A Hiperactividade vista à lupa

Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011

 

 

(embora com muitas tentativas quer de um quer de outro) {#emotions_dlg.lol}....

 

lá os levei de volta à escola

 

tal como nos anteriores, também este ano teve de ser preparado com alguma antecedência - no Rafa, com suporte da medicação lá conseguimos reajustar a hora de dormir, a hora de acalmia e a hora da «turbulência»; no Quico, as rotinas foram gradualmente aceites, uns dias melhor, outros pior, conforme a agitação do resto da casa e da sua natural irrequietude o permitiram. Para os dois a habitual dose de incentivo e muitas demonstrações práticas do que a escola pode trazer em termos de um futuro risonho 

 

Para o mais novo as mudanças na escola nem foram muitas (quase nenhumas) apenas alguns colegas novos. A educadora é a mesma do ano anterior e as auxiliares mantiveram-se por ali o que lhe permite ter a «sua» adorada A. {#emotions_dlg.heart} bem juntinho!!! Este ano vai sair «casório» de certeza, porque o moço já avisou que desta é que é!

Os primeiros dias foram correndo de modo mais pacífico, embora com alguns «desvios» matinais que eu tolerei porque ainda não estava a trabalhar. No entanto a partir de agora só o avó poderá decidir o percurso e quem fica «entregue» primeiro - se o Quico se o Rafa (algo a que já os avisei para não haver discussões)

 

Para o mais velho a situação é bem diferente. O Rafa entrou para o 5º ano e tudo é novo! O meu rapazinho foi para uma EB2-3, ou seja uma escola onde se juntam segundo e terceiros ciclos. Muitos miúdos e faixas etárias bem diferentes...mas a verdade é que esta escola me pareceu muito bem pensada e organizada. E pelo que vi até agora, acho que não me enganei - para além dele já ter frequentado o ensino básico numa escola deste agrupamento e por isso eu já conhecer muitos membros dos quadros diretivos e muitos docentes. Portanto, uma mudança que espero seja bem aceite por ele.

 

Da escola que agora fiquei a conhecer por dentro nada tenho a apontar - boas estruturas, muito bem equipadas - pisos sintéticos, vidros duplos, boa utilização da luz natural, bom planeamento das salas (permitem que por exemplo os 5º e 6º anos tenham uma ala separada), salas equipadas com video projetor e quadros interativos, cantina bem equipada, bar e salas de estudo informais, biblioteca e salas de informatica, cacifos para os bens pessoais, cartao magnetico que permite aos pais verificarem o que consome e por onde anda dentro da escola, etc...

Com toda esta novidade, o Rafa ainda está na fase do «porreiro» ou seja para ele, tudo é novo e entusiasmante, como sempre adora as novidades e a fuga à rotina - o problema vai ser quando esta se instalar....

 

As manhas deles eu já conheço e o Rafa continua a ter problemas com as roupas, a higiene e sobretudo com o organizar a sua saída de casa....mas, como também estou preparada para isso, acho que por enquanto posso dizer que isto do regresso à escola até nem está a correr mal!

 

Dois apontamentos finais - o Rafa anda em casa com a mochila às costas, mesmo para realizar as tarefas mais básicas, como usar a casa de banho ou ir comer {#emotions_dlg.sarcastic} e se bem conheço o meu filhote, isto vai continuar mais uns dias....

O Quico quer ter cadernos como o mano mas não acha necessário aprender a escrever neles...aliás usa-os para rasgar as folhas que depois quer colar com super cola....e por enquanto continua a achar os livros «uma seca»....

 

 

 

postado energia-a-mais às 08:59

Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011

 

 

que quase não se pode chamar assim, dado os acontecimentos que marcaram as nossas férias {#emotions_dlg.brrrpt}

 

uma breve passagem pelo blog para deixar um registo e a promessa de que assim que a «normalidade» típica desta casa regressar, o blog será actualizado como deve ser....

 

os nossos dias a quatro afinal não o foram....a passagem por São Pedro do Sul - Bioparque de Carvalhais, local aprazível, dotado de excelentes condições para uns dias de ar puro e retemperantes actividades ao ar livre, foi bem mais rápida do que previsto e teve um sabor agri-doce...o Pai teve de se ir embora no dia anterior à nossa ida, o que nos provocou uma sensação de «balde de água fria». Parece que existem patrões que a pretexto da «crise» inventaram uma nova forma de escravidão - chantageiam os funcionários, obrigando-os a abdicarem até do período normal de férias, insinuando que se não fizerem esse «esforço», outros o farão (há sempre alguém que espreita o nosso lugar)...e assim, de repente, o que era suposto ser o início de um período em família, planeado desde o ano anterior, transformou-se num «quebra-cabeças» para dar a notícia aos miúdos.

