem sempre se envolve - mas penso que isso contribui para que gostem da comida e tenham consciência do que comem.

 

E pronto, resta-me partilhar um pensamento que me acompanhou o dia «em Portugal existem cada vez menos problemas de obesidade» e porquê? ora bem, porque não há dinheiro para comer, corta-se nas carnes, peixe, sobretudo nas quantidades...mais uns anos e podemos dar graças ao Gaspar por nos dar um orçamento tão saudável para a nossa «linha» {#emotions_dlg.lol}

 

 

postado energia-a-mais às 22:28

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