A Hiperactividade vista à lupa

Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011

 

 

A sala de Snoezelen é uma sala multi-sensorial que tem como objectivo a estimulação sensorial e/ou a diminuição dos níveis de ansiedade e de tensão.

O Conceito da sala de Snoezelen proporciona conforto, através do uso de estímulos controlados e oferece uma grande quantidade de estímulos sensoriais, que podem ser usados de forma individual ou combinada dos efeitos da música, notas, sons, luz, estimulação táctil e aromas.

Na sala de Snoezelen podemos encontrar: Luzes Psicadélicas, Música, Bola de Espelhos, Lâmpada aromática, Colchão de Água, Almofadas, Colunas Borbulhantes, Piscina de bolas, Mural Táctil, Puffs, Coluna de Ar, Espelho convexo…

O ambiente multissensorial permite estimular os sentidos primários tais como o toque, o paladar, a visão, o som, o cheiro, sem existir necessidade de recorrer às capacidades intelectuais mas sim às capacidades sensoriais dos indivíduos. A confiança e o relaxamento são incentivados através de terapias não directivas.

Snoezelen é “um ambiente especificamente equipado que transmite aos seus visitantes um sentimento agradável de processos de auto-regulação. Através de uma sala equipada e usada de acordo com as necessidades específicas de cada pessoa, consegue-se a estimulação de intervenções terapêuticas e pedagógicas, tanto como se fortalece as relações pessoais entre terapeuta e paciente. Snoezelen pode ser aplicado com grande êxito na área de pacientes, deficientes e não deficientes” (Fundação Alemã de Snoezelen, 1999).

Qual a origem do Snoezelen?

O conceito de Snoezelen surgiu nos anos 70 através de dois terapeutas holandeses – Jan Hulsegge e Ad Verheul enquanto estes trabalhavam no instituto De Hartenberg. A palavra Snoezelen provém do holandês Snuffelen – cheirar e Doezelen – relaxar/dormitar.

A quem se destina o Snoezelen?

Na altura em que surgiu destinava-se unicamente para pessoas com deficiências profundas, para que pudessem ocupar de forma estimulante os seus tempos livres.

O conceito Snoezelen sofreu modificações, sobretudo devido ao avanço técnico e tecnológico, o que permite reconhecer a sua validade em todas as áreas de intervenção e de trabalho social, bem como a nível de dificuldades de aprendizagem, na medida em que possibilita o relaxamento e propicia a aprendizagem.

Quais o benefícios da sala de Snoezelen?

  • Promove o relaxamento, lazer e diversão;
  • Estimula os sentidos primários;
  • Permite a exploração, descoberta, escolha e a oportunidade de controlar o ambiente;
  • Aumenta a compreensão do utente em relação ao gosta/não gosta;
  • Permite a estimulação esfincteriana;
  • A variedade de actividades permite explorar as necessidades bem como as preferências;
  • Permite o trabalho individual ou em grupo, servindo para o controlo da ansiedade;
  • Incentiva o movimento e a motivação;
  • Motiva para a aprendizagem;
  • Facilita a libertação de stress;
  • Promove a consciência da equipa técnica sobre a importância dos sentidos primários;
  • O uso de equipamento sensorial pode ser benéfico para todas as idades e diagnósticos;
  • Estimula o surgir de emoções positivas tais como o bem-estar, relaxamento, satisfação e alegria.

 

postado energia-a-mais às 11:34

Quarta-feira, 08 de Abril de 2009

quando os pais são confrontados com um diagnóstico de hiperactiviade, desde logo se colocam as perguntas óbvias - e tratamentos, existem?

 

Identificado o tipo de hiperactividade, o mais comum é o(s) médico(s) falarem aos pais na possibilidade de usarem fármacos para controlarem os sintomas mais adversos (a impulsividade, o déficit de atenção, a agressividade...)

Muitos pais acabam por ficar com a ideia de que este é o único tratamento viável, até porque os efeitos são mais visiveis e fáceis de gerir

No entanto, o acompanhamento com tratamento terapeutico, é muitas vezes descurado, ou nem sequer equacionado...ora os fármacos por si só, não garantem resultados eficazes. Ao longo de uma toma mais prolongada, notam-se por norma recuos pois a tendência é para se verificar uma certa habituação da criança ao medicamento. Por outro lado, a decisão de deixar de tomar a medicação é difícil e quase sempre desperta no pré-adolescente um período de rebeldia e recusa.

 

É por isso muito importante que o tratamento escolhido, seja uma combinação de fármacos com apoio terapêutico - um apoio transversal á família e aos vários intervenientes do processo educativo

A terapia comportamental é a mais usada. Pode ser adequada a cada criança, atendendo á especificidade do transtorno que o afecta e pode ser ajustada sempre que necessário, em termos de etapas de trabalho e objectivos.

 

O sonho de qualquer pai, é que o seu filho se liberte da medicação...embora a hiperactividade genética não tenha cura, os seus efeitos alteram-se ao longo do tempo (não é comum ver-mos adultos afectados pela hiperactividade, trepando móveis ou saltando pela rua...mas reconhecemos uma instabilidade característica, nos realcionamentos ou nos empregos...)

Será bem mais fácil deixar a medicação, se os mecanismos de auto controlo tiverem sido trabalhados com apoio de terapeutas e técnicos

 

Claro que cabe aos pais (e mais tarde á criança/adolescente) qual o tratamento a seguir, no entanto essa escolha será sempre condicionada pelas alternativas apresentadas pelos médicos/técnicos de saúde. É por isso cada vez mais pertinente obter informação sobre o tema.