Para a tristeza não ser a dobrar, decidimos manter a nossa ida, optando por levar os avós pois eu confesso que não me sentia com disposição para enfrentar sozinha os dias de «treino» que me esperavam. A avó ainda tinha uns dias de férias por gozar e conseguiu fazer a troca, o avô prestou-se a conduzir-nos e o pessoal do bioparque lá nos trocou o nosso «pacote» a quatro, por um que permitisse o alojamento de cinco, dado que com 3 adultos a coisa teve mesmo de ser diferente - também as actividades foram adaptadas pois os avós não se entusiasmaram por aí além com a perspectiva do «arvorismo», preferindo uma caminhada até aos «moinhos»...e piscina - muita piscina (também com um sol maravilhoso e este cenário de fundo, quem quereria outra coisa?!)

 

 

 

 

A nossa primeira noite foi uma tortura para o Rafa...por puro esquecimento não lhe levei a medicação para dormir....com a agitação natural aumentada devido ao extase em que se encontrava pelo efeito da novidade, ele simplesmente não conseguia dormir. As coisas até poderiam ter sido encaradas de outro modo mas eu também andava cansada e ainda sob o efeito da «desfeita» de não ter as coisas como planeadas e os nervos estavam em franja...

Começou por escolher um quarto dos três disponiveis no nosso retiro «casa de montanha», escolheu o de tom verde, de nome «Alecrim» para partilhar com o mano. Eu fiquei no quarto ao lado «Rosmaninho» e os avós no do outro lado «Carqueja». Instalados para a noite, fiz como habitualmente em casa, deixei-me ficar por perto enquanto tentavam adormecer. O Quico parecia estar cansado, o Rafa, palrava sem parar. Depois de uma hora nisto, já eu me preparava para ir para a cama o Rafa chamou-me que não conseguia dormir, que era melhor eu ficar no quarto com eles...Verifiquei que o mais novo estava prestes a dormir e aconselhei o Rafa a deixar-se levar pelo embalo....mas ele continuava agitado e sem conseguir parar de se mexer. Então sugeri que fosse comigo para o meu quarto. Assim que nos deitamos ele voltou à «conversa da treta» e passado mais de 45 minutos não dava sinais de se calar....Disse-lhe que tinha de se esforçar por se acalmar e nos deixar dormir, caso contrário de manhã seria difícil conseguir-mos aproveitar o pequeno almoço sugestivamente chamado de «biodespertar» e as actividades desse dia - tiro ao arco e piscina. Irritou-se ainda mais e depois de uma centena de voltas a pontapés na roupa da cama, levantou-se e passou ao quarto dos avós. Lá fez com que a minha mãe se mudasse para o meu lado e ele instalou-se com o avô. Passado um curto período de tempo ouviu-se a primeira altercação...vozes exaltadas quer de um quer de outro fizeram-me suspeitar que em breve haveria nova «rodada» na ocupação das camas. Não me enganei, ele voltou ao meu quarto, a avó foi para o outro e durante uma meia hora assim ficamos...até que se impacientou de novo, comigo já a ficar alterada e mudou-se para junto do irmão...Aí chegado resolveu que se ele não dormia o irmão teria de o acompanhar acordado e vai de tentar acordar o mais novo, falando alto, querendo jogar PSP, atirando com a roupa de cama pelo ar e tudo que se lembrou de fazer nesse momento de impetuosidade. Claro que nessa altura reagi da pior maneira possível, dominada que estava pelos nervos acumulados - gritei com ele, ele gritou mais alto, eu dei-lhe um estalo e pronto....a festa começou. Os meus pais acabaram por intervir e ele voltou a ocupar o lugar ao lado do avô...mas com todo o barulho que fazia era impossível aguentar-mos e portanto lá rodamos novamente até ele vir parar ao meu lado.

 

Nessa fase já tudo estava em alvoroço....as horas tinham passado, estavamos de madrugada e ninguém conseguia conciliar o sono. De repente dei comigo a pensar como estava a ser estúpida - tinha de me acalmar...em vez de gritar com ele, tinha de lhe transmitir tranquilidade que era o que lhe faltava. Portanto tive de me concentrar e equilibrar a minha energia. Quando fiquei calma tudo passou a ser bem mais claro. Olhei-o nos olhos, peguei-lhe na mão, disse-lhe vou fazer um chá para tomar-mos os dois, depois voltamos a tentar adormecer está bem? - a transformação foi imediata, ele desatou a chorar descontroladamente, anuiu com a cabeça e lá fui fazer o chá. Depois de beber, agarrou a minha mão, a respiração foi desacelarando, finalmente pegou no sono!

 

Ainda tive de mudar mais uma vez de cama, pois o Quico de repente acordou e estranhou o sítio....de qualquer modo, foi uma noite em que pouco dormi mas talvez por estar no meio da natureza (e pelo meu Reiki nocturno) de manhã estava fresca que nem uma alface e pronta para um despertar completamente bio! e que despertar! muitos passarinhos cantantes, muita «bicheza» para nos dar os bons dias e um festim para os miúdos (e os graúdos) se deliciarem

 

 

 aqui ficam algumas fotos do local onde ficamos alojados

 

 

  

 da maravilhosa piscina

 

 

 

 

e do tiro com arco, que os pequenos adoraram (registo o cuidado dos monitores que até tinham um arco mais pequeno adaptado ao Quico para ele também participar da experiência!)

