A Hiperactividade vista à lupa

Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010

 

 à partida do papá, cada um à sua maneira,

 

O Rafa com um ataque de choro, o Quico com um ataque de fúria

 

nem sempre se consegue encontar uma forma de suavizar estas ausências do pai....

 

 

talvez o próximo post saia com mais energia - não que ela tenha faltado este fds! longe disso...mas coração de mãe também precisa de descanso

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:08

Sábado, 20 de Novembro de 2010

 

todos os segundos do pouco tempo que estará por cá

 

o papá chegou para dois dias de (curto) descanso em família...e que familia!

 

a mãe anda rabugenta por causa do trabalho, da casa, das mil actividades em que se mete e das milhentas tarefas caseiras obrigatórias ( a par daqueles dias que só mulher entende!)

 

o filhote mais velho anda electrico como sempre com a agravante de estar com uma tosse terrível e de ter iniciado mais uma batalha de pedinchice sem fim, motivado pelos anúncios non stop de um  consumismo suportado pela proximidade do Natal...e por mais que lhe diga que não vai ser um Natal recheado em quantidade, que tem de se decidir por um pedido apenas, por enquanto a sua energia esfusiante fá-lo delirar em número de pedidos, de vários tipos, feitios e valor!

 

do mais pequeno tudo se espera, já que desde trepar pelo puxador da persiana, saltar por cima de mesas ou cadeiras e «lutar» com os lençois da cama, nada o parece deter

 

Para já e porque ainda trabalhei na manhã de sábado, o pai teve para ele, a possibilidade de aproveitar mais! claro que acredito que tenha contado os segundos...até eu ter voltado

 

A julgar pela confusão espalhada à qual tive de dar «um jeito» a diversão deve ter andado de mãos dadas com a agitação! mas ninguém estava seriamente ferido (tirando uns arranhões) portanto o balanço é positivo!

 

a tarde foi de piscina a três - eu fiquei por casa para orientar um pouco as coisas, o que sempre me deu algum tempo só para mim! aproveitado para arrumações claro mas que me sabem a descanso!

 

vieram felizes e molhados...cansados nem por isso! porque cá em casa tudo se festeja e por isso há que aproveitar! final do dia com os avós a participarem num lanchinho que incluiu doces e salgados, castanhas e bolinho simples mas fofo, com cheiro a erva doce! já paira por cá aquele encanto do natal e o friozinho até sabe bem porque nos «obriga» a aproveitar cada segundo uns com os outros!

 

 

 

postado energia-a-mais às 22:15

Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

a saga continua, cá estou para relatar os dias em que tivemos o Pai cá em casa

 

SÁBADO - dia 2

Este foi o dia em que pensamos levar o Rafa a fazer um corte de cabelo. Esta é uma daquelas situações em que tudo pode acontecer, desde ter de pagar os estragos de prateleiras derrubadas (normalmente cheias com aquelas ampolas carérrimas que ninguém mais compra!) a pedirmos desculpa pelo incómodo que é ter de limpar vomitado das roupas de quem tentou á força aplicar a tesoura, ou qualquer outra coisa que o meu filho se lembre de fazer para evitar cortar a bela da cabeleira, lol!

Era de esperar que com o tempo se fosse habituando (não conheço muitos meninos de quase 8 anos que achem cortar o cabelo um tormento digno de vómitos...) mas com a idade tem vindo a piorar, pois agora já não o podemos agarrar...por isso vamos fazendo várias tentativas, acabando por termos de o arrastar quando o cabelo já se transformou numa autêntica juba indomável!

 

 

Eis o que aconteceu:

Primeiro obstáculo - os miúdos acordaram frenéticos ás 06:00H dispostos a acordar a vizinhança ao som do Camp Rock...o pai foi literalmente arrastado para fora da cama, ficando logo mal disposto, pois na véspera ficara acordado até ás 04:00H (!) pondo as suas preferências televisivas em dia (eu bem o avisei...)

Querendo ser mais inflexível do que no dia anterior e azedo pelo acordar forçado, logo que deram as 09:00H, teimou em vestir o Rafa para irem ao barbeiro...sem lhe dar medicação...

Segundo obstáculo - vestir o filho revelou-se tarefa impossível, não só porque não parava quieto mas também porque , como não veste roupa interior, o pai não percebia como o devia vestir...até que cansado de tentar durante quase uma hora, resolveu arrastá-lo de pijama - muita confusão depois, com gritos, comprimidos pelo ar, ameaças, etc., acabamos por concordar num fato de treino (coisa que o filho já tinha dito e que eu também já avisara...)

