A Hiperactividade vista à lupa

Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

 

fartinha de ler em tudo o que é blog, redes sociais, noticiários, enfim...sobre o «ato heroico, maravilhoso, imensamente corajoso» da Angelina Jolie, coitadinha, que quis tirar as maminhas para minimizar a possibilidade de ter cancro da mama!

 

a sério?! foi isso que retiveram da notícia e é isso que realmente interessa comentar? pois a mim (mas eu devo ser tótó) o que me chamou a atenção é que os médicos da Angelina Jolie conseguiram prever que ela tinha uma hipótese de 88% de vir a contrair essa doença. Ora, são coisas como essas que me enervam - quem tem bons acessos (porque tem dinheiro para tudo) a cuidados de saúde de excelência, tem estas hipóteses de decisão. Quem tem uma vida de miséria, morre sem saber do quê...

Aqui, uma amiga da minha mãe, teve cancro da mama, a mãe dela morreu com cancro da mama, a irmã está a morrer com cancro nos ovários...a filha da amiga da minha mãe foi ao médico dela e contou toda a história (porque os médicos nunca são os mesmos e há que repetir a todos...). O médico não achou muito importante mandar fazer exames de despiste, afinal estamos em contenção de custos e ela ainda é jovem. Pode esperar ser chamada para fazer uma mamografia de rastreio....se entretanto não acabarem com isso também. Cuidados no privado? pois, nem toda a gente tem o dinheiro da Angelina Jolie...tadinha.

 

 imagem da net

 

 

Além do mais - consta que a «diva» não se sujeitou a tirar os seios assim, sem mais...fez é claro, uma reconstrução mamária com implantes - que, com o dinheiro que ela tem, são obviamente de boa marca, com excelentes resultados finais. Vai ficar com dois seios lindos que continuarão a fazer as delícias dos decotes que usa. Sem ter de se preocupar com possíveis cancros...corajosa que ela é!

 

 

 

postado energia-a-mais às 12:14

Quinta-feira, 12 de Abril de 2012

 

 

a vida dá umas quantas voltas e deixa-nos de voltas trocadas

 

pensava eu que teria esta semana uma preocupação maior com a reentrada das crianças na escola e com as voltas típicas destes recomeços...mas enganei-me. Foi o avô que nos trouxe uma maior aflição, embora o seu problema de saúde já fosse conhecido - uma úlcera no estômago obriga a cuidados regulares, desta vez um agravamento súbito levou a uma ida às urgencias do hospital, a meio da madrugada de segunda feira. 

 

Como já aqui referi várias vezes, os meus pais fazem parte da nossa vida, são os nossos esteios, suporte familiar mais que querido! a eles recorro com frequência diária e mesmo agora que estou sem trabalho fora de casa (excepto o voluntariado que faço na APCH) e tenho por isso mais disponibilidade de horários, eles permanecem como apoio, quer com as crianças, quer com algumas tarefas caseiras. Por tudo isso este súbito afastamento do avô trouxe muitas quebras na rotina e os miúdos teimam em me fazer perguntas a toda a hora, querem fazer visitas ao meu pai, resistem como podem e sempre com a agitação própria que os carateriza!

 

Agora que as coisas estão a acalmar, não posso deixar de me REvoltar com a situação sentida na pele de quem tem de recorrer a um hospital público e se dá conta da enorme disparidade de valores suportados pelo utente, depois das mexidas deste governo. Fico a pensar nos milhares de portugueses que não tendo posse nem para comer, se deparam com uma situação de doença (que por si só já é debilitante) e acabam por ter de escolher entre comer no dia a seguir ou fazer os tratamentos e exames necessários...o meu pai teve de pagar por exames no hospital mais de 30,00€. Nos bombeiros foram 12,00€ e pelos medicamentos mais de 60,00€...Só para começar...seguem-se consultas no centro de saúde (5,00€) e consequentes exames e seguramente mais medicação. Isto sem contar com as deslocações....

Mas que raio de país é este que caminha para um fundo poço sem fim à vista? como podemos ficar calados perante esta usurpação dos direitos de um estado social? um estado que ainda diz ter proteção social para os mais desprotegidos?!! isto é proteger quem sempre trabalhou, pagou os seus impostos e sempre viveu com o que era seu??!!

Não consigo esconder que não apoio nenhuma destas medidas a pretexto de uma crise que não foram os comuns dos portugueses que criaram. O que me idigna é que nenhuma destas medidas de austeridade são acompanhadas de um reforço das proteções e do desenvolvimento de políticas sociais. Pelo contrário, assiste-se a uma constante tentativa de privatizar bens essenciais e que deveria ser de acesso gratuito por serem o garante de um serviço para todos (não apenas para os que podem pagar). Quer no contexto da saúde, como na educação e no trabalho estamos a regredir e a ficar ao nível da célebre máxima de Salazar «ao povo basta-lhe pão e vinho» de resto que morram ignorantes e analfabetos e de preferência sem chegar à idade da reforma (muito menos antecipada) que é para não dar muito gasto ao estado!!!! porra de país

 

pronto desabafei!!!

 


postado energia-a-mais às 10:42

Sexta-feira, 30 de Março de 2012

 

podiam ser doces...até porque estamos muito perto da Páscoa...

 

mas não! são mesmo daquelas que nos fazem azia

 

duas histórias com desfecho fatal ensombraram estes dias em que ainda estremecemos com o susto da «bisa» (que felizmente recupera a olhos vistos) - uma jovem mulher entra num hospital para fazer uma operação às varizes...sai de perna amputada. Parece que um erro médico é algo vulgar que se pode «apagar» com um simples pedido de desculpa, género «ooops! isto era uma artéria? opá eu queria cortar a veia...olha, pronto desculpe lá ok? para a próxima faço melhor...ooops! afinal não fiz.... agora vai ficar sem a pernita, tá?». Caramba, nem avisaram o porquê de operarem novamente?! então o doente não tem direito a ser informado sobre os procedimentos médicos deste tipo?

 

Noutra história com final trágico, uma mulher de 27 anos entra num hospital (depois de uma passagem já por um centro de saúde) com uma dor lancinante no peito que lhe irradia para o braço e após uma triagem em que lhe é dada pulseira amarela (sinal de média urgência) espera 7 (sete) horas para...morrer! ali mesmo no hospital enquanto espera para ser atendida. Dizem os senhores doutores que nada poderiam ter feito porque afinal ela morreu de (pasme-se!!!) paragem cardio-respiratória fulminante - embora seja demoradamente «fulminante» a julgar pelas mais de 10 horas desde que se queixou da tal dor que a levou ao centro de saúde (de onde a terão enviado para casa) e das ditas sete que por lá esteve sob a aparente cuidadosa observação médica. Este país está cada vez mais entregue aos bichos!!!

 

 imagem tirada da net

 


pena que não seja amoroso...como o da páscoa!

 


postado energia-a-mais às 09:05

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