 

Adoramos o sítio e prometemos voltar com o Pai para nos desforrar-mos nas actividades que não chegamos a experimentar e lhe mostrar-mos tudo o que fizemos!!! Afinal juntos, os quatro, em férias estivemos apenas três dias - temos de nos «vingar» nas próximas, certo? (optimismo nunca me falta lá isso não podem negar....)

 

E como para o Quico a rentrée escolar é hoje, fica a promessa de vos contar como correu. O Rafa só amanhã irá conhecer oficialmente a nova escola - o regresso a sério está marcado para quinta feira, que é tambem o dia da minha rentrée laboral lol!

 

 

e psstt...psstt...a rentrée traz surpresas! boas...daqui a uns dias vou mesmo contar ok?

 

 

 

postado energia-a-mais às 08:34

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

em que me senti uma reclusa no meu próprio leito (coisa que não me acontecia desde a minha lua de mel, eheheh!) foi como se assistisse do espaço a um qualquer motim de extra terrestres, cuja nave (casa) se encontrava demasiado destruída para poder continuar a ser usada como quartel general. Apesar dos meus pais estarem bem por dentro do que tem de ser feito, é claro que os dois homenzinhos-verdes-vindo-do-espaço, tudo fizeram para que reinasse a anarquia. Por isso acabaram por aterrar no domingo todo o dia em casa dos avós....deixando aquele sítio quase na mesma situação...

 

Como alguns se devem lembrar segunda-feira era o dia em que uma mãe iria até á escola onde anda o Rafa e o filho dela, para reclamar do comportamento menos pacífico do meu filhote....

Na segunda de manhã, eu estava quase sem voz, com muitas dores e muita febre...estava mesmo indisposta, o que, se por um lado me deixava apreensiva, por outro me deixava esperançosa que essa indisposição me fizesse mais «azeda»...é que ás vezes nestas reuniões devemos colocar cara de poucos amigos (aspecto que só tenho quando estou mesmo mal,ehehe).

Ora o que é que eu me lembrei de fazer?! pedi á minha mãe para colocar os meninos na escola e depois que ela falasse com o meu médico (de quem é amiga) para que ele me desse uma receita daquelas de fazer levantar um morto! Bom, não sei o que lhe disse mas a verdade é que depois de almoço me senti um pouco melhor...por volta das 17:00H - hora marcada com a escola, lá fui eu (acho que bem apresentável, por meio de alguns truques com cremes, lol!) mas ...afónica!

Pois é, sem voz não é facil argumentar mas eu pensei nisso! Levei bloco de folhas, canetas e marcadores verde e vermelho! Julgam que estou a brincar?!

Cheguei e no grupinho do costume no portão da escola, noto a agitação, passo e aguardo que me chamem...quando vejo que não é uma mas duas mães que estão á espera para serem também recebidas!

Penso logo - devia ter trazido dois blocos! Entramos e quando cumprimentei dei a conhecer o meu estado de semi-incapacidade...ora logo uma delas diz que eu podia ir embora e que depois se falava...mas eu apontei para o meu bloco e lá expliquei que ouço bem, sei escrever pelo que podiamos conversar.

Foi uma bela reunião! Sempre que vinha á baila algo melindroso (como, não é a primeira vez, eles -hiperactivos, têm de ter disciplina, não se podem repetir cenas de violência na escola...) eu usava o marcador vermelho para ripostar. Claro que tem de haver disciplina, é preciso é que se saiba como falar, como chegar até ao hiperactivo sem esquecer que padece de uma doença!

É preciso que a escola dê respostas adequadas. Incentivar o conhecimento do hiperactivo, o seu comportamento, porque reage daquela maneira.

 

Depois para apaziguar «podemos combinar algumas estratégias na escola, com os professores e com os coleguinhas?»

 

Bom, saí da escola com a promessa de maior empenhamento e, da minha parte vou marcar a vinda de alguém da apdch para dar esclarecimentos fundamentais, sendo que eu própria vou facultar á escola alguma documentação que poderá ser consultada por todos (pais incluídos) na biblioteca da escola...

 

Não sei se por respeito é minha rouquidão, se porque acharam o método um pouco estranho, esta foi uma das reuniões mais silenciosas em que estive presente, lol!

 

E pronto, resta dizer o porquê do miúdo ter levado a estaladona...na verdade, foi ele como poderia ter sido qualquer outro que o Rafa visse naquele momento! A hiperactividade não deixa reflectir e por muito que custe a aceitar é bem possível que o meu filho, sob impulso de momento descarregue a sua frustração (também de momento) em alguém (quantos desconhecidos já levaram porque estavam apenas á sua frente, num momento em que ele se irritou por ter caido, ou por ter levado um «não» ou por qualquer outra coisa!)  O que preciso de trabalhar com ele - descobrir de onde vem a frustração, mostrar que todos temos esse sentimento, a diferença é que aprendemos a controlá-la...

postado energia-a-mais às 23:26

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