Terceiro obstáculo - fazer o filho esperar a sua vez no barbeiro - tarefa muito, muito difícil, ainda por cima porque levou os dois miúdos (eu avisei...) e juntos eles resolveram assumir o comando da barbearia, transformando o sítio num espaço impróprio para cardíacos, pois aquilo está cheio com vidrinhos e prateleiras e mais vidrinhos....topam?

Quinto obstáculo - para fazer tempo, o Pai resolveu levar os miúdos para fora, esquecendo-se que se estamos num local com um propósito e saímos sem o cumprir, nunca mais vamos conseguir voltar...os miúdos depressa se envolveram numa bela brincadeira no parque, e nem arrastados o pais os conseguiu levar de volta á barbearia, voltando a casa apenas á hora de almoço (esta eu aviso mesmo muitas vezes...)

Sexto obstáculo - fazer o Rafa sair de casa no fim de almoço com o intuito de voltar á barbearia. Como o pai estava cada vez mais afoito e insistente, o efeito de oposição/desafio do filho foi ficando mais notório até que desistiu e depois de eu lhe garantir que nem que o cabelo lhe estivesse a chegar aos pés, eu lhe pediria para o cortar, ele resolveu que o cortaria na minha cabeleireira habitual. Lá fomos decididos e claro, o meu filho mudou de ideias assim que lá entrou, sendo que ainda esteve a rebolar-se no chão, saltou nos sofás, escondeu-se debaixo de uma mesa e quando chegou a sua vez desatou a correr porta fora...

 

Quando já tudo estava conformado com a ideia de que esta seria mais uma tentativa, ele (já a tarde escurecera) resolveu dizer que agora sim, queria voltar á barbearia

Sétimo obstáculo - fazê-lo parar quieto na cadeira, enquanto  lhe cortavam a melena. Aqui o pai esteve bem (aceitou o meu aviso, lol!) e levou umas cartas para jogarem durante o processo...

 

Com tanta correria durante o dia, o pai estava cada vez mais cansado e queria pôr os dois na cama ás 21:00H, claro que os artistas fizeram gato-sapato até ás 23:00H o que levou o pai a reclamar até ás 24:00H restando-nos muito pouco tempo (e paciência) para namorar...o que deixou o pai ainda mais irritado (e a mim também!)

 

 

DOMINGO - dia 3

Este dia resume-se a isto: o Pai era para ficar até segunda feira (saindo pela madrugada de terça) mas atendeu um telefonema do patrão, por volta das 09:00H de domingo e acabou por sair no fim de almoço...quando souberam os miúdos ficaram histéricos e tivemos de os confortar durante a manhã, com isto o Pai lá ficou com ar de quem-não-sabe-muito-bem-o-que-fazer e eu tive de ser bombeiro em dois fogos...Pela hora de almoço já estava a algazarra habitual e tivemos um almoço «volante», com um final um pouco atribulado porque o Francisco que descobriu este ano que adora castanhas, resolveu brincar com elas como se fossem berlindes e o Pai que tanto queria levar a recordação do magusto, teve de se contentar com um ouriço que o Rafa trouxe da escola 

 

postado energia-a-mais às 23:00

Domingo, 09 de Novembro de 2008

Quando em casa reina o caos absoluto!

 

 

Depois de quase um mês fora por causa da sua profissão (motorista em carreira internacional), o Pai veio finalmente a casa. Este podia ser um motivo de grande alegria, pois podiamos usufruir daquilo que para muitos é banal e sermos uma família, no verdadeiro sentido da palavra. No entanto e como tem vindo a acontecer (infelizmente de forma cada vez mais acentuada) estes dias foram um autêntico tormento, não só para nós, como para os miúdos. A Hiperactividade afecta de forma transversal todos os membros da família (e até os que sem o ser convivem com ela de forma regular) e quem tem uma criança como o Rafael sabe bem como tudo pode ser difícil de contornar....

 

Decidi contar isto para que outros nas mesmas situações, não sintam que estão sós, para que os que não passam por isto aprendam a não julgar e porque precisava de deitar para fora o que se passou.

 

 

SEXTA FEIRA - dia 1

O meu marido avisou que chegaria durante a tarde pelo que decidimos manter a rotina e foram os avós a ir buscar as crianças á escola.

Como estou a trabalhar até ás 19:00H, liguei por volta das 17:00H e combinamos que os avós poderiam ir embora mais cedo, para que também tivessem um tempinho só deles e que o meu marido orientava as coisas em casa, de modo a dar banho a um, adiantando algo simples para o jantar.