 

Em muitos países, técnicas usadas pelas terapias menos convencionais, complementares ou alternativas, têm mostrado bons resultados com estas crianças. Há pouco tempo, no fórum da APDCH, tivemos pais a questionar um método utilizado em Portugal pela clínica L. chamado Mindstation - apresentado como revolucionário e inovador, garante sucesso no tratamento da hiperactividade e aposta na possibilidade de retirar totalmente a medicação a estas crianças...

Tenho muitas dúvidas sobre a validade de um tratamento adequado, usando apenas terapia comportamental, mesmo que essa terapia seja intensiva...

 

Acredito que seja possível atingir um resultado positivo, utilizando um conjunto de métodos, tratamentos e terapias!

 

 

 

 

postado energia-a-mais às 18:15

Sábado, 13 de Setembro de 2008
  • O Rafa vai precisar de terapia e medicação ainda mais rigorosa
  • Que regrediu tento em termos cognitivos como comportamentais (embora achem que não há motivo para alarme - que tem a ver com o facto de não ter feito terapia nestes últimos 3 meses)
  • Que temos de fazer despiste de outras patologias (a consulta é daqui a 2 semanas)
  • Que tenho de ficar atenta aos sinais do Francisco
  • Que devo vigiar o seu sono e refeições
  • Que o factor genético no meu/nosso caso tem muito peso

 

 

Não foi um dia fácil mas teve as suas compensações, penso que o meu filhote poderá fazer progressos caso aceite bem a nova medicação e pelo menos saiu mais bem disposto do que entrou e até concordou que poderá gostar de voltar á escola

Como hoje estava realmente sozinha com os miúdos aproveitei e o final do dia foi mesmo só para nós, com todos os disparates do costume, no jardim municipal e cá em casa...com muitas gargalhadas pelo meio para esquecer a tensão...

postado energia-a-mais às 23:24

Segunda-feira, 07 de Julho de 2008

quando me decidi a escrever este blog, fi-lo por duas razões principais, ou melhor, para obter dele dois objectivos. O primeiro tem a ver comigo própria, o blog é uma espécie de terapia de choque. Ao escrever sobre os acontecimentos mais marcantes na minha relação com o meu filho e o seu problema de hiperactividade, acabo por relembrar as situações já de cabeça fria, desdramatizando o que por vezes são momentos quase absurdos. É de certo modo um exorcismo dos meus medos e angústias, escrever liberta-me e dá-me energia.

O outro objectivo é mais para fora, para os que leêm, uma forma de alerta. Alerta para os pais que têm filhos hiperactivos e que os escondem (por vergonha, por desconhecimento ou por opção - não querer ver o problema) e um alerta para os pais que não têm filhos hiperactivos mas que pensam que os têm. Existem muitos assim, veêm problemas em tudo o que os filhos fazem, confundem hiperactividade com falta de regras e encontram nela uma desculpa para o pouco que investem na verdadeira educação das crianças.

Muitas vezes, no entanto, percebo que os que me visitam encaram este blog como um desabafo de uma mãe angustiada, deprimida, quase que me imaginam toda descabelada, sem tempo para nada, absorvida pelas duas pestes que destroem a casa, o carro e tudo por onde passam! Alguns que efectivamente entram em contacto comigo, manifestam o seu pesar por um filho tão difícil, dizem-me com astuta sabedoria que melhores dias virão, que o tempo ajuda e que tenha muita paciência. E claro que sentem pena de mim.

Talvez não tenham entendido bem. Eu não me sinto angustiada, muito menos deprimida. Tenho como todas as pessoas, dias melhores e outros menos bons. Sou por norma bem disposta e sorridente. Mantenho um óptimo casamento há 10 anos (será menos tempo devido á profissão dele mas a chama está viva e isso é o que importa).  Faço voluntariado numa associação local, trabalho as horas que o tempo me permite e consigo  manter uma rotina salutar em casa. Os meninos tomam banho a horas e jantam cedo, a casa não é nenhum monte de destroços. Sou prática o suficiente para manter as coisas limpas e arrumadas. Dou passeios com os dois e não os privo do acesso á cultura e ao lazer. Visitamos museus, vemos teatro, fazemos praia e picnik's. Eles são vivos e inteligentes. O Rafa tem um QI superior á média e o Francisco é adorável!  Temos momentos hilariantes e sou tão criança como eles.

Tenho é certo uma dose de paciência e resistência muito para além do normal. Reconheço que para manter tudo a funcionar,  o meu esforço tem de ser maior do que o necessário para a maioria das pessoas. Talvez existam poucas capazes de abdicarem de saídas á noite, dos jantares com amigos, de um sofá italiano e um plasma na parede. Talvez  poucas mães encarem como normal ter um colchão na entrada da sala, ou terem uma mesa de esplanada que serve como mesa de refeição para o filho poder sujar sem estragar a mobília. Talvez poucas mães entendam uma birra de duas horas porque o tal filho não consegue vestir uns boxers e insiste em sair de casa sem a dita peça interior. Ou porque apesar de gostar muito de andar no futebol e a inscrição ser paga, ele resolve desistir duas semanas depois. Talvez poucas estejam na disposição de aguentar os olhares inquisidores das outras pessoas, quando num local público ele resolve atirar comida pelo ar ou chama nomes ás empregadas dos restaurantes. Talvez poucos entendam!

Mas eu entendo, eu aceito. Aprendi a lidar com as coisas sem me preocupar com o que dizem os outros. Sem deixar de fazer ou de mostrar.

Porque é possível lidar com a hiperactividade.  Sem ficarmos desgastados.

O que me desgasta são os que não entendem!

 

Desculpem, não sou mal agradecida. Adoro que me ajudem com dicas e estratégias. Que partilhem experiências ou que mostrem outros pontos de vista. Simplesmente detesto que tenham pena de mim.

 

sinto-me: com vontade de escrever
postado energia-a-mais às 23:34

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