A Hiperactividade vista à lupa

Sexta-feira, 18 de Maio de 2012

 

o Quico

 

«mãe, as pessoas quando ficam muito velhinhas, assim como a nossa velhinha, morrem?»

 

eu (pensa Teresa, vê lá o que dizes para não o traumatizar)

 

«humm, sim...acabam por morrer Quico»

 

ele

 

«mas eu não quero morrer mamã...»

 

eu (ai, tadinho, já a pensar nestas coisas)

 

«sabes, não precisas de pensar nisso agora, ainda falta muuuuuito tempo para seres velhinho»

 

ele

 

«mas onde ficam depois as pessoas mamã? vão para o céu?»

 

eu (pronto é agora, tem cuidado Teresa, pensa bem...)

 

«sim, algumas vão para o céu...»

 

ele

 

«porque vão para o céu mamã?»

 

eu (não dês explicações longas, olha o trauma...)

 

«porque é um bom sítio para se ficar depois de morrer...»

 

ele

 

«e onde comem? nos restaurantes?»

 

eu (caramba...como foi ele pensar nisto?)

 

«bem, sim, nos restaurantes do céu...»

 

ele

 

«mas os restaurantes são pesados mamã e as nuvens são frágeis...»

 

eu (ui...frágeis? o rapaz tem conceitos avançados, pensa no que vais dizer...)

 

«bem, depois de morrer tudo fica muito leve...mesmo as pessoas e os restaurantes...»

 

ele

 

«bem....espero que a lasanha não voe mamã!»

 

{#emotions_dlg.lol} opá! a cabeça deles é mesmo «descomplicada»! porque é que temos de complicar ao longo dos anos?

 

 

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 09:13

Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Não sou fã de estatísticas (até porque acho sempre que não faço parte delas, lol!) mas alguns números deixam-me a pensar....

  • cerca de 50 000 crianças portuguesas, entre os 6 e os 12 anos, poderão sofrer de hiperactividade
  • perto de 8 000, tomam estimulantes para a redução dos sintomas da perturbação de hiperactividade e déficit de atenção
  • mais de 60% das crianças com este transtorno, sofrem de outras patologias como comportamento disruptivo, ansiedade crónica, depressão, perturbações do sono e psicoses ou fobias
  • apenas 150 neuropediatras, pediatras do desenvolvimento e pedopsiquiatras, podem passar as receitas especiais que permitem a compra do fármaco
  • perto de metade das crianças medicadas continuam a sofrer dos sintomas em adultos
  • a taxa de divórcio entre pais de crianças com hiperactividade é de cerca de 60%
  • as taxas de depressões, problemas relacionados com dependências e outros como a instabilidade, entre os adultos hiperactivos é de 50%

Existem muitos outros números e estatísticas que comprovam, tal como diz o Dr. Lobo Antunes, neurologista pediatrico, que a hiperactividade não é uma perturbação benigna!

 Embora para muita gente, se trate de uma coisa «normal - todas as crianças são assim, hoje em dia!» e para muitos a desculpa seja o facto de serem indisciplinadas, sem educação, mal comportadas, ou simplesmente, más...

Os números são úteis porque nos ajudam a dar expressão ao abstracto - por trás de cada número há uma história, em cada história um rosto, uma vida que pode ser muito, muito atribulada para sempre!

postado energia-a-mais às 23:50

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