Cheguei á porta da entrada do prédio (4 andares abaixo do meu apartamento) e ouvi gritos que identifiquei de imediato. Respirei fundo no elevador, preparando-me para o  que parecia ser uma bela discussão. Pai e filho mais velho, embrenhavam-se numa disputa com murros, pontapés e muita gritaria, enquanto o mais novo assistia em pranto quase histérico.

Fiquei para morrer pois vi logo que nada estava feito, não havia jantar, não havia ninguém com ar de ter tomado banho e principalmente não havia Paz!

Este tipo de discussão assim violenta é muito desgastante, o meu marido nunca consegue terminar com ela do modo mais simples - ignorando, para depois poder controlar. Pelo contrário, tenta responder na mesma moeda, o que torna a discussão cada vez mais prolongada e mais violenta. O que mais me afecta agora, é ver o Francisco assistir a isto, sabendo que cada gesto, cada palavra, cada atitude, vai ser registada e processada na sua cabeçinha, á sua maneira!

Perco a cabeça com o meu marido sempre que isto acontece. O pior é que normalmente acaba por ceder no pior momento, ficando sujeito ao que originou a discussão e acabando por destruir tudo o que me esforço por manter durante o resto do tempo!

Foi o que aconteçeu. A discussão começou porque o Rafa queria jantar no Shopping (eu teria mantido o não, sabendo que teria de aguentar firme, até poder falar com ele quando acalmasse, por norma acaba por entender as nossas razões, precisa é de tempo para chegar lá! E marcariamos  uma saída para o dia seguinte - sábado) O Pai, farto da gritaria e da proporção do que se estava a passar, lá decidiu num frenesim que iriamos jantar ao shopping! Depois de um dia complicado, sexta-á-noite, com gente a abarrotar no c.c, com os miúdos tal como tinham chegado da escola, sem apetite para qualquer tipo de comida, lá vou eu arrastada...

Chegamos, o Rafa eufórico por ter vencido e pela hora nada apropriada ás saídas, chega disparado junto ao balcão do Burguer King, passa literalmente por quem lá está, pendura-se no balcão e fica a milímetros da cara do empregado, com toda a gente a resmungar e com alguns já a quererem tomar satisfações...

Lá tento segurá-lo até á sua vez, alguém acaba por dizer para o atenderem, pois percebem o histerismo nada normal, ele grita o pedido tão alto e tão depressa que ninguém o entende. Resultado, quando chegamos á mesa e ele abre a caixa, vê que afinal tem queijo (coisa que ele não quer) e começa de imediato a disparatar, atirando com o hamburguer pelo ar, sujando tudo e todos os que estão por ali, viram-se cabeças, instala-se a confusão, porque sem dar tempo a que respiremos para enfrentar aquilo, já ele está outra vez no balcão a fazer novo pedido, não esperando por ninguém e querendo trazer as coisas de imediato! Traz a nova caixa depois de o Pai ter conseguido tirá-lo de lá e a cena repete-se agora porque não traz molhos e por isso esmaga com os dedos o hamburguer, joga a alface pelo ar e corre desatinadamente pelo shopping disposto a lançar-se sobre outro balcão qualquer. Eu o Pai e o mais pequenino a tiracolo, lá corremos e impedimos, acabando por dizer que não lhe vamos compar mais comida, pois ele tinha estragado imensa! Tem novo ataque de fúria ao que o Pai responde com um sonoro «Vamos embora» e começamos a nossa tentativa de sair dali. O Rafa vem por trás de nós batendo como pode, dando pontapés, gritando e pondo todo o shopping a olhar a cena...

Empurra-me e quase caio, tendo o Francisco ao colo e toda a gente se põe de boca aberta, olhando como se tivessemos saído de um manicómio. Depois de espernear no chão, de o Pai ter afastado alguns curiosos que queriam dar um correctivo naquele miúdo tão grande que se estava a portar daquela forma, de eu ter conseguido colocar o Francisco mais calmo, entretendo-o numa loja de animais, acabamos por sair do centro comercial, ás 22:00H, sem termos jantado, estafados e esgotados!

Chegamos á conclusão que nessa noite haveria cereais ou pão e leite e caminha para todos! Nova discussão agora porque o Rafa quer dormir com o Pai. O Pai que primeiro teima que não, mas que acaba por dizer que sim, quando quase á uma da manhã ainda ninguém pregou olho!

 

Dia 2 e dia 3 ficam para outro post, tenho pena mas acho que como são longos não aguento escrever tudo de uma vez...prometo dar conta do que mais se passou e como terminou a vinda do Papá, amanhã

postado energia-a-mais às 22:54

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